A certa altura, deixamos de querer convencer os outros-Carla Milho

🌻 E quando a vida não nos diz o que vem a seguir?

Não significa que não tenha medo. Tenho.
Não significa que não faça perguntas. Faço muitas.
E também não significa que acorde todos os dias cheia de certezas e com uma banda sonora inspiradora a tocar ao fundo. Há dias em que acordo simplesmente a pensar:
“Vamos lá ver o que é que este dia inventou…” 🤣

A incerteza é uma coisa curiosa.
Queremos respostas, datas, garantias, mapas e, se possível, alguém que nos diga exactamente onde vamos estar daqui a cinco minutos. 😂
Eu, durante muito tempo, também gostava dessa ideia de ter tudo minimamente controlado.
Entretanto, a vida explicou-me, com a sua habitual delicadeza de um camião sem travões, que controlar tudo é uma bonita fantasia. 😅😅
Hoje tento lidar com a incerteza de outra maneira.
Não significa que não tenha medo. Tenho.
Não significa que não faça perguntas. Faço muitas.
E também não significa que acorde todos os dias cheia de certezas e com uma banda sonora inspiradora a tocar ao fundo. Há dias em que acordo simplesmente a pensar:
“Vamos lá ver o que é que este dia inventou…” 🤣
Aprendi que nem sempre precisamos de saber o caminho inteiro.
Às vezes basta saber qual é o próximo passo.
O resto vai-se descobrindo enquanto caminhamos.
E quando não consigo encontrar respostas, tento não transformar cada dúvida numa tragédia grega. Respiro, observo, adapto-me e sigo.
Porque a verdade é que a vida nunca nos prometeu certezas. Prometeu-nos apenas momentos.
E talvez viver seja precisamente isto: aprender a caminhar mesmo quando não conseguimos ver muito para além da curva.
Com humildade para aceitar que não controlamos tudo.
Com coragem para continuar.
E com humor suficiente para, quando a vida nos trocar novamente o mapa, perguntarmos:
“Desculpe… isto era para este caminho ou enganou-se outra vez?” 😆
No fundo, talvez eu não saiba exactamente para onde vou.
Mas sei uma coisa:
não preciso de conhecer todo o caminho para continuar a andar. ❤️
E isso, para uma Miúda Gira, já é uma excelente forma de lidar com a incerteza. 🌻😆

Crónicas de uma Miúda Gira🥰❤️-Capítulo 78 – A Miúda Gira e o Doutor “E Se…?” 🤔🤣

E, quando finalmente chega a uma conclusão…
pensa se terá pensado bem. 🤣🤣🤣
Foi assim que, numa bela manhã, decidiu que precisava urgentemente de deixar de pensar tanto.
Sentou-se.
Respirou fundo.
Olhou para o vazio.
E pensou:

Capítulo 78 – A Miúda Gira e o Doutor “E Se…?” 🤔🤣

Há pessoas que pensam antes de agir.
Há outras que agem antes de pensar.
E depois…
há a miúda gira.
A miúda gira pensa.
Pensa muito.
Pensa antes.
Pensa depois.
Pensa durante.
E, quando finalmente chega a uma conclusão…
pensa se terá pensado bem. 🤣🤣🤣
Foi assim que, numa bela manhã, decidiu que precisava urgentemente de deixar de pensar tanto.
Sentou-se.
Respirou fundo.
Olhou para o vazio.
E pensou:
— Pronto. Agora não vou pensar em nada.
Dois segundos depois:
— Mas será que consigo mesmo não pensar em nada?
Mais três segundos:
— E se eu estiver a pensar em não pensar?
E foi aqui que a coisa descambou. 🙈😅
Porque a cabeça da miúda gira não é propriamente uma cabeça.
É uma central de atendimento 24 horas, sem feriados, sem pausas e, aparentemente, sem botão para desligar.
O Alberto, que assistia à situação de braços cruzados, decidiu intervir.
— Miúda gira… tens de parar de pensar tanto.
Ela olhou para ele.
— Eu sei.
— Então para.
— Estou a tentar.
— E?
— Estou a pensar em como parar de pensar.
O Alberto ficou em silêncio durante alguns segundos.
Depois bateu palmas.
🤣🤣🤣
— Pronto. Está confirmado. Não há salvação! 😜😅
Entretanto apareceu a Consuela, munida do seu inseparável bloco de notas, porque aparentemente até a paz interior da miúda gira já precisava de relatório técnico.
📢 RELATÓRIO DA CONSUELA
Paciente: Miúda Gira
Estado atual: A pensar.
Estado anterior: A pensar.
Estado provável daqui a cinco minutos: A pensar sobre aquilo em que estava a pensar há cinco minutos.
Diagnóstico: Excesso de pensamento com tendência para criar cenários que ainda não aconteceram.
Tratamento recomendado:
Respirar.
Não antecipar problemas.
Não transformar um “talvez” num documentário de oito temporadas.
Fazer uma pausa.
Se possível, entregar o cérebro à manutenção durante umas horas. 🤣🤣
A Consuela fechou o relatório, olhou seriamente para a miúda gira e acrescentou:
— E proíbo expressamente a senhora de começar a pensar no que vai pensar amanhã.
— Mas Consuela…
— Não!
— Mas eu só ia…
— NÃO! 🤭😂😂
O Alberto, entretanto, já estava sentado no sofá a comer pipocas.
— Eu cá acho que isto ainda vai dar uma excelente série.
A miúda gira respirou fundo.
Olhou para os dois.
E finalmente percebeu uma coisa:
Nem tudo precisa de ser analisado.
Nem tudo precisa de ter resposta.
Nem tudo precisa de ser previsto.
Às vezes, a vida simplesmente acontece.
E talvez seja precisamente aí que está a graça.
Porque se tentarmos controlar cada detalhe, acabamos por passar tanto tempo a pensar na vida…
que nos esquecemos de vivê-la.
Por isso, a miúda gira decidiu fazer uma coisa revolucionária:
Hoje vai deixar algumas perguntas sem resposta.
Vai deixar alguns problemas para amanhã.
Vai permitir-se não saber tudo.
E, sobretudo, vai tentar não transformar cada pequeno acontecimento numa reunião extraordinária do Conselho de Administração da própria cabeça. 😜😅😅
O Alberto levantou-se, bateu palmas e declarou:
— Finalmente!
A Consuela limpou uma lágrima de orgulho.
— Está a evoluir.
A miúda gira sorriu.
E perguntou:
— Acham que estou mesmo?
O Alberto e a Consuela olharam um para o outro.
Silêncio.
Depois o Alberto respondeu:
— E lá está ela outra vez… 🤣🤣🤣
E foi assim que terminou mais um dia nesta casa.
Sem respostas para tudo.
Sem dramas.
Com humildade.
Com algumas gargalhadas…
e com a certeza de que, às vezes, a melhor maneira de resolver uma coisa é simplesmente parar de pensar nela durante cinco minutos.
Embora, no caso da miúda gira…
cinco minutos já seja considerado um feito histórico. 😅❤️🤣

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crónicas do Fenando, do Jacks… e do Alberto😸🐶👻-Capítulo 97 – O Leão, as Bolhinhas e o Karaoke do Além 🦁🛁🎤📢🤣

Tinha acabado de tomar banho e o novo champô, com cheiro a pastilha elástica, tinha produzido tantas bolhinhas que parecia ter saído diretamente de uma máquina de espuma. 🛁
Jacks olhou para Fenando.
— Que achas?

Capítulo 97 – O Leão, as Bolhinhas e o Karaoke do Além 🦁🛁🎤📢🤣

Naquela noite, Fenando adormeceu profundamente e teve um sonho absolutamente extraordinário.
No sonho, já não era apenas um gato.
Era um felino gigante! 😸🦁
Olhou para o seu reflexo e ficou impressionado.
— Finalmente! A minha verdadeira dimensão foi reconhecida!
Caminhava majestoso pelo quintal, com a cauda levantada e um olhar capaz de intimidar até uma mosca.
Até que ouviu:
PLOP! PLOP! PLOP!
Era Jacks.
Tinha acabado de tomar banho e o novo champô, com cheiro a pastilha elástica, tinha produzido tantas bolhinhas que parecia ter saído diretamente de uma máquina de espuma. 🛁
Jacks olhou para Fenando.
— Que achas?
Fenando, ainda em modo leão:
— Acho que cheiras a uma loja de doces.
Jacks abanou-se.
PLOP! PLOP! PLOP!
— Estou irresistível!
— Estás é pegajoso! — respondeu Fenando. 😂😂
Mas o verdadeiro problema estava dentro de casa.
Alberto tinha descoberto uma coisa.
A miúda gira tinha um equipamento de karaoke.
E Alberto tinha encontrado o seu palco.
— ATENÇÃO, PÚBLICO! PREPAREM-SE PARA A MINHA GRANDE ESTREIA!
Fenando levantou uma sobrancelha.
Jacks congelou.
Alberto começou:
🎤LAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
Jacks escondeu-se atrás do sofá.
Fenando tapou as orelhas.
— Alberto, por favor!
— Ainda nem comecei!
— COMO ASSIM, AINDA NÃO COMEÇASTE?! 🙈🤣🤣🤣
Alberto aumentou o volume.
 LAAAAAAAAAAAAAAAÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!
Jacks começou a produzir bolhinhas de nervosismo.
Fenando olhou para o céu.
— Universo… eu pedi para ser um felino maior, não para viver num concerto do Alberto!
😸Pensamento do Fenando:
“Sou um felino gigante. Tenho presença. Tenho elegância. Tenho dignidade. E, neste momento, só queria voltar a ser pequeno para me esconder atrás do sofá.” 🤣
🐶 Pensamento do Jacks:
“O champô cheira muito bem… mas se o Alberto continuar a cantar, vou precisar de um banho novo para me livrar deste trauma.” 🤣🤣
👻 Pensamento do Alberto:
“Finalmente encontrei a minha vocação! O karaoke nasceu para mim!”
E assim terminou mais um dia naquela casa:
um gato convencido de que é leão, um cão perfumado a pastilha elástica e um fantasma convencido de que é o próximo grande cantor nacional.
A miúda gira?
Sentou-se no sofá, respirou fundo e pensou:
— Eu devia ter comprado o karaoke com controlo parental. 😅😸🐶👻🦁😜❤️🤣

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

🪷A vida encontra sempre uma forma!#Reflexão🍀

O coração fica com algumas rachas, os planos ficam desalinhados e nós ficamos a olhar para aquilo a pensar:
“Muito bem… e agora quem é que vai arranjar isto?” 🤣

Há alturas na vida em que parece que tudo se parte um bocadinho.
O coração fica com algumas rachas, os planos ficam desalinhados e nós ficamos a olhar para aquilo a pensar:
“Muito bem… e agora quem é que vai arranjar isto?” 🤣
Durante muito tempo achei que, quando alguma coisa se parte, temos de a reconstruir exactamente como era antes.
Hoje penso de outra forma.
Há coisas que não voltam a ser iguais — e talvez não tenham de voltar.
Às vezes, no meio das nossas próprias fissuras, nasce qualquer coisa bonita. Uma flor, uma aprendizagem, uma força que desconhecíamos ou simplesmente uma versão nossa um bocadinho mais sábia… embora continue a fazer disparates, porque também não vamos exigir milagres. 🤣🤣
A vida tem uma maneira muito particular de nos surpreender. Quando pensamos que já não há espaço para mais nada, ela lá encontra uma pequena brecha e enfia uma flor.
E talvez seja isso que significa continuar.
Não é fingir que nada aconteceu.
É aprender a viver com aquilo que aconteceu sem deixar que isso nos roube aquilo que ainda podemos ser.
Nem sempre conseguimos escolher o que nos acontece, mas podemos tentar escolher a forma como caminhamos depois.
Com mais calma.
Com mais humildade.
Com menos necessidade de controlar tudo.
E, se possível, com algum sentido de humor — porque convenhamos que a vida já tem demasiadas situações absurdas para ainda lhe acrescentarmos uma cara de funeral. 🤣🤣
Hoje, quando encontro uma racha no meu caminho, tento não perguntar apenas:
“Porque é que isto me aconteceu?”
Pergunto também:
“O que será que pode nascer daqui?” 🪷
Porque talvez a vida seja mesmo assim:
parte-nos por alguns lugares, mas também nos ensina onde podem nascer flores. ❤️
E eu cá continuo… um bocadinho remendada, outro bocadinho teimosa, bastante humana e, felizmente, ainda com vontade de rir.
Afinal, uma Miúda Gira pode até ter algumas fissuras… mas continua a florescer. 🪷🍀🤭😅❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Peter Pan e a Arte de Ouvir Sem Ouvir

Peter interrompeu:
— Eu sei, eu sei, já percebi!
A Fada ficou em silêncio.
— Ainda nem comecei.
— Eu sei onde queres chegar.
O Capitão Gancho, que estava por perto, aproximou-se.
— Não sabes, não.
Peter olhou para ele.
— Sei sim!
Gancho suspirou!

Na Terra do Nunca, a Fada Sininho decidiu ter uma conversa séria com Peter Pan.
— Peter, precisamos de falar.
Peter sentou-se imediatamente.
— Claro! Estou a ouvir.
Sininho começou:
— O problema é que quando alguém te fala…
Peter interrompeu:
— Eu sei, eu sei, já percebi!
A Fada ficou em silêncio.
— Ainda nem comecei.
— Eu sei onde queres chegar.
O Capitão Gancho, que estava por perto, aproximou-se.
— Não sabes, não.
Peter olhou para ele.
— Sei sim!
Gancho suspirou.
— Peter, isso não é ouvir. É esperar pela tua vez de falar.
Peter ficou indignado.
— Eu ouço!
Sininho cruzou os braços.
— Então diz-me o que acabei de dizer.
Peter ficou completamente imóvel.
— Disseste… uma coisa importante.
A Fada fechou os olhos.
— Impressionante.
Gancho abanou a cabeça.
— Temos aqui um caso raro de audição seletiva com resposta automática.
Os Meninos Perdidos começaram a rir.
Peter tentou defender-se:
— Mas eu gosto de responder!
— Nós sabemos — disse Sininho. — O problema é que às vezes ninguém acaba de falar e tu já tens uma resposta preparada, três argumentos e provavelmente uma conclusão.
Gancho acrescentou:
— E, se for preciso, ainda fazes uma apresentação em PowerPoint.
Peter ficou pensativo.
— Então o que devo fazer?
A Fada respondeu calmamente:
— Ouvir primeiro. Pensar depois. Responder no fim.
Peter acenou com a cabeça.
— Está bem.
Silêncio.
Cinco segundos.
Dez segundos.
Peter levantou a mão.
— Já posso responder?
A Fada Sininho levou as mãos à cintura.
O Capitão Gancho começou a rir.
— Milagre! Pela primeira vez na história, o Peter Pan está a esperar pela sua vez!
Até o crocodilo Tic-Tac fez:
— Tic… tac…
Gancho olhou para ele.
— Exatamente, amigo. O relógio está a contar o tempo que falta para ele voltar a interromper.
Peter fez uma careta.
— Eu ouvi isso!
Sininho sorriu.
— Ótimo.
— E compreendi!
Gancho bateu palmas.
— Temos evolução! Chamem os Meninos Perdidos! Hoje há festa! 🤣🤣🤣
E assim Peter Pan descobriu uma pequena grande verdade:
ouvir para compreender dá muito mais trabalho do que ouvir para responder… mas evita uma quantidade impressionante de discussões na Terra do Nunca. 🤣🤭☠️🙌

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

💛 Crónicas de uma Miúda Gira🥰❤️- Capítulo 77 — Quando os Minions Vieram Só Fazer Uma Visita 🤣💛

Voltou a olhar.
— Desculpem lá… vocês são quem? 🤔
Os três fizeram pose para a fotografia.
Um levantou o telemóvel.
Outro sorriu ainda mais.
E o terceiro tinha aquela cara de quem já tinha feito alguma asneira, mas ainda não tinha sido apanhado. 🤣
A miúda gira respirou fundo

Capítulo 77 — Quando os Minions Vieram Só Fazer Uma Visita 🤣💛

Há dias em que a miúda gira olha para a vida e pensa:
“Hoje vai ser um dia tranquilo.”
É precisamente nesses dias que a vida responde:
— Ahahahah… espera só um bocadinho. 😅
Naquela manhã, a miúda gira entrou na sala e encontrou três figuras amarelas, de óculos enormes e sorrisos ainda maiores.
Parou.
Olhou.
Piscou os olhos.
Voltou a olhar.
— Desculpem lá… vocês são quem? 🤔
Os três fizeram pose para a fotografia.
Um levantou o telemóvel.
Outro sorriu ainda mais.
E o terceiro tinha aquela cara de quem já tinha feito alguma asneira, mas ainda não tinha sido apanhado. 🤣
A miúda gira respirou fundo.
— Consuela…
— Sim, menina?
— Temos visitas.
Consuela apareceu com o espanador na mão, olhou para os três e ficou em silêncio.
Depois perguntou:
— Eles ficam?
— NÃO! — respondeu imediatamente a miúda gira. 😂😂
— Ah, bom.
— São só visitas.
Consuela guardou o espanador.
— Então ainda bem. Já estava a pensar onde ia arranjar espaço para mais três relatórios.
🤣🤣🤣
Foi então que o Alberto apareceu através da parede.
Olhou para os visitantes amarelos.
Depois olhou para a miúda gira.
— Gostei deles.
— Claro que gostaste.
— Porquê?
— Porque têm exatamente o mesmo nível de responsabilidade que tu.
O Alberto levou a mão ao peito.
— Isso foi ofensivo.
— Foi factual.
😆🤣
Os minions, entretanto, continuavam felizes, tirando fotografias e fazendo poses como se tivessem acabado de descobrir o melhor cenário do mundo.
Um deles aproximou-se do Alberto.
O Alberto ficou a olhar.
— Ele vê-me?
A miúda gira respondeu:
— Não sei.
O minion sorriu.
Alberto arregalou os olhos.
— Ele vê-me!
Consuela, muito séria, escreveu qualquer coisa no bloco.
— Consuela, o que estás a escrever?
— Nada de especial.
— Mostra.
Ela virou o bloco.
📢RELATÓRIO EXTRAORDINÁRIO DA CONSUELA
Capítulo 77
Assunto: Visita de três criaturas amarelas de comportamento alegre e potencialmente perigoso.
Duração da visita: Temporária.
Residência permanente: Não autorizada.
Observações:
Os visitantes demonstram elevada capacidade para sorrir.
Gostam aparentemente de fotografias.
Apresentam comportamento compatível com brincadeiras e possíveis disparates.
Um deles parece ter interesse pelo Alberto.
O Alberto parece ter ficado demasiado feliz com essa atenção.
A Miúda Gira já informou que ninguém se muda para cá.
Conclusão:
Os visitantes são considerados simpáticos, divertidos e perfeitamente adequados para uma visita.
No entanto, recomenda-se que regressem a casa antes que a Miúda Gira comece a perguntar:
“E quem é que vai limpar isto depois?” 😅😅
A Consuela fechou o relatório.
A miúda gira começou a rir.
— Consuela, és impossível!
— Eu apenas faço o meu trabalho.
O Alberto levantou a mão.
— Posso fazer uma pergunta?
— Podes.
— Eles vão voltar?
A miúda gira olhou para ele.
— Talvez.
Alberto abriu um sorriso.
— Boa!
— Mas só de visita.
O sorriso desapareceu.
— Ah…
Consuela acrescentou:
— Não te preocupes, Alberto. Tu também foste uma visita.
O Alberto ficou indignado.
— EU MORO AQUI!
A miúda gira olhou para ele.
— Alberto… tu és um fantasma.
— E?
— Não tens contrato de arrendamento.
Silêncio.
Os três minions começaram a rir.
😂😂😂
E foi assim que a casa da miúda gira recebeu três visitantes amarelos, espalhou gargalhadas pela sala, tirou fotografias e, felizmente, não ganhou três novos moradores.
Porque uma coisa é ter uma casa cheia de personagens.
Outra completamente diferente é a Consuela ter de começar a fazer quatro cópias do relatório diário. 😂🤭
No final, a miúda gira olhou para os seus visitantes e sorriu.
— Voltem quando quiserem.
Depois olhou para o Alberto.
— Mas tu ficas.
— Eu sabia! ❤️👻
E a Consuela, baixinho, acrescentou:
— Infelizmente…
😅😅❤️👻🤭

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

🩸 Appello urgente: cerchiamo un donatore di midollo osseo

Ciao a tutti. Condivido questo messaggio per una cara amica in un momento drammatico. Suo marito sta lottando contro una grave malattia e ha un disperato bisogno di un trapianto. Vi preghiamo di aiutarci a diffondere questo appello per trovare un donatore di midollo osseo compatibile. Ogni condivisione può salvare una vita. 💔 Ecco la […]

🩸 Appello urgente: cerchiamo un donatore di midollo osseo

Ajudar não custa e partilhar também não 💯🤜🤛

Há coisas na vida que não escolhemos.
E depois há aquelas que, se nos perguntassem se queríamos experimentar, responderíamos imediatamente:
“Não, obrigada. Já temos planos.” 😁
A doença oncológica entrou na nossa vida sem pedir licença, pela segunda vez, claro que de forma diferente.
E, desde então, já faz algum tempo que aprendi que viver com uma doença grave na família não significa obrigatoriamente passar os dias de cabeça baixa, a vestir o papel de vítima e a olhar para a vida como se alguém tivesse carregado no botão de pausa.
Eu sempre me recusei a viver assim.
Não porque seja fácil.
Não porque não tenha medo.
Não porque existam dias em que a preocupação aparece sem ser convidada e se instala no sofá como se tivesse pago renda.
Aparece.
Claro que aparece.
Mas eu aprendi alguns truques para lidar com a minha própria cabeça.
Às vezes distraio-a.
Às vezes obrigo-a a pensar noutra coisa.
Às vezes faço planos para o futuro só para lhe mostrar que ainda mandamos alguma coisa nesta casa. 🤣🤣
E outras vezes simplesmente digo:
“Hoje não vamos resolver a vida toda. Hoje vamos resolver só hoje.”
É um dos meus truques preferidos.
Porque quando pensamos em tudo ao mesmo tempo, a cabeça transforma um problema numa produção cinematográfica de três horas, com direito a banda sonora dramática, intervalo e pipocas.
Então prefiro dividir a vida em pequenos bocados.
Hoje.
Amanhã logo se vê.
E entre um dia e outro, continuo a rir.
Continuo a fazer disparates.
Continuo a ser eu.
Porque o diagnóstico do meu marido não apagou quem somos.
Não apagou o nosso sentido de humor.
Não apagou os nossos sonhos.
E muito menos me transformou numa mulher que precisa que tenham pena dela.
Eu não quero pena. Quero possibilidades.
E é precisamente por isso que hoje faço este pedido.
Não escrevo estas palavras para provocar tristeza.
Escrevo-as porque precisamos de ajuda na procura de um dador de medula óssea compatível.
E pedir ajuda não é fraqueza.
Aliás, há uma certa humildade em reconhecer que, por muito fortes que sejamos, há batalhas que não conseguimos travar sozinhos.
Um dador compatível pode representar uma possibilidade que uma família inteira deseja encontrar.
O sistema HLA é fundamental para determinar a compatibilidade e, por isso, quanto maior for a diversidade de pessoas inscritas nos registos, maiores podem ser as possibilidades de encontrar correspondências para doentes que precisam de um transplante.
IPST
Em Portugal, o CEDACE integra uma rede internacional de registos, permitindo procurar potenciais dadores também fora do nosso país.
IPST
Por isso, se tiveres entre 18 e 35 anos, fores saudável e reunires as condições exigidas, talvez possas ponderar inscrever-te como potencial dador. A inscrição no CEDACE é feita uma vez e, segundo a informação disponibilizada pelo IPST, pode permitir que, se surgir uma compatibilidade, sejas contactado para uma avaliação posterior.
IPST
Informação oficial do IPST sobre a dádiva de medula óssea.
E não, não estou a pedir que alguém seja um super-herói.
Nem precisa de capa.
Até porque, sejamos honestos, há pessoas a quem uma capa simplesmente não favorece. 🤭
Estou apenas a pedir que pensem na possibilidade de fazer algo que pode ter um significado enorme para outra pessoa.
Talvez nunca sejam chamados.
Talvez nunca exista compatibilidade.
Talvez a vossa inscrição fique simplesmente ali, à espera.
Mas talvez um dia o vosso perfil seja compatível com alguém.
E, nesse dia, aquilo que para vocês começou como uma simples decisão pode significar uma oportunidade extraordinária para outra família.
Eu não sei como vai terminar a nossa história.
E aprendi a não exigir respostas à vida antes de ela estar preparada para as dar.
Mas sei uma coisa:
enquanto houver possibilidades, nós vamos procurá-las.
Sem dramas.
Sem vitimização.
Sem transformar a doença no centro absoluto da nossa existência.
Com medo quando for preciso.
Com coragem quando conseguirmos.
Com esperança sempre que houver espaço para ela.
E, sobretudo, com humor.
Porque se a vida decidiu trazer-nos um argumento difícil, ao menos temos o direito de tentar melhorar o guião. 😅❤️
Por isso, hoje não venho pedir pena.
Venho pedir uma oportunidade.
Se puderem ser potenciais dadores, informem-se.
Se não puderem, partilhem esta mensagem.
Talvez a pessoa que precisamos de encontrar esteja algures aí fora.
Talvez esteja a ler isto agora.
E talvez nem imagine que, sem sequer nos conhecer, pode um dia tornar-se uma peça fundamental na história de alguém.
Nós continuaremos por aqui.
A viver um dia de cada vez.
A rir quando der.
A chorar quando for preciso.
A cair e a levantar.
E, entretanto, eu vou continuar a ser a mesma miúda gira de sempre…
só que agora com uma missão extra: encontrar um match perfeito.
E não, não estou a falar de Tinder. 😂❤️🤣
Plataforma oficial do IPST — inscrição/informação para dadores de medula óssea.

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Seeking Help for a Friend

The author requests support for Carla Milho, whose husband, João, is battling Acute Myeloid Leukemia. She is urgently seeking a compatible bone marrow donor to facilitate his needed transplant. The appeal encourages others to share information and assist if possible, referencing Carla’s post “A Share Can Save a Life!” for more details. Seeking Help for […]

Seeking Help for a Friend