Peter Pan e o Chefe de Família por Um Dia 😁🤣🤣

Uma ideia que fez o Capitão Gancho largar imediatamente o pequeno-almoço.
— Tive uma revelação! — anunciou Peter.
Sininho levantou uma sobrancelha.
— Isso nunca começa bem.
— Vou assumir a postura de um verdadeiro chefe de família para os Meninos Perdidos!
Silêncio.
Gancho pousou lentamente a chávena.
— Peter…
— Sim?
— Tens a certeza?
— Absoluta!

Depois de todas as aventuras, das promessas de responsabilidade e até de ter arrumado o quarto, Peter Pan acordou certa manhã com uma ideia.
Uma ideia que fez o Capitão Gancho largar imediatamente o pequeno-almoço.
— Tive uma revelação! — anunciou Peter.
Sininho levantou uma sobrancelha.
— Isso nunca começa bem.
— Vou assumir a postura de um verdadeiro chefe de família para os Meninos Perdidos!
Silêncio.
Gancho pousou lentamente a chávena.
— Peter…
— Sim?
— Tens a certeza?
— Absoluta!
Sininho cruzou os braços.
— E sabes o que faz um chefe de família?
Peter endireitou-se.
— Claro! Dá ordens, impõe respeito e decide tudo.
Sininho e Gancho trocaram um olhar.
Tinham acabado de perceber que o desastre estava a caminho. 😅
Peter reuniu os Meninos Perdidos.
Subiu para cima de um tronco, pôs as mãos atrás das costas e fez cara séria.
— A partir de hoje, eu sou o responsável por esta família!
Os Meninos olharam uns para os outros.
— E o que temos de fazer? — perguntou um.
Peter respondeu:
— Primeira regra: acordar cedo!
— A que horas?
Peter pensou.
— Às oito.
Um Menino levantou a mão.
— E tu?
— Eu acordo às dez.
— Porquê?
— Porque sou o chefe.
Gancho, escondido atrás de uma árvore, murmurou:
— Começámos muito bem.🧚🤣🤣
Depois Peter anunciou:
— Segunda regra: nada de brincadeiras durante a manhã!
Um dos Meninos perguntou:
— E tu?
— Eu vou brincar.
— Porquê?
— Porque preciso de supervisionar.
Sininho fechou os olhos.
— Supervisionar a própria brincadeira… Claro.
Mas Peter ainda não tinha terminado.
— Terceira regra: todos têm de manter as coisas arrumadas!
Os Meninos olharam para o chão.
Depois olharam para Peter.
Depois para o quarto de Peter.
— E tu?
Peter engoliu em seco.
— Eu tenho um sistema diferente.
— Qual?
— Eu sei onde está tudo.
Gancho não aguentou.
— É o sistema arqueológico! 🤣🤣🤣
Peter ignorou.
— E agora, como chefe de família, vou preparar o almoço!
Os Meninos ficaram entusiasmados.
Sininho arregalou os olhos.
— Peter… sabes cozinhar?
— Evidentemente.
— O quê?
— O que houver.
Vinte minutos depois, havia uma panela ao lume com uma mistura cuja origem ninguém conseguia identificar.
Gancho aproximou-se.
— O que é isso?
Peter sorriu orgulhoso.
— Sopa.
— De quê?
— De tudo.
Gancho olhou para Sininho.
— Isso não é sopa.
Sininho cheirou a panela.
— Isso é um pedido de ajuda. 🤣🤣🤣
Os Meninos começaram a rir.
Peter, já irritado, bateu com a colher na mesa.
— Silêncio! Um chefe de família tem de ser respeitado!
Nesse momento, um Menino perguntou:
— Peter?
— O quê?
— Onde estão os pratos?
Peter ficou parado.
— Boa pergunta.
— E os copos?
— Outra boa pergunta.
— E a comida?
Peter olhou para a panela.
— Essa está sob investigação.
Sininho já se ria.
Gancho abanava a cabeça.
— Peter, talvez a chefia de uma família não seja exactamente dar ordens.
— Então o que é?
Sininho aproximou-se.
— É cuidar, dar o exemplo, ouvir, ajudar, assumir responsabilidades e estar presente.
Peter ficou pensativo.
— Isso é muito mais trabalho do que eu imaginava.
— Pois é.
— Não há uma versão mais simples?
— Não.
Peter olhou para os Meninos Perdidos.
Eles estavam todos a rir.
— Então querem dizer que eu falhei como chefe de família?
Gancho levantou a mão.
— Não.
Peter sorriu.
— Não?
— Falhaste como chefe, como cozinheiro e como organizador. Mas conseguiste reunir toda a família para rir.
Peter abriu um sorriso.
— Então correu bem!
Sininho levantou a sobrancelha.
— Não abuses.
Peter abraçou um dos Meninos.
— Está bem. Talvez eu ainda tenha muito para aprender.
Gancho sorriu.
— Finalmente uma conclusão sensata.
Peter pensou durante dois segundos.
— Mas amanhã posso tentar ser chefe outra vez?
Sininho e Gancho responderam ao mesmo tempo:
— NÃO! 🤣🤣🤣
Tic-Tac, que assistira a tudo em silêncio, fez:
TIC-TAC.
Gancho olhou para ele.
— O crocodilo tem razão.
— Sobre o quê? — perguntou Peter.
— Precisamos urgentemente de férias do chefe de família. 🤣❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Crónicas de uma Miúda Gira 🥰❤️- Capítulo 100 – A Consuela Vai Para a Telenovela e Eu Começo a Desconfiar Que Abri um Manicómio 😂❤️🍀

Consuela diante do espelho.
Muito séria.
Com um lenço na cabeça.
A fazer expressões dramáticas.
— Consuela… estás bem?
Ela virou-se lentamente.
— Estou a ensaiar.
— Ensaiar o quê?

Capítulo 100 – A Consuela Vai Para a Telenovela e Eu Começo a Desconfiar Que Abri um Manicómio 😂❤️🍀

Naquela manhã, percebi que alguma coisa estava errada quando encontrei a Consuela diante do espelho.
Muito séria.
Com um lenço na cabeça.
A fazer expressões dramáticas.
— Consuela… estás bem?
Ela virou-se lentamente.
— Estou a ensaiar.
— Ensaiar o quê?
Ela respirou fundo, levou a mão ao peito e respondeu:
— A minha entrada numa telenovela.
Fiquei parada.
— Numa… telenovela?
— Sim.
— Mas porquê?
— Porque descobri que tenho talento para representar.
O Alberto, que estava sentado algures na sala, começou imediatamente a aplaudir.
— Eu sempre disse!
Olhei para o vazio.
— Tu também?!
— Claro! A Consuela tem presença de palco.
A Consuela ficou toda orgulhosa.
— Estás a ouvir?
— Estou.
— E decidi fazer isto em part-time.
— Em part-time?!
— Sim. Não quero abandonar as minhas outras responsabilidades.
Pensei nas tais responsabilidades.
Não consegui encontrar nenhuma.
Mas achei melhor não perguntar. 🤣
— E que papel vais fazer?
A Consuela levantou o queixo.
— Uma mulher misteriosa, elegante, incompreendida e com um passado secreto.
Olhei para ela.
— Isso não é uma personagem.
— Não?
— É praticamente a descrição desta casa inteira.
O Alberto voltou a aplaudir.
— Excelente! E depois podemos fazer uma telenovela sobre o Chefe Supremo!
A Consuela virou-se imediatamente para ele.
— Estás a pensar o mesmo que eu?
— Provavelmente.
— E se eu fizer a personagem principal?
— E eu faço a banda sonora!
— Com os teus dotes de cantor?
— Precisamente!
Fiquei a olhar para os dois.
Um fantasma queria ser cantor.
A Consuela queria ser atriz de telenovela.
O Chefe Supremo tinha um segredo.
A laranjeira funcionava como central de comunicações.
E eu estava ali no meio.
Comecei a fazer contas mentalmente.
Fantasma cantor: confirmado.
Atriz de telenovela em part-time: confirmado.
Chefe Supremo misterioso: confirmado.
Miúda Gira a tentar perceber tudo: confirmado.
Foi então que me ocorreu uma hipótese.
— Consuela…
— Sim?
— Acho que abri um manicómio sem querer.
Silêncio.
O Alberto começou a rir.
— Finalmente alguém percebeu!
— Alberto!
— Desculpa! 
A Consuela cruzou os braços.
— Eu não estou maluca.
— Eu sei.
— Sou apenas criativa.
— Muito.
— E tu?
— Eu?
— Também és criativa.
— Eu só queria ter uma casa tranquila!
O Alberto interrompeu:
— Isso já não é possível.
— Obrigada pela sinceridade.
A Consuela voltou ao espelho.
— Então fica decidido.
— O quê?
— Eu vou tentar a carreira de atriz.
O Alberto levantou a voz:
— E eu vou preparar a carreira musical!
Olhei para os dois.
— E eu?
A Consuela sorriu.
— Tu és a produtora.
— Não!
— És a dona da casa.
— Isso também não!
— Então és a responsável por impedir que isto descambe.
Fiquei em silêncio.
Olhei para o Alberto.
Olhei para a Consuela.
Depois olhei para a laranjeira.
— Estou tramada.
E, naquele momento, ouviu-se uma folha cair.
A Consuela apontou para a janela.
— O Chefe Supremo aprovou.
— Como sabes?
— A folha caiu.
— Isso não prova nada!
O Alberto respondeu:
— Nesta casa, já é praticamente uma declaração oficial.
E foi assim que percebi que talvez não tivesse aberto um manicómio.
Talvez tivesse aberto uma produtora artística paranormal.
E o pior?
Já começava a desconfiar que ainda faltava alguém aparecer para pedir aulas de dança. 🤣❤️😂🕺
📢Relatório da Consuela
Assunto: Nova carreira artística
Profissão principal: Consuela
Profissão secundária: Atriz de telenovela
Especialidade: Mulheres misteriosas com segredos
Parceiro artístico: Alberto
Área: Música e canto
Produtora: Miúda Gira — contra a sua vontade
Chefe Supremo: Suspeitamente silencioso
Laranjeira: Possível agente de casting
Conclusão: A casa apresenta forte potencial para uma telenovela.
Título provisório:
🍊“Segredos na Laranjeira”
Temporada 1: 300 episódios.
Final: Ainda não sabemos.
Porque: O Chefe Supremo ainda não contou o segredo. 😂😂😂❤️👻

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Ajudar não custa e partilhar também não 💯🤜🤛

Há coisas na vida que não escolhemos.
E depois há aquelas que, se nos perguntassem se queríamos experimentar, responderíamos imediatamente:
“Não, obrigada. Já temos planos.” 😁
A doença oncológica entrou na nossa vida sem pedir licença, pela segunda vez, claro que de forma diferente.
E, desde então, já faz algum tempo que aprendi que viver com uma doença grave na família não significa obrigatoriamente passar os dias de cabeça baixa, a vestir o papel de vítima e a olhar para a vida como se alguém tivesse carregado no botão de pausa.
Eu sempre me recusei a viver assim.
Não porque seja fácil.
Não porque não tenha medo.
Não porque existam dias em que a preocupação aparece sem ser convidada e se instala no sofá como se tivesse pago renda.
Aparece.
Claro que aparece.
Mas eu aprendi alguns truques para lidar com a minha própria cabeça.
Às vezes distraio-a.
Às vezes obrigo-a a pensar noutra coisa.
Às vezes faço planos para o futuro só para lhe mostrar que ainda mandamos alguma coisa nesta casa. 🤣🤣
E outras vezes simplesmente digo:
“Hoje não vamos resolver a vida toda. Hoje vamos resolver só hoje.”
É um dos meus truques preferidos.
Porque quando pensamos em tudo ao mesmo tempo, a cabeça transforma um problema numa produção cinematográfica de três horas, com direito a banda sonora dramática, intervalo e pipocas.
Então prefiro dividir a vida em pequenos bocados.
Hoje.
Amanhã logo se vê.
E entre um dia e outro, continuo a rir.
Continuo a fazer disparates.
Continuo a ser eu.
Porque o diagnóstico do meu marido não apagou quem somos.
Não apagou o nosso sentido de humor.
Não apagou os nossos sonhos.
E muito menos me transformou numa mulher que precisa que tenham pena dela.
Eu não quero pena. Quero possibilidades.
E é precisamente por isso que hoje faço este pedido.
Não escrevo estas palavras para provocar tristeza.
Escrevo-as porque precisamos de ajuda na procura de um dador de medula óssea compatível.
E pedir ajuda não é fraqueza.
Aliás, há uma certa humildade em reconhecer que, por muito fortes que sejamos, há batalhas que não conseguimos travar sozinhos.
Um dador compatível pode representar uma possibilidade que uma família inteira deseja encontrar.
O sistema HLA é fundamental para determinar a compatibilidade e, por isso, quanto maior for a diversidade de pessoas inscritas nos registos, maiores podem ser as possibilidades de encontrar correspondências para doentes que precisam de um transplante.
IPST
Em Portugal, o CEDACE integra uma rede internacional de registos, permitindo procurar potenciais dadores também fora do nosso país.
IPST
Por isso, se tiveres entre 18 e 35 anos, fores saudável e reunires as condições exigidas, talvez possas ponderar inscrever-te como potencial dador. A inscrição no CEDACE é feita uma vez e, segundo a informação disponibilizada pelo IPST, pode permitir que, se surgir uma compatibilidade, sejas contactado para uma avaliação posterior.
IPST
Informação oficial do IPST sobre a dádiva de medula óssea.
E não, não estou a pedir que alguém seja um super-herói.
Nem precisa de capa.
Até porque, sejamos honestos, há pessoas a quem uma capa simplesmente não favorece. 🤭
Estou apenas a pedir que pensem na possibilidade de fazer algo que pode ter um significado enorme para outra pessoa.
Talvez nunca sejam chamados.
Talvez nunca exista compatibilidade.
Talvez a vossa inscrição fique simplesmente ali, à espera.
Mas talvez um dia o vosso perfil seja compatível com alguém.
E, nesse dia, aquilo que para vocês começou como uma simples decisão pode significar uma oportunidade extraordinária para outra família.
Eu não sei como vai terminar a nossa história.
E aprendi a não exigir respostas à vida antes de ela estar preparada para as dar.
Mas sei uma coisa:
enquanto houver possibilidades, nós vamos procurá-las.
Sem dramas.
Sem vitimização.
Sem transformar a doença no centro absoluto da nossa existência.
Com medo quando for preciso.
Com coragem quando conseguirmos.
Com esperança sempre que houver espaço para ela.
E, sobretudo, com humor.
Porque se a vida decidiu trazer-nos um argumento difícil, ao menos temos o direito de tentar melhorar o guião. 😅❤️
Por isso, hoje não venho pedir pena.
Venho pedir uma oportunidade.
Se puderem ser potenciais dadores, informem-se.
Se não puderem, partilhem esta mensagem.
Talvez a pessoa que precisamos de encontrar esteja algures aí fora.
Talvez esteja a ler isto agora.
E talvez nem imagine que, sem sequer nos conhecer, pode um dia tornar-se uma peça fundamental na história de alguém.
Nós continuaremos por aqui.
A viver um dia de cada vez.
A rir quando der.
A chorar quando for preciso.
A cair e a levantar.
E, entretanto, eu vou continuar a ser a mesma miúda gira de sempre…
só que agora com uma missão extra: encontrar um match perfeito.
E não, não estou a falar de Tinder. 😂❤️🤣
Plataforma oficial do IPST — inscrição/informação para dadores de medula óssea.

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Não Procuro Pena. Procuro uma Oportunidade de Viver.- I’m Not Asking for Pity. I’m Asking for a Chance to Live❤️ Video from João

https://redwarrior76.wordpress.com/2026/07/15/nao-procuro-pena-procuro-uma-oportunidade-de-viver-im-not-asking-for-pity-im-asking-for-a-chance-to-live%e2%9d%a4%ef%b8%8f/

🩸 Appello urgente: cerchiamo un donatore di midollo osseo

Ciao a tutti. Condivido questo messaggio per una cara amica in un momento drammatico. Suo marito sta lottando contro una grave malattia e ha un disperato bisogno di un trapianto. Vi preghiamo di aiutarci a diffondere questo appello per trovare un donatore di midollo osseo compatibile. Ogni condivisione può salvare una vita. 💔 Ecco la […]

🩸 Appello urgente: cerchiamo un donatore di midollo osseo

Seeking Help for a Friend

The author requests support for Carla Milho, whose husband, João, is battling Acute Myeloid Leukemia. She is urgently seeking a compatible bone marrow donor to facilitate his needed transplant. The appeal encourages others to share information and assist if possible, referencing Carla’s post “A Share Can Save a Life!” for more details. Seeking Help for […]

Seeking Help for a Friend

Crónicas do Fenando, do Jacks… e do Alberto😺🐶👻-Capítulo 124 — A Meditação do Fenando e o Estádio da Laranjeira 🤣🧘‍♂️🍊🎤

Fenando estava mesmo a ficar bom naquilo.
Sentava-se debaixo da laranjeira, fechava os olhos, respirava profundamente e permanecia completamente tranquilo.
Nem moscas.
Nem barulhos.
Nem Alberto a cantar.
Nada parecia incomodá-lo.
Jacks observava tudo com enorme admiração.

Capítulo 124 — A Meditação do Fenando e o Estádio da Laranjeira 🤣🧘‍♂️🍊🎤

Depois de alguns dias de meditação, aconteceu uma coisa que ninguém esperava.
Fenando estava mesmo a ficar bom naquilo.
Sentava-se debaixo da laranjeira, fechava os olhos, respirava profundamente e permanecia completamente tranquilo.
Nem moscas.
Nem barulhos.
Nem Alberto a cantar.
Nada parecia incomodá-lo.
Jacks observava tudo com enorme admiração.
— Fenando, preciso de falar contigo.
Fenando abriu lentamente os olhos.
— Diz.
— Quero ter aulas de meditação contigo.
Fenando ficou surpreendido.
— Comigo?
— Sim. Tu consegues ficar concentrado mesmo quando o Alberto começa a cantar.
Fenando fez uma pausa.
— Isso não é meditação, Jacks. É treino de sobrevivência.
🤣🤣🤣
Jacks insistiu.
— Quero aprender!
— Está bem. Primeira lição: senta-te, fecha os olhos e respira devagar.
Jacks sentou-se.
Fechou os olhos.
Inspirou profundamente.
Expirou.
E ao fim de dez segundos perguntou:
— Quanto tempo falta?
Fenando abriu um olho.
— Para quê?
— Para acabar a aula.
— Jacks, começámos há dez segundos.
— Pois… estou a achar isto muito demorado.
😁😆😅
Enquanto Fenando tentava ensinar Jacks a encontrar a paz interior, Alberto andava misteriosamente desaparecido.
Até que apareceu carregado de papéis.
— Tive uma ideia!
Fenando suspirou.
— Isso nunca começa bem.
Alberto abriu um enorme desenho.
— Vamos construir uma casa na laranjeira!
Jacks ficou entusiasmadíssimo.
— Uma casa para a Irmandade?!
— Exatamente!
Fenando aproximou-se do desenho.
Havia quartos, uma sala, uma cozinha, uma varanda…
E no topo, ocupando praticamente metade da casa, estava desenhado um palco gigantesco.
Fenando olhou para aquilo.
Depois olhou para Alberto.
Depois voltou a olhar para o desenho.
— Alberto…
— Sim?
— Porque é que o palco ocupa mais espaço do que a casa inteira?
Alberto respondeu com a maior naturalidade:
— Porque é uma casa para a Irmandade.
— E?
— E uma Irmandade precisa de cultura.
Jacks apontou para o palco.
— Isto tem colunas?
— Quatro!
— E luzes?
— Vinte!
— E microfone?
Alberto sorriu.
— Três.
Fenando ficou em silêncio.
— Alberto, isto não é uma casa.
— Claro que é.
— Isto é um festival de música com cozinha.
🤣🤣🤣🤣
Alberto continuou a explicar o projeto.
— Aqui é o quarto do Fenando.
— Muito bem.
— Aqui o quarto do Jacks.
— Perfeito.
— Aqui é o meu quarto.
Fenando apontou para o desenho.
— E porque é que o teu quarto tem ligação direta ao palco?
Alberto respondeu:
— Emergências artísticas.
Jacks abanou a cauda.
— E onde fica a sala?
Alberto apontou para um pequeno espaço.
— Aqui.
— E o palco?
— Ali.
— É maior.
— A música alimenta a alma.
Fenando murmurou:
— E aparentemente ocupa toda a casa.
😆👻
No final, Jacks ficou tão entusiasmado que decidiu juntar-se ao projeto.
— Podemos ter uma zona de meditação!
Fenando sorriu.
— Excelente ideia.
Alberto levantou o dedo.
— E uma zona de ensaios!
Fenando olhou para ele.
— Claro.
Jacks acrescentou:
— E uma zona para eu dormir.
— Também.
Alberto ficou radiante.
— Então está decidido!
Fenando perguntou:
— Só falta uma coisa. Quem vai construir isto?
Silêncio.
Os três olharam uns para os outros.
Jacks baixou a cabeça.
Fenando levantou uma sobrancelha.
Alberto guardou lentamente os desenhos.
— Isso… é uma questão técnica.
🤣🤣🤣
E foi assim que nasceu o novo grande projeto da Irmandade:
A Casa da Laranjeira.
Uma casa para viverem, meditarem, descansarem…
E, segundo Alberto, principalmente para realizar o maior festival de música fantasmagórica que o quintal alguma vez tinha visto.
Fenando respirou fundo.
— Pelo menos já tenho uma sala de meditação.
Jacks sorriu.
— E eu tenho professor.
Alberto levantou o microfone.
— E eu tenho palco!
Os dois olharam para ele.
— Alberto…
— Sim?
— Ainda nem construímos a casa.
— Eu sei.
— Então porque é que já estás com o microfone?
Alberto sorriu.
— Porque um artista nunca está desprevenido.
🤣🤣🤣❤️
😺Pensamento do Fenando:
“A meditação está a resultar. Estou mais tranquilo, mais paciente e muito mais preparado para lidar com os disparates desta Irmandade. Talvez tenha finalmente encontrado o meu propósito.” 🙌🧘😹😹😹
🐶Pensamento do Jacks:
“Quero aprender tudo com o Fenando. Só ainda não percebi se meditação inclui sestas. Se incluir, vou ser o melhor aluno da turma.” 🤣💤
👻 Pensamento do Alberto:
“A Casa da Laranjeira vai ser magnífica! Uma casa, um palco, luzes, microfones e, sobretudo, público. Só preciso agora de convencer a Irmandade de que uma casa com um palco gigante continua a ser uma casa.” 🕺🎤🤣🤣❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

⏳ Fiz as pazes com o tempo#Reflexão🍀

Hoje prefiro caminhar ao meu ritmo, apreciar o que tenho, guardar as memórias bonitas e agradecer tudo aquilo que a vida me foi ensinando — inclusive aquelas lições que vieram embrulhadas em papel de lixa. 😅

Cheguei a uma idade em que já não tenho vontade de andar a fazer corridas contra o relógio. Até porque, sejamos honestos, o relógio ganha sempre e ainda por cima não fica cansado. 😅
Hoje prefiro caminhar ao meu ritmo, apreciar o que tenho, guardar as memórias bonitas e agradecer tudo aquilo que a vida me foi ensinando — inclusive aquelas lições que vieram embrulhadas em papel de lixa. 😅
Envelhecer não me parece uma perda. É apenas aprender a olhar para a vida com outros olhos.
Já não preciso de chegar depressa a lado nenhum. Quero chegar inteira, tranquila e, se possível, com vontade de rir pelo caminho.
As marcas que o tempo deixa em nós também contam histórias. Algumas falam de alegrias, outras de lágrimas, de escolhas, de recomeços e de dias em que tivemos de ser mais fortes do que imaginávamos.
E as rugas?
Bem… essas são a prova de que o rosto também tem memória. Algumas apareceram de tanto rir; outras, provavelmente, por aturar certas pessoas. 🤣🤣
Não quero lutar contra o tempo. Quero fazer-lhe companhia.
Aceitar que há coisas que mudam, outras que ficam e muitas que ainda nem faço ideia do que me vão ensinar.
Por isso, enquanto o tempo segue o seu caminho, eu sigo o meu.
Sem pressas.
Sem grandes explicações.
Com gratidão pelo que passou, curiosidade pelo que ainda vem e um bocadinho de sentido de humor para aquilo que não posso controlar.
Porque, no fim de contas, não quero parecer mais nova. Quero sentir-me viva. ❤️🥰

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️