AS HUMILDES OPINIÕES DE UMA MULHER DE CORAGEM QUE DIZ SIM À VIDA!
Autor: Carla Milho
O meu nome é Carla Milho, e sou apaixonada , numa linha temporal totalmente diferente da que me identifico sobre mim, a nível pessoal certamente irão conhecer me através da minha escrita, através de cada história que possa partilhar com todos vocês. Tenho 50 anos e espero poder transmitir as mensagens corretas da melhor forma possível e de alguma maneira colocar um sorriso no rosto de alguém ! 😊 My name is Carla Milho, and I am someone who—in a timeline quite different from the one I identify with—is driven by a deep passion. On a personal level, you will surely come to know me through my writing, and through every story I share with all of you. I am 50 years old, and I hope to convey the right messages in the best way possible—and, in some small way, bring a smile to someone’s face.😊
Gosto de pensar que nem sempre precisamos de ter tudo sob controlo para continuar a viagem. Às vezes, a vida coloca-nos no meio de um mar enorme e nós ficamos ali, em cima do nosso pequeno livro, a tentar navegar com aquilo que temos.
Sem mapa.
Sem GPS.
E, em alguns dias, sem sequer sabermos onde fomos buscar forças para chegar ao fim. 😆
Oplus_16908288
Hoje foi um daqueles dias muito cansativos, daqueles em que até o corpo parece dizer: “Minha querida, podemos parar um bocadinho?” 😅 E talvez por isso esta imagem me tenha feito tanto sentido. Gosto de pensar que nem sempre precisamos de ter tudo sob controlo para continuar a viagem. Às vezes, a vida coloca-nos no meio de um mar enorme e nós ficamos ali, em cima do nosso pequeno livro, a tentar navegar com aquilo que temos. Sem mapa. Sem GPS. E, em alguns dias, sem sequer sabermos onde fomos buscar forças para chegar ao fim. 😆 Mas continuamos. Hoje, depois de um dia tão cansativo, percebo ainda mais que há momentos em que não precisamos de lutar contra todas as ondas. Precisamos simplesmente de respirar, descansar e deixar que a corrente faça um bocadinho do trabalho por nós. Isso não é desistir. É aceitar, com humildade, que não conseguimos controlar tudo — e que está tudo bem. Nem sempre precisamos de saber o que vem amanhã. Basta conseguirmos viver o hoje, mesmo quando o hoje nos deixa completamente de rastos. A vida é uma viagem e, sinceramente, eu já percebi que não vale a pena andar sempre a exigir-lhe um itinerário perfeito. Prefiro seguir com alguma coragem, muita humildade e aquele sentido de humor que me impede de levar tudo demasiado a sério. E se o barco virar? Logo se vê! Primeiro salvamos o livro, depois tratamos da Miúda Gira! 藍 Agora, depois deste dia cansativo, acho que a minha maior aventura é bem mais simples: descansar, respirar fundo e deixar o mar sossegar. Porque há dias para lutar, dias para navegar… e há simplesmente dias para parar. ❤️ E hoje, sem dramas e sem culpas, acho que mereço mesmo esse descanso. 😜😅😎
Ciao a tutti. Condivido questo messaggio per una cara amica in un momento drammatico. Suo marito sta lottando contro una grave malattia e ha un disperato bisogno di un trapianto. Vi preghiamo di aiutarci a diffondere questo appello per trovare un donatore di midollo osseo compatibile. Ogni condivisione può salvare una vita. 💔 Ecco la […]
Há coisas na vida que não escolhemos. E depois há aquelas que, se nos perguntassem se queríamos experimentar, responderíamos imediatamente: “Não, obrigada. Já temos planos.” 😁 A doença oncológica entrou na nossa vida sem pedir licença, pela segunda vez, claro que de forma diferente. E, desde então, já faz algum tempo que aprendi que viver com uma doença grave na família não significa obrigatoriamente passar os dias de cabeça baixa, a vestir o papel de vítima e a olhar para a vida como se alguém tivesse carregado no botão de pausa. Eu sempre me recusei a viver assim. Não porque seja fácil. Não porque não tenha medo. Não porque existam dias em que a preocupação aparece sem ser convidada e se instala no sofá como se tivesse pago renda. Aparece. Claro que aparece. Mas eu aprendi alguns truques para lidar com a minha própria cabeça. Às vezes distraio-a. Às vezes obrigo-a a pensar noutra coisa. Às vezes faço planos para o futuro só para lhe mostrar que ainda mandamos alguma coisa nesta casa. 🤣🤣 E outras vezes simplesmente digo: “Hoje não vamos resolver a vida toda. Hoje vamos resolver só hoje.” É um dos meus truques preferidos. Porque quando pensamos em tudo ao mesmo tempo, a cabeça transforma um problema numa produção cinematográfica de três horas, com direito a banda sonora dramática, intervalo e pipocas. Então prefiro dividir a vida em pequenos bocados. Hoje. Amanhã logo se vê. E entre um dia e outro, continuo a rir. Continuo a fazer disparates. Continuo a ser eu. Porque o diagnóstico do meu marido não apagou quem somos. Não apagou o nosso sentido de humor. Não apagou os nossos sonhos. E muito menos me transformou numa mulher que precisa que tenham pena dela. Eu não quero pena. Quero possibilidades. E é precisamente por isso que hoje faço este pedido. Não escrevo estas palavras para provocar tristeza. Escrevo-as porque precisamos de ajuda na procura de um dador de medula óssea compatível. E pedir ajuda não é fraqueza. Aliás, há uma certa humildade em reconhecer que, por muito fortes que sejamos, há batalhas que não conseguimos travar sozinhos. Um dador compatível pode representar uma possibilidade que uma família inteira deseja encontrar. O sistema HLA é fundamental para determinar a compatibilidade e, por isso, quanto maior for a diversidade de pessoas inscritas nos registos, maiores podem ser as possibilidades de encontrar correspondências para doentes que precisam de um transplante. IPST Em Portugal, o CEDACE integra uma rede internacional de registos, permitindo procurar potenciais dadores também fora do nosso país. IPST Por isso, se tiveres entre 18 e 35 anos, fores saudável e reunires as condições exigidas, talvez possas ponderar inscrever-te como potencial dador. A inscrição no CEDACE é feita uma vez e, segundo a informação disponibilizada pelo IPST, pode permitir que, se surgir uma compatibilidade, sejas contactado para uma avaliação posterior. IPST Informação oficial do IPST sobre a dádiva de medula óssea. E não, não estou a pedir que alguém seja um super-herói. Nem precisa de capa. Até porque, sejamos honestos, há pessoas a quem uma capa simplesmente não favorece. 🤭 Estou apenas a pedir que pensem na possibilidade de fazer algo que pode ter um significado enorme para outra pessoa. Talvez nunca sejam chamados. Talvez nunca exista compatibilidade. Talvez a vossa inscrição fique simplesmente ali, à espera. Mas talvez um dia o vosso perfil seja compatível com alguém. E, nesse dia, aquilo que para vocês começou como uma simples decisão pode significar uma oportunidade extraordinária para outra família. Eu não sei como vai terminar a nossa história. E aprendi a não exigir respostas à vida antes de ela estar preparada para as dar. Mas sei uma coisa: enquanto houver possibilidades, nós vamos procurá-las. Sem dramas. Sem vitimização. Sem transformar a doença no centro absoluto da nossa existência. Com medo quando for preciso. Com coragem quando conseguirmos. Com esperança sempre que houver espaço para ela. E, sobretudo, com humor. Porque se a vida decidiu trazer-nos um argumento difícil, ao menos temos o direito de tentar melhorar o guião. 😅❤️ Por isso, hoje não venho pedir pena. Venho pedir uma oportunidade. Se puderem ser potenciais dadores, informem-se. Se não puderem, partilhem esta mensagem. Talvez a pessoa que precisamos de encontrar esteja algures aí fora. Talvez esteja a ler isto agora. E talvez nem imagine que, sem sequer nos conhecer, pode um dia tornar-se uma peça fundamental na história de alguém. Nós continuaremos por aqui. A viver um dia de cada vez. A rir quando der. A chorar quando for preciso. A cair e a levantar. E, entretanto, eu vou continuar a ser a mesma miúda gira de sempre… só que agora com uma missão extra: encontrar um match perfeito. E não, não estou a falar de Tinder. 😂❤️🤣 Plataforma oficial do IPST — inscrição/informação para dadores de medula óssea.
The author requests support for Carla Milho, whose husband, João, is battling Acute Myeloid Leukemia. She is urgently seeking a compatible bone marrow donor to facilitate his needed transplant. The appeal encourages others to share information and assist if possible, referencing Carla’s post “A Share Can Save a Life!” for more details. Seeking Help for […]
— Acho que sou uma pessoa muito responsável!
A Fada Sininho levantou uma sobrancelha.
— Desculpa?
— Sou! Tenho sempre boas intenções.
O Capitão Gancho, que estava a ouvir, aproximou-se.
— Peter, ter boas intenções não é exactamente o mesmo que fazer alguma coisa.
Peter ficou ofendido.
— Eu faço coisas.
Oplus_16908288
Na Terra do Nunca, Peter Pan acordou com uma ideia brilhante: — Acho que sou uma pessoa muito responsável! A Fada Sininho levantou uma sobrancelha. — Desculpa? — Sou! Tenho sempre boas intenções. O Capitão Gancho, que estava a ouvir, aproximou-se. — Peter, ter boas intenções não é exactamente o mesmo que fazer alguma coisa. Peter ficou ofendido. — Eu faço coisas! Um dos Meninos Perdidos levantou a mão. — Quando? — Quando é preciso! — E quem decide quando é preciso? Peter apontou para si próprio. — Eu! A Fada Sininho levou imediatamente as mãos à cintura. — Ahhh… então está explicado. Peter continuou: — Além disso, há pessoas que fazem muito menos do que eu! Gancho olhou para os Meninos. — Estamos perante o clássico método de comparação. — O quê? — perguntou Peter. — Em vez de melhorar o próprio desempenho, procura-se alguém que esteja pior. Peter sorriu. — Funciona! Gancho abanou a cabeça. — Claro que funciona. Também podes dizer que és o melhor cozinheiro da Terra do Nunca se comparares contigo alguém que não sabe ferver água. Os Meninos Perdidos começaram a rir. Peter cruzou os braços. — Então o que querem que eu faça? Sininho respondeu: — Menos parecer responsável… Fez uma pausa. — …e mais ser responsável. Peter ficou pensativo. — Isso dá trabalho? O Capitão Gancho respondeu imediatamente: — Finalmente fizeste a pergunta certa! Peter suspirou. — Está bem. Vou tentar. Sininho sorriu. — E não precisas de ser melhor do que ninguém. Gancho acrescentou: — Basta seres um bocadinho melhor do que o Peter Pan de ontem. Peter ficou muito satisfeito. — Isso parece fácil! Os Meninos Perdidos olharam uns para os outros. Gancho murmurou: — Não lhe digam que amanhã tem de repetir. 😂😂😂 E assim Peter Pan descobriu que parecer melhor é fácil: basta apontar para quem faz menos. Ser realmente melhor? Ah… isso já exige levantar-se da cadeira e fazer alguma coisa! 🙈😅🤭❤️
Quando alguém deu por ele, já estava com boia, chapéu, óculos de sol e um gelado na pata, completamente instalado.
— Meus queridos… — anunciou, com ar de estrela internacional — não me incomodem. Estou de férias! 😸😅
Jacks olhou para a piscina.
oplus_16oplus_48
Capítulo 98 – A Piscina, o Mergulho e o Escaldão do Além 🤣😎🙈
Foi só a miúda gira colocar uma piscina de criança no quintal que Fenando entrou imediatamente em modo férias. 😎 Nem esperou pela água. Quando alguém deu por ele, já estava com boia, chapéu, óculos de sol e um gelado na pata, completamente instalado. — Meus queridos… — anunciou, com ar de estrela internacional — não me incomodem. Estou de férias! 😸😅 Jacks olhou para a piscina. Olhou para Fenando. E decidiu que também queria aproveitar. Recuou alguns metros… CORREU! E tentou mergulhar. Resultado? PLAF! Ficou com as patas dentro de água e o resto do corpo cá fora. 😅😅 Jacks olhou para Fenando, indignado: — Não consigo entrar! Fenando, tranquilamente a lamber o gelado: — Jacks, isso não é uma piscina olímpica. É uma piscina de criança! — EU SEI! MAS EU SOU UM CÃO DE GRANDE PORTE! 🙈🤣 Entretanto, Alberto apareceu atrás dos cortinados, de microfone na mão. E começou imediatamente a cantar: 🎤 “EU NÃO VOU PARA A PISCINA, NÃO VOU NÃO… PORQUE O SOL PODE DAR-ME UM ESCALDÃO!” 😅🎤 Fenando tirou os óculos lentamente. — Alberto… tu és um fantasma. — Precisamente! — Não tens pele. — MAS TENHO PRECAUÇÃO! 😅👻😜 Jacks continuava a tentar entrar na piscina. Fenando continuava a comer o gelado. E Alberto continuava a cantar sobre o seu possível escaldão. A miúda gira ficou a olhar para os três e pensou: “Eu só queria refrescar o quintal…” 😎🤭😅 😸Pensamento do Fenando: “A vida é curta. Há que aproveitar a piscina, o gelado e o facto de ninguém me obrigar a nadar.”😅😅 🐶 Pensamento do Jacks: “Amanhã vou tentar outra vez. Hoje vou simplesmente deitar-me dentro da piscina… se conseguir lá chegar.” 😂 👻 Pensamento do Alberto: “Sol, água e calor? Nem pensar! Vou continuar a cantar à sombra. A minha carreira artística não precisa de um escaldão.” 😅😆👻 E assim nasceu oficialmente o primeiro resort de luxo do quintal: Piscina para Fenando, tentativa de mergulho para Jacks e concerto privado do Alberto… Tudo incluído no preço. Menos o silêncio. Esse nunca esteve disponível. 🤣🤣❤️😎
Não significa que não tenha medo. Tenho.
Não significa que não faça perguntas. Faço muitas.
E também não significa que acorde todos os dias cheia de certezas e com uma banda sonora inspiradora a tocar ao fundo. Há dias em que acordo simplesmente a pensar:
“Vamos lá ver o que é que este dia inventou…” 🤣
Oplus_16908288
A incerteza é uma coisa curiosa. Queremos respostas, datas, garantias, mapas e, se possível, alguém que nos diga exactamente onde vamos estar daqui a cinco minutos. 😂 Eu, durante muito tempo, também gostava dessa ideia de ter tudo minimamente controlado. Entretanto, a vida explicou-me, com a sua habitual delicadeza de um camião sem travões, que controlar tudo é uma bonita fantasia. 😅😅 Hoje tento lidar com a incerteza de outra maneira. Não significa que não tenha medo. Tenho. Não significa que não faça perguntas. Faço muitas. E também não significa que acorde todos os dias cheia de certezas e com uma banda sonora inspiradora a tocar ao fundo. Há dias em que acordo simplesmente a pensar: “Vamos lá ver o que é que este dia inventou…” 🤣 Aprendi que nem sempre precisamos de saber o caminho inteiro. Às vezes basta saber qual é o próximo passo. O resto vai-se descobrindo enquanto caminhamos. E quando não consigo encontrar respostas, tento não transformar cada dúvida numa tragédia grega. Respiro, observo, adapto-me e sigo. Porque a verdade é que a vida nunca nos prometeu certezas. Prometeu-nos apenas momentos. E talvez viver seja precisamente isto: aprender a caminhar mesmo quando não conseguimos ver muito para além da curva. Com humildade para aceitar que não controlamos tudo. Com coragem para continuar. E com humor suficiente para, quando a vida nos trocar novamente o mapa, perguntarmos: “Desculpe… isto era para este caminho ou enganou-se outra vez?” 😆 No fundo, talvez eu não saiba exactamente para onde vou. Mas sei uma coisa: não preciso de conhecer todo o caminho para continuar a andar. ❤️ E isso, para uma Miúda Gira, já é uma excelente forma de lidar com a incerteza. 🌻😆
E, quando finalmente chega a uma conclusão…
pensa se terá pensado bem. 🤣🤣🤣
Foi assim que, numa bela manhã, decidiu que precisava urgentemente de deixar de pensar tanto.
Sentou-se.
Respirou fundo.
Olhou para o vazio.
E pensou:
Oplus_16908288
Capítulo 78 – A Miúda Gira e o Doutor “E Se…?” 🤔🤣
Há pessoas que pensam antes de agir. Há outras que agem antes de pensar. E depois… há a miúda gira. A miúda gira pensa. Pensa muito. Pensa antes. Pensa depois. Pensa durante. E, quando finalmente chega a uma conclusão… pensa se terá pensado bem. 🤣🤣🤣 Foi assim que, numa bela manhã, decidiu que precisava urgentemente de deixar de pensar tanto. Sentou-se. Respirou fundo. Olhou para o vazio. E pensou: — Pronto. Agora não vou pensar em nada. Dois segundos depois: — Mas será que consigo mesmo não pensar em nada? Mais três segundos: — E se eu estiver a pensar em não pensar? E foi aqui que a coisa descambou. 🙈😅 Porque a cabeça da miúda gira não é propriamente uma cabeça. É uma central de atendimento 24 horas, sem feriados, sem pausas e, aparentemente, sem botão para desligar. O Alberto, que assistia à situação de braços cruzados, decidiu intervir. — Miúda gira… tens de parar de pensar tanto. Ela olhou para ele. — Eu sei. — Então para. — Estou a tentar. — E? — Estou a pensar em como parar de pensar. O Alberto ficou em silêncio durante alguns segundos. Depois bateu palmas. 🤣🤣🤣 — Pronto. Está confirmado. Não há salvação! 😜😅 Entretanto apareceu a Consuela, munida do seu inseparável bloco de notas, porque aparentemente até a paz interior da miúda gira já precisava de relatório técnico. 📢 RELATÓRIO DA CONSUELA Paciente: Miúda Gira Estado atual: A pensar. Estado anterior: A pensar. Estado provável daqui a cinco minutos: A pensar sobre aquilo em que estava a pensar há cinco minutos. Diagnóstico: Excesso de pensamento com tendência para criar cenários que ainda não aconteceram. Tratamento recomendado: Respirar. Não antecipar problemas. Não transformar um “talvez” num documentário de oito temporadas. Fazer uma pausa. Se possível, entregar o cérebro à manutenção durante umas horas. 🤣🤣 A Consuela fechou o relatório, olhou seriamente para a miúda gira e acrescentou: — E proíbo expressamente a senhora de começar a pensar no que vai pensar amanhã. — Mas Consuela… — Não! — Mas eu só ia… — NÃO! 🤭😂😂 O Alberto, entretanto, já estava sentado no sofá a comer pipocas. — Eu cá acho que isto ainda vai dar uma excelente série. A miúda gira respirou fundo. Olhou para os dois. E finalmente percebeu uma coisa: Nem tudo precisa de ser analisado. Nem tudo precisa de ter resposta. Nem tudo precisa de ser previsto. Às vezes, a vida simplesmente acontece. E talvez seja precisamente aí que está a graça. Porque se tentarmos controlar cada detalhe, acabamos por passar tanto tempo a pensar na vida… que nos esquecemos de vivê-la. Por isso, a miúda gira decidiu fazer uma coisa revolucionária: Hoje vai deixar algumas perguntas sem resposta. Vai deixar alguns problemas para amanhã. Vai permitir-se não saber tudo. E, sobretudo, vai tentar não transformar cada pequeno acontecimento numa reunião extraordinária do Conselho de Administração da própria cabeça. 😜😅😅 O Alberto levantou-se, bateu palmas e declarou: — Finalmente! A Consuela limpou uma lágrima de orgulho. — Está a evoluir. A miúda gira sorriu. E perguntou: — Acham que estou mesmo? O Alberto e a Consuela olharam um para o outro. Silêncio. Depois o Alberto respondeu: — E lá está ela outra vez… 🤣🤣🤣 E foi assim que terminou mais um dia nesta casa. Sem respostas para tudo. Sem dramas. Com humildade. Com algumas gargalhadas… e com a certeza de que, às vezes, a melhor maneira de resolver uma coisa é simplesmente parar de pensar nela durante cinco minutos. Embora, no caso da miúda gira… cinco minutos já seja considerado um feito histórico. 😅❤️🤣