AS HUMILDES OPINIÕES DE UMA MULHER DE CORAGEM QUE DIZ SIM À VIDA!
Autor: Carla Milho
O meu nome é Carla Milho, e sou apaixonada , numa linha temporal totalmente diferente da que me identifico sobre mim, a nível pessoal certamente irão conhecer me através da minha escrita, através de cada história que possa partilhar com todos vocês. Tenho 50 anos e espero poder transmitir as mensagens corretas da melhor forma possível e de alguma maneira colocar um sorriso no rosto de alguém ! 😊 My name is Carla Milho, and I am someone who—in a timeline quite different from the one I identify with—is driven by a deep passion. On a personal level, you will surely come to know me through my writing, and through every story I share with all of you. I am 50 years old, and I hope to convey the right messages in the best way possible—and, in some small way, bring a smile to someone’s face.😊
The author requests support for Carla Milho, whose husband, João, is battling Acute Myeloid Leukemia. She is urgently seeking a compatible bone marrow donor to facilitate his needed transplant. The appeal encourages others to share information and assist if possible, referencing Carla’s post “A Share Can Save a Life!” for more details. Seeking Help for […]
Há coisas na vida que não escolhemos. E depois há aquelas que, se nos perguntassem se queríamos experimentar, responderíamos imediatamente: “Não, obrigada. Já temos planos.” 😁 A doença oncológica entrou na nossa vida sem pedir licença, pela segunda vez, claro que de forma diferente. E, desde então, já faz algum tempo que aprendi que viver com uma doença grave na família não significa obrigatoriamente passar os dias de cabeça baixa, a vestir o papel de vítima e a olhar para a vida como se alguém tivesse carregado no botão de pausa. Eu sempre me recusei a viver assim. Não porque seja fácil. Não porque não tenha medo. Não porque existam dias em que a preocupação aparece sem ser convidada e se instala no sofá como se tivesse pago renda. Aparece. Claro que aparece. Mas eu aprendi alguns truques para lidar com a minha própria cabeça. Às vezes distraio-a. Às vezes obrigo-a a pensar noutra coisa. Às vezes faço planos para o futuro só para lhe mostrar que ainda mandamos alguma coisa nesta casa. 🤣🤣 E outras vezes simplesmente digo: “Hoje não vamos resolver a vida toda. Hoje vamos resolver só hoje.” É um dos meus truques preferidos. Porque quando pensamos em tudo ao mesmo tempo, a cabeça transforma um problema numa produção cinematográfica de três horas, com direito a banda sonora dramática, intervalo e pipocas. Então prefiro dividir a vida em pequenos bocados. Hoje. Amanhã logo se vê. E entre um dia e outro, continuo a rir. Continuo a fazer disparates. Continuo a ser eu. Porque o diagnóstico do meu marido não apagou quem somos. Não apagou o nosso sentido de humor. Não apagou os nossos sonhos. E muito menos me transformou numa mulher que precisa que tenham pena dela. Eu não quero pena. Quero possibilidades. E é precisamente por isso que hoje faço este pedido. Não escrevo estas palavras para provocar tristeza. Escrevo-as porque precisamos de ajuda na procura de um dador de medula óssea compatível. E pedir ajuda não é fraqueza. Aliás, há uma certa humildade em reconhecer que, por muito fortes que sejamos, há batalhas que não conseguimos travar sozinhos. Um dador compatível pode representar uma possibilidade que uma família inteira deseja encontrar. O sistema HLA é fundamental para determinar a compatibilidade e, por isso, quanto maior for a diversidade de pessoas inscritas nos registos, maiores podem ser as possibilidades de encontrar correspondências para doentes que precisam de um transplante. IPST Em Portugal, o CEDACE integra uma rede internacional de registos, permitindo procurar potenciais dadores também fora do nosso país. IPST Por isso, se tiveres entre 18 e 35 anos, fores saudável e reunires as condições exigidas, talvez possas ponderar inscrever-te como potencial dador. A inscrição no CEDACE é feita uma vez e, segundo a informação disponibilizada pelo IPST, pode permitir que, se surgir uma compatibilidade, sejas contactado para uma avaliação posterior. IPST Informação oficial do IPST sobre a dádiva de medula óssea. E não, não estou a pedir que alguém seja um super-herói. Nem precisa de capa. Até porque, sejamos honestos, há pessoas a quem uma capa simplesmente não favorece. 🤭 Estou apenas a pedir que pensem na possibilidade de fazer algo que pode ter um significado enorme para outra pessoa. Talvez nunca sejam chamados. Talvez nunca exista compatibilidade. Talvez a vossa inscrição fique simplesmente ali, à espera. Mas talvez um dia o vosso perfil seja compatível com alguém. E, nesse dia, aquilo que para vocês começou como uma simples decisão pode significar uma oportunidade extraordinária para outra família. Eu não sei como vai terminar a nossa história. E aprendi a não exigir respostas à vida antes de ela estar preparada para as dar. Mas sei uma coisa: enquanto houver possibilidades, nós vamos procurá-las. Sem dramas. Sem vitimização. Sem transformar a doença no centro absoluto da nossa existência. Com medo quando for preciso. Com coragem quando conseguirmos. Com esperança sempre que houver espaço para ela. E, sobretudo, com humor. Porque se a vida decidiu trazer-nos um argumento difícil, ao menos temos o direito de tentar melhorar o guião. 😅❤️ Por isso, hoje não venho pedir pena. Venho pedir uma oportunidade. Se puderem ser potenciais dadores, informem-se. Se não puderem, partilhem esta mensagem. Talvez a pessoa que precisamos de encontrar esteja algures aí fora. Talvez esteja a ler isto agora. E talvez nem imagine que, sem sequer nos conhecer, pode um dia tornar-se uma peça fundamental na história de alguém. Nós continuaremos por aqui. A viver um dia de cada vez. A rir quando der. A chorar quando for preciso. A cair e a levantar. E, entretanto, eu vou continuar a ser a mesma miúda gira de sempre… só que agora com uma missão extra: encontrar um match perfeito. E não, não estou a falar de Tinder. 😂❤️🤣 Plataforma oficial do IPST — inscrição/informação para dadores de medula óssea.
Ciao a tutti. Condivido questo messaggio per una cara amica in un momento drammatico. Suo marito sta lottando contro una grave malattia e ha un disperato bisogno di un trapianto. Vi preghiamo di aiutarci a diffondere questo appello per trovare un donatore di midollo osseo compatibile. Ogni condivisione può salvare una vita. 💔 Ecco la […]
Eu também gosto disso tudo, não vou mentir… principalmente da manta. 😅
Mas descobri há muito tempo que o meu verdadeiro lar mora nas palavras.
É entre frases, histórias, pensamentos e algumas vírgulas mal colocadas que o meu coração se sente confortável. 😁
As palavras são o lugar onde posso ser exactamente quem sou, sem precisar de grandes explicações
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Há quem se sinta em casa entre quatro paredes, com uma sala bonita, uma cozinha arrumada e uma manta no sofá. Eu também gosto disso tudo, não vou mentir… principalmente da manta. 😅 Mas descobri há muito tempo que o meu verdadeiro lar mora nas palavras. É entre frases, histórias, pensamentos e algumas vírgulas mal colocadas que o meu coração se sente confortável. 😁 As palavras são o lugar onde posso ser exactamente quem sou, sem precisar de grandes explicações. Posso rir, reflectir, sonhar, desabafar e até dizer disparates com alguma elegância… ou pelo menos tentar. 🤣 Gosto daquilo que uma simples frase consegue fazer: às vezes abraça, outras vezes provoca uma gargalhada e, de vez em quando, dá-nos uma pequena chapada de realidade — daquelas que não deixam marcas, mas ensinam. Foi nas palavras que aprendi que nem tudo precisa de ser explicado, que algumas coisas precisam apenas de ser sentidas e que há silêncios que também contam histórias. Não escrevo porque tenha todas as respostas. Escrevo porque continuo a fazer perguntas. E talvez seja essa a minha forma de viajar sem sair do lugar: abrir uma página e deixar a cabeça ir onde lhe apetecer. O problema é que, às vezes, a cabeça vai tão longe que depois tenho de mandar uma equipa de resgate atrás dela. 😂😂 Por isso, se algum dia me procurarem e não me encontrarem… Provavelmente estou por aqui, perdida no meio de uma frase, a conversar com as minhas personagens, a discutir com uma vírgula ou simplesmente a inventar mais uma história. Porque o meu coração encontrou a sua morada. Vive no mundo das palavras. E, sinceramente, acho que já nem paga renda. 🥰😁😅❤️
Porque entretanto já percebeu que, se continuar à espera que tudo esteja perfeito para ser feliz, ainda chega aos 90 anos a dizer:
— Pronto… acho que agora já posso começar. 😅
Naquela manhã, olhou-se ao espelho, respirou fundo e declarou:
— Hoje vou ser feliz.
Silêncio.
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Capítulo 76– A Coragem de Ser Feliz e o Relatório que Quase Precisou de Baixa Médica 🤣👻
Há dias em que a miúda gira acorda e decide que já chega de complicar. Não porque tenha descoberto a fórmula secreta da felicidade. Não. Porque entretanto já percebeu que, se continuar à espera que tudo esteja perfeito para ser feliz, ainda chega aos 90 anos a dizer: — Pronto… acho que agora já posso começar. 😅 Naquela manhã, olhou-se ao espelho, respirou fundo e declarou: — Hoje vou ser feliz. Silêncio. A casa inteira ficou em estado de alerta. A Consuela parou de limpar. O Alberto apareceu lentamente através da parede. E até o chefe supremo, lá do seu misterioso gabinete espiritual, levantou uma sobrancelha. — Ela disse o quê? — perguntou o Alberto. — Disse que vai ser feliz — respondeu a Consuela. — Assim sem autorização? — Parece que sim. O Alberto ficou pensativo. — Isto pode ser grave. A miúda gira ouviu e gritou do corredor: — EU ESTOU A OUVIR! 🤣 Alberto desapareceu imediatamente dentro da parede. Fantasma sim. Corajoso… depende do dia. 😆🤭 A verdade é que a miúda gira começava finalmente a perceber uma coisa muito simples: ser feliz também exige coragem. Porque ser feliz quando tudo corre bem é relativamente fácil. O desafio é conseguir encontrar pequenos motivos para sorrir quando a vida decide fazer-nos uma auditoria completa sem sequer marcar reunião. E ela já teve dias em que pensou: “Hoje não consigo.” Mas conseguiu. Dias em que pensou: “Já não tenho forças.” E mesmo assim levantou-se. Dias em que só queria silêncio, uma manta e ninguém a perguntar: — Então, estás bem? Porque há perguntas que, naquele momento, têm o mesmo efeito que alguém tocar à campainha às três da manhã. 😅😅 E foi aí que a miúda gira percebeu: Não precisa de ser forte todos os dias. Não precisa de ter respostas para tudo. Não precisa de provar nada a ninguém. Precisa apenas de continuar a ser ela. Com as suas imperfeições. Com as suas gargalhadas. Com as suas maluqueiras. Com os seus post-its. Com os seus amores de quatro patas. E, aparentemente, com um fantasma emocionalmente confuso a viver dentro das paredes. 🤭😂 Foi então que a Consuela entrou na sala com uma pasta enorme. — Miúda gira… trouxe o relatório. A miúda gira fechou os olhos. — Consuela… não. — É importante. — Quanto? — Onze páginas. — CONSUEEEELA! Alberto começou a rir. — Eu avisei. Consuela abriu a pasta. 📢RELATÓRIO OFICIAL DA CONSUELA Assunto: Estado geral da Miúda Gira 1. Estado emocional: Funcional, embora com tendência para rir em situações que outras pessoas considerariam inadequadas. 2. Estado mental: Em constante atualização. Foram detetados pensamentos profundos, pensamentos completamente disparatados e pensamentos que começam com “e se…” e terminam normalmente com um post-it. 3. Grau de coragem: Elevado, apesar de a própria não reconhecer o facto. 4. Grau de maluquice: Dentro dos parâmetros da casa. Observação: Os parâmetros desta casa não são considerados cientificamente fiáveis. 🤣🤣🤣 A miúda gira interrompeu: — Isso era necessário? — Ainda falta a conclusão — respondeu Consuela. Conclusão: A paciente apresenta sinais evidentes de que começou a compreender que a felicidade não precisa de autorização externa. Recomenda-se: rir quando tiver vontade; descansar quando conseguir; afastar-se do que lhe rouba a paz; manter por perto quem realmente gosta dela; dar festas aos amores de quatro patas; ignorar opiniões não solicitadas; e, sobretudo, não tentar parecer normal. Consuela fechou a pasta. — Porque, sinceramente, nesta casa já ninguém sabe exactamente o que é normal. Alberto bateu palmas. 🙌🙌😂😂 — Finalmente alguém disse isso! A miúda gira sorriu. Olhou para os dois e disse: — Sabem uma coisa? Talvez a felicidade seja mesmo isto. Não ter uma vida perfeita… mas ter pessoas — e alguns fantasmas — com quem podemos rir enquanto atravessamos os dias. Alberto levantou a mão. — Posso fazer uma observação? — Podes. — Tecnicamente, eu não sou uma pessoa. — Alberto… — Pronto, pronto. Não estrago o momento. 👻😂 E assim ficou decidido. A miúda gira não precisava de esperar pelo momento perfeito. Ia vivendo. Ia aprendendo. Ia caindo e levantando-se. Ia rindo. E, quando a vida lhe desse motivos para chorar… Bom… Primeiro chorava. Depois limpava as lágrimas. E se tivesse oportunidade, ainda fazia uma piada pelo caminho. Porque, no fundo, talvez a verdadeira coragem seja essa: escolher continuar a viver com o coração aberto, mesmo sabendo que a vida nem sempre vem com manual de instruções. E na casa da miúda gira, muito menos. O manual desapareceu há anos. Provavelmente está com o Alberto. 😅👻 E a Consuela? Está a fazer outro relatório. Porque aparentemente a felicidade também dá trabalho. 🤣🤣🤭😆
Peter ignorou.
— Os Meninos Perdidos podem estar a conspirar!
Os Meninos olharam uns para os outros.
— Nós só estávamos a decidir o que comer ao jantar…
— Exatamente! — respondeu Peter. — Demasiado suspeito!
A Fada Sininho respirou fundo.
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Peter Pan acordou nessa manhã com uma certeza absoluta: — Eu não confio em ninguém! A Fada Sininho levantou uma sobrancelha. — Outra vez? — Sim! Toda a gente tem segundas intenções! O Capitão Gancho, que estava a beber chá, pousou a chávena. — Peter, isso vindo de alguém que já tentou roubar o meu navio três vezes é interessante. Peter ignorou. — Os Meninos Perdidos podem estar a conspirar! Os Meninos olharam uns para os outros. — Nós só estávamos a decidir o que comer ao jantar… — Exatamente! — respondeu Peter. — Demasiado suspeito! A Fada Sininho respirou fundo. — Peter, nem tudo é uma conspiração. — Eu conheço as pessoas! Gancho aproximou-se. — Não, Peter. Tu conheces as tuas suspeitas. — Qual é a diferença? — As suspeitas vivem na cabeça. As pessoas vivem na Terra do Nunca. Peter ficou pensativo. — Então achas que não devo desconfiar de toda a gente? — Não. — Nem do crocodilo? O crocodilo Tic-Tac apareceu imediatamente atrás dele. — TIC-TAC! Peter deu um salto. — Vês?! Gancho começou a rir. — Ele só está a dizer as horas! A Fada Sininho cruzou os braços. — E quanto à inveja? Peter olhou para os Meninos Perdidos. — Às vezes parece que algumas pessoas querem aquilo que os outros têm. Gancho encolheu os ombros. — Isso acontece. Mas há uma diferença entre alguém ter inveja e nós passarmos a vida a imaginar inimigos. Peter ficou calado. Depois perguntou: — Então posso confiar em algumas pessoas? Sininho sorriu. — Podes. Mas também podes manter os olhos abertos. Gancho acrescentou: — E, sobretudo, não precisas de transformar cada olhar, cada silêncio e cada conversa numa investigação criminal. Peter suspirou. — Está bem… vou tentar confiar mais. Nesse momento, um Menino Perdido passou a comer uma maçã. Peter estreitou os olhos. — Essa maçã era minha? A Fada Sininho fechou os olhos. — E lá voltámos nós… 🤣🤣🤣 O Capitão Gancho levantou a chávena. — Tic-Tac, amigo… — Tic-tac? — Prepara-te. Temos mais um caso para investigar. E dizem as más línguas que, desde esse dia, Peter Pan deixou de ter um departamento de desconfianças. Passou a ter apenas uma regra: confiar não significa ser ingénuo; significa não transformar a vida inteira num interrogatório policial. Embora, no caso do Peter… a maçã continuasse sob investigação. 🍎🤭😅😅☠️
Não houve necessariamente violinos a tocar, vento no cabelo e uma banda sonora digna de filme romântico. Houve encontros, circunstâncias, escolhas, coincidências e aquela velha mania da vida de nos colocar pessoas no caminho quando menos estamos a pensar nisso.
E talvez seja precisamente isso que torna uma história de amor verdadeira.
Porque amar alguém não é encontrar uma pessoa perfeita.
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Quando vejo esta pergunta, penso sempre que algumas histórias de amor parecem ter sido escritas por um argumentista… e outras parecem ter sido escritas por alguém que estava simplesmente a improvisar. 😅 A minha é claramente da segunda categoria. Não houve necessariamente violinos a tocar, vento no cabelo e uma banda sonora digna de filme romântico. Houve encontros, circunstâncias, escolhas, coincidências e aquela velha mania da vida de nos colocar pessoas no caminho quando menos estamos a pensar nisso. E talvez seja precisamente isso que torna uma história de amor verdadeira. Porque amar alguém não é encontrar uma pessoa perfeita. É encontrar alguém com quem conseguimos construir uma vida imperfeita, mas nossa. Com dias maravilhosos, dias complicados, discussões absolutamente desnecessárias e outras que começam por causa de uma coisa e acabam com alguém a dizer: — “Mas afinal, estávamos a discutir o quê?” 😂😂 Com o passar dos anos percebemos que o amor não vive apenas dos grandes gestos. Vive muito mais das pequenas coisas. Da preocupação. Da companhia. Da paciência — essa criatura rara que às vezes desaparece misteriosamente. 😆 Do estar presente quando a vida deixa de parecer um conto de fadas e passa a parecer mais um episódio daqueles em que ninguém percebe muito bem o argumento. E talvez seja aí que descobrimos se existe realmente amor. Não quando tudo é fácil. Mas quando, apesar das dificuldades, continuamos a escolher ficar, cuidar, ouvir, aprender e caminhar lado a lado. A minha história não é perfeita. Nem eu sou. E, sinceramente, ainda bem. Porque se duas pessoas perfeitas se encontrassem, provavelmente passavam a vida a discutir sobre quem era mais perfeito. 🤭😂😂😂 Prefiro uma história real. Com gargalhadas, lágrimas, aprendizagens, tropeções, recomeços e muito amor pelo caminho. Porque no fim, talvez não seja tão importante saber como conhecemos alguém. O mais bonito é perceber tudo aquilo que fomos construindo depois de nos encontrarmos. ❤️ E essa parte da história… ainda está a ser escrita. 💕 Assinado: uma miúda gira que acredita no amor, mas que também sabe que ele funciona muito melhor acompanhado de sentido de humor. 😅❤️
A fama do Fenando estava a atingir proporções preocupantes.
As suas aulas de Mianês tinham tantos alunos que já não conseguia responder a todos os pedidos.
Sentado em frente ao computador, com ar de professor universitário, anunciava:
— Miauuuu… miaau!
Tradução:
“Hoje vamos aprender a pedir uma refeição sem perder a dignidade.”
Capítulo 95 – A Academia do Quintal 😅😆
A fama do Fenando estava a atingir proporções preocupantes. As suas aulas de Mianês tinham tantos alunos que já não conseguia responder a todos os pedidos. Sentado em frente ao computador, com ar de professor universitário, anunciava: — Miauuuu… miaau! Tradução: “Hoje vamos aprender a pedir uma refeição sem perder a dignidade.” Jacks assistia atentamente. Até que apareceu com uma grande novidade: — Também já tenho computador! Fenando ficou surpreendido. — Para quê? — Vou começar as minhas aulas de Cãonês! Fenando sorriu orgulhosamente. — Muito bem. Primeira lição: “Au.” — AU! — Excelente. Agora “Au au.” — AU AU! — Perfeito. Já estás quase a dizer uma frase completa. Jacks abanou a cauda, emocionado. — Vou ser professor! Entretanto, ouviu-se um barulho vindo do quintal. TUM! PUM! CRAC! Era Alberto. Tinha improvisado um palco com caixas, uma cadeira e um pedaço de cortinado. — Senhoras e senhores! Está aberta a temporada dos meus ensaios! Fenando fechou os olhos. — Outra vez? Alberto subiu ao palco. — 🎤 LAAAAAAAAAAAAAAAA! 🎤 Jacks tapou uma orelha. Fenando tapou a outra. — Alberto, isso não é um ensaio — disse Fenando. — É uma ameaça acústica! Alberto ignorou completamente. — 🎤EU HERÓÓÓÓÓÓÓI! 🎤 Jacks olhou para o computador. — Fenando… posso dar a primeira aula de Cãonês? — Claro. — E posso ensinar aos alunos a frase: “Socorro, o fantasma está a cantar”? Fenando respondeu imediatamente: — Excelente. Essa será a aula avançada. 🤣🤣 😸Pensamento do Fenando: “Sou oficialmente um professor famoso. Só preciso de contratar alguém para gerir as minhas aulas… e alguém para calar o Alberto.” 😅 🐶 Pensamento do Jacks: “O meu computador chegou! Vou ensinar Cãonês ao mundo. Primeiro objetivo: encontrar uma palavra para ‘tenho fome’.” 🤣🤣🤭 👻 Pensamento do Alberto: “Tenho palco, tenho voz e tenho público… embora estejam a tentar fugir. Isto é o início de uma grande carreira!” 😅😁 Moral da história: Quando um gato começa a dar aulas de Mianês, um cão decide ensinar Cãonês e um fantasma monta um palco no quintal… já não temos uma casa. Temos uma instituição de ensino com entretenimento incluído! 🐾🐾❤️🐾😸🐶👻