Há qualquer coisa de especial na água a seguir o seu caminho sem pressa. Não discute com as pedras, não reclama dos obstáculos e não fica ali parada a pensar: “E agora? Como é que vou passar por isto?”
Passa.
Às vezes devíamos aprender um bocadinho com ela.
O barulho fica para trás, a pressa perde importância e, por alguns instantes, conseguimos simplesmente respirar. A natureza tem essa capacidade curiosa de nos lembrar que nem tudo precisa de acontecer já, nem tudo precisa de uma resposta imediata e, sobretudo, que não somos obrigados a estar sempre a correr como se tivéssemos o autocarro da vida à nossa espera. 🤣🤣🤣 Há qualquer coisa de especial na água a seguir o seu caminho sem pressa. Não discute com as pedras, não reclama dos obstáculos e não fica ali parada a pensar: “E agora? Como é que vou passar por isto?” Passa. Às vezes devíamos aprender um bocadinho com ela. Também nós encontramos pedras pelo caminho. Umas pequenas, outras com tamanho suficiente para nos fazerem reconsiderar seriamente as nossas escolhas de vida. 😊😁Mas continuamos. Damos a volta, escorregamos umas vezes, levantamo-nos outras e, quando damos por isso, já estamos novamente a seguir caminho. Talvez a paz não esteja em ter uma vida sem obstáculos. Talvez esteja em aprendermos a atravessá-los sem perder completamente o sentido de humor. Porque uma Miúda Gira já percebeu uma coisa: a vida não precisa de ser perfeita para ser bonita. Às vezes basta parar. Respirar. Ouvir o silêncio. E deixar a água levar consigo aquilo que já não precisamos de carregar. Só não convém ficar demasiado tempo parada… porque, conhecendo-me, ainda aparece a Consuela com um pano na mão a dizer: — Muito bonito, sim senhora… mas já que estás aí parada, podias aproveitar para limpar aquelas pedras! 🤣🤣 E pronto. Lá se foi o momento zen. 🥰❤️
A família estava cheia de speed, as vozes continuavam a parecer saídas de balões e ninguém conseguia estar cinco minutos sentado.
Por isso, a Chefe Carla bateu com a mão na mesa:
— REUNIÃO DE URGÊNCIA! AGORA!📢🤣🤣
Depois do desastre da Operação Helicafeína, Carla Milho percebeu que a situação tinha chegado a um ponto crítico. A família estava cheia de speed, as vozes continuavam a parecer saídas de balões e ninguém conseguia estar cinco minutos sentado. Por isso, a Chefe Carla bateu com a mão na mesa: — REUNIÃO DE URGÊNCIA! AGORA!📢🤣🤣 João Milho apareceu a correr. Fenando apareceu a rastejar. Jacks apareceu aos saltos. E Ivan Milho, o psicólogo oficial da família, entrou calmamente com uma bandeja. — Muito bem — disse Ivan. — Antes de começarmos, proponho uma solução terapêutica.😛😏 Carla olhou desconfiada. — Qual? Ivan levantou a bandeja. — Café com natas para todos. ☕😅 Carla ficou em silêncio. — Ivan… tu és psicólogo ou traficante de cafeína? — Um excelente psicólogo. Próximo! 🤣 Enquanto Ivan distribuía as chávenas, Carla reparou numa coisa estranha. João e Jacks estavam colados um ao outro. Literalmente. — João… porque estás agarrado ao Jacks? — Não estou agarrado! Jacks abanou a cauda. — Estáááá! — E porque é que vocês estão presos por uma corda? Silêncio. Fenando abriu um olho. João baixou a cabeça. Jacks olhou para o tecto. Carla cruzou os braços. — Quero uma explicação. João suspirou: — Estávamos a saltar à corda. — Vocês os dois? — Sim. — E conseguiram ficar presos? — Sim. Jacks tentou mexer-se. A corda apertou ainda mais. — Au! João tentou ajudar. — Espera, Jacks! — Não puxes! — Eu não estou a puxar! — Estás sim! — Não estou! — Estás! Fenando bebeu calmamente o seu café. Limpou os bigodes com a pata e pensou: “Estes dois são um caso perdido.” 😅😅😅 Carla olhou para Ivan. — Consegues resolver isto? Ivan bebeu um gole do seu café com natas e respondeu: — Consigo. — Como? — Mais café. Carla fechou os olhos. — Eu vou despedir-te. Ivan sorriu. — Mas primeiro beba o café. ☕🤣 E assim, enquanto João e Jacks continuavam enrolados na corda, Ivan distribuía café com natas, Fenando fazia a sua higiene facial e Carla tentava perceber como tinha acabado responsável por aquela máfia… A reunião de emergência terminou com uma conclusão: na Máfia do Clube do Café, até saltar à corda exige autorização prévia. 🤣☕❤️ E Fenando? Continuou a beber o café, perfeitamente tranquilo. Afinal, alguém naquela casa tinha de manter a dignidade. 🤣🧡💛💜🩵
Com carinho,
Carla Milho,
Carla Milho, a chefe da máfia do clube do café ☕🫡🤭
Ou melhor… Sherlock Fenando regressou à investigação.
Completamente besuntado de creme por causa do escaldão, parecia um croquete acabado de sair da fritadeira.🤣🤣🤣
— Não façam comentários — avisou Fenando.
Jacks olhou para ele.
— Eu ia dizer que estás brilhante.😁
— Jacks…
— Muito brilhante.🤣🤣
— Jacks
Capítulo 162 — Sherlock Fenando, o Álbum Misterioso e o “É ELA!” 📸🕵️♂️🤣
Depois da aventura na piscina, a Irmandade regressou finalmente à investigação. Ou melhor… Sherlock Fenando regressou à investigação. Completamente besuntado de creme por causa do escaldão, parecia um croquete acabado de sair da fritadeira.🤣🤣🤣 — Não façam comentários — avisou Fenando. Jacks olhou para ele. — Eu ia dizer que estás brilhante.😁 — Jacks… — Muito brilhante.🤣🤣 — Jacks! Entretanto, Jacks tinha decidido começar uma dieta. Tinha à sua frente uma taça de comida saudável. Olhou para ela. Depois olhou para um pacote de bolachas. Depois voltou a olhar para a taça. — Isto vai ser difícil…🤪🤣🤣 Fenando nem levantou os olhos. — Já desististe? — Não. Estou apenas a despedir-me das bolachas.🤣🤣🤣 E comeu três. Fenando ignorou completamente a situação e espalhou todas as provas sobre a mesa. — Depois de analisar tudo, cheguei a uma conclusão. Alberto aproximou-se. — Qual? Fenando apontou solenemente para a fotografia da miúda gira. — A miúda gira está envolvida neste mistério. — O quê?! — exclamou Jacks, com uma bolacha na boca. — Vou verificar o álbum de fotografias da família. Fenando abriu o álbum. Página após página… Até que Alberto apareceu por trás dele. Jacks veio logo atrás, ainda a tentar esconder o pacote de bolachas. Alberto olhou para uma fotografia. Parou. Os olhos arregalaram-se. Apontou para uma mulher na fotografia. — É ELA! É ELA! A MINHA MULHER! Fenando quase caiu da cadeira. Jacks deixou cair a bolacha. — A dieta acabou!🤣🤣🤣 Fenando olhou para Alberto. Depois para a fotografia. Depois voltou a olhar para Alberto. — Finalmente encontrámos a Carla! Alberto estava completamente emocionado. — É ela… não tenho dúvidas! Jacks aproximou-se da fotografia. — Então esta fotografia pode ser a chave de tudo! Fenando coçou os bigodes. — E agora precisamos de descobrir porque é que a Carla aparece no álbum da família da miúda gira. Silêncio. Jacks levantou lentamente a mão. — Posso fazer uma pergunta? — Diz. — Podemos investigar enquanto comemos? Fenando suspirou. — Só tu para pensares nisso agora. 😺 Pensamentos do Fenando “Afinal, a miúda gira pode estar ligada ao passado do Alberto. O mistério acaba de ficar muito maior… e eu ainda estou besuntado de creme.”🤣🤣 🐶 Pensamentos do Jacks “Descobrimos a mulher do Alberto! Excelente! Agora só falta descobrir como fazer dieta sem deixar de comer.”🤣 🤣🤣 👻 Pensamento do Alberto “É mesmo a Carla. Mas como é que a fotografia dela foi parar ao álbum da família da miúda gira?” Continua… 😁😂😂😂😺🐶👻
— Vá lá, mulher! Acorda! Não me obrigues a chamar novamente o padre! 🤣🤣🤣
Fenando e Jacks ficaram ao lado, aflitos.
Alberto, invisível como sempre, andava de um lado para o outro.
— Ela vai acordar, não vai?
— Vai! — respondeu Consuela. — Mas se continuares a andar às voltas, quem vai desmaiar sou eu!
Capítulo 138 – A Miúda Gira Está de Volta! 🎉🍿🤣
Tudo parecia relativamente tranquilo naquela manhã. Relativamente… porque naquela casa a palavra tranquilo tinha sempre prazo de validade. 😂😂😂 A Miúda Gira estava no quintal quando, de repente, ficou tonta. — Ai… acho que o quintal está a andar… E antes que alguém pudesse responder… PUM! Caiu desamparada e ficou desmaiada no chão. — MIÚDA GIRA! — gritou Consuela. Correu imediatamente para junto dela, pegou num saco de gelo e colocou-lho cuidadosamente na cabeça. — Vá lá, mulher! Acorda! Não me obrigues a chamar novamente o padre! 🤣🤣🤣 Fenando e Jacks ficaram ao lado, aflitos. Alberto, invisível como sempre, andava de um lado para o outro. — Ela vai acordar, não vai? — Vai! — respondeu Consuela. — Mas se continuares a andar às voltas, quem vai desmaiar sou eu! Depois de alguns minutos, a Miúda Gira abriu finalmente os olhos. — Onde estou? Consuela quase chorou de alegria. — No quintal! — E porque tenho um saco de gelo na cabeça? Consuela respirou fundo. — Longa história… 🤣🤣🤣 A Miúda Gira olhou para Fenando, para Jacks e depois para o espaço de onde vinha a voz do Alberto. — O que aconteceu? Fez uma pausa. — Eu… não me lembro dos últimos dias. Consuela ficou imóvel. Fenando levantou as orelhas. Jacks parou. E Alberto ficou em silêncio. A Miúda Gira olhou novamente à volta. — Mas lembro-me de vocês. Consuela levou as mãos à cara. — ELA ESTÁ DE VOLTA! 🎉🎉🎉 Fenando começou aos saltinhos. Jacks abanava a cauda como se tivesse ganho a lotaria. E Alberto começou imediatamente a cantar: — 🎤 ELA VOLTOU! ELA VOLTOU! 🎤 — Alberto, calma! — gritou Consuela, já a rir. — 🎤A MIÚDA GIRA VOLTOU! 😂😂😂 Jacks teve então uma ideia: — FESTA! Desapareceu para dentro de casa e voltou pouco depois com uma enorme taça de pipocas. — Fiz eu! Fenando olhou desconfiado. — Tu sabes fazer pipocas? Jacks levantou o focinho com orgulho. — Sei. Só não sei explicar porque é que metade ficou colada ao tacho. 😂😂😂 Todos se sentaram no quintal. A Miúda Gira, ainda com o saco de gelo na cabeça, começou a rir. — Vocês são mesmo malucos. Consuela sorriu. — Sim. Mas são os meus malucos. ❤️ Nesse momento, Jacks atirou uma pipoca ao ar. Fenando tentou apanhá-la. Falhou. A pipoca aterrou diretamente na cabeça da Consuela. Silêncio. Consuela olhou lentamente para Jacks. — Jacks… — Foi sem querer! 🤣🤣🤣 E foi assim que, depois de tantos mistérios, casamentos, fotografias e fantasmas cantores… a Miúda Gira estava finalmente de volta. E naquela casa ninguém queria saber de mais nada. Só queriam comemorar. Com pipocas. Muitas pipocas. 🤣🤣❤️ 📢 Relatório da Consuela Ocorrência: Miúda Gira caiu desmaiada no quintal. Intervenção: saco de gelo aplicado imediatamente. Resultado: acordou. Memória: apresenta algumas falhas dos últimos dias, mas reconhece novamente toda a família. Fenando: radiante e aos saltinhos. Jacks: responsável pelas pipocas e também pela pipoca que acabou na minha cabeça. Alberto: declarou vitória através de uma música que já dura há quinze minutos. 😂😂 Consuela: emocionalmente feliz, fisicamente cansada e com uma pipoca na cabeça. Conclusão: A Miúda Gira voltou! Os mistérios podem esperar. O casamento pode esperar. A fotografia pode esperar. Agora alguém tire esta pipoca da minha cabeça! 🤣🤣🤣❤️
Depois de tantos mistérios, jornais antigos, cemitérios e segredos por descobrir, Jacks decidiu que a Irmandade precisava urgentemente de uma pausa.
— Está decidido! Amanhã vamos todos à piscina!👻
Fenando levantou uma sobrancelha.
— E qual é o plano?
— Relaxar, apanhar sol e beber um suminho de laranja.🤓
Alberto bateu palmas.
Capítulo 161 — A Piscina, o Sumo Suspeito e a Bebedeira da Irmandade 🍇🏊♂️🤣
Depois de tantos mistérios, jornais antigos, cemitérios e segredos por descobrir, Jacks decidiu que a Irmandade precisava urgentemente de uma pausa. — Está decidido! Amanhã vamos todos à piscina!👻 Fenando levantou uma sobrancelha. — E qual é o plano? — Relaxar, apanhar sol e beber um suminho de laranja.🤓 Alberto bateu palmas. — Finalmente uma actividade normal! Fenando olhou para ele. — Alberto, nós temos um fantasma a viver connosco. Nada é normal.🤣🤣🤣🤣 No dia seguinte, lá foram os três para a piscina. Jacks apareceu equipado como se fosse passar três meses num resort. — Trouxe toalha, óculos de sol, chinelos, protector solar e comida. Fenando olhou para o saco. — E trouxeste água? — Não. — Protector? — Sim. — Comida? — Claro. — Prioridades muito bem definidas… Tudo corria lindamente até Jacks distribuir os copos. — Suminho de laranja para todos! Fenando bebeu um gole. Parou. — Jacks… — Sim? — Isto sabe a uva. Jacks provou. — Tens razão. Alberto bebeu também. — Confirmo. É uva. Jacks ficou indignado. — ALGUÉM TROCOU O SUMO! Fenando cheirou o copo. — Sherlock Fenando confirma: isto é sumo de uva. — E eu confirmo que está delicioso! — disse Jacks, bebendo mais um copo. Passado algum tempo, a Irmandade começou a ficar estranhamente alegre. Fenando começou a rir sozinho. — Jacks… porque é que a piscina tem duas bordas?🤪🤪 Jacks olhou para a piscina. — Eu vejo três! Alberto, que era fantasma e não precisava sequer de beber para ficar invisível, começou a cantar dentro de água. — O SOLE MIOOOOO!😂😂 — Alberto! — gritou Fenando. — Sai daí! — Não posso! — Porquê? — Estou a tentar descobrir onde está o fundo! Jacks começou a rir tanto que quase caiu dentro da piscina. Foi então que Fenando reparou num pequeno detalhe. — Jacks… — Sim? — Nós estamos há horas ao sol.🤫😹😹😹 Jacks olhou para os próprios braços. — Pois estamos. — E ninguém pôs protector solar. Silêncio. — Ups. Pouco depois, os três estavam completamente vermelhos. Fenando parecia um tomate com bigodes. Jacks parecia uma salsicha demasiado tostada. E Alberto, apesar de ser fantasma, estava a queixar-se: — Como é que eu apanhei um escaldão?! Fenando respondeu: — Não sei. Mas conseguiste ser o primeiro fantasma grelhado da história. Jacks levantou o copo. — À Irmandade! — À Irmandade! — responderam os outros. E beberam mais um gole. Fenando olhou para o copo. — Esperem… — O quê? — perguntou Jacks. — Acho que finalmente descobri quem trocou os sumos. Os dois aproximaram-se. Fenando apontou para o frigorífico. — Foste tu, Jacks. Jacks ficou em silêncio. — Ah… — “Ah”?! — Pensei que tinha trazido sumo de laranja. Fenando levou as patas à cabeça. — Sherlock Fenando está oficialmente de férias. 😺Pensamentos do Fenando “Viemos aliviar a tensão e acabámos todos bêbedos e tostados. Preciso urgentemente de férias das férias.” 🐶 Pensamentos do Jacks “A piscina foi fantástica. O sumo também. O escaldão nem por isso. Mas amanhã faço outra excursão. Desta vez levo sumo de maçã.” 👻Pensamentos do Alberto “Não sei o que aconteceu hoje, mas descobri duas coisas: consigo apanhar um escaldão sendo fantasma e canto muito melhor depois de sumo de uva.” Continua… 🤣🤣😹😺🐶😁👻
Vivemos a uma velocidade que, sinceramente, às vezes parece que estamos numa corrida de Fórmula 1. 🤣🤣🤣
Corremos para o trabalho, para casa, para os compromissos, para as mensagens e para as notificações. Quando damos por nós, estamos cansados e nem sabemos bem porquê.
Vivemos a uma velocidade que, sinceramente, às vezes parece que estamos numa corrida de Fórmula 1. 🤣🤣🤣 Corremos para o trabalho, para casa, para os compromissos, para as mensagens e para as notificações. Quando damos por nós, estamos cansados e nem sabemos bem porquê. E depois existe o silêncio. Aquele silêncio que hoje parece quase um luxo. Há momentos em que não precisamos de mais respostas, planos ou coisas para resolver. Precisamos simplesmente de parar, respirar e olhar à nossa volta. A natureza sabe ensinar-nos isso. A água corre sem pressa, o vento dança entre as árvores e o dia vai mudando de luz sem pedir autorização ao relógio. E, quando o barulho lá fora diminui, parece que os nossos pensamentos também começam a falar mais baixinho. Às vezes, basta uma caminhada, uma paisagem ou alguns minutos a olhar o horizonte. E, se conseguirmos largar o telemóvel durante esses minutos, já podemos considerar isso uma grande vitória. 😂 Porque desligar do mundo por instantes não é fugir. É voltar a nós. Abrandar não é perder tempo. É dar-nos tempo para viver. E talvez seja precisamente disso que, no meio desta correria toda, mais precisamos. ❤️ A Miúda Gira 🥰
Muito bem! A partir de hoje, vou contabilizar o excesso de velocidade nesta casa!
Fenando, esticado no sofá, levantou uma sobrancelha.
— Mianes… isso inclui a velocidade com que eu penso?
— Não. — respondeu Carla. — Porque isso é demasiado lento.
Fenando ficou ofendido.
— Isto é perseguição felina!
FIIIIIIIIII!
Carla apitou.
— Excesso de velocidade! O Fenando
Operação Velocidade Máxima🏃🤣🤣🤣
Naquele dia, a casa da Máfia do Clube do Café estava oficialmente fora de controlo. Carla encontrava-se no meio da sala com um apito pendurado ao pescoço, um bloco na mão e uma expressão que não deixava margem para dúvidas. — Muito bem! A partir de hoje, vou contabilizar o excesso de velocidade nesta casa! Fenando, esticado no sofá, levantou uma sobrancelha. — Mianes… isso inclui a velocidade com que eu penso? — Não. — respondeu Carla. — Porque isso é demasiado lento. Fenando ficou ofendido. — Isto é perseguição felina! FIIIIIIIIII! Carla apitou. — Excesso de velocidade! O Fenando acabou de saltar do sofá para a mesa! — Mas eu sou um gato! — E eu sou a autoridade!🤣🤣🤣 Na cadeira ao lado, Ivan escrevia furiosamente. — “16h42 — Fenando argumenta que a velocidade felina não deve ser regulamentada.” Fenando olhou para ele. — O que estás a escrever?! — Tudo. — Tudo o quê? — Tudo o que disseres.🤪 Fenando aproximou-se lentamente. — Então escreve isto: “O Ivan está a meter-se em trabalhos.”🤣🤣🤣 Ivan escreveu. — Já está. Fenando ficou em silêncio. — Este homem é perigoso.😹😹😹 Lá fora, no quintal, João corria atrás do Jacks. — Vamos, Jacks! Corre! Jacks disparou pelo quintal como se tivesse acabado de ganhar uma corrida olímpica. — Boa! Agora traz a bola! João atirou a bola. Jacks correu atrás dela. Apanhou-a. Parou. Olhou para João. E fugiu na direção oposta. — Jacks! A bola é para trazer!🤣🤣 O cão continuou a correr. — Jacks!🤣🤣 Nada. — Jacks, devolve a bola! O Labrador sentou-se no canto do quintal com a bola na boca e uma expressão de absoluta satisfação. João respirou fundo. — Então é assim? Jacks abanou a cauda. João aproximou-se. — Dá a bola. Jacks afastou-se. — Dá. Mais um passo. Jacks afastou-se. — Jacks… O cão virou-se e começou a correr novamente. Dentro de casa ouviu-se: FIIIIIIIIIIII! João parou. — Que foi agora?! Carla apareceu à porta com o apito na boca. — Excesso de velocidade! — Eu?! — Não. O Jacks! Jacks passou por eles a toda a velocidade. Carla escreveu no bloco: — “Jacks: velocidade máxima. Recuperação de bola: zero.” Ivan, da cadeira, continuava a tomar notas. Fenando aproximou-se dele e sussurrou: — Escreve também que o Jacks descobriu uma nova modalidade desportiva.🤣🤣🤣 — Qual? — Corrida com bola roubada. Ivan escreveu. João finalmente conseguiu agarrar a bola. — Muito bem, Jacks. Agora aprendeste. Atirou-a novamente. Jacks correu. Apanhou. E voltou a fugir. João ficou parado. Carla apitou. FIIIIIIIIIIII! — Excesso de velocidade! João olhou para ela. — Carla, posso pelo menos acabar a corrida? — Podes. Mas vais receber uma multa. — Quanto? — Um café. João suspirou. — Isto é uma máfia. Fenando levantou a pata. — Finalmente alguém percebeu! Ivan acrescentou no caderno: “Conclusão: nesta casa ninguém conduz, mas toda a gente leva multas.” Jacks, entretanto, continuava a correr pelo quintal com a bola na boca. E ninguém teve coragem de lhe explicar que o objetivo do jogo era… devolver a bola. 🤣🤣🤣 Pensamentos finais Fenando: “Acho que vou começar a cobrar bilhete para assistir a estas corridas. Mianes.” Jacks: “Se eles querem a bola, que corram atrás dela. Eu estou apenas a promover exercício físico.” Ivan: “Já tenho vinte páginas de apontamentos e ainda não percebi como esta família funciona.” João: “Um dia ele vai devolver a bola. Hoje não será esse dia.” Carla: “Amanhã compro um apito maior. Este já não impõe respeito.”
O clube da máfia do café,agradece a vossa presença 😺🐶🍀
Cumprimentos, da Chefe da máfia do clube do café, Carla Milho 😁🤣
oi nessa altura que apareceu a Consuela.
— O QUE É QUE VOCÊS ENCONTRARAM AGORA?!
Fenando mostrou-lhe a fotografia.
Consuela ficou uns segundos em silêncio.
— Eu já não sei se preciso de um padre, de um médico ou de umas férias! 🤣🤣🤣
Do quintal ouviu-se então a voz do Alberto:
— 🤣Lá-lá-lááá…🤣
Consuela levantou uma sobrancelha.
Capítulo 137-A fotografia,o mistério e a Consuela já não aguenta 😆🤣🤣🤣
O Sherlock Fenando voltou à caixinha misteriosa. Abriu-a cuidadosamente e ficou completamente imóvel. — Jacks… vem cá. Mas vem devagar! Jacks aproximou-se e espreitou. Lá dentro estava uma fotografia antiga da mulher misteriosa, que já se descobrira ser a Carla, ao lado de um homem muito parecido com o Alberto. Fenando arregalou os olhos. — Isto não pode ser… Virou a fotografia. No verso estava escrito: “O dia em que nos casámos.” Jacks ficou de boca aberta. — Então a Carla já foi casada com alguém parecido com o Alberto?! Foi nessa altura que apareceu a Consuela. — O QUE É QUE VOCÊS ENCONTRARAM AGORA?! Fenando mostrou-lhe a fotografia. Consuela ficou uns segundos em silêncio. — Eu já não sei se preciso de um padre, de um médico ou de umas férias! 🤣🤣🤣 Do quintal ouviu-se então a voz do Alberto: — 🤣Lá-lá-lááá…🤣 Consuela levantou uma sobrancelha. — E este canta como se não tivesse nada a ver com o assunto! Alberto continuou, baixinho: — 😂O amor é um mistériooooo… 😂 — ALBERTO! — gritou Consuela. Silêncio. Nem uma nota. Consuela voltou a olhar para a fotografia. — Muito estranho… Entretanto, Jacks passou pelo espelho. Parou. Olhou para a barriga. Virou-se de lado. Voltou a olhar. — Consuela… acho que preciso de fazer ginástica. — Finalmente reparaste! — respondeu ela. 😁🤣 Jacks começou imediatamente a fazer abdominais. Um… Dois… Três… E ficou estendido no chão. — Estou só a aquecer… Fenando abanou a cabeça. — Isso não foi ginástica. Foi uma despedida. 😂😂😂 Consuela levou as mãos à cabeça. — Nesta casa temos uma fotografia de um casamento misterioso, um fantasma cantor, um gato detective e um cão que desistiu da ginástica ao terceiro abdominal! E voltou a olhar para a fotografia. — E eu ainda tenho de descobrir quem é aquele homem! 📢 Relatório da Consuela Ocorrência do dia: descoberta de uma fotografia antiga dentro de uma caixinha misteriosa. Conteúdo da fotografia: Carla, acompanhada por um homem muito parecido com Alberto. Informação adicional: no verso da fotografia está escrito: “O dia em que nos casámos.” Fenando: entrou imediatamente em modo Sherlock. Jacks: descobriu que tem barriga e decidiu fazer ginástica. Resultado: três abdominais e uma pausa para recuperação. 😆🤣 Alberto: voltou aos ensaios de canto no quintal e continua misteriosamente a cantar sobre amor e segredos. Consuela: continua sem perceber absolutamente nada e já pondera seriamente pedir férias. Conclusão: Temos uma fotografia de um casamento, um homem parecido com Alberto, um fantasma que canta e uma caixinha que provavelmente ainda esconde mais segredos. E eu começo a achar que nesta casa só eu é que tenho juízo! 🤣🤣🤣❤️
De repente, os olhos abriram-se-lhe.
— VOILÀÁÁÁÁ! EURECA!😂😂😂
Alberto assustou-se.🤣🤣🤣
— Descobriste alguma coisa?
Fenando apontou solenemente para o jornal.
— Temos finalmente a sequência dos acontecimentos!
Capítulo 160 — Sherlock Fenando, o “VOILÀ!” e o Jornal da Tragédia 🗞️🕵️♂️
A Irmandade estava reunida quando Alberto apareceu com um jornal antigo nas mãos. — Encontrei uma coisa… Fenando levantou imediatamente a cabeça. — Isso tem ar de pista. — E é. Estive a ler as notícias daquela época e encontrei a Carla.😂😂😂 Jacks engoliu em seco. — Encontraste a Carla… no jornal? Alberto assentiu. — Depois de se encontrar com aquela pessoa no cemitério, a Carla regressou a casa. No caminho, teve um acidente de viação… e morreu. Silêncio absoluto.🤨 Jacks ficou de olhos arregalados. Depois começou a roer as unhas. — Jacks! — exclamou Fenando. — Para com isso! — NÃO CONSIGO! ESTOU A ROER AS UNHAS DE NERVOS! — Mas tu nem tens unhas suficientes para esse ritmo! Jacks olhou para as patas. — Então começo pelas reservas! Fenando levantou-se lentamente, aproximou-se do jornal e começou a analisar a notícia. De repente, os olhos abriram-se-lhe. — VOILÀÁÁÁÁ! EURECA!😂😂😂 Alberto assustou-se.🤣🤣🤣 — Descobriste alguma coisa? Fenando apontou solenemente para o jornal. — Temos finalmente a sequência dos acontecimentos! Jacks continuava a roer as unhas. — E isso é bom? Fenando olhou para ele. — Não sei. — ÓPTIMO! Fico muito mais descansado! Alberto ficou pensativo. — Então a Carla encontrou alguém no cemitério… recebeu um segredo sobre a minha vida… e morreu no regresso a casa. Fenando voltou a coçar os bigodes. — Exactamente. Jacks parou de roer as unhas. — Mas agora temos outra pergunta. — Qual? — perguntou Alberto. Jacks engoliu em seco. — Quem era a pessoa que encontrou a Carla no cemitério? Fenando sorriu. — Finalmente, Agente Jacks, estás a pensar como um detective. Jacks voltou a roer as unhas. — Eu preferia pensar como cozinheiro. E foi buscar uma sandes. 🐱Pensamentos do Fenando “VOILÀ! Temos a peça que faltava. Agora só precisamos de descobrir quem falou com a Carla naquele cemitério. Sherlock Fenando não vai descansar.” 🐶Pensamentos do Jacks “Isto está a ficar assustador demais. Vou precisar de comida. Muita comida. Talvez uma refeição completa. Ou duas.” 👻Pensamentos do Alberto “Carla descobriu um segredo sobre a minha vida… e nunca conseguiu contar-me o que sabia. Preciso de descobrir quem era aquela pessoa.” Continua… 🤣🤪😁🐱🐶👻
O braço direito é João Milho, embora ninguém saiba exactamente onde ele deixou o braço direito, porque é tão desorganizado que provavelmente o guardou num sítio qualquer e agora anda à procura dele.🤪
Temos ainda Ivan Milho, o psicólogo da casa, que tenta manter a sanidade mental de todos.🤣🤣🤣
Temos Fenando, o gatinho preguiçoso, que passa vinte horas por dia a dormir, mas quando lhe dá um ataque de speed parece que alguém carregou no botão turbo.😁🐱
E temos Jacks, o mimado oficial da organização, que não só adora café como considera que qualquer café que esteja à vista é potencialmente dele.🐶😂
Cá em casa existe uma organização altamente secreta. Bem… secreta não é, porque toda a gente sabe que ela existe. Chama-se Máfia do Clube do Café. ☕😂 A chefe é a Carla Milho 😂
O braço direito é João Milho, embora ninguém saiba exactamente onde ele deixou o braço direito, porque é tão desorganizado que provavelmente o guardou num sítio qualquer e agora anda à procura dele.🤪 Temos ainda Ivan Milho, o psicólogo da casa, que tenta manter a sanidade mental de todos.🤣🤣🤣 Temos Fenando, o gatinho preguiçoso, que passa vinte horas por dia a dormir, mas quando lhe dá um ataque de speed parece que alguém carregou no botão turbo.😁🐱 E temos Jacks, o mimado oficial da organização, que não só adora café como considera que qualquer café que esteja à vista é potencialmente dele.🐶😂 Naquela manhã, porém, aconteceu uma tragédia. Bebeu-se café a mais. Muito café. Café suficiente para transformar aquela casa numa central nuclear. Carla Milho entrou na cozinha e declarou: — BOM DIA, MÁFIA! TODA A GENTE CALMA! A voz saiu tão fina que ninguém percebeu se era a chefe Carla ou um passarinho com problemas de identidade. 🤪🤣🤣🤣 João Milho apareceu logo atrás: — EU ESTOU CALMOOOOO! Carla virou-se. — João, tu estás a falar como se tivesses engolido um balão! — NÃÃÃO ESTOU NÃÃÃO! — Estás, sim! — NÃÃÃO ESTOUUUUU! — Estás! — NÃÃÃO! Ivan Milho, o psicólogo da casa, entrou nesse momento. — Meus amores, precisamos de respirar profundamente e manter a calma. Todos olharam para ele. — Ivan… estás a falar ainda mais fino do que nós. — EU SEI! Pausa. — E ISSO ESTÁ A AFECTAR A MINHA AUTOESTIMAAAA! 🤣🤣🤣🤣 Nesse momento, ouviu-se um barulho atrás do sofá. Era Fenando. O gato preguiçoso tinha acordado. — Miaaaauuuuu! Carla olhou para ele. — Fenando, não me digas que também bebeste café. Fenando ficou parado. Olhou para a chávena. Olhou para Carla. E respondeu: — MIAAAAAAAAU! Dois segundos depois… ZÁS! Fenando disparou pela sala. Subiu ao sofá. Saltou para a cadeira. Correu para o corredor. Voltou para a cozinha. E desapareceu. Ivan ficou a olhar. — Diagnóstico: ataque de speed felino. João respondeu: — EU TAMBÉÉÉÉM TENHO! — Tu tens desorganização crónica, João — respondeu Carla. — MAS COM CAFEÍÍÍÍNA! 🤣🤣 Foi então que apareceu Jacks. O mimado da casa aproximou-se lentamente da cafeteira. Sentou-se. Olhou para Carla. Olhou para a cafeteira. Voltou a olhar para Carla. — Eu acho que o Jacks quer café, disse Ivan. — Jacks, tu já bebeste! Jacks abanou a cauda. — Mais cafééééé! — Não! Jacks baixou a cabeça. Fez aquela expressão de cão abandonado numa novela das oito. Carla resistiu durante três segundos. — Está bem… mas só um bocadinho. Jacks levantou-se imediatamente. A cauda começou a funcionar como hélice. — EU SABIAAAAA! Carla apontou para ele: — Jacks, tu és um manipulador emocional. — MAS UM MANIPULADOR COM CAFÉÉÉÉ! 😂😂😂 Nisto, Fenando voltou a entrar na cozinha a uma velocidade que desafiava as leis da física. — MIAAAAU! João gritou: — ELE VOLTOOOOU! Ivan respondeu: — NINGUÉÉÉM CORRA! Carla berrou: — NINGUÉÉÉM BEBA MAIS CAFÉ! Todos ficaram em silêncio. Até Jacks. Até Fenando. Até João. Até Ivan. Durante três segundos houve paz. Então João perguntou: — Mas ainda há cafééééé? Carla fechou os olhos. Respirou fundo. E respondeu: — João… — Sim? — A reunião da Máfia do Café acabou. — Porquêêêê? — Porque vocês estão todos a falar como esquilos depois de três cafés. Ivan levantou a pata… quer dizer, a mão. — Como psicólogo da casa, apoio a decisão. Fenando sentou-se. Jacks olhou para a chávena. João procurou o café. E Carla percebeu uma coisa: ser chefe da Máfia do Café não era fácil. Principalmente quando os membros eram: ☕ uma chefe que tentava manter a ordem; ☕ um desorganizado que perdia tudo menos a vontade de beber café; ☕ um psicólogo que precisava de terapia depois das reuniões; ☕ um gato preguiçoso com episódios de Fórmula 1; ☕ e um cão mimado que acreditava que o café era um direito constitucional. Carla olhou para todos e concluiu: — Amanhã só bebemos um café cada um. Todos responderam em coro, com as vozes finíssimas: — SÓÓÓÓ UM? Carla suspirou. — Esqueçam. E saiu da cozinha. Atrás dela ouviu-se Jacks: — Quem ficou com o último cafééééé? 🤣🤣🤣🤣☕❤️ Continua… porque na Máfia do Clube do Café, a cafeína nunca dorme.