
Nem sempre o que deixa de existir deixa de estar presente.Às vezes, deixar de existir é apenas outra forma de estar. É como a chuva. Ao parar de chover, a chuva deixa de existir como chuva, mas a sua água infiltrou-se nos campos e regou as flores e juntou-se ao leito dos rios como memória da chuva que um dia será novamente. Nem sempre o que deixa de existir deixa de estar. Os corpos das coisas que habitam neste mundo podem morrer e podem desaparecer da nossa vista, mas nunca morrerá aquilo que habita nos nossos corações não é necessário ver para crer. Deixar de existir não é deixar de estar presente. Há coisas e pessoas que foram e que nunca deixarão de ser. Mesmo que os seus passos deixem de se ouvir e que o seu olhar deixe de cair sobre o nosso como a chuva quando chega o tempo de parar de cair, já o som desses passos e a luz desse olhar se infiltraram em nós e somos nós esse reflexo através do nosso amor . Não faz mal que a chuva deixe de ser chuva quando permanece naquilo que regou por toda a eternidade!
Carla Milho as confissões de uma miúda gira 🥰❤️
Your words, like you, my dear friend, are beautiful and ring true, imprints and impressions we create that nourish time forward in our wake, invisible yet present. You are such a good writer, dear Carla, and always a pleasure to read. Have a lovely day! 🙏✨🧐
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Always a good vision of my writting,my dear friend 🙏🥀 Have a lovely evening 🌺
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