
Eu sou aquele tipo de pessoa que as pessoas só perdem se quiserem .Um tipo de intenso que admira e muito a reciprocidade e todas as suas formas de transferir o amor adiante. Um tipo que soma, que sai de baixo de chuva para socorrer, que busca agregar em todos os aspectos e sem pedir nada em troca.
É uma pena que pessoas que pensam assim como eu estão cada vez mais com medo. Afinal, como agir dessa maneira em um mundo onde as pessoas são cada vez mais descartáveis? Pois é, e isso dói e muito!
Quanto mais tentamos oferecer hoje em dia, mais parece que as pessoas acham que podem se aproveitar de nós! O amor é visto como algo desnecessário, enquanto a sua utilidade tem serventia enquanto ainda é útil, pois no dia que a sua graça acaba, somos trocados.
Não sei o que aconteceu para que a nossa geração pensasse assim, mas é real que o mundo em si não consegue me assustar, sabe? Todos os dias eu acordo focando no melhor, atravessando por vezes batalhas internas complicadas !
Assim como um barco que só afunda se houver um furo por onde a água possa entrar, eu só altero a minha essência se não cuidar do que ando deixando entrar em minha vida. E, graças a Deus, tenho conseguido manter o que é tóxico fora da minha vida!
Aprendi desde cedo que reciprocidade não é sobre convencer alguém a te dar atenção. É justamente não precisar fazer isso! A partir do momento que não me encaixo em algum lugar, eu não forço. Simplesmente vou embora.
Entendam: vamos sair aos pontapés de um lugar e ser recebidos em tom de festa em outros. Aprendemos a não forçar, a não insistir nem mesmo em permanecer onde não querem saber de nossa intensidade.
Não sejam só alguém útil, sejam alguém fundamental! Se souberem dar – te o valor que mereces, aí sim vale a pena extrair o teu melhor, se for o contrário parem e não sofram com isso !
Carla Milho as confissões de uma miúda gira 🥰 ❤️
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