
Ao longo da vida, vamos percebendo que nem tudo merece a nossa energia.
Há sentimentos que só nos roubam serenidade e nos afastam daquilo que realmente importa. A inveja desgasta quem a alimenta, o medo prende-nos antes mesmo de tentarmos e viver em função das expectativas dos outros é desistir, aos poucos, da nossa própria identidade. Há batalhas que se vencem simplesmente quando escolhemos não lhes dar espaço.
Em contrapartida, existem valores que alimentam a alma todos os dias. A gratidão ajuda-nos a reconhecer o que já temos, mesmo quando ainda nos falta muito. O propósito dá sentido aos passos que damos, sobretudo nos dias mais difíceis. E a paz interior lembra-nos que a verdadeira tranquilidade não depende da ausência de problemas, mas da forma como escolhemos enfrentá-los.
No fim de tudo, o que permanece não são os bens que acumulámos nem os títulos que conquistámos. Permanecem as memórias que criámos, o legado que deixámos nas pessoas que cruzaram o nosso caminho e o afeto que fomos capazes de espalhar, mesmo nos momentos em que também precisávamos dele.
Talvez a felicidade esteja precisamente nisso: guardar em silêncio aquilo que nos diminui, cultivar diariamente aquilo que nos fortalece e viver de forma a que, um dia, sejamos recordados não pelo que tivemos, mas pela forma como fizemos os outros sentir.
Carla Milho as confissões de uma miúda gira 🥰❤️