A cabeça também merece ir ao médico

Há uma coisa curiosa no ser humano.
Se nos doer um dente, marcamos consulta. Se partirmos uma perna, ninguém nos diz para “pensar positivo”. Mas quando a dor mora na cabeça… aparecem logo os especialistas de café.
“Isso passa.” “Vai dar uma volta.” “Dorme uma noite que amanhã já estás novo.”
Se fosse assim tão simples, os psicólogos e psiquiatras estavam todos desempregados.


Há uma coisa curiosa no ser humano.
Se nos doer um dente, marcamos consulta. Se partirmos uma perna, ninguém nos diz para “pensar positivo”. Mas quando a dor mora na cabeça… aparecem logo os especialistas de café.
“Isso passa.” “Vai dar uma volta.” “Dorme uma noite que amanhã já estás novo.”
Se fosse assim tão simples, os psicólogos e psiquiatras estavam todos desempregados.
A verdade é que todos nós já sentimos um cansaço que não vinha das pernas, mas da alma. Dias em que o despertador pesa mais do que um saco de cimento e até escolher o que vestir parece um exame de Matemática.
Isso não faz de ninguém fraco. Faz de nós… humanos.
Nem toda a tristeza é uma depressão, tal como nem toda a dor de cabeça é uma enxaqueca. Mas também não devemos ignorar os sinais quando eles insistem em ficar.
Pedir ajuda não é desistir. É fazer ao cérebro o mesmo que fazemos ao resto do corpo: dar-lhe uma oportunidade de recuperar.
Ainda existe muito preconceito. Felizmente, já menos do que há uns anos, mas ainda existe. E talvez esteja na altura de deixarmos de olhar para a saúde mental como um assunto proibido. Afinal, o cérebro também faz parte do corpo. Não ficou esquecido na gaveta quando fomos montados.
Por isso, sejamos um pouco mais gentis. Com os outros e connosco.
Porque há batalhas que ninguém vê… e um simples “Como estás, a sério?” pode valer muito mais do que imaginamos.
E, se um dia a vida vos parecer demasiado pesada, lembrem-se: pedir ajuda nunca foi sinal de fraqueza. É apenas uma forma inteligente de continuar a caminhar.
Com carinho,
Carla Milho As Confissões de uma Miúda Gira ❤️

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Autor: Carla Milho

O meu nome é Carla Milho, e sou apaixonada , numa linha temporal totalmente diferente da que me identifico sobre mim, a nível pessoal certamente irão conhecer me através da minha escrita, através de cada história que possa partilhar com todos vocês. Tenho 50 anos e espero poder transmitir as mensagens corretas da melhor forma possível e de alguma maneira colocar um sorriso no rosto de alguém ! 😊 My name is Carla Milho, and I am someone who—in a timeline quite different from the one I identify with—is driven by a deep passion. On a personal level, you will surely come to know me through my writing, and through every story I share with all of you. I am 50 years old, and I hope to convey the right messages in the best way possible—and, in some small way, bring a smile to someone’s face.😊

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