
Há quem passe a vida a tentar proteger o coração de tudo.
Não sofrer.
Não confiar demasiado.
Não criar expectativas.
Não demonstrar sentimentos.
Como se o coração viesse com um manual de instruções onde dissesse: “utilizar com cuidado, evitar emoções fortes e manter afastado de pessoas complicadas.” 😂
Só que a vida não funciona assim.
O coração é precisamente aquilo que nos lembra que estamos vivos. É onde guardamos pessoas, memórias, afectos, sonhos e até aquelas pequenas coisas que ninguém percebe, mas que para nós significam o mundo.
Claro que amar, confiar e sentir também nos torna vulneráveis. Às vezes vamos magoar-nos. Às vezes vamos desiludir-nos. E outras vezes seremos nós a perceber que também errámos.
Faz parte.
Não precisamos de endurecer o coração para sermos fortes. Podemos aprender, colocar limites e continuar a ser pessoas sensíveis.
Aliás, acho que existe uma grande diferença entre ter um coração mole e ter falta de inteligência emocional. 😅
Eu prefiro continuar a sentir.
Prefiro abraçar quando me apetece abraçar, dizer “gosto de ti” quando o sinto e estar presente para quem realmente importa.
Sem garantias.
Sem contratos assinados em triplicado.
E, se possível, sem precisar de chamar um técnico sempre que alguém decide partir-me o coração. 😂
Porque talvez a verdadeira força não esteja em construir uma muralha à volta do coração.
Talvez esteja em conseguir mantê-lo aberto sem deixar que qualquer pessoa tenha a chave. ❤️
E isso, meus queridos, a miúda gira ainda está a aprender.
Com algumas asneiras pelo caminho, obviamente.
Senão também não seria ela. 🤭❤️
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️