O cavalo de Troia #Reflexão🍀

Talvez tenha confiado demais.
Talvez tenha ignorado alguns sinais porque, convenhamos, o meu detector de pessoas duvidosas devia ter vindo com as pilhas incluídas. 😅


Há uns anos escrevi sobre o meu próprio “cavalo de Tróia”.
Na altura, eu achava que tinha aprendido uma das lições mais difíceis da vida: perceber que, por vezes, o perigo não vem de quem está contra nós, mas de quem deixámos entrar demasiado perto.
E doeu.
Doeu porque algumas das pessoas que mais nos conseguem magoar são precisamente aquelas a quem entregámos confiança, afecto, tempo e pedaços de nós que não entregamos a qualquer pessoa.
Durante muito tempo pensei que o meu maior problema tinha sido não saber escolher bem as pessoas.
Hoje vejo as coisas de outra maneira.
Talvez eu não tenha escolhido sempre bem.
Talvez tenha confiado demais.
Talvez tenha ignorado alguns sinais porque, convenhamos, o meu detector de pessoas duvidosas devia ter vindo com as pilhas incluídas. 😅
Mas também aprendi uma coisa importante: não podemos transformar os nossos erros numa sentença perpétua contra nós próprios.
Houve alturas em que olhei para mim e já não reconhecia a mulher que estava ali.
A vida tinha-me dado umas quantas voltas, algumas delas sem sequer pedir licença, e eu estava cansada de tentar perceber porquê.
Mas, algures no meio dessa confusão toda, aconteceu uma coisa extraordinária:
eu comecei a escolher-me.
Não foi de um dia para o outro.
Não houve música épica, vento a soprar no cabelo e uma entrada triunfal em câmara lenta. Até porque, conhecendo-me, provavelmente tropeçava logo no primeiro degrau. 😂
Foi muito mais simples.
Foi começar a dizer não.
Foi deixar de tentar convencer determinadas pessoas do meu valor.
Foi perceber que nem toda a porta fechada precisa de ser arrombada.
E foi compreender que algumas partidas não são perdas. São simplesmente a vida a retirar-nos do caminho aquilo que já não nos fazia bem.
Durante muito tempo pensei que precisava de ser salva.
Hoje sei que não.
Não porque seja invencível — longe disso. Continuo a cair, a duvidar, a ter dias em que a minha confiança vai de férias sem sequer deixar morada para correspondência. 🤭😂
Mas agora sei levantar-me.
E talvez essa seja a verdadeira força: não é nunca cair; é não fazer da queda a nossa morada permanente.
Também aprendi a proteger melhor aquilo que sinto.
O meu coração já não tem a porta aberta com uma placa a dizer:
“ENTRE, SINTA-SE EM CASA E, SE QUISER, LEVE UMA RECORDAÇÃO.” 🤣
Agora existe porteiro.
E o porteiro sou eu.
Algumas pessoas podem continuar a achar-me fria, distante, complicada ou até convencida.
Tudo bem.
Nem toda a gente precisa de compreender as nossas escolhas.
Só nós sabemos quantas batalhas tivemos de travar para chegar ao lugar onde estamos.
E eu já não tenho necessidade de explicar cada cicatriz.
Algumas fazem parte da minha história. Outras ensinaram-me a ter mais cuidado. E algumas, sinceramente, ficaram tão bem escondidas que nem eu sei onde guardei a documentação. 😉😂
Hoje olho para aquela mulher que escreveu aquele texto há uns anos e sinto ternura por ela.
Ela estava cansada.
Estava magoada.
Estava a tentar perceber como continuar.
Mas estava lá uma coisa que talvez ela ainda não soubesse reconhecer:
coragem.
Porque, mesmo quando achava que tinha perdido tudo, continuava a procurar uma saída.
E encontrou.
Não encontrou uma vida perfeita.
Encontrou uma vida mais verdadeira.
E isso chega-me.
Hoje não quero ser a princesa à espera de um príncipe que apareça montado num cavalo branco para me salvar.
Primeiro porque já tenho idade suficiente para desconfiar de príncipes montados em cavalos brancos. 😅😅
Segundo porque descobri que prefiro andar pelos meus próprios pés.
Com tropeções, claro.
Com algumas asneiras pelo caminho.
Com dias bons e outros que mereciam simplesmente um botão de “reiniciar sistema”.
Mas pelos meus pés.
Porque, no fim de contas, a pessoa que eu precisava mesmo de salvar sempre esteve comigo.
Era eu.
E hoje, finalmente, gosto muito mais da mulher que encontro quando olho para o espelho.
Não porque seja perfeita.
Mas porque é minha.
E depois de tudo o que já vivi, acho que isso é uma das maiores vitórias que alguém pode conquistar. ❤️
A miúda gira continua em obras, portanto peço desculpa pelo incómodo. Mas desta vez a obra é para ficar. 🤭🤣

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

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Autor: Carla Milho

O meu nome é Carla Milho, e sou apaixonada , numa linha temporal totalmente diferente da que me identifico sobre mim, a nível pessoal certamente irão conhecer me através da minha escrita, através de cada história que possa partilhar com todos vocês. Tenho 50 anos e espero poder transmitir as mensagens corretas da melhor forma possível e de alguma maneira colocar um sorriso no rosto de alguém ! 😊 My name is Carla Milho, and I am someone who—in a timeline quite different from the one I identify with—is driven by a deep passion. On a personal level, you will surely come to know me through my writing, and through every story I share with all of you. I am 50 years old, and I hope to convey the right messages in the best way possible—and, in some small way, bring a smile to someone’s face.😊

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