
Vivemos num mundo curioso.
Diz-nos para sermos nós próprios, mas depois passa uma quantidade razoável de tempo a explicar-nos como devemos ser nós próprios. 😅
Se somos demasiado calados, somos estranhos.
Se falamos muito, somos chatos.
Se temos personalidade forte, somos complicados.
Se não damos opinião, “não temos personalidade”.
Ou seja… aparentemente existe um manual para sermos espontâneos. Só ainda ninguém descobriu onde o vende. 😂
Acho que uma das coisas mais bonitas que podemos aprender é precisamente esta: não precisamos de ser iguais para termos valor.
Ser diferente não significa achar que somos melhores do que os outros.
Significa simplesmente aceitar que somos… nós.
Com as nossas qualidades, os nossos defeitos, as nossas manias, as nossas contradições e aquelas pequenas maluquices que talvez devêssemos esconder, mas que acabam por ser precisamente aquilo que nos torna interessantes. 🤣
E sim, devemos ouvir os outros.
Devemos aceitar críticas.
Devemos ter humildade suficiente para reconhecer quando estamos errados.
Porque ser único não significa ter sempre razão — infelizmente, já tentei negociar essa parte com a vida e não funcionou. 🤭😅
Mas também devemos aprender a confiar na nossa intuição.
Nem tudo aquilo que sentimos precisa de uma explicação científica, um relatório de 27 páginas ou uma reunião extraordinária.
Às vezes simplesmente sentimos que alguma coisa não está bem.
E ignorar constantemente essa sensação só porque temos medo de parecer “difíceis” pode sair bastante mais caro do que parecermos chatos durante cinco minutos.
Também gosto da ideia de sermos felizes sem precisar de autorização.
Ser feliz à nossa maneira.
Rir quando nos apetece.
Mudar de opinião.
Recomeçar.
Dizer “isto já não é para mim” sem transformar a decisão numa guerra mundial.
E, sobretudo, não viver demasiado preocupados com aquilo que os outros pensam.
Porque há uma coisa engraçada sobre a opinião alheia:
hoje somos assunto, amanhã já encontraram outro. 😁
A vida passa demasiado depressa para gastarmos os nossos dias a tentar caber na expectativa de toda a gente.
Sejamos bons, mas não ingénuos.
Sejamos humildes, mas não invisíveis.
Sejamos diferentes, mas sem precisar de fazer disso uma competição.
E, quando alguém disser que somos “demais”, talvez possamos simplesmente sorrir e responder:
“Não faz mal. Tu podes ficar com a tua medida que eu fico com a minha.” 💯🤜🤛
No fundo, acho que viver bem é isto:
sermos suficientemente humildes para continuar a aprender e suficientemente corajosos para não deixar de ser quem somos.
Porque esta viagem chamada vida não vem com ensaio geral.
É mesmo para valer.
E já que estamos aqui…
mais vale sermos nós próprios.
Até porque ser outra pessoa dá uma trabalheira enorme e, sinceramente, eu já tenho coisas suficientes para fazer. 🥰😅❤️
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️