⏳ Se eu tivesse uma máquina do tempo…

Ora bem… conhecendo-me, a primeira coisa que faria era verificar se a máquina do tempo vinha com manual de instruções. Porque, se depender apenas de mim, ainda conseguia carregar no botão errado e aparecer na Idade Média a explicar que o telemóvel ficou sem rede. 🤭


A pergunta da imagem parece simples: se pudesses enviar apenas uma mensagem ao teu “eu” do passado, o que dirias?
Ora bem… conhecendo-me, a primeira coisa que faria era verificar se a máquina do tempo vinha com manual de instruções. Porque, se depender apenas de mim, ainda conseguia carregar no botão errado e aparecer na Idade Média a explicar que o telemóvel ficou sem rede. 🤭
Mas, depois da parte técnica — e de provavelmente perguntar onde se põe o combustível — acho que saberia exactamente o que escrever.
Diria:
“Calma. Respira. Nem tudo aquilo que hoje parece o fim é realmente o fim. Vais errar. Vais confiar em pessoas que talvez não merecessem tanta confiança. Vais fazer escolhas que mais tarde não compreenderás. Vais chorar por coisas que hoje nem imaginas. E vais descobrir que és muito mais forte do que pensas.”
Também lhe diria para não perder tanto tempo a tentar controlar aquilo que não depende dela.
Para não gastar tanta energia a querer perceber pessoas, situações e acontecimentos que, muitas vezes, simplesmente não têm explicação.
E, sobretudo, diria:
“Não tenhas tanta pressa de chegar ao futuro. Um dia vais perceber que alguns dos momentos que hoje queres ultrapassar depressa serão precisamente aqueles que te ensinarão quem és.”
Porque nós temos esta mania engraçada de achar que precisamos de saber o final da história antes de conseguirmos viver o capítulo.
Queremos garantias.
Queremos certezas.
Queremos saber se aquela escolha vai resultar, se aquela pessoa vai ficar, se aquele sonho se vai concretizar e, já agora, se vale a pena comprar aquele vestido porque a crise económica também exige alguma responsabilidade. 🤭
Só que a vida não trabalha com spoilers.
E talvez ainda bem.
Se eu pudesse falar com a mulher que fui há alguns anos, não lhe diria para mudar tudo.
Nem apagaria os erros.
Nem eliminaria as quedas.
Porque, se retirasse todas essas coisas, provavelmente também retiraria algumas das aprendizagens que me trouxeram até aqui.
Dir-lhe-ia apenas:
“Confia mais em ti.”
Não porque vais acertar sempre — isso seria publicidade enganosa. 😂
Mas porque vais aprender a levantar-te quando não acertares.
Vais descobrir que algumas portas fechadas eram apenas a vida a dizer:
“Minha querida, por aí não. Experimenta a outra.”
E algumas pessoas que julgavas indispensáveis deixarão de fazer parte da tua caminhada.
Vai doer.
Mas também vais perceber que nem toda a ausência é uma perda e nem toda a presença é um presente.
Hoje, se pudesse enviar essa mensagem através da tal máquina do tempo, acrescentaria ainda:
“Não te castigues tanto por aquilo que ainda não sabes. Estás a fazer o melhor que consegues com a consciência que tens naquele momento.”
E talvez esta seja uma das coisas mais importantes que aprendemos com o passar dos anos.
Nós julgamos o nosso passado com os conhecimentos que temos no presente.
É um bocadinho injusto, não é?
É como dar um exame de Matemática a alguém sem lhe ensinar a matéria e, dez anos depois, aparecer com o teste corrigido e dizer:
— “Olha aqui o erro!”
Pois… obrigada, universo. 🤣
Hoje não preciso de uma máquina do tempo.
Tenho memórias suficientes para visitar o passado e sonhos suficientes para espreitar o futuro.
Mas escolho viver aqui.
No presente.
Com as minhas imperfeições, as minhas dúvidas, as minhas gargalhadas, os meus tropeções e aquela capacidade muito portuguesa de dizer:
“Isto há-de se resolver.”
Mesmo quando não fazemos a mínima ideia de como. 😅
E se algum dia a máquina do tempo for finalmente inventada, tenho apenas um pedido:
Que venha com GPS, garantia e assistência técnica.
Porque voltar ao passado para corrigir tudo talvez seja impossível.
Mas seguir em frente, aprender, mudar e tentar fazer melhor…
isso ainda está perfeitamente ao nosso alcance. ❤️
E à minha versão do passado deixaria apenas uma última frase:
“Aguenta firme, miúda. Ainda vais rir muito de coisas que hoje te fazem chorar.” 🤣
E, conhecendo-me, provavelmente ela responderia:
“Está bem… mas vê lá se no futuro já inventaram uma máquina que lave a loiça sozinha.”
🤣❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

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Autor: Carla Milho

O meu nome é Carla Milho, e sou apaixonada , numa linha temporal totalmente diferente da que me identifico sobre mim, a nível pessoal certamente irão conhecer me através da minha escrita, através de cada história que possa partilhar com todos vocês. Tenho 50 anos e espero poder transmitir as mensagens corretas da melhor forma possível e de alguma maneira colocar um sorriso no rosto de alguém ! 😊 My name is Carla Milho, and I am someone who—in a timeline quite different from the one I identify with—is driven by a deep passion. On a personal level, you will surely come to know me through my writing, and through every story I share with all of you. I am 50 years old, and I hope to convey the right messages in the best way possible—and, in some small way, bring a smile to someone’s face.😊

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