
Há pessoas que parecem ter feito um curso intensivo em detetar defeitos. 😂
Conseguem encontrar uma falha numa frase, uma imperfeição numa atitude e, se lhes dermos tempo suficiente, provavelmente descobrem até um defeito no nosso jeito de respirar.
A verdade é que ninguém é perfeito. Temos qualidades, defeitos, dias brilhantes e outros em que mais valia voltar para a cama e colocar um aviso de “manutenção temporariamente indisponível”. 🤣
Numa relação saudável — seja de amizade, família ou amor — deveria existir espaço para reconhecer aquilo que há de bom no outro. Valorizar o esforço, celebrar conquistas, reconhecer talentos e, quando necessário, ajudar a melhorar sem transformar cada erro numa sentença.
Porque criticar é muito fácil. Difícil é olhar para alguém e conseguir enxergar o conjunto, e não apenas aquilo que está fora do lugar.
Quem passa o tempo inteiro a apontar defeitos talvez esteja mais preocupado em procurar imperfeições do que em conhecer verdadeiramente a pessoa que tem diante de si.
E estabelecer limites perante isso não é arrogância. É respeito por nós próprios.
Ninguém precisa de viver permanentemente sob avaliação, como se estivesse num concurso onde o júri tivesse decidido que a pontuação máxima é impossível. 😅
Todos temos coisas para melhorar. Claro que sim. Crescer também passa por reconhecer os nossos erros. Mas uma coisa é aceitar uma crítica construtiva; outra é viver debaixo de uma lupa que só procura aquilo que está mal.
Quem não consegue reconhecer a nossa luz não precisa de receber o comando das nossas sombras.
No fundo, talvez a melhor resposta seja continuar a crescer, aprender e melhorar… mas sem permitir que a opinião de quem só vê defeitos nos faça esquecer tudo aquilo que temos de bonito.
Porque perfeição?
Essa deixamos para os filtros das fotografias. Na vida real, até fica melhor haver umas imperfeições pelo caminho. ☺️❤️
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️