
Se costumas andar pelas redes sociais, de certeza que já te cruzaste com aquela malta que partilha frases inspiradoras a dizer coisas como: “Fizeste o melhor que podias. Perdoa-te.” É lindo. Dá vontade de emoldurar, acender uma vela de alfazema e suspirar fundo.😏
Mas vamos ser sinceros e humildes: às vezes, o nosso “melhor” é um bocadinho… hum, questionável?😉😅
Há dias em que o nosso melhor é salvar o mundo, entregar aquele relatório perfeito antes do prazo e ainda fazer trinta minutos de cardio. E depois há aqueles dias — os meus favoritos para exercitar o perdão — em que o meu melhor é simplesmente conseguir que o jantar não seja, outra vez, cereais com leite às dez da noite. E está tudo bem!
A verdade é que exigimos tanto de nós próprios que transformamos a autocompaixão num drama digno de novela. Entramos em espiral a pensar no que podíamos ter feito diferente, naquela resposta perfeita que só nos ocorreu três horas depois da discussão acabar, ou na decisão que tomámos há cinco anos e que claramente ainda nos assombra às três da manhã.😑🤐🤔
Dizem por aí que nos devemos perdoar, e eu concordo. Mas sugiro um perdão prático, sem grandes cerimónias:
- Perdoa-te por não teres paciência de santo todos os dias.
- Perdoa-te por acumulares aquela pilha de roupa na “cadeira do quarto” que já ganhou estatuto de mobília.
- Perdoa-te por achares que ias mudar de vida esta segunda-feira e teres adiado para a próxima (de qualquer ano).
A vida já tem dramas suficientes para nós criarmos mais um com base nas nossas pequenas falhas. Fizemos o que deu com as ferramentas que tínhamos no momento — mesmo que a ferramenta tenha sido só rir para não chorar.😅😅
Por isso, respira fundo, assume a tua imperfeição com orgulho e segue em frente. Amanhã tentamos fazer melhor. Ou não. E se não der, perdoamo-nos outra vez.🥰😉☺️🩷🧡❤️💛
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️