
Se me perguntassem qual foi a relação que mais me ensinou sobre quem sou, a resposta seria simples: a relação com o meu filho.😁
Ser mãe ensinou-me muitas coisas, algumas que estavam nos livros e outras que só se aprendem quando temos uma criança a olhar para nós como se soubéssemos absolutamente tudo.
Spoiler: não sabemos. 🤣🤣🤣
Aprendi com ele que amar alguém é querer proteger, mas também saber deixar crescer. É estar presente sem tentar controlar tudo. É aprender a ouvir mesmo quando temos vontade de dar uma palestra de quarenta minutos… e perceber que, às vezes, duas frases chegam perfeitamente.
Ao longo dos anos, a nossa relação foi mudando.
Ele cresceu, eu também cresci e, pelo caminho, deixámos de ser apenas mãe e filho para nos tornarmos amigos.☺️
Hoje, posso dizer que o meu filho é o meu melhor amigo.🤜🤛
E isso é uma das coisas mais bonitas que a vida me ofereceu.
É aquela pessoa com quem posso conversar, rir, partilhar pensamentos, discordar e, depois de uma pequena reunião familiar — porque ninguém é de ferro — voltar ao assunto como se nada tivesse acontecido. 🤣🤣
Com ele aprendi que não preciso de ser uma mãe perfeita.
Aliás, rapidamente percebi que essa profissão não vinha com manual de instruções. Vinha com amor, preocupação, algumas noites mal dormidas e uma quantidade considerável de perguntas para as quais ninguém tinha preparado respostas. 😅😅😅
Aprendi também que os filhos nos ensinam tanto quanto nós tentamos ensinar-lhes.
Ensinaram-me paciência.
Ensinaram-me responsabilidade.
Ensinaram-me a aceitar que não posso resolver tudo.
Ensinaram-me a confiar.
E ensinaram-me que o amor pode crescer e transformar-se sem nunca deixar de ser amor.
Talvez seja por isso que algumas relações nos revelam tanto.
Porque através delas descobrimos os nossos limites, as nossas fragilidades, a nossa capacidade de perdoar, de cuidar, de recomeçar e até de rir de nós próprios.
E, no meu caso, foi precisamente a relação com o meu filho que me mostrou uma parte de mim que talvez demorasse muito mais tempo a conhecer.
Mostrou-me que consigo amar profundamente sem deixar de aprender.
Que consigo ser mãe e amiga.
Que posso errar e pedir desculpa.
Que posso não ter todas as respostas e, mesmo assim, continuar a ser um porto seguro.
E talvez a maior aprendizagem tenha sido esta:
não precisamos de ser perfeitos para sermos importantes na vida de alguém. Precisamos apenas de ser verdadeiros, presentes e capazes de amar.
O meu filho ensinou-me muito sobre a vida.
Mas, acima de tudo, ensinou-me muito sobre mim.
E se hoje posso dizer que, além de meu filho, ele é também o meu melhor amigo, então talvez essa seja uma das minhas maiores sortes nesta vida. ❤️
E sim… continuamos a discordar.
Porque uma amizade verdadeira também precisa de manter algum entretenimento. 😆😅❤️
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️