
Capítulo 145 — A Visita, a Fotografia e o Segredo que Ficou à Porta🤫😏
Depois da revelação bombástica de Sherlock Fenando, a casa ficou mergulhada num silêncio estranho.
Quer dizer… estranho para toda a gente, menos para o Jacks, que aproveitou a ocasião para tentar roubar uma bolacha.
— Fenando, tens a certeza de que o Alberto está relacionado com a minha família? — perguntou a Miúda Gira, cada vez mais intrigada.🤔😑
— Certeza, certeza, não tenho. Mas as fotografias não mentem!
— Pois não, mas tu também não és propriamente um detective da Polícia Judiciária…🤣😂🤣
Fenando ofendeu-se. Endireitou os bigodes e anunciou que estava a trabalhar num caso de importância histórica.
Consuela revirou os olhos.
— Importância histórica? Tu ontem passaste vinte minutos à procura dos óculos que tinhas na cabeça!🤣🤣🤣🤣
Entretanto, Alberto continuava desaparecido. Só se ouvia a sua voz, vinda de um lugar qualquer da casa:
— Não mexam nessa fotografia!
Todos ficaram imóveis.
— Em qual fotografia? — perguntou a Miúda Gira.
Silêncio.
Foi então que tocaram à campainha.
Consuela agarrou-se ao pano do pó como se fosse uma arma de defesa pessoal. Fenando espreitou pela janela e Jacks começou a ladrar, embora ninguém lhe tivesse pedido opinião.
Era um envelope.
Sem remetente.
A Miúda Gira abriu-o devagar. Lá dentro havia apenas um pequeno papel, com uma frase escrita à mão:
«O que procuras esteve sempre mais perto do que imaginas.»🫢😐
No verso, uma data.
A mesma que estava escrita na fotografia do casamento.
Alberto não disse uma palavra.
E, pela primeira vez, até Fenando ficou sem teorias.
Consuela olhou para todos, apertou o pano do pó e declarou:
— Muito bem. A partir de agora, ninguém entra nesta casa sem explicar ao que vem. E, se aparecer mais algum envelope, que traga também o café. Já que é para sofrer, ao menos que seja com cafeína!
A Miúda Gira guardou o papel no bolso, com um sorriso misterioso.
Talvez estivesse a começar a lembrar-se de alguma coisa.
Ou talvez soubesse mais do que queria admitir.
Quanto ao Jacks, continuava a olhar para o envelope.
Não por causa do segredo.
Mas porque tinha a ligeira esperança de que lá dentro houvesse um biscoito.🤣🤣🤣
E assim terminou mais um dia naquela casa perfeitamente normal.
Normalíssima.
Só com um fantasma em silêncio, um detective de bigodes, uma empregada à beira de um ataque de nervos e uma família inteira metida num mistério com cheiro a passado.🕵️♂️
📢Relatório da Consuela
Fotografia do casamento: continua suspeita.
Envelope anónimo: apareceu sem autorização e sem trazer café.
Alberto: calado, o que é ainda mais preocupante.
Fenando: detective em serviço, apesar dos problemas com os óculos.
Miúda Gira: sorriso suspeito e perguntas a caminho.
Jacks: investigação interrompida por falta de biscoitos.
Consuela: pano do pó preparado para qualquer emergência.
Conclusão: há segredos nesta casa que precisam de ser revelados. Mas, se alguém voltar a tocar à campainha depois das nove, vai ter de falar primeiro comigo!😂😂
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️