A vida é uma jornada.
Não uma estrada direita, perfeitamente sinalizada e com estacionamento à porta. 😂
A vida é uma jornada. Não uma estrada direita, perfeitamente sinalizada e com estacionamento à porta. 😂 É feita de curvas, desvios, encontros inesperados, algumas quedas e muitas decisões tomadas sem termos a certeza absoluta de que estamos a escolher o caminho certo. Ao longo da vida, encontramos pessoas que caminham connosco durante muito tempo e outras que ficam apenas o suficiente para nos deixar uma aprendizagem. Umas deixam memórias bonitas. Outras deixam saudades. E algumas deixam lições que, na altura, dispensávamos perfeitamente… mas que mais tarde percebemos que precisávamos de aprender. 😅 Também há momentos em que não sabemos para onde vamos. E está tudo bem. Nem sempre precisamos de ter um mapa. Às vezes basta dar o próximo passo. A jornada ensina-nos que podemos parar quando estamos cansados, mudar de direção quando já não somos felizes e recomeçar quando sentimos que é preciso. Não existe uma idade certa para recomeçar. Nem um caminho perfeito. Cada pessoa tem o seu ritmo, as suas batalhas e a sua maneira de chegar onde precisa de chegar. E talvez devêssemos comparar menos os nossos caminhos. Afinal, não sabemos o que existe por trás das fotografias bonitas dos outros… e muito menos quantos cafés foram necessários para chegar até lá. 😂☕ No fundo, talvez a vida não seja sobre chegar depressa. Seja sobre aproveitar o caminho. Rir quando pudermos. Aprender quando errarmos. Agradecer quem fica. Deixar ir aquilo que já não faz sentido. E continuar, mesmo quando não sabemos exactamente o que nos espera. Porque ninguém sabe ao certo onde a jornada vai terminar. Mas podemos escolher como queremos caminhar. Com medo ou com coragem. Com pressa ou com calma. Com algumas lágrimas, muitas gargalhadas e, se possível, café suficiente para enfrentar os imprevistos. 😂 E se houver um tropeção pelo caminho? Levanta-se a pessoa, sacode-se o pó, verifica-se se a dignidade ficou intacta… e segue-se viagem. Afinal, a jornada é nossa. E talvez o mais bonito seja perceber que, enquanto caminhamos, também vamos descobrindo quem somos. 🧡 Até porque a vida não vem com manual de instruções. E, convenhamos… se viesse, provavelmente estaria em letra demasiado pequena para conseguirmos ler. 😂
Há momentos em que a vida nos pede para fazer aquilo que está ao nosso alcance, mesmo quando parece pouco. Hoje, venho deixar aqui um pedido muito especial. O meu marido continua à procura de um dador de medula óssea compatível. Até ao momento, ainda não foi encontrado. A procura continua e, por isso, também continua este apelo. Se estás a ler estas palavras, peço-te que ajudes a fazê-las chegar mais longe. Partilha este pedido com outras pessoas. Fala dele, envia-o a quem conheces, dá-lhe voz. Porque pode existir algures uma pessoa compatível que ainda não sabe que pode fazer a diferença na vida de alguém. E talvez esta mensagem precise apenas de chegar à pessoa certa. Uma partilha pode parecer um gesto pequenino. Mas quando estamos à procura de um dador compatível, cada pessoa alcançada pode representar uma nova possibilidade. Não sabemos onde estará esse dador. Por isso, continuamos a procurar. Com esperança, com força e, claro, com aquela teimosia característica da miúda gira que continua a acreditar que “impossível” é uma palavra que ainda precisa de ser muito bem discutida. 🥰 Se puderes ajudar, partilha este pedido. Não é preciso conhecer o meu marido. Não é preciso conhecer-me. Basta querer ajudar. A procura continua. E enquanto houver esperança, continuaremos a procurar. Talvez o dador compatível esteja algures por aí. Só precisamos de ajudar esta mensagem a chegar até ele. ❤️ Obrigada a todos os que, de uma forma ou de outra, ajudam a manter esta esperança viva. ❤️ Assim fica mais adequado ao teu blog enquanto espaço de escrita, sem pressupor que quem lê tem redes sociais ou um perfil para partilhar. ❤️
Há coisas na vida que não escolhemos. E depois há aquelas que, se nos perguntassem se queríamos experimentar, responderíamos imediatamente: “Não, obrigada. Já temos planos.” 😁 A doença oncológica entrou na nossa vida sem pedir licença, pela segunda vez, claro que de forma diferente. E, desde então, já faz algum tempo que aprendi que viver com uma doença grave na família não significa obrigatoriamente passar os dias de cabeça baixa, a vestir o papel de vítima e a olhar para a vida como se alguém tivesse carregado no botão de pausa. Eu sempre me recusei a viver assim. Não porque seja fácil. Não porque não tenha medo. Não porque existam dias em que a preocupação aparece sem ser convidada e se instala no sofá como se tivesse pago renda. Aparece. Claro que aparece. Mas eu aprendi alguns truques para lidar com a minha própria cabeça. Às vezes distraio-a. Às vezes obrigo-a a pensar noutra coisa. Às vezes faço planos para o futuro só para lhe mostrar que ainda mandamos alguma coisa nesta casa. 🤣🤣 E outras vezes simplesmente digo: “Hoje não vamos resolver a vida toda. Hoje vamos resolver só hoje.” É um dos meus truques preferidos. Porque quando pensamos em tudo ao mesmo tempo, a cabeça transforma um problema numa produção cinematográfica de três horas, com direito a banda sonora dramática, intervalo e pipocas. Então prefiro dividir a vida em pequenos bocados. Hoje. Amanhã logo se vê. E entre um dia e outro, continuo a rir. Continuo a fazer disparates. Continuo a ser eu. Porque o diagnóstico do meu marido não apagou quem somos. Não apagou o nosso sentido de humor. Não apagou os nossos sonhos. E muito menos me transformou numa mulher que precisa que tenham pena dela. Eu não quero pena. Quero possibilidades. E é precisamente por isso que hoje faço este pedido. Não escrevo estas palavras para provocar tristeza. Escrevo-as porque precisamos de ajuda na procura de um dador de medula óssea compatível. E pedir ajuda não é fraqueza. Aliás, há uma certa humildade em reconhecer que, por muito fortes que sejamos, há batalhas que não conseguimos travar sozinhos. Um dador compatível pode representar uma possibilidade que uma família inteira deseja encontrar. O sistema HLA é fundamental para determinar a compatibilidade e, por isso, quanto maior for a diversidade de pessoas inscritas nos registos, maiores podem ser as possibilidades de encontrar correspondências para doentes que precisam de um transplante. IPST Em Portugal, o CEDACE integra uma rede internacional de registos, permitindo procurar potenciais dadores também fora do nosso país. IPST Por isso, se tiveres entre 18 e 35 anos, fores saudável e reunires as condições exigidas, talvez possas ponderar inscrever-te como potencial dador. A inscrição no CEDACE é feita uma vez e, segundo a informação disponibilizada pelo IPST, pode permitir que, se surgir uma compatibilidade, sejas contactado para uma avaliação posterior. IPST Informação oficial do IPST sobre a dádiva de medula óssea. E não, não estou a pedir que alguém seja um super-herói. Nem precisa de capa. Até porque, sejamos honestos, há pessoas a quem uma capa simplesmente não favorece. 🤭 Estou apenas a pedir que pensem na possibilidade de fazer algo que pode ter um significado enorme para outra pessoa. Talvez nunca sejam chamados. Talvez nunca exista compatibilidade. Talvez a vossa inscrição fique simplesmente ali, à espera. Mas talvez um dia o vosso perfil seja compatível com alguém. E, nesse dia, aquilo que para vocês começou como uma simples decisão pode significar uma oportunidade extraordinária para outra família. Eu não sei como vai terminar a nossa história. E aprendi a não exigir respostas à vida antes de ela estar preparada para as dar. Mas sei uma coisa: enquanto houver possibilidades, nós vamos procurá-las. Sem dramas. Sem vitimização. Sem transformar a doença no centro absoluto da nossa existência. Com medo quando for preciso. Com coragem quando conseguirmos. Com esperança sempre que houver espaço para ela. E, sobretudo, com humor. Porque se a vida decidiu trazer-nos um argumento difícil, ao menos temos o direito de tentar melhorar o guião. 😅❤️ Por isso, hoje não venho pedir pena. Venho pedir uma oportunidade. Se puderem ser potenciais dadores, informem-se. Se não puderem, partilhem esta mensagem. Talvez a pessoa que precisamos de encontrar esteja algures aí fora. Talvez esteja a ler isto agora. E talvez nem imagine que, sem sequer nos conhecer, pode um dia tornar-se uma peça fundamental na história de alguém. Nós continuaremos por aqui. A viver um dia de cada vez. A rir quando der. A chorar quando for preciso. A cair e a levantar. E, entretanto, eu vou continuar a ser a mesma miúda gira de sempre… só que agora com uma missão extra: encontrar um match perfeito. E não, não estou a falar de Tinder. 😂❤️🤣 Plataforma oficial do IPST — inscrição/informação para dadores de medula óssea.
Ciao a tutti. Condivido questo messaggio per una cara amica in un momento drammatico. Suo marito sta lottando contro una grave malattia e ha un disperato bisogno di un trapianto. Vi preghiamo di aiutarci a diffondere questo appello per trovare un donatore di midollo osseo compatibile. Ogni condivisione può salvare una vita. 💔 Ecco la […]
The author requests support for Carla Milho, whose husband, João, is battling Acute Myeloid Leukemia. She is urgently seeking a compatible bone marrow donor to facilitate his needed transplant. The appeal encourages others to share information and assist if possible, referencing Carla’s post “A Share Can Save a Life!” for more details. Seeking Help for […]
Consuela reuniu Fenando, Jacks e Alberto na cozinha.
Naturalmente, estava com o pano do pó na mão.
— Precisamos de pensar numa solução.
Fenando sentou-se.
Jacks ficou atento.
Alberto aproximou-se.
Consuela baixou a voz.
— E se… a memória dela voltasse com um pequeno susto?
Os três olharam para ela.
— Que tipo de susto? — perguntou Alberto.
Consuela apontou para uma frigideira
A Miúda Gira continuava carinhosa, continuava a fazer corações com as mãos ❤️ e continuava a achar perfeitamente normal beber chá às cinco da tarde. Consuela reuniu Fenando, Jacks e Alberto na cozinha. Naturalmente, estava com o pano do pó na mão. — Precisamos de pensar numa solução. Fenando sentou-se. Jacks ficou atento. Alberto aproximou-se. Consuela baixou a voz. — E se… a memória dela voltasse com um pequeno susto? Os três olharam para ela. — Que tipo de susto? — perguntou Alberto. Consuela apontou para uma frigideira. — Talvez alguém lhe desse com uma frigideira na cabeça… Silêncio absoluto. — Mas sem muita força, obviamente! Fenando arregalou os olhos. — Vai correr mal. Pausa. — Muito mal. Jacks recuou dois passos. Alberto desapareceu parcialmente atrás do cortinado da cozinha. — Eu sou um fantasma — disse ele. — Mas mesmo assim não quero estar envolvido nisso. 😄😅 Consuela olhou para todos. — Então ninguém se oferece? Fenando abanou a cabeça. Jacks escondeu-se atrás da cadeira. Alberto fingiu que estava a verificar qualquer coisa no teto. — Está bem — disse Consuela. — Eu faço. Os três ficaram apavorados. — TU?! — disseram em coro. — Sim. Consuela pegou na frigideira. Aproximou-a da Miúda Gira. A Miúda Gira olhou para ela e sorriu. — Queres fazer omeletes? Consuela congelou. — Omeletes? — Sim. Consuela baixou lentamente a frigideira. Fenando sussurrou: — Ainda bem que perguntaste. Jacks abanou a cauda. Alberto apareceu novamente. — Eu acho que este plano precisa de uma revisão. Consuela respirou fundo. — Está bem… Olhou para a frigideira. Depois para a Miúda Gira. — Talvez seja melhor usarmos isto para aquilo para que foi inventado. — Para quê? — perguntou Fenando. Consuela levantou a frigideira. — Para fazer omeletes! Jacks começou imediatamente a abanar a cauda. Alberto sorriu. Fenando suspirou de alívio. E a Miúda Gira, muito feliz, anunciou: — Às cinco podemos comer a omelete com chá! Consuela fechou os olhos. — Pronto. A memória ainda não voltou… Fez uma pausa. — …mas pelo menos ninguém foi parar às urgências. 🤣🤣🤣🤣 📢Relatório da Consuela Assunto: Recuperação da memória. Hipótese apresentada: Frigideira. Voluntários: Zero. Coragem: Também zero. Fenando: Previu desastre imediatamente. Jacks: Retirada estratégica. Alberto: Invisível, mas assustado na mesma. 🤣🤣👻 Consuela: Quase virou especialista em omeletes. Resultado: Frigideira utilizada corretamente. Conclusão: A memória continua desaparecida, mas a cozinha continua operacional. 😅😅❤️
Na Terra do Nunca, o dia começou como tantos outros. Até que se ouviu um enorme: — AAAAAAAAHHHHH! E, logo depois… SPLASH! 🌊 O Capitão Gancho tinha acabado de cair do navio pirata. — Capitão! — gritaram os piratas. A Fada Sininho voou imediatamente até ele e ajudou-o a chegar à margem. — Gancho, estás bem? Ele abriu os olhos lentamente. — Quem sou eu? Sininho ficou preocupada. — Sou eu, a Sininho. Gancho olhou para ela. — Sininho… parece-me familiar. — E sabes quem és? Ele pensou. — Sou… um pirata? — Sim! Gancho levantou-se orgulhoso. — Excelente! Então ainda tenho uma profissão. Sininho suspirou aliviada. — E lembras-te da Terra do Nunca? — Mais ou menos. — Do teu navio? — Sim. — Do Peter Pan? Gancho franziu a testa. — Peter Pan… Nesse momento, Peter apareceu a voar tranquilamente. — Chamaram-me? Gancho olhou para ele. Ficou completamente imóvel. Depois abriu os braços. — FILHO!😁😆 Peter travou no ar. — …O quê?! Sininho ficou de boca aberta. Os piratas olharam uns para os outros. Um deles deixou cair o chapéu. Gancho correu para Peter. — Meu filho! Finalmente encontraste o teu pai! Peter afastou-se rapidamente. — Eu não sou teu filho! Gancho ficou ofendido. — Claro que és! Olha para ti! Até voas! — Toda a gente sabe que eu voo! — E tens o cabelo despenteado. — Isso não prova nada! Sininho já estava a tentar não se rir. — Capitão, acho que a queda lhe baralhou mesmo a memória. Gancho apontou para Peter. — Eu lembro-me perfeitamente! Peter cruzou os braços. — Então diz-me uma coisa que só um pai saberia. Gancho pensou profundamente. — Quando eras pequeno… gostavas muito de… piratas. Peter arregalou os olhos. — Eu?! — Sim. — Isso é mentira! Gancho olhou para Sininho. — Está a passar por uma fase de rebeldia. Sininho não aguentou mais e começou a rir. —🤣🤣🤣🤣 Peter aproximou-se dela. — Sininho, faz alguma coisa! — Estou a tentar! — Então diz-lhe que eu não sou filho dele! Sininho respirou fundo. — Capitão, o Peter não é seu filho. Gancho abanou a cabeça. — Está bem. Respeito a tua opinião, Sininho. Virou-se para Peter. — Mas filho… temos de conversar sobre a forma como tens tratado o teu pai. Peter levou as mãos à cabeça. — Isto é um pesadelo! Um dos Meninos Perdidos perguntou baixinho: — Então agora o Capitão Gancho é pai do Peter? Outro respondeu: — Não sei… mas isto está muito mais divertido do que a televisão. Gancho aproximou-se novamente de Peter. — Filho, vem cá dar um abraço ao pai. Peter começou a voar para trás. — Nem penses! — Peter! — Não! — Filho! — CAPITÃO! Sininho já chorava de tanto rir. E o Capitão Gancho, completamente convencido da nova realidade, apontou para Peter e declarou: — Não te preocupes. Quando recuperar a memória, explico-te tudo. Peter olhou para Sininho. — E se ele não recuperar? Ela sorriu. — Então prepara-te para começar a chamar-lhe pai. Peter ficou branco. Gancho abriu um enorme sorriso. — Vês? A tua mãe finalmente percebeu! Sininho arregalou os olhos. — MÃE?! E foi nesse momento que todos perceberam que aquela queda tinha provocado muito mais do que uma simples pancada na cabeça. Tinha criado uma família completamente inesperada na Terra do Nunca. 🤣🤣🤣 Continua… 🤪🙈🧚🤣🤣☠️
E depois acontece aquela coisa engraçada da vida: vamos ficando mais selectivos.
Já não sentimos necessidade de agradar a toda a gente, de estar presentes em todos os lugares ou de manter relações apenas porque existem há muitos anos.
Percebemos que algumas pessoas fizeram parte da nossa história, mas não precisam obrigatoriamente de continuar em todos os capítulos.
E está tudo bem.
Com o passar dos anos, começamos a perceber que ter muitas pessoas à nossa volta não significa necessariamente nunca estarmos sozinhos. Às vezes, podemos estar rodeados de gente e continuar a sentir falta de companhia verdadeira. E depois acontece aquela coisa engraçada da vida: vamos ficando mais selectivos. Já não sentimos necessidade de agradar a toda a gente, de estar presentes em todos os lugares ou de manter relações apenas porque existem há muitos anos. Percebemos que algumas pessoas fizeram parte da nossa história, mas não precisam obrigatoriamente de continuar em todos os capítulos. E está tudo bem. Não é frieza. É maturidade. É também aquela fase em que começamos a olhar para certas relações e pensamos: “Eu já não tenho idade nem bateria emocional para isto.” 🤣🤣 Aprendemos a valorizar quem está nos dias bons, mas principalmente quem não desaparece quando os dias ficam menos bonitos. Quem sabe ouvir sem transformar tudo numa competição. Quem respeita os nossos silêncios, celebra as nossas conquistas e não precisa de diminuir a nossa luz para se sentir iluminado. São essas pessoas que fazem diferença. Não precisamos de uma agenda cheia de nomes, de centenas de contactos ou de uma plateia permanente à nossa volta. Precisamos de algumas pessoas com quem possamos ser exactamente quem somos — até nos dias em que estamos com o cabelo impossível, a paciência desaparecida e a vontade de socializar escondida algures debaixo do sofá. 🤣🤣 E, sobretudo, pessoas com quem possamos estar em silêncio sem sentirmos aquela obrigação de inventar assunto só porque o silêncio ficou demasiado comprido. Porque isso também é amizade: não precisar de preencher todos os espaços com palavras. Com o tempo, aprendemos ainda que nem toda a ausência precisa de ser lamentada. Algumas simplesmente libertam espaço para aquilo que realmente importa. E talvez seja por isso que, à medida que envelhecemos, o círculo vá ficando mais pequeno. Não porque tenhamos ficado mais frios, mas porque finalmente percebemos que qualidade dá muito menos trabalho do que quantidade. Não precisamos de vinte pessoas a dizer “estou aqui” e depois desaparecerem à primeira dificuldade. Às vezes, bastam duas ou três que apareçam mesmo — sem avisar, sem fazer barulho e, se possível, com café. ☕🤣🤪 No fundo, a vida não se mede pelo número de pessoas que passam por nós. Mede-se pelas que deixam algo bonito quando passam… e pelas que, mesmo ficando, nunca nos fazem sentir que precisamos de representar um papel. Poucas pessoas podem ser suficientes. Desde que sejam verdadeiras. Desde que exista respeito. Desde que haja reciprocidade. Desde que possamos contar umas com as outras sem precisar de marcar uma reunião, fazer uma acta e apresentar o relatório trimestral da amizade. 😆😅 Porque, no fim, talvez uma das maiores riquezas da vida seja mesmo esta: ter menos pessoas à nossa volta, mas mais verdade dentro das relações que escolhemos manter. ❤️🥰
Hoje quero música agradável. Daquelas que dão vontade de relaxar e não de procurar imediatamente uns tampões para os ouvidos.
Escolheu uma música tranquila e ficou todo contente a ouvir.
Entretanto, Sherlock Fenando estava à janela, a aproveitar uns minutos de sol antes de regressar ao computador.
Estava a aquecer o pelo, a pensar na investigação e, sobretudo, na mulher misteriosa.
Capítulo 152 — A Música que Desbloqueou uma Memória🎶🎸👻😂
Naquela manhã, Jacks acordou com uma vontade enorme de ouvir música. Mas havia uma condição muito importante: não podia ser o Alberto a cantar. 🎶😅😅 — Hoje quero música agradável. Daquelas que dão vontade de relaxar e não de procurar imediatamente uns tampões para os ouvidos. Escolheu uma música tranquila e ficou todo contente a ouvir. Entretanto, Sherlock Fenando estava à janela, a aproveitar uns minutos de sol antes de regressar ao computador. Estava a aquecer o pelo, a pensar na investigação e, sobretudo, na mulher misteriosa. — Esposa de Alberto Crespo… elegante… gostava de dançar… — murmurava, enquanto coçava os bigodes. Quando finalmente ia regressar ao computador, ouviu a música que Jacks tinha colocado. Fenando parou. — Hum… No mesmo instante, Alberto apareceu no corredor. Ouviu a música. Parou. Olhou para o vazio. E ficou completamente imóvel. Fenando percebeu imediatamente. — Alberto? Alberto não respondeu. A música continuava. De repente, levou a mão à cabeça. — Eu conheço esta música… Jacks levantou-se. — Gostas? Alberto olhou para ele, completamente surpreendido. — Não é isso… Fez uma pausa. — Esta música… eu ouvia-a com a minha mulher. Fenando quase saltou da janela. — O quê?! Jacks ficou de boca aberta. — Lembraste-te dela? Alberto fechou os olhos. E começaram a surgir pequenas imagens na sua memória. Uma sala. Aquela música. A mulher elegante da fotografia. E os dois a dançarem. Alberto abriu os olhos. — Ela adorava esta música! Fenando correu imediatamente para o computador. — Jacks, aumenta o volume! Jacks olhou para ele. — Tens a certeza? — Sim! — Mesmo sendo música? — Sim! Jacks aumentou. Alberto começou a sorrir. — Lembro-me dela a dançar… Fenando coçou os bigodes, completamente concentrado. — Finalmente temos uma memória concreta. Alberto ficou emocionado. Depois olhou para Jacks. — Obrigado por escolheres esta música. Jacks sorriu. — De nada. Fez uma pausa. — E reparaste que, pela primeira vez, uma música nesta casa provocou uma memória e não uma queixa dos vizinhos? Fenando olhou para Alberto. Alberto olhou para Jacks. E os três começaram a rir. Até Alberto levantar um dedo. — Posso cantar agora? Fenando e Jacks responderam imediatamente: — NÃO! 🤣🤣🤣 Alberto suspirou. — Está bem… mas esta memória merecia pelo menos um pequeno… — Alberto! — Já parei! E pela primeira vez, O Sole Mio não apareceu. Sherlock Fenando tinha encontrado uma pista muito mais importante: uma música podia ser a chave para recuperar o passado de Alberto. ❤️ 🐱Pensamento do Fenando: “Finalmente! Uma memória verdadeira. Agora preciso de descobrir que outras músicas podem ajudá-lo a lembrar-se.” 🐶Pensamento do Jacks: “Hoje descobri que escolher música também pode salvar uma investigação. E, melhor ainda, não tive de ouvir o Alberto cantar.” 😂😂😂 👻Pensamento do Alberto: “Lembrei-me dela… da música, da dança e daquele momento. Talvez o meu passado esteja finalmente a voltar. Mas continuo a achar que o O Sole Mio também poderia ajudar…” 🎶🤣🤣 Continua… 😂❤️