Proteger a nossa paz não é egoísmo. É cuidado. É perceber que nem todas as pessoas, situações ou relações precisam de ter lugar permanente na nossa vida.
Se determinada convivência nos desgasta, nos tira energia ou nos deixa emocionalmente de rastos, talvez esteja na altura de colocar alguns limites.
Cuidar da nossa saúde mental passa, muitas vezes, por aprender a dizer “até aqui”. Nem sempre conseguimos controlar aquilo que os outros fazem, dizem ou pensam. Mas podemos escolher quanto espaço lhes damos na nossa vida e, principalmente, quanto permitimos que as suas atitudes mexam connosco. Proteger a nossa paz não é egoísmo. É cuidado. É perceber que nem todas as pessoas, situações ou relações precisam de ter lugar permanente na nossa vida. Se determinada convivência nos desgasta, nos tira energia ou nos deixa emocionalmente de rastos, talvez esteja na altura de colocar alguns limites. E dizer “basta” não faz de ninguém uma pessoa má. Às vezes, faz apenas de nós uma pessoa cansada de complicar o que já podia ser simples. 😸 Também não precisamos de estar disponíveis para tudo e para todos. A nossa energia é limitada e, infelizmente, ainda não descobrimos onde se compra uma bateria emocional de substituição. 🤣 Por isso, vale a pena escolher com quem partilhamos o nosso tempo, a nossa confiança e a nossa tranquilidade.😉 Rodearmo-nos de pessoas que nos trazem luz é um pouco como procurar girassóis: não precisamos de estar sempre ao sol, mas sabe bem estar perto de quem nos lembra que ele existe. 😍 No fim, cuidar de nós não significa afastar toda a gente. Significa aprender a distinguir quem caminha connosco de quem apenas nos deixa mais cansados depois de uma conversa.😁 A nossa saúde, o nosso equilíbrio e a nossa paz também merecem ser prioridades. Porque dizer “não” a aquilo que nos faz mal pode ser, muitas vezes, a forma mais bonita de dizer “sim” a nós próprios. ❤️🥰
Fenando ficou a olhar para o ecrã.
— Agora é esperar.
Jacks apareceu.
— E se alguém responder?
— É exactamente isso que espero.
— E se responderem muitas pessoas?
Fenando coçou os bigodes.
— Então teremos trabalho.
Jacks ficou pensativo.
Capítulo 150 — Sherlock Fenando e o Perfil da Mulher Misteriosa🧐🤷📷
Se não conseguia descobrir quem era a mulher misteriosa através dos jornais, dos documentos e das pesquisas… Ia perguntar à internet. Sentou-se ao computador, criou um perfil e colocou cuidadosamente a fotografia antiga. No perfil escreveu: “Alguém reconhece esta mulher? Fotografia antiga. Poderá ter alguma ligação com um caso misterioso. Toda a informação é importante.” Fenando ficou a olhar para o ecrã. — Agora é esperar. Jacks apareceu. — E se alguém responder? — É exactamente isso que espero. — E se responderem muitas pessoas? Fenando coçou os bigodes. — Então teremos trabalho. Jacks ficou pensativo. — E se ninguém responder? Fenando olhou seriamente para ele. — Nesse caso, continuamos a investigar. Jacks sorriu. — Sabia que ias dizer isso. Enquanto Sherlock Fenando iniciava a sua nova investigação digital, no quintal acontecia uma história completamente diferente. Jacks estava sentado junto aos dois pombos, que já pareciam considerá-lo oficialmente parte da família. — Vocês são uns amigos incríveis — dizia Jacks, encantado. — Nunca discutem comigo, nunca me mandam investigar nada e aceitam milho como sinal de amizade. Os pombos continuavam a debicar tranquilamente. Jacks suspirou, emocionado. — Finalmente encontrei amigos que compreendem a minha filosofia. Dentro de casa, Alberto entrou de repente, muito agitado. Fenando levantou os olhos do computador. — O que aconteceu? Alberto respirou fundo e, em vez de responder normalmente, começou a cantar: 🎤 “Ó IRMANDADE, TENHO UMA NOTÍCIAAAA…” 🎤 Fenando fechou os olhos. — Não… Jacks entrou pela porta. — O que foi? Alberto continuou: 🎤“FUI CHAMADO AO ALÉM, VOU TER DE PARTIRRRR…” 🎤 Fenando olhou para ele. — Foste chamado ao Além? — Sim! — E vais estar fora quanto tempo? Alberto fez uma pausa dramática. — Algumas horas. Jacks ficou preocupado. — Está tudo bem? — Está! Só tenho de resolver umas coisas. Fenando voltou ao computador. — Então vai lá. Nós continuamos a investigação. Alberto sorriu. — Obrigado, Sherlock. E antes de desaparecer, ainda levantou um dedo no ar. — Mas quando voltar… Fenando interrompeu: — Não. — Nem sabes o que eu ia dizer! — Sei. Jacks começou a rir. Alberto desapareceu pelo corredor, cantando: 🎤 “ATÉ JÁÁÁÁ, IRMANDADEEEEE!” 🎤 Fenando ficou a olhar para o computador. Jacks voltou para os seus novos amigos. E a investigação continuou… Sem Alberto. Pelo menos durante algumas horas. Porque naquela casa, até o Além tinha reuniões. 🤣🤣 😺Pensamento do Fenando: “A fotografia está na internet. Agora é esperar por uma pista. Sherlock Fenando não dorme enquanto houver mistérios por resolver.” 🐶Pensamento do Jacks: “Tenho dois pombos amigos, milho suficiente e uma irmandade fantástica. Hoje está tudo perfeito.” 😅❤️😅 👻Pensamento do Alberto: “Fui chamado ao Além e tenho de me ausentar. Espero que seja uma reunião rápida… porque ainda tenho de ensaiar o O Sole Mio.” 😅😅😅 Continua… 🤣❤️
A Miúda Gira conversava com a Consuela, fazia comentários sobre o trânsito e até perguntou se ainda havia café em casa.
Consuela respirava de alívio.
— Pronto… afinal correu tudo bem.
Mal sabia ela.
Quando chegaram a casa, a Miúda Gira entrou pela porta.
Parou.
Capítulo 126 – A Miúda Gira Voltou… Mas Alguém Ficou Pelo Caminho 😂👻
Depois da sessão de hipnose, chegou finalmente a hora de regressar a casa. Até meio da viagem, estava tudo normal. A Miúda Gira conversava com a Consuela, fazia comentários sobre o trânsito e até perguntou se ainda havia café em casa. Consuela respirava de alívio. — Pronto… afinal correu tudo bem. Mal sabia ela. Quando chegaram a casa, a Miúda Gira entrou pela porta. Parou. Olhou em volta. E perguntou: — Onde estamos? Consuela ficou imóvel. — Em casa. — Casa de quem? Fenando levantou a cabeça. Jacks deixou cair a bolacha que tinha na boca. Consuela olhou para os dois. — Temos um problema. A Miúda Gira continuava a olhar para tudo como se estivesse num museu.🙃🧐 — E vocês quem são? Fenando ficou ofendido. Jacks ficou ainda mais ofendido. Consuela levou a mão à testa. — Sou eu! A Consuela! — Consuela? — Sim! — Ah… Silêncio. — Não me lembro de ti. Consuela sentou-se. — Mas ainda há meia hora sabias perfeitamente quem eu era! A Miúda Gira encolheu os ombros.🤦🤷 — Não faço ideia. E foi aí que começou a parte mais estranha. De repente, começou a falar de coisas que ninguém naquela casa estava preparado para ouvir. — Acho que devíamos beber chá às cinco da tarde. Consuela piscou os olhos. — Chá? — Sim. Às cinco. Fenando inclinou a cabeça.😅😅😅 — Miau? — E devíamos comer lasanha duas vezes por semana.😂😂😂 Jacks abanou a cauda. Consuela levantou-se. — Espera lá. Quem és tu e o que fizeste à Miúda Gira?! 🤣 A Miúda Gira continuou, muito séria: — Também acho importante ter toalhas coordenadas, jantar cedo e manter uma rotina organizada. Consuela ficou em choque. — Rotina organizada?! Fenando saltou para cima do sofá. Jacks escondeu-se atrás da cadeira. E, entretanto, Alberto estava escondido nos cortinados. Completamente calado. Nem respirava. Consuela reparou na forma estranha como o cortinado estava ligeiramente afastado. — Alberto? Nada. — Alberto, eu sei que estás aí. Silêncio. A Miúda Gira olhou para o cortinado. — Quem é Alberto?👻 O cortinado tremeu. Alberto ficou ainda mais quieto. Consuela arregalou os olhos. — Pronto. Agora até o fantasma ficou sem palavras. 😂😂😂 A Miúda Gira pegou numa almofada e sentou-se. — Acho que devíamos estabelecer horários para tudo. Consuela levou as mãos à cabeça. — Horários?! Fenando começou a miar desesperadamente. Jacks aproximou-se da Consuela e encostou-lhe a cabeça à perna. Consuela olhou para os dois. — Calma. Vamos resolver isto. Depois olhou novamente para a Miúda Gira. — E o café? A Miúda Gira franziu o sobrolho. — Café? Consuela quase caiu para trás. — NÃO SABES O QUE É CAFÉ?! Nesse instante, Alberto saiu lentamente dos cortinados. — Eu acho que precisamos de ajuda. Consuela apontou-lhe o dedo. — Tu estiveste calado este tempo todo! — Sim. — Porquê? Alberto olhou para a Miúda Gira. — Porque, sinceramente… esta versão dela assusta-me mais do que quando as máquinas de café começaram a falar. 🤣🤣🤣 A Miúda Gira levantou-se. — Vou fazer chá. Consuela olhou para Fenando. Fenando olhou para Jacks. Jacks olhou para Alberto. Alberto olhou para o teto. E Consuela concluiu: — A hipnose não trouxe a memória. Trouxe uma inglesa reformada para dentro da nossa casa. E ninguém estava preparado para o chá das cinco. 😅❤️ 📢 Relatório da Consuela Assunto: Regresso da hipnose. Memória da Miúda Gira: Temporariamente desaparecida. Nova personalidade: Chá às cinco, rotina e lasanha duas vezes por semana. Fenando: Em estado de choque felino. Jacks: Aguardando confirmação sobre as bolachas. Alberto: Escondido nos cortinados por razões de sobrevivência. Café: Em perigo de extinção. Conclusão: Investigar imediatamente o que aconteceu entre o consultório e casa. 🤷🤦😂😂😂❤️
The author requests support for Carla Milho, whose husband, João, is battling Acute Myeloid Leukemia. She is urgently seeking a compatible bone marrow donor to facilitate his needed transplant. The appeal encourages others to share information and assist if possible, referencing Carla’s post “A Share Can Save a Life!” for more details. Seeking Help for […]
Ciao a tutti. Condivido questo messaggio per una cara amica in un momento drammatico. Suo marito sta lottando contro una grave malattia e ha un disperato bisogno di un trapianto. Vi preghiamo di aiutarci a diffondere questo appello per trovare un donatore di midollo osseo compatibile. Ogni condivisione può salvare una vita. 💔 Ecco la […]
Há coisas na vida que não escolhemos. E depois há aquelas que, se nos perguntassem se queríamos experimentar, responderíamos imediatamente: “Não, obrigada. Já temos planos.” 😁 A doença oncológica entrou na nossa vida sem pedir licença, pela segunda vez, claro que de forma diferente. E, desde então, já faz algum tempo que aprendi que viver com uma doença grave na família não significa obrigatoriamente passar os dias de cabeça baixa, a vestir o papel de vítima e a olhar para a vida como se alguém tivesse carregado no botão de pausa. Eu sempre me recusei a viver assim. Não porque seja fácil. Não porque não tenha medo. Não porque existam dias em que a preocupação aparece sem ser convidada e se instala no sofá como se tivesse pago renda. Aparece. Claro que aparece. Mas eu aprendi alguns truques para lidar com a minha própria cabeça. Às vezes distraio-a. Às vezes obrigo-a a pensar noutra coisa. Às vezes faço planos para o futuro só para lhe mostrar que ainda mandamos alguma coisa nesta casa. 🤣🤣 E outras vezes simplesmente digo: “Hoje não vamos resolver a vida toda. Hoje vamos resolver só hoje.” É um dos meus truques preferidos. Porque quando pensamos em tudo ao mesmo tempo, a cabeça transforma um problema numa produção cinematográfica de três horas, com direito a banda sonora dramática, intervalo e pipocas. Então prefiro dividir a vida em pequenos bocados. Hoje. Amanhã logo se vê. E entre um dia e outro, continuo a rir. Continuo a fazer disparates. Continuo a ser eu. Porque o diagnóstico do meu marido não apagou quem somos. Não apagou o nosso sentido de humor. Não apagou os nossos sonhos. E muito menos me transformou numa mulher que precisa que tenham pena dela. Eu não quero pena. Quero possibilidades. E é precisamente por isso que hoje faço este pedido. Não escrevo estas palavras para provocar tristeza. Escrevo-as porque precisamos de ajuda na procura de um dador de medula óssea compatível. E pedir ajuda não é fraqueza. Aliás, há uma certa humildade em reconhecer que, por muito fortes que sejamos, há batalhas que não conseguimos travar sozinhos. Um dador compatível pode representar uma possibilidade que uma família inteira deseja encontrar. O sistema HLA é fundamental para determinar a compatibilidade e, por isso, quanto maior for a diversidade de pessoas inscritas nos registos, maiores podem ser as possibilidades de encontrar correspondências para doentes que precisam de um transplante. IPST Em Portugal, o CEDACE integra uma rede internacional de registos, permitindo procurar potenciais dadores também fora do nosso país. IPST Por isso, se tiveres entre 18 e 35 anos, fores saudável e reunires as condições exigidas, talvez possas ponderar inscrever-te como potencial dador. A inscrição no CEDACE é feita uma vez e, segundo a informação disponibilizada pelo IPST, pode permitir que, se surgir uma compatibilidade, sejas contactado para uma avaliação posterior. IPST Informação oficial do IPST sobre a dádiva de medula óssea. E não, não estou a pedir que alguém seja um super-herói. Nem precisa de capa. Até porque, sejamos honestos, há pessoas a quem uma capa simplesmente não favorece. 🤭 Estou apenas a pedir que pensem na possibilidade de fazer algo que pode ter um significado enorme para outra pessoa. Talvez nunca sejam chamados. Talvez nunca exista compatibilidade. Talvez a vossa inscrição fique simplesmente ali, à espera. Mas talvez um dia o vosso perfil seja compatível com alguém. E, nesse dia, aquilo que para vocês começou como uma simples decisão pode significar uma oportunidade extraordinária para outra família. Eu não sei como vai terminar a nossa história. E aprendi a não exigir respostas à vida antes de ela estar preparada para as dar. Mas sei uma coisa: enquanto houver possibilidades, nós vamos procurá-las. Sem dramas. Sem vitimização. Sem transformar a doença no centro absoluto da nossa existência. Com medo quando for preciso. Com coragem quando conseguirmos. Com esperança sempre que houver espaço para ela. E, sobretudo, com humor. Porque se a vida decidiu trazer-nos um argumento difícil, ao menos temos o direito de tentar melhorar o guião. 😅❤️ Por isso, hoje não venho pedir pena. Venho pedir uma oportunidade. Se puderem ser potenciais dadores, informem-se. Se não puderem, partilhem esta mensagem. Talvez a pessoa que precisamos de encontrar esteja algures aí fora. Talvez esteja a ler isto agora. E talvez nem imagine que, sem sequer nos conhecer, pode um dia tornar-se uma peça fundamental na história de alguém. Nós continuaremos por aqui. A viver um dia de cada vez. A rir quando der. A chorar quando for preciso. A cair e a levantar. E, entretanto, eu vou continuar a ser a mesma miúda gira de sempre… só que agora com uma missão extra: encontrar um match perfeito. E não, não estou a falar de Tinder. 😂❤️🤣 Plataforma oficial do IPST — inscrição/informação para dadores de medula óssea.
Há momentos em que a vida nos pede para fazer aquilo que está ao nosso alcance, mesmo quando parece pouco. Hoje, venho deixar aqui um pedido muito especial. O meu marido continua à procura de um dador de medula óssea compatível. Até ao momento, ainda não foi encontrado. A procura continua e, por isso, também continua este apelo. Se estás a ler estas palavras, peço-te que ajudes a fazê-las chegar mais longe. Partilha este pedido com outras pessoas. Fala dele, envia-o a quem conheces, dá-lhe voz. Porque pode existir algures uma pessoa compatível que ainda não sabe que pode fazer a diferença na vida de alguém. E talvez esta mensagem precise apenas de chegar à pessoa certa. Uma partilha pode parecer um gesto pequenino. Mas quando estamos à procura de um dador compatível, cada pessoa alcançada pode representar uma nova possibilidade. Não sabemos onde estará esse dador. Por isso, continuamos a procurar. Com esperança, com força e, claro, com aquela teimosia característica da miúda gira que continua a acreditar que “impossível” é uma palavra que ainda precisa de ser muito bem discutida. 🥰 Se puderes ajudar, partilha este pedido. Não é preciso conhecer o meu marido. Não é preciso conhecer-me. Basta querer ajudar. A procura continua. E enquanto houver esperança, continuaremos a procurar. Talvez o dador compatível esteja algures por aí. Só precisamos de ajudar esta mensagem a chegar até ele. ❤️ Obrigada a todos os que, de uma forma ou de outra, ajudam a manter esta esperança viva. ❤️ Assim fica mais adequado ao teu blog enquanto espaço de escrita, sem pressupor que quem lê tem redes sociais ou um perfil para partilhar. ❤️
Ser forte não significa não cair.
Não significa ter sempre respostas.
Nem significa andar pela vida com um sorriso de catálogo, como se tivéssemos acabado de sair de uma sessão fotográfica.
Ser forte também é admitir que estamos cansados. É pedir ajuda. É chorar quando é preciso e, depois, limpar a cara e continuar ao nosso ritmo.
Talvez devêssemos falar connosco com a mesma compreensão que oferecemos aos outros.
Também precisamos de nos dizer: “Eu consigo” Durante muito tempo, talvez tenhamos procurado nos outros as palavras que precisávamos de ouvir. Esperámos que alguém reparasse no nosso esforço, reconhecesse o nosso cansaço ou dissesse: “Eu sei que não está a ser fácil, mas tu vais conseguir.” E, entretanto, esquecemo-nos de uma pessoa importante nessa conversa: nós próprios. Há dias em que precisamos de parar diante do espelho e olhar para além do cabelo desalinhado, das olheiras e daquela cara que claramente está a pedir férias antes do resto do corpo. 😅 Precisamos de olhar para aquilo que já ultrapassámos. Para as vezes em que tivemos medo e avançámos na mesma. Para os dias em que não sabíamos como resolver nada, mas encontrámos maneira de continuar. Ser forte não significa não cair. Não significa ter sempre respostas. Nem significa andar pela vida com um sorriso de catálogo, como se tivéssemos acabado de sair de uma sessão fotográfica. Ser forte também é admitir que estamos cansados. É pedir ajuda. É chorar quando é preciso e, depois, limpar a cara e continuar ao nosso ritmo. Talvez devêssemos falar connosco com a mesma compreensão que oferecemos aos outros. Dizer-nos mais vezes: “Eu sei que estás cansado, mas olha para tudo o que já conseguiste.” “Não precisas de ter tudo resolvido hoje.” “Vai devagar, mas não desistas de ti.” “Tu és mais forte do que imaginas.” Porque há batalhas que ninguém vê, esforços que ninguém conhece e pequenas vitórias que só nós sabemos o preço que tiveram. E talvez a verdadeira força esteja precisamente aí: aprender a reconhecer o nosso próprio caminho sem precisar que alguém nos entregue um certificado de sobrevivência. Às vezes, basta olharmos para o espelho e dizermos: “Sim… sou forte.” E se o espelho discordar, paciência. Amanhã falamos com ele. Hoje temos outras coisas para fazer. 🧡❤️
Gancho começou a rir.
— Isto está cada vez melhor. 🤣
Peter entregou-lhe a flor.
— Para ti.
Sininho pegou na flor, desconfiada.
— E o que queres em troca?
Peter levou a mão ao peito, ofendido.
— Nada!
Gancho tossiu.
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Depois do desastre diplomático do charme, Peter Pan decidiu que precisava de uma nova estratégia. Na manhã seguinte, apareceu na cozinha com o cabelo penteado, um sorriso de fazer inveja a qualquer príncipe encantado e uma flor na mão. O Capitão Gancho, que estava novamente sentado a comer amendoins, olhou para ele. — Não. Peter franziu a testa. — Não o quê? — Nem sei o que vais fazer, mas a resposta é não. 🤣🤣🤣 Peter aproximou-se da Sininho. — Bom dia, minha fada preferida. A Sininho levantou uma sobrancelha. — Sou a única fada aqui. — Exactamente. Uma escolha muito exclusiva. Gancho começou a rir. — Isto está cada vez melhor. 🤣 Peter entregou-lhe a flor. — Para ti. Sininho pegou na flor, desconfiada. — E o que queres em troca? Peter levou a mão ao peito, ofendido. — Nada! Gancho tossiu. — Mentiroso. — Eu só queria demonstrar o meu carinho. — E evitar as tarefas — acrescentou Sininho. Peter ficou em silêncio. — Talvez um bocadinho. Sininho apontou para uma lista em cima da mesa. — Então, já que estás tão carinhoso, podes começar por fazer estas tarefas. Peter pegou na lista. Leu. Voltou a ler. Olhou para Gancho. — Isto é uma lista ou uma ameaça? — É uma lista — respondeu Sininho. — Tem demasiadas palavras. Gancho já estava a chorar de tanto rir. — Peter, ontem tentaste usar charme. Hoje estás a tentar negociar com uma lista! Peter respirou fundo. — Está bem. Faço tudo. Sininho sorriu. — A sério? — Sim. — Sem desculpas? — Sem desculpas. — Sem “já vou”? — Sem “já vou”. — Sem tentar fugir? Peter hesitou. Gancho baixou lentamente o saco de amendoins. — Cuidado com a resposta, rapaz… Peter suspirou. — Está bem… sem fugir. Sininho entregou-lhe um pano. — Começa pelo quarto. Peter olhou para o pano como se lhe tivessem entregue uma espada. — E onde está a parte romântica desta história? Gancho respondeu imediatamente: — No momento em que ela te deixa vivo depois desta conversa. 🤣🤣🤣 Peter lá foi, arrastando os pés. Cinco minutos depois, voltou. — Já fiz. Sininho ficou desconfiada. — Fizeste o quê? — O que disseste. — Em cinco minutos? — Sou muito eficiente. Gancho levantou-se e foi verificar. Voltou passado pouco tempo. — Sininho… — Sim? — Ele arrumou a cama. — E o resto? — Colocou tudo o que estava espalhado debaixo da cama. Peter apareceu atrás deles. — Tecnicamente, agora está tudo organizado. Sininho fechou os olhos. Gancho voltou a sentar-se e pegou nos amendoins. — Eu sabia. O charme acabou, mas a criatividade para fugir às responsabilidades continua em excelente forma. 😅😅 Peter sorriu. — Então posso voltar a tentar o charme amanhã? Sininho respondeu sem sequer olhar para ele: — Podes. Peter ficou radiante. — A sério? — Sim. Depois de fazeres as tarefas. Peter deixou cair o sorriso. Gancho levantou o saco de amendoins. — E assim nasceu uma nova regra na Terra do Nunca: primeiro responsabilidade, depois romance. Peter resmungou: — Isto está a ficar muito parecido com a vida adulta… A Sininho sorriu. — Finalmente estás a perceber. Continua… ❤️🤣