A certa altura, deixamos de querer convencer os outros-Carla Milho

Crónicas de uma Miúda Gira 🥰❤️- Capítulo 101 – Hoje Não Quero Ter Juízo. Amanhã Logo Se Vê! 🤣🍦❤️

A Consuela ficou a olhar para mim.
— Miúda Gira… o que é que estás a planear?
— Nada de especial.
— Quando dizes isso, normalmente acontece qualquer coisa.
— Hoje quero simplesmente fazer aquilo que me apetece.
Nesse momento apareceu o Alberto.
— Finalmente!
— Finalmente o quê?
— Uma filosofia que eu consigo compreender!
A Consuela olhou para ele.
— Tu não és exemplo para ninguém.
— Sou um espírito livre.
— És um fantasma.
— Também.
Comecei a rir.
A verdade é que não estava a falar de fazer grandes disparates.
Era mais simples.

Capítulo 101 – Hoje Não Quero Ter Juízo. Amanhã Logo Se Vê! 🤣🍦❤️

Naquela tarde, a Miúda Gira teve uma revelação.
Não foi uma revelação do Chefe Supremo.
Não veio da laranjeira.
E, felizmente, também não envolveu nenhum fantasma.
Foi uma revelação muito mais simples:
às vezes, apetece fazer tudo ao contrário.
A Consuela estava na cozinha quando me ouviu dizer:
— Hoje não quero seguir regras.
Ela levantou imediatamente uma sobrancelha.
— Que regras?
— Todas.
— Isso é preocupante.
— Quero esquecer a régua, o compasso, a bússola, a balança…
Parei.
— E até os dez mandamentos.
A Consuela ficou a olhar para mim.
— Miúda Gira… o que é que estás a planear?
— Nada de especial.
— Quando dizes isso, normalmente acontece qualquer coisa.
— Hoje quero simplesmente fazer aquilo que me apetece.
Nesse momento apareceu o Alberto.
— Finalmente!
— Finalmente o quê?
— Uma filosofia que eu consigo compreender!
A Consuela olhou para ele.
— Tu não és exemplo para ninguém.
— Sou um espírito livre.
— És um fantasma.
— Também.
Comecei a rir.
A verdade é que não estava a falar de fazer grandes disparates.
Era mais simples.
Era querer, por uma vez, não pensar tanto.
Não perguntar se era adequado.
Se ficava bem.
Se alguém ia achar estranho.
Se alguém ia comentar.
Às vezes, uma pessoa só quer comer o que lhe apetece, rir até ficar sem ar, dançar mal, cantar pior ainda e dizer:
“Hoje não vou tentar parecer sensata.”
A Consuela ficou pensativa.
— Então o que vais fazer?
Olhei para ela com a maior seriedade possível.
— Vou comer cinco bolas de gelado de chocolate.
O Alberto ficou emocionado.
— Finalmente uma decisão importante!
— E depois?
— Depois logo se vê.
— Isso é muito irresponsável.
— Não. É sobremesa.
A Consuela abanou a cabeça.
— E se te arrependeres?
— Amanhã.
— E se houver estragos?
— Logo se consertam.
— E se engordares?
Olhei para ela.
— Consuela, por favor. Não estragues uma tarde perfeitamente organizada com matemática.
O Alberto começou a rir.
— Essa foi boa!
Fui buscar o gelado.
Cinco bolas.
Uma atrás da outra.
A Consuela observava-me como se estivesse a assistir a uma experiência científica.
— Tens a certeza?
— Absoluta.
— Não vais ficar enjoada?
— Provavelmente.
— E então?
— Então bebo água.
Silêncio.
— Isto é o teu plano?
— É.
O Alberto bateu palmas.
— Magnífico!
E foi nesse momento que percebi uma coisa:
Talvez não seja preciso passar a vida inteira a tentar fazer tudo certo.
Às vezes podemos simplesmente permitir-nos uma pequena desorganização.
Uma gargalhada fora de horas.
Uma dança ridícula.
Um “não me apetece”.
Um prazer sem calculadora.
E até cinco bolas de gelado de chocolate.
Porque juízo?
Claro que sim.
Um dia.
Mas hoje…
Hoje o chocolate ganhou. 🤣🤣😇🙀🍦❤️
📢 Relatório da Consuela
Assunto: Surto temporário de liberdade
Régua: Dispensada
Compasso: Em férias
Bússola: Sem destino definido
Balança: Sob proteção da Miúda Gira
Juízo: Temporariamente indisponível
Gelado: Cinco bolas
Sabor: Chocolate, obviamente
Alberto: A favor de mais cinco
Conclusão: A Miúda Gira não perdeu o juízo.
Apenas o colocou em modo férias. 🤣🤣❤️😇🙀

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

🧚😂 Crónicas do Peter PanPeter Pan e a Reunião de Família 😂😂😂

Peter pôs um ar muito sério.
— Vamos falar dos problemas da família e estabelecer regras.
Gancho murmurou:
— Ele vai estabelecer regras… 🤣🤣
— E quem vai falar? — perguntou outro Menino.
— Eu.
— E nós?
— Vocês ouvem.
Sininho cruzou os braços.
— Peter, uma reunião familiar não funciona assim.
— Claro que funciona! Eu vi na televisão.
Gancho quase caiu do banco.

Depois do desastre monumental que tinha sido a sua tentativa de assumir o papel de chefe de família, Peter Pan decidiu que precisava de recuperar a autoridade.
— Desta vez vai ser diferente! — anunciou.
O Capitão Gancho fechou os olhos.
— Lá vem outra.
A Fada Sininho levantou uma sobrancelha.
— O que estás a planear?
— Uma reunião de família.
Os Meninos Perdidos começaram imediatamente a rir.
— E qual é o objectivo? — perguntou um deles.
Peter pôs um ar muito sério.
— Vamos falar dos problemas da família e estabelecer regras.
Gancho murmurou:
— Ele vai estabelecer regras… 🤣🤣
— E quem vai falar? — perguntou outro Menino.
— Eu.
— E nós?
— Vocês ouvem.
Sininho cruzou os braços.
— Peter, uma reunião familiar não funciona assim.
— Claro que funciona! Eu vi na televisão.
Gancho quase caiu do banco.
— Ah! Então estamos descansados. 🤣🤣🤣
Peter sentou-se numa cadeira, cruzou as pernas e tentou adoptar uma expressão autoritária.
— Muito bem. Primeiro ponto: disciplina.
Um Menino levantou a mão.
— Peter?
— Sim?
— Porque estás sentado em cima da mesa?
Peter olhou para baixo.
— É uma posição de liderança.
Sininho tapou a boca para não se rir.
— Segundo ponto: respeito.
Outro Menino perguntou:
— Podemos dizer que não concordamos contigo?
Peter hesitou.
— Podem.
— Mesmo?
— Sim.
— Sem ficares zangado?
— Claro.
Sininho levantou uma sobrancelha.
Peter corrigiu:
— Quer dizer… podem tentar.
🤣🤣🤣🤣
Gancho já estava a rir às gargalhadas.
— Peter, isto não é uma reunião. É uma audiência contigo próprio!
Peter ignorou.
— Terceiro ponto: responsabilidades.
Todos ficaram atentos.
— Cada um terá uma tarefa diária.
Um dos Meninos perguntou:
— E tu?
Peter ficou em silêncio.
Sininho cruzou os braços.
— Sim, Peter. E tu?
— Eu vou coordenar.
Gancho bateu com a mão na testa.
— Ele descobriu a palavra mágica: coordenar significa não fazer! 🤣
— Eu vou supervisionar! — insistiu Peter.
— Claro — respondeu Sininho. — E quem vai lavar a loiça?
Peter apontou para um Menino.
— Ele.
— E arrumar?
Apontou para outro.
— Ele.
— E cozinhar?
Peter apontou para Gancho.
Gancho ficou de boca aberta.
— EU?!
— És o Capitão.
— Isso não me transforma num cozinheiro!
— Mas tens experiência.
— Em quê?!
— Em barcos.
Gancho levantou-se.
— Peter, eu navego!
— Exactamente. A cozinha também tem panelas.
Sininho desatou a rir.
— Não sei se devo rir ou chamar reforços. 🤣🤣🤣🤣
Nesse momento, Tic-Tac entrou na sala.
Olhou para Peter.
Olhou para Gancho.
Olhou para os Meninos.
E fez:
TIC-TAC.
Gancho apontou para ele.
— Finalmente alguém sensato.
Peter franziu o sobrolho.
— O que é que ele está a dizer?
Gancho respondeu:
— Que esta reunião devia terminar.
— Porquê?
— Porque já dura há uma hora e ainda não assumiste uma única responsabilidade.
Peter ficou pensativo.
— Isso não é verdade.
Sininho aproximou-se.
— Então qual é a tua responsabilidade?
Peter levantou-se, muito sério.
— Ser eu próprio.
Silêncio.
Gancho respirou fundo.
— Pronto.
Sininho fechou os olhos.
— Voltámos ao início.
Os Meninos Perdidos começaram todos a rir.
Peter acabou por sorrir também.
— Está bem… talvez ainda não esteja preparado para ser chefe de família.
Sininho pousou-lhe a mão no ombro.
— Não precisas de ser chefe.
— Não?
— Basta seres alguém em quem os outros possam confiar.
Peter pensou.
— Isso parece mais difícil.
— É.
— Mas posso tentar?
Gancho interrompeu:
— Podes. Mas começa por lavar a loiça.
Peter olhou para a pilha de pratos.
Depois olhou para a janela.
Depois para o céu.
Gancho apontou-lhe o dedo.
— Nem penses em fugir a voar!
Peter suspirou.
— Estava só a admirar a paisagem.
Sininho levantou a sobrancelha.
— A paisagem tem detergente?
Peter baixou a cabeça.
— Não.
— Então mãos à obra.
E foi assim que terminou a grande reunião de família.
Peter não se tornou chefe.
Não se tornou cozinheiro.
Não se tornou sequer grande especialista em responsabilidades.
Mas, naquele dia, lavou a loiça.
E para a Terra do Nunca isso já era praticamente um acontecimento histórico.
Tic-Tac fez:
TIC-TAC.
Gancho sorriu.
— Sim… eu também acho.
Devia ficar registado por escrito. 🤪🤪🤣🤣❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Seeking Help for a Friend

The author requests support for Carla Milho, whose husband, João, is battling Acute Myeloid Leukemia. She is urgently seeking a compatible bone marrow donor to facilitate his needed transplant. The appeal encourages others to share information and assist if possible, referencing Carla’s post “A Share Can Save a Life!” for more details. Seeking Help for […]

Seeking Help for a Friend

🩸 Appello urgente: cerchiamo un donatore di midollo osseo

Ciao a tutti. Condivido questo messaggio per una cara amica in un momento drammatico. Suo marito sta lottando contro una grave malattia e ha un disperato bisogno di un trapianto. Vi preghiamo di aiutarci a diffondere questo appello per trovare un donatore di midollo osseo compatibile. Ogni condivisione può salvare una vita. 💔 Ecco la […]

🩸 Appello urgente: cerchiamo un donatore di midollo osseo

Não Procuro Pena. Procuro uma Oportunidade de Viver.- I’m Not Asking for Pity. I’m Asking for a Chance to Live❤️ Video from João

https://redwarrior76.wordpress.com/2026/07/15/nao-procuro-pena-procuro-uma-oportunidade-de-viver-im-not-asking-for-pity-im-asking-for-a-chance-to-live%e2%9d%a4%ef%b8%8f/

Ajudar não custa e partilhar também não 💯🤜🤛

Há coisas na vida que não escolhemos.
E depois há aquelas que, se nos perguntassem se queríamos experimentar, responderíamos imediatamente:
“Não, obrigada. Já temos planos.” 😁
A doença oncológica entrou na nossa vida sem pedir licença, pela segunda vez, claro que de forma diferente.
E, desde então, já faz algum tempo que aprendi que viver com uma doença grave na família não significa obrigatoriamente passar os dias de cabeça baixa, a vestir o papel de vítima e a olhar para a vida como se alguém tivesse carregado no botão de pausa.
Eu sempre me recusei a viver assim.
Não porque seja fácil.
Não porque não tenha medo.
Não porque existam dias em que a preocupação aparece sem ser convidada e se instala no sofá como se tivesse pago renda.
Aparece.
Claro que aparece.
Mas eu aprendi alguns truques para lidar com a minha própria cabeça.
Às vezes distraio-a.
Às vezes obrigo-a a pensar noutra coisa.
Às vezes faço planos para o futuro só para lhe mostrar que ainda mandamos alguma coisa nesta casa. 🤣🤣
E outras vezes simplesmente digo:
“Hoje não vamos resolver a vida toda. Hoje vamos resolver só hoje.”
É um dos meus truques preferidos.
Porque quando pensamos em tudo ao mesmo tempo, a cabeça transforma um problema numa produção cinematográfica de três horas, com direito a banda sonora dramática, intervalo e pipocas.
Então prefiro dividir a vida em pequenos bocados.
Hoje.
Amanhã logo se vê.
E entre um dia e outro, continuo a rir.
Continuo a fazer disparates.
Continuo a ser eu.
Porque o diagnóstico do meu marido não apagou quem somos.
Não apagou o nosso sentido de humor.
Não apagou os nossos sonhos.
E muito menos me transformou numa mulher que precisa que tenham pena dela.
Eu não quero pena. Quero possibilidades.
E é precisamente por isso que hoje faço este pedido.
Não escrevo estas palavras para provocar tristeza.
Escrevo-as porque precisamos de ajuda na procura de um dador de medula óssea compatível.
E pedir ajuda não é fraqueza.
Aliás, há uma certa humildade em reconhecer que, por muito fortes que sejamos, há batalhas que não conseguimos travar sozinhos.
Um dador compatível pode representar uma possibilidade que uma família inteira deseja encontrar.
O sistema HLA é fundamental para determinar a compatibilidade e, por isso, quanto maior for a diversidade de pessoas inscritas nos registos, maiores podem ser as possibilidades de encontrar correspondências para doentes que precisam de um transplante.
IPST
Em Portugal, o CEDACE integra uma rede internacional de registos, permitindo procurar potenciais dadores também fora do nosso país.
IPST
Por isso, se tiveres entre 18 e 35 anos, fores saudável e reunires as condições exigidas, talvez possas ponderar inscrever-te como potencial dador. A inscrição no CEDACE é feita uma vez e, segundo a informação disponibilizada pelo IPST, pode permitir que, se surgir uma compatibilidade, sejas contactado para uma avaliação posterior.
IPST
Informação oficial do IPST sobre a dádiva de medula óssea.
E não, não estou a pedir que alguém seja um super-herói.
Nem precisa de capa.
Até porque, sejamos honestos, há pessoas a quem uma capa simplesmente não favorece. 🤭
Estou apenas a pedir que pensem na possibilidade de fazer algo que pode ter um significado enorme para outra pessoa.
Talvez nunca sejam chamados.
Talvez nunca exista compatibilidade.
Talvez a vossa inscrição fique simplesmente ali, à espera.
Mas talvez um dia o vosso perfil seja compatível com alguém.
E, nesse dia, aquilo que para vocês começou como uma simples decisão pode significar uma oportunidade extraordinária para outra família.
Eu não sei como vai terminar a nossa história.
E aprendi a não exigir respostas à vida antes de ela estar preparada para as dar.
Mas sei uma coisa:
enquanto houver possibilidades, nós vamos procurá-las.
Sem dramas.
Sem vitimização.
Sem transformar a doença no centro absoluto da nossa existência.
Com medo quando for preciso.
Com coragem quando conseguirmos.
Com esperança sempre que houver espaço para ela.
E, sobretudo, com humor.
Porque se a vida decidiu trazer-nos um argumento difícil, ao menos temos o direito de tentar melhorar o guião. 😅❤️
Por isso, hoje não venho pedir pena.
Venho pedir uma oportunidade.
Se puderem ser potenciais dadores, informem-se.
Se não puderem, partilhem esta mensagem.
Talvez a pessoa que precisamos de encontrar esteja algures aí fora.
Talvez esteja a ler isto agora.
E talvez nem imagine que, sem sequer nos conhecer, pode um dia tornar-se uma peça fundamental na história de alguém.
Nós continuaremos por aqui.
A viver um dia de cada vez.
A rir quando der.
A chorar quando for preciso.
A cair e a levantar.
E, entretanto, eu vou continuar a ser a mesma miúda gira de sempre…
só que agora com uma missão extra: encontrar um match perfeito.
E não, não estou a falar de Tinder. 😂❤️🤣
Plataforma oficial do IPST — inscrição/informação para dadores de medula óssea.

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

🌿 A última gota #Reflexão🍀

Durante algum tempo, ainda se tenta compreender. Dá-se espaço, explicam-se sentimentos, procuram-se justificações e até se fazem umas quantas piruetas emocionais para encontrar lógica onde ela provavelmente decidiu ir de férias. 🤣🤣🤣

Há momentos na vida em que é preciso perceber que um vaso não transborda por causa de uma única gota. Transborda porque, antes dela, já houve muitas outras.
Pequenas coisas que se foram acumulando: palavras que ficaram atravessadas, atitudes que magoaram, desilusões que se guardaram no bolso para não fazer barulho, e aquela velha mania de dizer “não faz mal” quando, na verdade, fazia.
Durante algum tempo, ainda se tenta compreender. Dá-se espaço, explicam-se sentimentos, procuram-se justificações e até se fazem umas quantas piruetas emocionais para encontrar lógica onde ela provavelmente decidiu ir de férias. 🤣🤣🤣
Mas chega uma altura em que já não é preciso discutir, explicar ou provar nada.
O vaso simplesmente transborda.
E transbordar não significa necessariamente perder a cabeça. Às vezes significa apenas perceber que já chega. Que há coisas que precisam de ficar para trás para que exista espaço para aquilo que realmente faz bem.
Não é vingança. Não é orgulho. Não é frieza.
É limite.
Porque aceitar os próprios limites também é uma forma de respeito por nós mesmos. E há momentos em que a atitude mais tranquila é limpar o que caiu para fora do vaso, respirar fundo e seguir caminho.
Sem grandes discursos.
Até porque, convenhamos, a vida já dá trabalho suficiente sem ainda termos de andar por aí a carregar vasos cheios de coisas que nunca deveriam ter sido nossas. 🤣🤣🤣
No fundo, talvez a verdadeira aprendizagem esteja precisamente aqui: não precisamos de esperar pela última gota para perceber que já estamos cheios.
Às vezes, basta ouvir aquela pequena voz interior a dizer:
“Amigo… isto já está a transbordar há algum tempo.” 😂🤪❤️
E então, com humildade, aprendemos a escolher melhor aquilo que deixamos entrar.
Porque nem tudo merece espaço dentro de nós. 😇❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Crónicas do Fenando, do Jacks …e do Alberto 😺🐶👻- Capítulo 126 — Fenando, o Cavaleiro das Sombras e a Identidade Secreta da Irmandade 🦇🤣

Com umas orelhas pontiagudas.
Fenando ficou a observá-la.
— Hummm…
Jacks abriu um olho.
— O que foi?
— Estou a analisar uma coisa.
Alberto aproximou-se imediatamente.
— O quê?
Fenando olhou novamente para a sombra.
— Há algumas semelhanças.
Alberto ficou imóvel.
— Fenando…
— Sim?
— Tu és o Batman.

Capítulo 126 — Fenando, o Cavaleiro das Sombras e a Identidade Secreta da Irmandade 🦇🤣

Tudo começou numa noite aparentemente normal.
A miúda gira estava tranquilamente a ver um filme do Batman na televisão.
Fenando estava por perto, estendido com aquela elegância felina que fazia parecer que até estar deitado era uma profissão.
Jacks dormia.
Alberto, como sempre, estava atento à televisão.
Até que Fenando se levantou.
Passou em frente à luz.
E olhou para o chão.
A sua sombra estava ali.
Grande.
Escura.
Com umas orelhas pontiagudas.
Fenando ficou a observá-la.
— Hummm…
Jacks abriu um olho.
— O que foi?
— Estou a analisar uma coisa.
Alberto aproximou-se imediatamente.
— O quê?
Fenando olhou novamente para a sombra.
— Há algumas semelhanças.
Alberto ficou imóvel.
— Fenando…
— Sim?
— Tu és o Batman.
Fenando olhou para ele.
— Alberto, é uma sombra.
— É uma identidade secreta!
— É uma projeção da luz.
— É EXATAMENTE O QUE O BATMAN QUERIA QUE PENSÁSSEMOS!
🤣🤣🤣🤣
Jacks levantou-se, ainda meio sonolento.
— Então eu sou quem?
Alberto olhou para ele durante alguns segundos.
— Jacks…
Fez uma pausa dramática.
— Tu és o Robin.
Jacks ficou radiante.
— Eu?!
— Sim!
Fenando interrompeu:
— Porquê?
Alberto apontou para Jacks.
— Porque estás sempre ao lado do herói, tens energia, és leal e…
Olhou para o chão.
— …e também tens uma sombra.
Fenando abanou a cabeça.
— Grande argumento.
😸😆😂
Jacks começou imediatamente a entrar no papel.
Endireitou-se.
Olhou para o horizonte.
E fez uma pose heroica.
— Robin está pronto!
Fenando olhou para ele.
— Jacks, tens uma migalha de biscoito no focinho.
— Faz parte do disfarce.
😂😂😂
Mas Alberto ainda não tinha terminado.
Olhou para si próprio.
Depois para a televisão.
Depois para Fenando.
— E eu?
Fenando respondeu imediatamente:
— Tu és o Alberto.
— Não. Há aqui uma questão muito mais profunda.
Alberto aproximou-se da televisão.
— Se Fenando é Batman e Jacks é Robin…
Parou.
— Então eu sou a personificação do Bill Finger!
Fenando ficou em silêncio.
Jacks também.
A miúda gira, que entretanto tinha começado a rir, perguntou:
— Alberto… como é que chegaste aí?
— É simples!
Levantou um dedo.
— Bill Finger foi um dos grandes responsáveis pela criação e desenvolvimento do universo do Batman.
Depois apontou para si próprio.
— E eu sou responsável por desenvolver o universo da Irmandade!
Fenando olhou para Jacks.
— Acho que ele tem um problema.
Jacks concordou.
— Acho que é falta de meditação.
🤪😂😂😂
Alberto não desistiu.
— Eu sou o cérebro criativo!
— Tu cantas.
— Criatividade musical!
— Inventas concertos que ninguém pediu.
— Estratégia artística!
— Queres construir um palco dentro de uma casa na laranjeira.
— Arquitetura cultural!
Fenando respirou fundo.
— Alberto, tu não és o Bill Finger.
Alberto ficou pensativo.
— Ainda.
🤣🤣🤣
Nesse momento, a miúda gira passou novamente em frente à televisão.
A luz mudou.
A sombra de Fenando ficou enorme na parede.
Fenando observou-a.
Por um instante, entrou mesmo no espírito da coisa.
— Está bem… admito que a sombra tem alguma presença.
Alberto quase caiu para trás.
— EU SABIA!
Jacks correu para junto dele.
— Senhor Batman, qual é a nossa primeira missão?
Fenando olhou para os dois.
— Encontrar os biscoitos que desapareceram da cozinha.
Jacks ficou imediatamente sério.
— Finalmente uma missão à minha altura.
Alberto levantou o microfone.
— E eu faço a banda sonora!
Fenando e Jacks responderam ao mesmo tempo:
— NÃO!
🤣🤣🤣🤣❤️
E naquela noite nasceu oficialmente uma nova versão da Irmandade:
Fenando, o Cavaleiro das Sombras. 😸🐴
Jacks, o Robin dos Biscoitos. 🐶🍪
E Alberto, a entidade criativa que jurava ser a personificação de Bill Finger. 👻🤣
A miúda gira olhou para os três e desligou a televisão.
— Acho que já chega de Batman por hoje.
Fenando olhou para a própria sombra.
— Concordo.
Alberto suspirou.
— Eu ainda acho que dava uma excelente série.
Jacks abanou a cauda.
— Desde que haja biscoitos.
E assim terminou mais uma noite absolutamente normal na Irmandade.
Ou, pelo menos, tão normal quanto é possível quando se tem um gato que começa a desconfiar da própria sombra, um cão convencido de que é Robin e um fantasma que se nomeia consultor criativo do universo Batman.🤣🤣🤣❤️
😺Pensamento do Fenando:
“Uma sombra é apenas uma sombra. Mas admito que, com a iluminação certa, tenho bastante presença. Talvez precise apenas de uma capa.” 🤣🤣🤣
🐶Pensamento do Jacks:
“Ser o Robin parece-me muito interessante. Só espero que o Batman saiba que o Robin precisa de comer regularmente.” 🤣🍪❤️
👻 Pensamento do Alberto:
“Fenando pode ser o Batman e Jacks pode ser o Robin. Eu sei perfeitamente quem sou: o génio criativo por trás de tudo. Agora só falta alguém reconhecer isso.” 🤪🤣👻

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️