A certa altura, deixamos de querer convencer os outros-Carla Milho

Crónicas do Fenando, do Jacks… e do Alberto😺🐶👻-Capítulo 124 — A Meditação do Fenando e o Estádio da Laranjeira 🤣🧘‍♂️🍊🎤

Fenando estava mesmo a ficar bom naquilo.
Sentava-se debaixo da laranjeira, fechava os olhos, respirava profundamente e permanecia completamente tranquilo.
Nem moscas.
Nem barulhos.
Nem Alberto a cantar.
Nada parecia incomodá-lo.
Jacks observava tudo com enorme admiração.

Capítulo 124 — A Meditação do Fenando e o Estádio da Laranjeira 🤣🧘‍♂️🍊🎤

Depois de alguns dias de meditação, aconteceu uma coisa que ninguém esperava.
Fenando estava mesmo a ficar bom naquilo.
Sentava-se debaixo da laranjeira, fechava os olhos, respirava profundamente e permanecia completamente tranquilo.
Nem moscas.
Nem barulhos.
Nem Alberto a cantar.
Nada parecia incomodá-lo.
Jacks observava tudo com enorme admiração.
— Fenando, preciso de falar contigo.
Fenando abriu lentamente os olhos.
— Diz.
— Quero ter aulas de meditação contigo.
Fenando ficou surpreendido.
— Comigo?
— Sim. Tu consegues ficar concentrado mesmo quando o Alberto começa a cantar.
Fenando fez uma pausa.
— Isso não é meditação, Jacks. É treino de sobrevivência.
🤣🤣🤣
Jacks insistiu.
— Quero aprender!
— Está bem. Primeira lição: senta-te, fecha os olhos e respira devagar.
Jacks sentou-se.
Fechou os olhos.
Inspirou profundamente.
Expirou.
E ao fim de dez segundos perguntou:
— Quanto tempo falta?
Fenando abriu um olho.
— Para quê?
— Para acabar a aula.
— Jacks, começámos há dez segundos.
— Pois… estou a achar isto muito demorado.
😁😆😅
Enquanto Fenando tentava ensinar Jacks a encontrar a paz interior, Alberto andava misteriosamente desaparecido.
Até que apareceu carregado de papéis.
— Tive uma ideia!
Fenando suspirou.
— Isso nunca começa bem.
Alberto abriu um enorme desenho.
— Vamos construir uma casa na laranjeira!
Jacks ficou entusiasmadíssimo.
— Uma casa para a Irmandade?!
— Exatamente!
Fenando aproximou-se do desenho.
Havia quartos, uma sala, uma cozinha, uma varanda…
E no topo, ocupando praticamente metade da casa, estava desenhado um palco gigantesco.
Fenando olhou para aquilo.
Depois olhou para Alberto.
Depois voltou a olhar para o desenho.
— Alberto…
— Sim?
— Porque é que o palco ocupa mais espaço do que a casa inteira?
Alberto respondeu com a maior naturalidade:
— Porque é uma casa para a Irmandade.
— E?
— E uma Irmandade precisa de cultura.
Jacks apontou para o palco.
— Isto tem colunas?
— Quatro!
— E luzes?
— Vinte!
— E microfone?
Alberto sorriu.
— Três.
Fenando ficou em silêncio.
— Alberto, isto não é uma casa.
— Claro que é.
— Isto é um festival de música com cozinha.
🤣🤣🤣🤣
Alberto continuou a explicar o projeto.
— Aqui é o quarto do Fenando.
— Muito bem.
— Aqui o quarto do Jacks.
— Perfeito.
— Aqui é o meu quarto.
Fenando apontou para o desenho.
— E porque é que o teu quarto tem ligação direta ao palco?
Alberto respondeu:
— Emergências artísticas.
Jacks abanou a cauda.
— E onde fica a sala?
Alberto apontou para um pequeno espaço.
— Aqui.
— E o palco?
— Ali.
— É maior.
— A música alimenta a alma.
Fenando murmurou:
— E aparentemente ocupa toda a casa.
😆👻
No final, Jacks ficou tão entusiasmado que decidiu juntar-se ao projeto.
— Podemos ter uma zona de meditação!
Fenando sorriu.
— Excelente ideia.
Alberto levantou o dedo.
— E uma zona de ensaios!
Fenando olhou para ele.
— Claro.
Jacks acrescentou:
— E uma zona para eu dormir.
— Também.
Alberto ficou radiante.
— Então está decidido!
Fenando perguntou:
— Só falta uma coisa. Quem vai construir isto?
Silêncio.
Os três olharam uns para os outros.
Jacks baixou a cabeça.
Fenando levantou uma sobrancelha.
Alberto guardou lentamente os desenhos.
— Isso… é uma questão técnica.
🤣🤣🤣
E foi assim que nasceu o novo grande projeto da Irmandade:
A Casa da Laranjeira.
Uma casa para viverem, meditarem, descansarem…
E, segundo Alberto, principalmente para realizar o maior festival de música fantasmagórica que o quintal alguma vez tinha visto.
Fenando respirou fundo.
— Pelo menos já tenho uma sala de meditação.
Jacks sorriu.
— E eu tenho professor.
Alberto levantou o microfone.
— E eu tenho palco!
Os dois olharam para ele.
— Alberto…
— Sim?
— Ainda nem construímos a casa.
— Eu sei.
— Então porque é que já estás com o microfone?
Alberto sorriu.
— Porque um artista nunca está desprevenido.
🤣🤣🤣❤️
😺Pensamento do Fenando:
“A meditação está a resultar. Estou mais tranquilo, mais paciente e muito mais preparado para lidar com os disparates desta Irmandade. Talvez tenha finalmente encontrado o meu propósito.” 🙌🧘😹😹😹
🐶Pensamento do Jacks:
“Quero aprender tudo com o Fenando. Só ainda não percebi se meditação inclui sestas. Se incluir, vou ser o melhor aluno da turma.” 🤣💤
👻 Pensamento do Alberto:
“A Casa da Laranjeira vai ser magnífica! Uma casa, um palco, luzes, microfones e, sobretudo, público. Só preciso agora de convencer a Irmandade de que uma casa com um palco gigante continua a ser uma casa.” 🕺🎤🤣🤣❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

⏳ Fiz as pazes com o tempo#Reflexão🍀

Hoje prefiro caminhar ao meu ritmo, apreciar o que tenho, guardar as memórias bonitas e agradecer tudo aquilo que a vida me foi ensinando — inclusive aquelas lições que vieram embrulhadas em papel de lixa. 😅

Cheguei a uma idade em que já não tenho vontade de andar a fazer corridas contra o relógio. Até porque, sejamos honestos, o relógio ganha sempre e ainda por cima não fica cansado. 😅
Hoje prefiro caminhar ao meu ritmo, apreciar o que tenho, guardar as memórias bonitas e agradecer tudo aquilo que a vida me foi ensinando — inclusive aquelas lições que vieram embrulhadas em papel de lixa. 😅
Envelhecer não me parece uma perda. É apenas aprender a olhar para a vida com outros olhos.
Já não preciso de chegar depressa a lado nenhum. Quero chegar inteira, tranquila e, se possível, com vontade de rir pelo caminho.
As marcas que o tempo deixa em nós também contam histórias. Algumas falam de alegrias, outras de lágrimas, de escolhas, de recomeços e de dias em que tivemos de ser mais fortes do que imaginávamos.
E as rugas?
Bem… essas são a prova de que o rosto também tem memória. Algumas apareceram de tanto rir; outras, provavelmente, por aturar certas pessoas. 🤣🤣
Não quero lutar contra o tempo. Quero fazer-lhe companhia.
Aceitar que há coisas que mudam, outras que ficam e muitas que ainda nem faço ideia do que me vão ensinar.
Por isso, enquanto o tempo segue o seu caminho, eu sigo o meu.
Sem pressas.
Sem grandes explicações.
Com gratidão pelo que passou, curiosidade pelo que ainda vem e um bocadinho de sentido de humor para aquilo que não posso controlar.
Porque, no fim de contas, não quero parecer mais nova. Quero sentir-me viva. ❤️🥰

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Peter Pan e o Dia em que Decidiu Ser Responsável 🤣🧚

Depois da aventura com os piratas estranhos, Peter Pan regressou à Terra do Nunca com uma conclusão muito importante:
— A partir de hoje, vou ser mais responsável!
O Capitão Gancho ficou imóvel.
A Fada Sininho deixou cair a varinha.
Tic-Tac parou de fazer tic-tac.

Peter Pan e o Dia em que Decidiu Ser Responsável 🤣🧚

Depois da aventura com os piratas estranhos, Peter Pan regressou à Terra do Nunca com uma conclusão muito importante:
— A partir de hoje, vou ser mais responsável!
O Capitão Gancho ficou imóvel.
A Fada Sininho deixou cair a varinha.
Tic-Tac parou de fazer tic-tac.
Até os Meninos Perdidos se entreolharam.
— Ele disse mesmo isso? — perguntou um.
— Disse — respondeu outro.
Gancho aproximou-se lentamente de Sininho.
— Achas que devemos acreditar?
Sininho levantou uma sobrancelha.
— Não.
— Também acho.
Peter ficou ofendido.
— Porque é que ninguém acredita em mim?
Sininho cruzou os braços.
— Porque já disseste isso aproximadamente cento e quarenta e sete vezes.
— Desta vez é diferente!
— O que vais fazer?
Peter endireitou-se.
— Vou começar pelas pequenas coisas.
Sininho sorriu.
— Muito bem. Qual é a primeira?
Peter pensou.
— Vou arrumar o meu quarto.
Silêncio.
Gancho levou a mão ao peito.
— Isto está a ficar sério.
Peter entrou no quarto determinado.
Cinco minutos depois voltou.
— Pronto!
Sininho espreitou lá para dentro.
Tudo estava exactamente igual.
— Peter…
— Está arrumado!
— Onde?
— Organizei tudo mentalmente.
Gancho fechou os olhos.
— Ah! A famosa arrumação invisível.
— É muito prática — explicou Peter. — Não mexe em nada e não dá trabalho.
Sininho respirou fundo.
— Peter, responsabilidade não é pensar em fazer as coisas.
— Não?
— Não.
— Então é o quê?
— Fazê-las.
Peter ficou pensativo.
— Isso parece cansativo.
— É porque é responsabilidade.
😂😂😂😂
Mesmo assim, Peter decidiu tentar novamente.
Pegou numa peça de roupa do chão.
— Uma coisa feita!
Depois apanhou outra.
— Duas!
Pegou numa terceira.
— Já estou quase adulto!
Gancho apareceu à porta.
— Não exageres.
— Porquê?
— Ainda tens seis coisas no chão e estás a negociar com uma meia.
Peter olhou para a meia.
— Ela está a dificultar o processo.
— É uma meia, Peter!
— Tem personalidade.
Tic-Tac:
TIC-TAC.
Gancho abanou a cabeça.
— Até o crocodilo está a perder a esperança.
No final, Peter conseguiu arrumar o quarto.
Ficou orgulhoso.
— Conseguiram ver? Eu consigo ser responsável!
Sininho sorriu.
— Sim. E sabes qual é a melhor parte?
— Qual?
— Agora percebeste que fazer uma coisa simples não te tira a diversão.
Peter ficou calado.
— Então…
— Sim?
— Amanhã posso voltar a ser irresponsável?
Sininho levantou a sobrancelha.
— Nem penses.
Peter sorriu.
— Estava só a testar.
Gancho começou a rir.
— Este homem não está a aprender a ser adulto…
Sininho suspirou.
— Está a aprender aos bocadinhos.
Tic-Tac fez:
TIC-TAC.
Gancho olhou para ele.
— Sim, sim… um bocadinho muito pequenino. 🤣🤣🤣
E Peter saiu disparado pela janela.
— Vou voar!
Sininho gritou:
— E olha por onde voas!
Peter respondeu:
— Sim!
Gancho perguntou:
— Achas que ele ouviu?
Sininho abanou a cabeça.
— Ouviu.
— E vai cumprir?
— Isso já é outra aventura. 🫠😆😁❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Crónicas de uma Miúda Gira 🥰❤️- Capítulo 99 – A Receita Era Só Uma Sugestão… E Afinal Eu Sei Cozinhar! 😋🤣❤️

E assim, sem dar por isso, a receita original começou a desaparecer lentamente da minha frente.
A Consuela observava tudo com uma expressão de crescente preocupação.
— Miúda Gira…
— Sim?
— O que estás a fazer?
— A cozinhar.🧑‍🍳
— Não. Estás a fazer uma experiência científica.😂😂😂🧑‍🔬

Capítulo 99 – A Receita Era Só Uma Sugestão… E Afinal Eu Sei Cozinhar! 😋🤣❤️

Naquela tarde, por algum motivo que ainda hoje ninguém conseguiu explicar, a miúda gira decidiu cozinhar.
Não foi porque tinha uma receita nova.
Não foi porque lhe apeteceu seguir instruções.
E muito menos porque tinha decidido tornar-se uma cozinheira profissional.
Foi simplesmente porque olhou para a cozinha e pensei:
— Hoje vou fazer uma coisa diferente.
A Consuela apareceu imediatamente.
— Vais seguir uma receita?
— Claro.
Ela respirou de alívio.
— Ainda bem.
Pausa.
— Mais ou menos.
A Consuela fechou os olhos.
— O que significa “mais ou menos”?
— Significa que vou seguir a receita… mas sem me prender demasiado a ela.
— Isso não é seguir uma receita.
— É seguir com liberdade.
O Alberto, que estava ali por perto, comentou:
— Eu conheço esse conceito.
— Qual?
— É o conceito que começa com “vou só mudar uma coisinha” e termina com alguém a pedir uma pizza.
Comecei a rir.
Mas eu estava confiante.
Olhei para os ingredientes.
A receita dizia uma coisa.
Eu pensei:
— Isto pode levar outra.
A receita dizia outro ingrediente.
— Este também pode ser substituído.
Mais um.
— Não tenho este.
Outro.
— Não gosto muito deste.
E assim, sem dar por isso, a receita original começou a desaparecer lentamente da minha frente.
A Consuela observava tudo com uma expressão de crescente preocupação.
— Miúda Gira…
— Sim?
— O que estás a fazer?
— A cozinhar.🧑‍🍳
— Não. Estás a fazer uma experiência científica.😂😂😂🧑‍🔬
— Também pode ser.
O Alberto aproximou-se, invisível, naturalmente.
— Eu acho que devíamos avisar alguém.
— Avisar quem?
— Os bombeiros.🧑‍🚒😂😂😂
— Alberto!
— Estou a brincar!
Finalmente pus tudo no forno.
A cozinha começou a ficar cheia de um cheiro maravilhoso.
A Consuela aproximou-se.
Cheirou.
Parou.
Cheirou outra vez.
— Espera lá…
Eu sorri.
— Está bom?
— Está muito bom.
O Alberto apareceu verbalmente do outro lado da cozinha:
— Não pode ser.
— Porquê?
— Porque nós passámos meia hora a assistir a uma receita a ser destruída!😂😂
— Não destruí nada.
— Substituíste metade dos ingredientes!
— Inovação.
Quando finalmente provámos…
Silêncio.
Aquele silêncio perigoso que acontece quando ninguém sabe o que dizer.
A Consuela olhou para mim.
Eu olhei para ela.
Depois para o prato.
Depois outra vez para ela.
— Está mesmo muito bom.
O Alberto ficou indignado.
— Muito bom?!
Provou.
Silêncio.
— Isto está melhor do que a receita original!
Fiquei toda contente.
— Estás a ver?
A Consuela abanou a cabeça.
— Não estou a acreditar.
— Porquê?
— Porque passaste a vida a dizer que não sabias cozinhar.
— Eu não disse que não sabia cozinhar.
— Disseste várias vezes.
— Eu disse que não sabia seguir receitas.😂😂😂
O Alberto começou a rir.😂😂😂👻
— Afinal o problema nunca foi a cozinha.
— Qual era então?
— As receitas é que não estavam preparadas para ti!
E foi assim que, naquela tarde, descobrimos uma coisa importante:
Eu não cozinho mal.
Eu simplesmente cozinho em português criativo.
A receita pode dizer uma coisa, mas eu tenho sempre uma opinião.
E, aparentemente, desta vez a minha opinião tinha bom paladar. 😋🧑‍🍳😂❤️
A Consuela, entretanto, já estava a escrever qualquer coisa no telemóvel.
— O que estás a fazer?
— A guardar a receita.
— Para quê?
— Para quando quiseres repetir.
— Mas eu não sei as quantidades que usei.
Ela ficou a olhar para mim.
— Como assim?
— Foi a olho.
O Alberto soltou uma gargalhada.
— Pronto! Acabou-se a receita!
E ficou decidido:
O prato estava delicioso, mas será impossível voltar a fazê-lo igual.
Porque aparentemente a Miúda Gira não cozinha com receitas.
Cozinha com inspiração.
E, sobretudo, com uma quantidade absolutamente irresponsável de confiança. 😂😂❤️
📢 Relatório da Consuela
Assunto: Experiência culinária da Miúda Gira
Receita original: Severamente alterada
Ingredientes substituídos: Vários
Método de medição: “A olho”
Resultado: Inesperadamente delicioso 
Alberto: Ainda em estado de choque
Miúda Gira: Convencida de que descobriu um talento oculto
Perigo: Poderá querer voltar a cozinhar amanhã
Conclusão: Recomenda-se guardar o prato como património gastronómico da casa.
Nota final:
A receita original sobreviveu.
Mas ficou profundamente ofendida. 😂😂😂❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Crónicas do Fenando, do Jacks …e do Alberto 🐱🐶👻-Capítulo 123 — Meditação, Paz Interior e o Drama Vocal do Alberto 🧘‍♂️🎤🤣

Foi então que Alberto apareceu.
— O que estão a fazer?
— Meditação — respondeu Fenando.
— Posso participar?
Jacks abriu um olho.
— Tu?
— Sim! Talvez melhore a minha voz.
Fenando ficou a olhar para ele.
— Alberto, meditação não é exatamente uma escola de canto.
— Tudo melhora com concentração!
E sentou-se entre os dois.
Os três fecharam os olhos.

Capítulo 123 — Meditação, Paz Interior e o Drama Vocal do Alberto 🧘‍♂️🎤🤣

Depois do famoso concerto no quintal, Alberto começou a andar estranho.
Já não cantava desde manhã.
Não fazia ensaios.
Não inventava palcos.
Nem sequer tinha tentado transformar a janela do vizinho num camarote VIP.
Fenando começou a ficar preocupado.
— Jacks, alguma coisa não está bem.
Jacks levantou a cabeça.
— Também reparei. Hoje ainda não ouvi o Alberto cantar.
— Exatamente.
Os dois olharam um para o outro.
— Será grave?
Nesse momento, Alberto apareceu lentamente.
— Ninguém gosta de me ouvir cantar…
Fenando aproximou-se.
— Alberto…
— Cantei no quintal.
Silêncio.
— Cantei para vocês.
Mais silêncio.
— E ninguém apareceu.
Jacks tentou animá-lo.
— Eu apareci!
— Tu estavas a trabalhar como segurança.
— É verdade…
Alberto suspirou dramaticamente.
— Talvez o mundo não esteja preparado para a minha voz.
Fenando pensou durante alguns segundos.
— Ou talvez o mundo esteja preparado para outra coisa.
Alberto arregalou os olhos.
— Para quê?!
— Meditação.
🤣🤣🤣
E assim, Fenando e Jacks decidiram começar a meditar.
Sentaram-se tranquilamente no quintal.
Olhos fechados.
Respiração lenta.
Silêncio absoluto.
Durante aproximadamente… vinte segundos.
— Isto está a resultar — murmurou Jacks.
Fenando abriu um olho.
— Ainda nem começámos.
— Mas já estou com sono.
🐶🤦🤣
A ideia era aprenderem a encontrar paz interior e, sobretudo, desenvolverem a capacidade de ouvir Alberto sem entrarem imediatamente em modo de fuga.
Foi então que Alberto apareceu.
— O que estão a fazer?
— Meditação — respondeu Fenando.
— Posso participar?
Jacks abriu um olho.
— Tu?
— Sim! Talvez melhore a minha voz.
Fenando ficou a olhar para ele.
— Alberto, meditação não é exatamente uma escola de canto.
— Tudo melhora com concentração!
E sentou-se entre os dois.
Os três fecharam os olhos.
Respiraram fundo.
Inspiração…
Expiração…
Silêncio…
Até Alberto começar a cantar baixinho.
— 🎤 Laaaa laaaa laaaa… 🎤👻
Fenando abriu imediatamente os olhos.
Jacks também.
— Alberto!
— O quê?
— Estamos a meditar!
— Eu estou a meditar através da música.
Fenando respirou fundo.
— Isso é uma coisa que acabaste de inventar.
— Talvez seja revolucionária.
Jacks voltou a fechar os olhos.
— Continuem. Se eu sobreviver a isto, amanhã já consigo meditar numa montanha.
😂😂😂
Mas, curiosamente, Alberto começou mesmo a gostar da meditação.
Sentia-se mais tranquilo.
Começou a cantar mais devagar.
E até percebeu que nem sempre precisava de cantar para ser ouvido.
Fenando sorriu.
— Estás a perceber?
— O quê?
— Às vezes, o silêncio também faz parte da música.
Alberto ficou pensativo.
— Então…
— Sim?
— Se eu ficar calado durante cinco minutos, isso conta como uma canção experimental?
Jacks caiu para o lado de tanto rir.
— Alberto, tu consegues transformar até o silêncio num concerto!
👏😂😂😂
No final, os três ficaram sentados no quintal, tranquilos.
Alberto estava mais animado.
Fenando estava satisfeito.
Jacks estava quase a dormir.
E, pela primeira vez em muito tempo, ninguém estava preocupado com o próximo concerto.
Até Alberto abrir os olhos.
— Amanhã faço uma sessão de meditação cantada.
Fenando levantou-se.
— Eu vou dormir.
Jacks levantou-se também.
— Eu vou com ele.
— Mas ainda nem expliquei!
Fenando olhou para trás.
— Não é preciso.
🐱😸🤦🐶👻❤️
🐱Pensamento do Fenando:
“A meditação ensina-nos a encontrar a paz interior. No meu caso, também me ensinou que é possível encontrar paz… desde que o Alberto esteja a meditar de boca fechada.” 😸🤣
🐶Pensamento do Jacks:
“Gostei da meditação. Senti uma paz enorme. Também descobri que consigo dormir sentado. Talvez tenha encontrado finalmente o meu talento.” 🐶🤣
👻Pensamento do Alberto:
“Talvez eu ainda não seja um grande cantor. Mas agora sou um cantor espiritual. E amanhã vou experimentar cantar enquanto medito. Acho que o mundo ainda não está preparado para isto.” 😂🕺🎤👻🤣🤣🤣❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

🦋 À flor da pele #Reflexão🍀

Há pessoas que vivem tudo à flor da pele. Sentem muito, pensam muito, preocupam-se muito… e, às vezes, até conseguem fazer uma tempestade emocional porque alguém respondeu apenas: “ok”. 🤣

Há pessoas que vivem tudo à flor da pele. Sentem muito, pensam muito, preocupam-se muito… e, às vezes, até conseguem fazer uma tempestade emocional porque alguém respondeu apenas: “ok”. 🤣
Mas sentir profundamente não é uma fraqueza.
É ter a capacidade de se emocionar com um gesto simples, de ficar feliz com uma conversa, de guardar um abraço durante dias e de perceber coisas que nem sempre são ditas.
Claro que também tem o seu lado menos simpático. Quem sente muito também se magoa com facilidade. Há palavras que ficam a ecoar, silêncios que pesam e atitudes que nos fazem pensar: “Era mesmo necessário isto tudo?” 😅
Com o tempo, porém, aprendemos a proteger aquilo que sentimos sem deixar de sentir.
Nem tudo merece entrar no coração. Algumas coisas podem perfeitamente ficar à porta, à espera que alguém lhes explique que não há marcação disponível. 🫠😅
E talvez seja essa a verdadeira aprendizagem: continuar a ter sensibilidade sem permitir que qualquer pessoa tenha acesso ilimitado a ela.
Porque ser sensível não significa ser frágil.
Significa estar vivo, prestar atenção e ainda conseguir encontrar beleza no meio da confusão.
E se às vezes choramos, rimos, sentimos demais ou precisamos de uns minutos sozinhos… paciência.
Somos humanos, não somos comandos de televisão com botão para desligar as emoções. 🥰😂❤️
No fundo, viver à flor da pele pode ser cansativo.
Mas também pode ser uma das formas mais bonitas de estar na vida. 🍀🦋❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Ajudar não custa e partilhar também não 💯🤜🤛

Há coisas na vida que não escolhemos.
E depois há aquelas que, se nos perguntassem se queríamos experimentar, responderíamos imediatamente:
“Não, obrigada. Já temos planos.” 😁
A doença oncológica entrou na nossa vida sem pedir licença, pela segunda vez, claro que de forma diferente.
E, desde então, já faz algum tempo que aprendi que viver com uma doença grave na família não significa obrigatoriamente passar os dias de cabeça baixa, a vestir o papel de vítima e a olhar para a vida como se alguém tivesse carregado no botão de pausa.
Eu sempre me recusei a viver assim.
Não porque seja fácil.
Não porque não tenha medo.
Não porque existam dias em que a preocupação aparece sem ser convidada e se instala no sofá como se tivesse pago renda.
Aparece.
Claro que aparece.
Mas eu aprendi alguns truques para lidar com a minha própria cabeça.
Às vezes distraio-a.
Às vezes obrigo-a a pensar noutra coisa.
Às vezes faço planos para o futuro só para lhe mostrar que ainda mandamos alguma coisa nesta casa. 🤣🤣
E outras vezes simplesmente digo:
“Hoje não vamos resolver a vida toda. Hoje vamos resolver só hoje.”
É um dos meus truques preferidos.
Porque quando pensamos em tudo ao mesmo tempo, a cabeça transforma um problema numa produção cinematográfica de três horas, com direito a banda sonora dramática, intervalo e pipocas.
Então prefiro dividir a vida em pequenos bocados.
Hoje.
Amanhã logo se vê.
E entre um dia e outro, continuo a rir.
Continuo a fazer disparates.
Continuo a ser eu.
Porque o diagnóstico do meu marido não apagou quem somos.
Não apagou o nosso sentido de humor.
Não apagou os nossos sonhos.
E muito menos me transformou numa mulher que precisa que tenham pena dela.
Eu não quero pena. Quero possibilidades.
E é precisamente por isso que hoje faço este pedido.
Não escrevo estas palavras para provocar tristeza.
Escrevo-as porque precisamos de ajuda na procura de um dador de medula óssea compatível.
E pedir ajuda não é fraqueza.
Aliás, há uma certa humildade em reconhecer que, por muito fortes que sejamos, há batalhas que não conseguimos travar sozinhos.
Um dador compatível pode representar uma possibilidade que uma família inteira deseja encontrar.
O sistema HLA é fundamental para determinar a compatibilidade e, por isso, quanto maior for a diversidade de pessoas inscritas nos registos, maiores podem ser as possibilidades de encontrar correspondências para doentes que precisam de um transplante.
IPST
Em Portugal, o CEDACE integra uma rede internacional de registos, permitindo procurar potenciais dadores também fora do nosso país.
IPST
Por isso, se tiveres entre 18 e 35 anos, fores saudável e reunires as condições exigidas, talvez possas ponderar inscrever-te como potencial dador. A inscrição no CEDACE é feita uma vez e, segundo a informação disponibilizada pelo IPST, pode permitir que, se surgir uma compatibilidade, sejas contactado para uma avaliação posterior.
IPST
Informação oficial do IPST sobre a dádiva de medula óssea.
E não, não estou a pedir que alguém seja um super-herói.
Nem precisa de capa.
Até porque, sejamos honestos, há pessoas a quem uma capa simplesmente não favorece. 🤭
Estou apenas a pedir que pensem na possibilidade de fazer algo que pode ter um significado enorme para outra pessoa.
Talvez nunca sejam chamados.
Talvez nunca exista compatibilidade.
Talvez a vossa inscrição fique simplesmente ali, à espera.
Mas talvez um dia o vosso perfil seja compatível com alguém.
E, nesse dia, aquilo que para vocês começou como uma simples decisão pode significar uma oportunidade extraordinária para outra família.
Eu não sei como vai terminar a nossa história.
E aprendi a não exigir respostas à vida antes de ela estar preparada para as dar.
Mas sei uma coisa:
enquanto houver possibilidades, nós vamos procurá-las.
Sem dramas.
Sem vitimização.
Sem transformar a doença no centro absoluto da nossa existência.
Com medo quando for preciso.
Com coragem quando conseguirmos.
Com esperança sempre que houver espaço para ela.
E, sobretudo, com humor.
Porque se a vida decidiu trazer-nos um argumento difícil, ao menos temos o direito de tentar melhorar o guião. 😅❤️
Por isso, hoje não venho pedir pena.
Venho pedir uma oportunidade.
Se puderem ser potenciais dadores, informem-se.
Se não puderem, partilhem esta mensagem.
Talvez a pessoa que precisamos de encontrar esteja algures aí fora.
Talvez esteja a ler isto agora.
E talvez nem imagine que, sem sequer nos conhecer, pode um dia tornar-se uma peça fundamental na história de alguém.
Nós continuaremos por aqui.
A viver um dia de cada vez.
A rir quando der.
A chorar quando for preciso.
A cair e a levantar.
E, entretanto, eu vou continuar a ser a mesma miúda gira de sempre…
só que agora com uma missão extra: encontrar um match perfeito.
E não, não estou a falar de Tinder. 😂❤️🤣
Plataforma oficial do IPST — inscrição/informação para dadores de medula óssea.

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Não Procuro Pena. Procuro uma Oportunidade de Viver.- I’m Not Asking for Pity. I’m Asking for a Chance to Live❤️ Video from João

https://redwarrior76.wordpress.com/2026/07/15/nao-procuro-pena-procuro-uma-oportunidade-de-viver-im-not-asking-for-pity-im-asking-for-a-chance-to-live%e2%9d%a4%ef%b8%8f/

🩸 Appello urgente: cerchiamo un donatore di midollo osseo

Ciao a tutti. Condivido questo messaggio per una cara amica in un momento drammatico. Suo marito sta lottando contro una grave malattia e ha un disperato bisogno di un trapianto. Vi preghiamo di aiutarci a diffondere questo appello per trovare un donatore di midollo osseo compatibile. Ogni condivisione può salvare una vita. 💔 Ecco la […]

🩸 Appello urgente: cerchiamo un donatore di midollo osseo