AS HUMILDES OPINIÕES DE UMA MULHER DE CORAGEM QUE DIZ SIM À VIDA!
Autor: Carla Milho
O meu nome é Carla Milho, e sou apaixonada , numa linha temporal totalmente diferente da que me identifico sobre mim, a nível pessoal certamente irão conhecer me através da minha escrita, através de cada história que possa partilhar com todos vocês. Tenho 50 anos e espero poder transmitir as mensagens corretas da melhor forma possível e de alguma maneira colocar um sorriso no rosto de alguém ! 😊 My name is Carla Milho, and I am someone who—in a timeline quite different from the one I identify with—is driven by a deep passion. On a personal level, you will surely come to know me through my writing, and through every story I share with all of you. I am 50 years old, and I hope to convey the right messages in the best way possible—and, in some small way, bring a smile to someone’s face.😊
É fácil gostar de alguém quando essa pessoa está sempre bonita, bem-disposta, disponível e não dá trabalho.
Quando diz que sim a tudo, não faz perguntas incómodas e sorri mesmo quando lhe apetecia mandar tudo às urtigas. 😄
É fácil gostar de uma versão assim.
Mais difícil é gostar quando aparecem os dias maus, o cansaço, as opiniões diferentes, os limites e aquele famoso:
— Precisamos de falar.
Há quem tenha mais medo desta frase do que de uma trovoada. 😂
Eu nunca tive grande talento para fingir.
Não sei sorrir só para manter a fotografia bonita, nem concordar para alimentar egos. Tenho opinião, tenho limites, tenho dias em que estou um bocadinho menos encantadora e, ocasionalmente, até tenho razão. Poucas vezes, claro… mas acontece. 😜
É fácil gostar de alguém quando essa pessoa está sempre bonita, bem-disposta, disponível e não dá trabalho. Quando diz que sim a tudo, não faz perguntas incómodas e sorri mesmo quando lhe apetecia mandar tudo às urtigas. 😄 É fácil gostar de uma versão assim. Mais difícil é gostar quando aparecem os dias maus, o cansaço, as opiniões diferentes, os limites e aquele famoso: — Precisamos de falar. Há quem tenha mais medo desta frase do que de uma trovoada. 😂 Eu nunca tive grande talento para fingir. Não sei sorrir só para manter a fotografia bonita, nem concordar para alimentar egos. Tenho opinião, tenho limites, tenho dias em que estou um bocadinho menos encantadora e, ocasionalmente, até tenho razão. Poucas vezes, claro… mas acontece. 😜 Com o tempo, percebi que não quero ser querida por ser fácil. Quero ser respeitada por ser eu. Porque uma relação verdadeira não devia exigir que alguém se diminuísse para o outro se sentir maior. E não precisamos de ser perfeitos, silenciosos ou sempre agradáveis para merecermos amor. Somos pessoas. E pessoas dão trabalho. Também dão colo, gargalhadas, companhia, lealdade e amor. Eu cá prefiro continuar a ser uma pessoa inteira, com defeitos, manias e alguma tendência para complicar o que já era simples. Boneca de porcelana nunca fui. E, sinceramente, ainda bem. Até porque uma boneca não sabe mandar ninguém passear com elegância. 😂❤️
Porque há uma altura em que a cabeça começa a enviar notificações:
“Memória cheia.”
“Sistema lento.”
“Paciência indisponível.”
“Favor reiniciar a pessoa.” 🤣
Começam a faltar energia e concentração. A paciência fica com a validade ultrapassada. Pequenas coisas começam a parecer enormes e há dias em que uma simples pergunta — “O que queres para o jantar?” — parece uma entrevista de emprego.
— Não sei!
Há cansaços que se resolvem com uma noite bem dormida. E depois há aqueles em que dormimos oito horas, acordamos e o cérebro responde: — Bom dia! A bateria continua nos 2%, mas obrigada pela tentativa. 🤣 Um esgotamento psicológico e emocional não costuma aparecer de repente. Muitas vezes vai chegando devagarinho, enquanto se tenta fazer tudo: trabalhar, cuidar da casa, tratar dos outros, resolver problemas, responder a mensagens, cumprir prazos e ainda manter aquele ar maravilhoso de: — Está tudo bem! 🤣🤣🤣 Não está. E não faz mal admitir. Porque há uma altura em que a cabeça começa a enviar notificações: “Memória cheia.” “Sistema lento.” “Paciência indisponível.” “Favor reiniciar a pessoa.” 🤣 Começam a faltar energia e concentração. A paciência fica com a validade ultrapassada. Pequenas coisas começam a parecer enormes e há dias em que uma simples pergunta — “O que queres para o jantar?” — parece uma entrevista de emprego. — Não sei! — Mas queres carne ou peixe? — QUERO SILÊNCIO! 🤣🤣🤣 E não, isto não significa fraqueza. Não significa preguiça. Não significa que alguém deixou de gostar da vida. Às vezes significa apenas que se carregou demasiado tempo em cima de uma bateria que já estava a pedir socorro. O problema é que existe uma mania muito humana de só parar quando o corpo praticamente coloca uma faixa à porta: ENCERRADO PARA MANUTENÇÃO. E mesmo assim ainda pensamos: — Só mais uma coisa… Essa “uma coisa” transforma-se em cinco, depois em dez e, quando damos por ela, estamos emocionalmente a funcionar com a mesma velocidade de um computador de 2003. 🤣🤣 Talvez seja importante aprender a parar antes de chegar aí. Dizer “não consigo” não é uma derrota. Pedir ajuda não é uma vergonha. Precisar de silêncio não é antipatia. E descansar não é andar a fugir das responsabilidades. É manutenção. Tal como o carro precisa de revisão, nós também precisamos. E ninguém diz: — Que pessoa fraca, levou o carro à oficina. Mas connosco parece que há sempre uma comissão interna pronta para fazer julgamentos. — Devias conseguir mais. — Tens de ser forte. — Há pessoas que fazem muito mais. Pois há. Também há pessoas que comem sopa sem sal e gostam. Não precisamos de seguir todos os exemplos. 🤣🤣🤣 Cada pessoa tem os seus limites. E respeitá-los é uma forma de inteligência, não de fraqueza. Há dias em que precisamos de abrandar, desligar notificações, deixar algumas tarefas para amanhã e simplesmente existir sem estar a produzir, resolver ou salvar o mundo. E, sinceramente, o mundo há de sobreviver umas horas sem a nossa intervenção. Se não sobreviver… temos mesmo um problema maior. 🤨 Também não precisamos de estar sempre impecáveis. Há dias em que o cabelo não coopera, a cara pede férias, o eyeliner decide seguir carreira própria e a paciência desaparece sem deixar morada. E está tudo bem. Somos pessoas. Não somos máquinas com atualização automática, carregamento rápido e garantia de fábrica. 🤣🤣 Por isso, talvez valha a pena ouvir os pequenos sinais antes que se transformem em megafone. Dormir. Respirar. Desacelerar. Pedir ajuda. Dizer não. Tomar um café em paz. E, se for preciso, ficar quietinha sem culpa. Porque ninguém precisa de chegar ao limite para ter autorização para descansar. Às vezes, parar não é desistir. É simplesmente dizer à nossa cabeça: — Anda cá, miúda… vamos sentar-nos um bocadinho. O mundo pode esperar. ☕😁🥰❤️
Se há coisa que a Máfia do Clube do Café tem, é personalidade.
E se há coisa que não tem… é organização. 😂😂
Por isso, chegou a altura de apresentar oficialmente os cinco elementos desta respeitável — ou nem por isso — organização criminosa, onde o único crime verdadeiramente grave é alguém beber o café de outro.😂😂😂
Se há coisa que a Máfia do Clube do Café tem, é personalidade. E se há coisa que não tem… é organização. 😂😂 Por isso, chegou a altura de apresentar oficialmente os cinco elementos desta respeitável — ou nem por isso — organização criminosa, onde o único crime verdadeiramente grave é alguém beber o café de outro.😂😂😂
☕ Carla Milho — A Chefe Carla é a chefe da Máfia. Inteligente, determinada, estratégica e com uma capacidade extraordinária para mandar nos outros sem precisar sequer de repetir a ordem. Ou seja: manda muito. 🤣🤣🤣 Quando Carla diz: — Vamos limpar a casa! Não é uma sugestão. Não é uma pergunta. É praticamente uma lei aprovada por unanimidade… porque ninguém se atreveu a votar contra. Tem sempre um plano, uma solução e, quando necessário, aquele olhar que faz o resto da equipa perceber que talvez seja melhor obedecer. E quando pega no apito… Bom… é melhor ninguém estar a dormir. 😅😅 ☕ João Milho — O Braço Direito… Mais Desengonçado da Máfia 😂😂😂 João é o braço direito da chefe. Pelo menos no papel. Na prática, é mais o braço direito, esquerdo, cotovelo e às vezes até o problema principal. 😅😅 João quer ajudar. Muito. O problema é que, cada vez que tenta impressionar Carla, alguma coisa corre mal. Se é para limpar, espalha a sujidade. Se é para vigiar, prende o homem do lixo. Se é para patrulhar, tropeça. Se é para fazer café… É melhor haver um plano de evacuação. ☕🤣🤣 Mas há uma coisa que ninguém pode negar: João é leal à chefe até ao último grão de café. Mesmo quando não sabe muito bem o que está a fazer. ☕ Ivan Milho — O Psicólogo da Máfia Ivan é o mais ponderado do grupo. É aquele que, no meio de uma confusão monumental, tenta manter a calma e dizer: — Vamos respirar fundo. O problema é que normalmente ninguém respira fundo porque já estão todos a correr atrás de alguém. 😂 É o psicólogo oficial da Máfia e está permanentemente a tentar explicar aos outros que determinados comportamentos não são emocionalmente saudáveis. Principalmente os do João. — João, talvez devesses pensar antes de agir. — Pensei! — E qual foi o resultado? — Não sei. Ivan respira fundo. Consulta encerrada. 😂😂 ☕ Fenando — O Gatinho Maravilhoso Fenando é o cérebro silencioso da operação. Inteligente, observador e com aquela capacidade felina de perceber tudo antes dos outros. Não precisa de correr. Não precisa de gritar. Não precisa sequer de se levantar. Fica no sofá, bebe o seu café e observa o caos. E quando todos estão completamente perdidos, lá vem o comentário: — Eu avisei. E normalmente tinha mesmo avisado. 😂😂😂 Fenando sabe que é maravilhoso. Não precisa que ninguém lho diga. Aliás, considera que a própria presença dele já é um serviço público. ☕ Jacks — O Labrador Mais Meigo, Comilão e Babão do Mundo E finalmente temos Jacks. O Labrador mais meigo da Máfia. Também é o mais comilão. E o mais babão. Basicamente, Jacks consegue transformar qualquer momento num festival de carinho, comida e baba. 😂😂😂 Se alguém abre um pacote, ele aparece. Se alguém come, ele aparece. Se alguém diz a palavra “petisco”… Jacks materializa-se. É um verdadeiro especialista em fazer aquele olhar de: — Eu não estou a pedir comida… estou apenas a verificar se ainda tens alguma. E ninguém resiste. Nem Carla. Nem João. Nem Ivan. Nem sequer Fenando, embora faça questão de fingir que sim. Jacks é também o membro mais amoroso da Máfia. Pode haver confusão, perseguições, planos absurdos e café nuclear… Mas ele está sempre pronto para dar uma lambidela. Ou cinco. Ou vinte. ☕😂E assim se forma a Máfia… Carla manda. João complica. Ivan tenta resolver. Fenando observa. Jacks baba. E o café… desaparece misteriosamente. Se isto é uma organização criminosa? Não sabemos. Mas uma coisa é certa: ninguém se mete com a Máfia do Clube do Café. Principalmente se mexer na última chávena. ☕😂😂😂❤️
Espero a vossa participação e colaboração neste Clube,
Francisca sorriu misteriosamente.😈
— Isso é que é interessante. A tua avó e o Alberto viveram algumas aventuras por causa dessa descoberta.😈
A Miúda Gira ficou pensativa.
— A minha avó nunca me contou nada disso.
Francisca inclinou-se para a frente.
— Nunca? Nem uma pequena história? Nem uma pista?🙀
Capítulo 143 – O Grande Segredo, o Jantar e o “Bichi Bichi” do Jacks 🤣🍽️
O jantar decorria até bastante bem. Ou pelo menos assim parecia. Francisca pousou o garfo, olhou para a Miúda Gira e começou: — Sabes, o Alberto Crespo foi um grande homem. Descobriu algo muito interessante… e muito valioso. A Miúda Gira franziu a testa. — Valioso como? Francisca sorriu misteriosamente.😈 — Isso é que é interessante. A tua avó e o Alberto viveram algumas aventuras por causa dessa descoberta.😈 A Miúda Gira ficou pensativa. — A minha avó nunca me contou nada disso. Francisca inclinou-se para a frente. — Nunca? Nem uma pequena história? Nem uma pista?🙀 — Nada. Nesse momento, Consuela começou a transpirar.🫣🤣🤣 Primeiro uma gota. Depois outra. Fenando não estava na sala. Jacks também não. E Alberto… Alberto tinha desaparecido.👻 Consuela forçou um sorriso. — Francisca… foi muito agradável tê-la cá…🤨😑 — Obrigada. — Mas acho que está na hora de ir embora. 😂😂😂 O sorriso de Consuela parecia tão forçado que quase precisava de parafusos para se manter na cara.🤣🤣🤣 Francisca levantou-se calmamente. — Claro. Mas voltaremos a falar. Consuela acompanhou-a até à porta. — Sim… claro… talvez daqui a uns cinquenta anos. 🤣🤣🤣 Enquanto isso, no quintal… Fenando e Jacks procuravam Alberto por todo o lado. Debaixo da mesa. Atrás das plantas. Perto do muro. Nada. — Alberto! — chamou Fenando. Silêncio. Jacks teve uma ideia. Levantou a cabeça e começou: — Bichi… bichi… bichi Albertooooo! 🤣🤣🤣 Fenando olhou para ele. — Isso é para chamar fantasmas ou gatos? — Não sei. Mas parece-me sofisticado. — Continua. Jacks voltou a chamar: — Bichi bichi Albertooooo! Temos problemas! Finalmente ouviu-se uma voz muito baixinha: — Eu não quero sair. Fenando suspirou. — Alberto, ela já foi embora. — Tem a certeza? — Sim. Silêncio. Depois, lentamente, ouviu-se: — Já posso aparecer? Jacks respondeu: — Não apareças. Tu és invisível. — Pois é… Fenando olhou para Jacks. — Este homem está cada vez pior. Jacks abanou a cauda. — E ainda nem chegou a sobremesa. 藍藍藍 Relatório da Consuela Jantar: aparentemente tranquilo. Francisca: revelou que Alberto Crespo descobriu algo muito interessante e valioso. Avó da Miúda Gira: aparentemente nunca contou nada sobre o assunto. Consuela: transpirou, sorriu à força e expulsou educadamente a visitante. Alberto: desaparecido durante quase todo o jantar. Fenando e Jacks: encontrados no quintal à procura do fantasma. Método de procura: “Bichi bichi Albertooooo!” 藍 Conclusão: Temos uma descoberta valiosa, aventuras secretas, uma fotografia de casamento e uma mulher que sabe demasiado. E eu começo a achar que o jantar foi a parte menos preocupante desta história. 藍❤️
Irmãos… — começou Fenando, baixando a voz dramaticamente. — Temos um problema.
Jacks parou de mastigar.
— Acabaram-se as pipocas?
— Não.
Jacks voltou imediatamente à taça.
— Então fala.
Fenando respirou fundo.
— Eu continuo a ouvir “O Sole Mio”.😂😂😂
Fenando estava sentado em cima da mesa, com aquele ar de quem tinha acabado de descobrir a maior conspiração da história da humanidade… ou, pelo menos, da história do quintal.😂😂😂 Jacks estava no sofá, muito concentrado a comer pipocas. Alberto, escondido atrás da cortina, ouvia tudo em silêncio. — Irmãos… — começou Fenando, baixando a voz dramaticamente. — Temos um problema. Jacks parou de mastigar. — Acabaram-se as pipocas? — Não. Jacks voltou imediatamente à taça. — Então fala. Fenando respirou fundo. — Eu continuo a ouvir “O Sole Mio”.😂😂😂 Alberto ficou imóvel. — Outra vez? — perguntou. — Outra vez! E isso não é coincidência. Fenando começou a andar de um lado para o outro, como um verdadeiro Sherlock felino. — Lembrem-se da Carla da fotografia… a avó da Miúda Gira. Jacks pegou noutra pipoca. — Sim…🤨🤣🤣🤣 — Eu cheguei a uma conclusão. Silêncio. Até Alberto se inclinou ligeiramente por detrás da cortina. — A avó da Miúda Gira não morreu simplesmente… Jacks deixou cair uma pipoca. — Então? Fenando olhou para os dois. — Foi assassinada. Jacks arregalou os olhos. — E tu descobriste isso como? Fenando apontou solenemente para a própria cabeça. — Instinto felino. Alberto suspirou. — Isso não é propriamente uma prova. — Pois não. Mas tenho outra pista! — Qual? Fenando aproximou-se deles e sussurrou: — O cemitério. Jacks começou a mastigar mais devagar. — Estás a dizer que temos de voltar lá? — Precisamente!🫡 Alberto saiu finalmente um pouco de trás da cortina. — Fenando, da última vez que fomos ao cemitério, quase fomos apanhados, tu assustaste uma senhora e o Jacks roubou uma flor.😂😂 Jacks levantou a pata. — Foi sem querer. — Levavas a flor na boca! — Achei bonita! Fenando ignorou completamente o comentário. — A Irmandade precisa de voltar ao cemitério. Temos de descobrir o que aconteceu à avó da Miúda Gira. Jacks olhou para a taça de pipocas. Depois para Fenando. Depois novamente para as pipocas. — Está bem. Fenando sorriu. — Sabia que podia contar contigo. — Só preciso de levar isto. — As pipocas? — Claro. Uma investigação sem pipocas é praticamente trabalho voluntário. Alberto abanou a cabeça. Fenando voltou a olhar para o corredor. — Preparem-se, irmãos. A verdade está escondida naquele cemitério… Fez uma pausa dramática. — …e eu tenho a sensação de que o Sole Mio ainda nos vai dar muito trabalho. Jacks meteu mais três pipocas na boca. — Desde que não nos dê trabalho de mastigar, por mim tudo bem.
😺Fenando: “Tenho a certeza de que estou perante uma conspiração. Só ainda não descobri qual.”😂😂 🐶Jacks: “Se houver investigação, pipocas e uma sesta pelo meio, contem comigo.”😂😂 👻Alberto: “Começo a suspeitar que o maior perigo desta missão não é o cemitério… são estes dois.”😂😂 E assim, entre uma música italiana, uma taça de pipocas e uma teoria cada vez mais absurda, a Irmandade preparava-se para regressar ao cemitério.🫣 Porque quando Fenando começa uma investigação… até os fantasmas começam a esconder-se. 😂😂😂😺🐶👻… continua 🫣
Nem de explicar constantemente quem somos, o que sentimos ou porque escolhemos determinado caminho.
As pessoas boas também se cansam.
Cansam-se de ser mal interpretadas, de dar oportunidades a quem só sabe recebê-las, de estender a mão a quem parece ter como desporto profissional puxá-la para trás. 🤣🤣🤣
Há uma altura da vida em que percebemos que não precisamos de ser aceites por toda a gente.🙂↔️ Nem de explicar constantemente quem somos, o que sentimos ou porque escolhemos determinado caminho. As pessoas boas também se cansam. Cansam-se de ser mal interpretadas, de dar oportunidades a quem só sabe recebê-las, de estender a mão a quem parece ter como desporto profissional puxá-la para trás. 🤣🤣🤣 E então aprendem a ficar mais quietas. Não por arrogância. Não por falta de sentimentos. Mas porque descobrem que a paz também é uma forma de amor-próprio. Há pessoas que entram na nossa vida para ficar. Outras entram apenas para nos ensinar aquilo que não queremos voltar a permitir. E está tudo bem. Nem todas as pessoas merecem acesso ilimitado à nossa vida. Algumas ficam muito bem na categoria “conheci, aprendi e segui caminho”. É uma categoria bastante saudável e, felizmente, não paga imposto. 🤣🤣🤣 Hoje, valorizo cada vez mais quem chega sem fazer barulho, quem respeita os meus silêncios, quem não exige versões de mim que já não existem e quem sabe estar sem precisar de ocupar tudo.😊 Porque ser uma pessoa boa não significa estar disponível para toda a gente. Às vezes, ser boa também é saber dizer: “Gosto de ti, mas daqui para a frente seguimos por estradas diferentes.” Sem guerras. Sem vinganças. Sem dramas. Só com aquela serenidade de quem finalmente percebeu que não precisa de levar toda a gente consigo para continuar a caminhar. E pronto… a Miúda Gira continua a acreditar nas pessoas. Só deixou de lhes entregar o mapa, as chaves de casa e o código do alarme. 🤫🤣🤣🤣
A infidelidade é um daqueles assuntos que ninguém gosta de ter à mesa. E, sinceramente, há mesas onde já existem problemas suficientes… não é preciso ainda acrescentar uma novela mexicana. 😂😂
Trair não é apenas envolver-se com outra pessoa.
A infidelidade é um daqueles assuntos que ninguém gosta de ter à mesa. E, sinceramente, há mesas onde já existem problemas suficientes… não é preciso ainda acrescentar uma novela mexicana. 😂😂 Trair não é apenas envolver-se com outra pessoa. Também pode começar numa mensagem escondida, numa conversa que precisa de ser apagada, num telemóvel que passa a ter mais segurança do que um banco, ou naquele misterioso “não é nada, é só uma amiga” que, curiosamente, nunca pode aparecer nas fotografias. 🙂↔️🤫😅😅 Claro que cada relação tem a sua história. Há problemas, afastamentos, crises, erros e momentos em que duas pessoas deixam de se entender. Mas uma coisa é ter problemas numa relação. Outra é resolver esses problemas pelas costas de quem está ao lado. Se o amor acabou, se os sentimentos mudaram ou se já não existe vontade de continuar, existe uma palavra bastante simples: conversa. Pode não ser a conversa mais agradável do mundo, mas continua a ser muito mais digna do que transformar uma relação num campeonato de esconder mensagens. E ninguém precisa de ser perfeito para amar alguém. Precisa é de ser honesto. Porque confiança, quando existe, não precisa de detectives, palavras-passe, Sherlock Holmes nem de uma equipa de investigação criminal. 🤣🤣🤣 No fundo, talvez o amor não precise de grandes promessas. Precisa de verdade, respeito e daquela tranquilidade maravilhosa de poder deixar o telemóvel em cima da mesa sem ninguém entrar imediatamente em modo CSI: Quarto do Casal. 😂🫣 E quando já não dá para continuar, que haja coragem para fechar uma porta antes de começar a abrir janelas às escondidas. É que até para sair de uma relação é preciso ter classe. E, se possível, deixar a novela mexicana para a televisão. ❤️😂
A mulher misteriosa continuava na sala, com aquele ar que fazia até o Fenando pensar duas vezes antes de se aproximar.
Finalmente, sorriu.
— Acho que está na altura de me apresentar. Chamo-me Francisca.
A Miúda Gira sorriu.
— Muito prazer, Francisca.
Capítulo 142 – A Francisca, a Fotografia e o Jantar Que Ninguém Pediu 🤣📸
A mulher misteriosa continuava na sala, com aquele ar que fazia até o Fenando pensar duas vezes antes de se aproximar. Finalmente, sorriu. — Acho que está na altura de me apresentar. Chamo-me Francisca. A Miúda Gira sorriu. — Muito prazer, Francisca. Francisca abriu a mala e tirou uma fotografia antiga. — Eu era muito amiga da Carla. Consuela aproximou-se imediatamente. — Da Carla? — Sim. Éramos muito amigas. Mostrou a fotografia. Era a fotografia do casamento da Carla. E lá estava Francisca, mais jovem, ao lado dos noivos.🤨 Fenando aproximou-se para ver melhor. Jacks espreitou por cima dele. Consuela ficou séria. A Miúda Gira olhou atentamente para a fotografia. E, de repente, Francisca soltou uma gargalhada: — Ahahahahahah… Uma gargalhada lenta, estranha e suficientemente sinistra para arrepiar até os pelos do Jacks. 🤣🤣🤣 Fenando recuou.🫣😅 — Eu não gostei nada desta parte. Jacks escondeu-se atrás dele. — Nem eu. Consuela apertou o pano do pó. — Eu sabia. Eu sabia que aquele ar não era normal!😂😂😂 A Miúda Gira, estranhamente calma, continuou a olhar para Francisca. — Então conheceste mesmo a minha avó… Francisca sorriu. — Conheci. E há muitas coisas que ainda tenho para te contar. Nesse momento, Alberto, que estava algures pela casa, murmurou: — Eu avisei… E desapareceu completamente. — Alberto? — chamou Fenando. Nada.😂😂😂 — Fugiu — disse Jacks. — E eu compreendo-o perfeitamente — respondeu Consuela. 🤨🫣 Francisca guardou novamente a fotografia e, como se nada de estranho tivesse acontecido, perguntou: — Espero não estar a incomodar… mas posso ficar para jantar com esta família maravilhosa? Silêncio. Consuela olhou para Fenando. Fenando olhou para Jacks. Jacks olhou para a porta. A Miúda Gira sorriu. — Claro! Consuela quase deixou cair o pano. — CLARO?! Jacks sussurrou: — Acho que vou jantar escondido atrás do sofá.😂😂😂 Fenando suspirou. — Eu vou contigo. E, algures pela casa, ouviu-se muito baixinho: — Eu não vou jantar… 🤣🤣🤣 Consuela fechou os olhos. — Pronto. Já começámos. 😂😂😂❤️ 📢Relatório da Consuela Nome da visitante: Francisca. Ligação à família: antiga amiga da Carla e presente no casamento. Prova apresentada: fotografia antiga do casamento. Gargalhada: completamente desnecessária e altamente arrepiante. Alberto: desapareceu. Fenando: desconfiado. Jacks: pronto para jantar atrás do sofá. Miúda Gira: convidou Francisca para jantar como se fosse a coisa mais normal do mundo. Consuela: ainda não sabe se põe a mesa ou chama reforços. Conclusão: Francisca entrou como visita… e já está convidada para jantar. Nesta casa, aparentemente, ninguém aprende. 🤣🤣🤣❤️
Porque, sejamos honestos, nenhuma casa está sempre arrumada. E nenhuma vida também. 😅😅
Às vezes, há quem entre e repare logo nas fissuras.🤨
Na parede que precisa de pintura.
Na divisão que está desarrumada.
Naquilo que não está exatamente como deveria estar.
Há casas que, vistas de fora, parecem impecáveis. Tudo arrumadinho, janelas bonitas, paredes direitas… quase parece que ali dentro nunca caiu uma colher ao chão. 🤣🤣 Mas quem entra percebe rapidamente que cada casa tem a sua própria história. Há gargalhadas, silêncios, conversas que ficam pela metade, dias bons, dias menos bons, preocupações escondidas e aquelas pequenas confusões que fazem parte da vida. Porque, sejamos honestos, nenhuma casa está sempre arrumada. E nenhuma vida também. 😅😅 Às vezes, há quem entre e repare logo nas fissuras.🤨 Na parede que precisa de pintura. Na divisão que está desarrumada. Naquilo que não está exatamente como deveria estar. E há quem olhe para tudo isso e pense: — Isto não é para mim. Tudo bem. Nem toda a gente foi feita para ficar. Mas também existem aquelas pessoas especiais que entram, olham para as nossas imperfeições e não fogem. Sentam-se. Conversam. Riem connosco. E, se for preciso, até ajudam a apanhar os cacos. Essas pessoas não procuram uma casa perfeita. Procuram um lugar onde possam sentir-se em casa. ❤️ Talvez devêssemos fazer o mesmo connosco. Parar de tentar esconder todas as nossas fissuras como se fossem um escândalo nacional. 😂😂😂 Temos dias em que estamos fortes e outros em que basta alguém perguntar “estás bem?” para quase precisarmos de uma conferência de imprensa. Temos partes bonitas, partes complicadas, algumas divisões ainda em obras e, provavelmente, uma gaveta onde ninguém sabe muito bem o que existe. E está tudo bem. Somos casas em constante renovação. Nem sempre sabemos reparar tudo. Nem sempre conseguimos manter tudo arrumado. E, às vezes, precisamos simplesmente de fechar a porta, respirar fundo e beber um café. ☕ Porque até as casas precisam de manutenção… e nós também. 🤣 Por isso, quem olhar para nós, que não se fique apenas pelas paredes. Que tenha a delicadeza de conhecer aquilo que existe por dentro. E quem decidir ficar, que fique pela verdade, não pela perfeição. Porque as casas mais bonitas não são necessariamente as que não têm fissuras. São aquelas onde, apesar delas, ainda existe luz, calor, amor e vontade de continuar a chamar-lhes lar. 🏠😊❤️
A mulher respirou fundo.
— Faço parte da família do Alberto Crespo.
Fenando e Jacks olharam imediatamente um para o outro.
Consuela estreitou os olhos.
— Família do Alberto Crespo?
— Sim. Vim porque soube que a senhora é neta da esposa dele. Há muito tempo que queria conhecê-la.
Capítulo 141 – A Visita, o Café e o “Ela É Má!” 🤣☕️
A mulher misteriosa continuava à porta, com aquele ar sério que fazia até o pano do pó da Consuela parecer uma arma de defesa. 🤣🤣🤣 A Miúda Gira sorriu. — Então… quem é a senhora? A mulher respirou fundo. — Faço parte da família do Alberto Crespo. Fenando e Jacks olharam imediatamente um para o outro. Consuela estreitou os olhos. — Família do Alberto Crespo? — Sim. Vim porque soube que a senhora é neta da esposa dele. Há muito tempo que queria conhecê-la. A Miúda Gira ficou surpreendida. — A sério? Então entre! Quer um café? Antes que a mulher pudesse responder, Consuela apareceu rapidamente: — Não há café.🤨 A Miúda Gira olhou para ela. — Não há? — Não. — Chá? — Também não.🤨 A mulher levantou uma sobrancelha. — Nem chá? Consuela sorriu. — Pois não. Temos de ir às compras. 🤣🤣🤣 Fenando virou a cabeça para Consuela. Jacks fez o mesmo. — Mas nós temos café… — murmurou Jacks. Consuela lançou-lhe um olhar. — Já não temos. — Ah. — E chá? — Também não. — Mas há uma caixa inteira… — Jacks! — Está bem, está bem. 🤣🤣🤣 Enquanto isso, Fenando e Jacks olharam discretamente para o Alberto. O fantasma estava completamente apavorado. A voz saiu quase num sussurro: — Ela é má… Fenando aproximou-se. — Má quanto? Alberto engoliu em seco. — Muito má. Jacks arregalou os olhos. — Tipo… Consuela quando encontra pó? — Pior. Fenando ficou sério. — Tipo Consuela quando alguém mexe nas coisas depois de ela limpar? Alberto respondeu: — Muito pior. Os dois olharam para Consuela. Depois para a mulher. Depois novamente para Alberto. Jacks murmurou: — Isto promete. A mulher voltou-se para a Miúda Gira com um sorriso. — Espero que possamos conversar com calma. Tenho muitas coisas para lhe contar sobre a sua família. Consuela apertou o pano do pó. — Claro… E acrescentou baixinho: — Mas primeiro vamos às compras. Fenando olhou para Jacks. — Ela está a fugir com elegância. — Não. Está a preparar a fuga. 🤣🤣🤣🤣 E Alberto, escondido algures pela casa, só conseguiu repetir: — Ela é má… muito má… Consuela ouviu a voz. — Alberto, eu ouvi isso! Silêncio absoluto. 📢Relatório da Consuela Visitante: familiar de Alberto Crespo. Motivo da visita: queria conhecer a neta da esposa dele. Ar: suspeito. Muito suspeito. Café: misteriosamente desaparecido. Chá: também. Fenando e Jacks: em estado de alerta. Alberto: apavorado e a repetir que a mulher é má. Consuela: desconfiada e pronta para ir às compras. Conclusão: Quando uma pessoa aparece à nossa porta a dizer que conhece a nossa família, traz segredos e o Alberto fica apavorado… é melhor não lhe oferecer café. 🤣🤣🤣❤️