🧠 Quando a cabeça diz: menina, chega!#Reflexão🍀

Porque há uma altura em que a cabeça começa a enviar notificações:
“Memória cheia.”
“Sistema lento.”
“Paciência indisponível.”
“Favor reiniciar a pessoa.” 🤣
Começam a faltar energia e concentração. A paciência fica com a validade ultrapassada. Pequenas coisas começam a parecer enormes e há dias em que uma simples pergunta — “O que queres para o jantar?” — parece uma entrevista de emprego.
— Não sei!

Há cansaços que se resolvem com uma noite bem dormida.
E depois há aqueles em que dormimos oito horas, acordamos e o cérebro responde:
— Bom dia! A bateria continua nos 2%, mas obrigada pela tentativa. 🤣
Um esgotamento psicológico e emocional não costuma aparecer de repente. Muitas vezes vai chegando devagarinho, enquanto se tenta fazer tudo: trabalhar, cuidar da casa, tratar dos outros, resolver problemas, responder a mensagens, cumprir prazos e ainda manter aquele ar maravilhoso de:
— Está tudo bem! 🤣🤣🤣
Não está.
E não faz mal admitir.
Porque há uma altura em que a cabeça começa a enviar notificações:
“Memória cheia.”
“Sistema lento.”
“Paciência indisponível.”
“Favor reiniciar a pessoa.” 🤣
Começam a faltar energia e concentração. A paciência fica com a validade ultrapassada. Pequenas coisas começam a parecer enormes e há dias em que uma simples pergunta — “O que queres para o jantar?” — parece uma entrevista de emprego.
— Não sei!
— Mas queres carne ou peixe?
— QUERO SILÊNCIO! 🤣🤣🤣
E não, isto não significa fraqueza.
Não significa preguiça.
Não significa que alguém deixou de gostar da vida.
Às vezes significa apenas que se carregou demasiado tempo em cima de uma bateria que já estava a pedir socorro.
O problema é que existe uma mania muito humana de só parar quando o corpo praticamente coloca uma faixa à porta:
ENCERRADO PARA MANUTENÇÃO.
E mesmo assim ainda pensamos:
— Só mais uma coisa…
Essa “uma coisa” transforma-se em cinco, depois em dez e, quando damos por ela, estamos emocionalmente a funcionar com a mesma velocidade de um computador de 2003. 🤣🤣
Talvez seja importante aprender a parar antes de chegar aí.
Dizer “não consigo” não é uma derrota.
Pedir ajuda não é uma vergonha.
Precisar de silêncio não é antipatia.
E descansar não é andar a fugir das responsabilidades.
É manutenção.
Tal como o carro precisa de revisão, nós também precisamos.
E ninguém diz:
— Que pessoa fraca, levou o carro à oficina.
Mas connosco parece que há sempre uma comissão interna pronta para fazer julgamentos.
— Devias conseguir mais.
— Tens de ser forte.
— Há pessoas que fazem muito mais.
Pois há.
Também há pessoas que comem sopa sem sal e gostam. Não precisamos de seguir todos os exemplos. 🤣🤣🤣
Cada pessoa tem os seus limites.
E respeitá-los é uma forma de inteligência, não de fraqueza.
Há dias em que precisamos de abrandar, desligar notificações, deixar algumas tarefas para amanhã e simplesmente existir sem estar a produzir, resolver ou salvar o mundo.
E, sinceramente, o mundo há de sobreviver umas horas sem a nossa intervenção.
Se não sobreviver… temos mesmo um problema maior. 🤨
Também não precisamos de estar sempre impecáveis.
Há dias em que o cabelo não coopera, a cara pede férias, o eyeliner decide seguir carreira própria e a paciência desaparece sem deixar morada.
E está tudo bem.
Somos pessoas.
Não somos máquinas com atualização automática, carregamento rápido e garantia de fábrica. 🤣🤣
Por isso, talvez valha a pena ouvir os pequenos sinais antes que se transformem em megafone.
Dormir.
Respirar.
Desacelerar.
Pedir ajuda.
Dizer não.
Tomar um café em paz.
E, se for preciso, ficar quietinha sem culpa.
Porque ninguém precisa de chegar ao limite para ter autorização para descansar.
Às vezes, parar não é desistir.
É simplesmente dizer à nossa cabeça:
— Anda cá, miúda… vamos sentar-nos um bocadinho. O mundo pode esperar. ☕😁🥰❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

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