Poucas pessoas, mas as certas😉🍀❤️🧡#Reflexão🍀 

E depois acontece aquela coisa engraçada da vida: vamos ficando mais selectivos.
Já não sentimos necessidade de agradar a toda a gente, de estar presentes em todos os lugares ou de manter relações apenas porque existem há muitos anos.
Percebemos que algumas pessoas fizeram parte da nossa história, mas não precisam obrigatoriamente de continuar em todos os capítulos.
E está tudo bem.

Com o passar dos anos, começamos a perceber que ter muitas pessoas à nossa volta não significa necessariamente nunca estarmos sozinhos.
Às vezes, podemos estar rodeados de gente e continuar a sentir falta de companhia verdadeira.
E depois acontece aquela coisa engraçada da vida: vamos ficando mais selectivos.
Já não sentimos necessidade de agradar a toda a gente, de estar presentes em todos os lugares ou de manter relações apenas porque existem há muitos anos.
Percebemos que algumas pessoas fizeram parte da nossa história, mas não precisam obrigatoriamente de continuar em todos os capítulos.
E está tudo bem.
Não é frieza. É maturidade.
É também aquela fase em que começamos a olhar para certas relações e pensamos:
“Eu já não tenho idade nem bateria emocional para isto.” 🤣🤣
Aprendemos a valorizar quem está nos dias bons, mas principalmente quem não desaparece quando os dias ficam menos bonitos. Quem sabe ouvir sem transformar tudo numa competição. Quem respeita os nossos silêncios, celebra as nossas conquistas e não precisa de diminuir a nossa luz para se sentir iluminado.
São essas pessoas que fazem diferença.
Não precisamos de uma agenda cheia de nomes, de centenas de contactos ou de uma plateia permanente à nossa volta.
Precisamos de algumas pessoas com quem possamos ser exactamente quem somos — até nos dias em que estamos com o cabelo impossível, a paciência desaparecida e a vontade de socializar escondida algures debaixo do sofá. 🤣🤣
E, sobretudo, pessoas com quem possamos estar em silêncio sem sentirmos aquela obrigação de inventar assunto só porque o silêncio ficou demasiado comprido.
Porque isso também é amizade: não precisar de preencher todos os espaços com palavras.
Com o tempo, aprendemos ainda que nem toda a ausência precisa de ser lamentada. Algumas simplesmente libertam espaço para aquilo que realmente importa.
E talvez seja por isso que, à medida que envelhecemos, o círculo vá ficando mais pequeno.
Não porque tenhamos ficado mais frios, mas porque finalmente percebemos que qualidade dá muito menos trabalho do que quantidade.
Não precisamos de vinte pessoas a dizer “estou aqui” e depois desaparecerem à primeira dificuldade.
Às vezes, bastam duas ou três que apareçam mesmo — sem avisar, sem fazer barulho e, se possível, com café. ☕🤣🤪
No fundo, a vida não se mede pelo número de pessoas que passam por nós.
Mede-se pelas que deixam algo bonito quando passam… e pelas que, mesmo ficando, nunca nos fazem sentir que precisamos de representar um papel.
Poucas pessoas podem ser suficientes.
Desde que sejam verdadeiras.
Desde que exista respeito.
Desde que haja reciprocidade.
Desde que possamos contar umas com as outras sem precisar de marcar uma reunião, fazer uma acta e apresentar o relatório trimestral da amizade. 😆😅
Porque, no fim, talvez uma das maiores riquezas da vida seja mesmo esta:
ter menos pessoas à nossa volta, mas mais verdade dentro das relações que escolhemos manter. ❤️🥰

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crónicas do Fenando, do Jacks …e do Alberto🐱🐶👻-Capítulo 152 — A Música que Desbloqueou uma Memória🎶🎸👻😂

Hoje quero música agradável. Daquelas que dão vontade de relaxar e não de procurar imediatamente uns tampões para os ouvidos.
Escolheu uma música tranquila e ficou todo contente a ouvir.
Entretanto, Sherlock Fenando estava à janela, a aproveitar uns minutos de sol antes de regressar ao computador.
Estava a aquecer o pelo, a pensar na investigação e, sobretudo, na mulher misteriosa.

Capítulo 152 — A Música que Desbloqueou uma Memória🎶🎸👻😂

Naquela manhã, Jacks acordou com uma vontade enorme de ouvir música.
Mas havia uma condição muito importante:
não podia ser o Alberto a cantar. 🎶😅😅
— Hoje quero música agradável. Daquelas que dão vontade de relaxar e não de procurar imediatamente uns tampões para os ouvidos.
Escolheu uma música tranquila e ficou todo contente a ouvir.
Entretanto, Sherlock Fenando estava à janela, a aproveitar uns minutos de sol antes de regressar ao computador.
Estava a aquecer o pelo, a pensar na investigação e, sobretudo, na mulher misteriosa.
— Esposa de Alberto Crespo… elegante… gostava de dançar… — murmurava, enquanto coçava os bigodes.
Quando finalmente ia regressar ao computador, ouviu a música que Jacks tinha colocado.
Fenando parou.
— Hum…
No mesmo instante, Alberto apareceu no corredor.
Ouviu a música.
Parou.
Olhou para o vazio.
E ficou completamente imóvel.
Fenando percebeu imediatamente.
— Alberto?
Alberto não respondeu.
A música continuava.
De repente, levou a mão à cabeça.
— Eu conheço esta música…
Jacks levantou-se.
— Gostas?
Alberto olhou para ele, completamente surpreendido.
— Não é isso…
Fez uma pausa.
— Esta música… eu ouvia-a com a minha mulher.
Fenando quase saltou da janela.
— O quê?!
Jacks ficou de boca aberta.
— Lembraste-te dela?
Alberto fechou os olhos.
E começaram a surgir pequenas imagens na sua memória.
Uma sala.
Aquela música.
A mulher elegante da fotografia.
E os dois a dançarem.
Alberto abriu os olhos.
— Ela adorava esta música!
Fenando correu imediatamente para o computador.
— Jacks, aumenta o volume!
Jacks olhou para ele.
— Tens a certeza?
— Sim!
— Mesmo sendo música?
— Sim!
Jacks aumentou.
Alberto começou a sorrir.
— Lembro-me dela a dançar…
Fenando coçou os bigodes, completamente concentrado.
— Finalmente temos uma memória concreta.
Alberto ficou emocionado.
Depois olhou para Jacks.
— Obrigado por escolheres esta música.
Jacks sorriu.
— De nada.
Fez uma pausa.
— E reparaste que, pela primeira vez, uma música nesta casa provocou uma memória e não uma queixa dos vizinhos?
Fenando olhou para Alberto.
Alberto olhou para Jacks.
E os três começaram a rir.
Até Alberto levantar um dedo.
— Posso cantar agora?
Fenando e Jacks responderam imediatamente:
— NÃO! 🤣🤣🤣
Alberto suspirou.
— Está bem… mas esta memória merecia pelo menos um pequeno…
— Alberto!
— Já parei!
E pela primeira vez, O Sole Mio não apareceu.
Sherlock Fenando tinha encontrado uma pista muito mais importante:
uma música podia ser a chave para recuperar o passado de Alberto. ❤️
🐱Pensamento do Fenando:
“Finalmente! Uma memória verdadeira. Agora preciso de descobrir que outras músicas podem ajudá-lo a lembrar-se.”
🐶Pensamento do Jacks:
“Hoje descobri que escolher música também pode salvar uma investigação. E, melhor ainda, não tive de ouvir o Alberto cantar.” 😂😂😂
👻Pensamento do Alberto:
“Lembrei-me dela… da música, da dança e daquele momento. Talvez o meu passado esteja finalmente a voltar. Mas continuo a achar que o O Sole Mio também poderia ajudar…” 🎶🤣🤣
Continua… 😂❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Do you believe in Karma?

I believe that everything has a return.
Not necessarily at the time we expect, or in the way we imagine. Sometimes the return is a consequence. Sometimes it’s a lesson. Sometimes it’s simply losing something we took for granted.
And sometimes… life has a sense of humour that is better than any comedian. 🤣

🇬🇧
Do I believe in Karma?
Yes, I do.
Not because I think the universe sits somewhere with a notebook, keeping track of everyone’s mistakes and saying, “Right… let’s see what we can do about this one.” 😅
I believe in Karma because, throughout my life, I have witnessed situations that made me think there really is some kind of return in the way things happen.
I’ve seen people receive back the same kind of energy they once gave to others. I’ve seen attitudes, choices and actions eventually have consequences. And I’ve learned that sometimes we don’t need to do anything at all.
Life has a strange way of putting things back into place.
I believe that everything has a return.
Not necessarily at the time we expect, or in the way we imagine. Sometimes the return is a consequence. Sometimes it’s a lesson. Sometimes it’s simply losing something we took for granted.
And sometimes… life has a sense of humour that is better than any comedian. 🤣
That’s why I don’t believe in revenge.
If someone hurts me, I don’t need to spend my time wishing them the same. I prefer to step away, learn what I need to learn and let life take care of the rest.
Because what we put into the world matters.
Kindness matters. Respect matters. Honesty matters. And so do the opposite.
Maybe Karma isn’t about punishment.
Maybe it’s simply about consequences.
And after everything I’ve seen in my own life, I still believe that what we give eventually finds its way back to us.
So yes, I believe in Karma.
And I also believe that sometimes the best thing we can do is sit quietly, live our lives and let the universe do the paperwork.😂 ❤️
Acreditas em Karma?
🇵🇹Acredito no Karma
Acredito em Karma.
Não porque imagine o universo sentado algures com um caderno, a apontar os erros de cada pessoa e a pensar:
“Ora bem… vamos lá ver o que fazemos com este.” 😅
Acredito porque, ao longo da minha vida, já vi acontecerem situações que me fizeram pensar que existe, de facto, uma espécie de retorno naquilo que fazemos, dizemos e provocamos nos outros.
Já vi pessoas receberem de volta o mesmo tipo de energia que um dia deram. Já vi atitudes terem consequências e escolhas acabarem por mostrar aquilo que realmente significavam.
E também aprendi uma coisa importante: nem sempre precisamos de fazer alguma coisa.
Há situações que a própria vida acaba por resolver.
Eu acredito que tudo tem um retorno.
Nem sempre no momento que esperamos. Nem sempre da forma que imaginamos. Às vezes, o retorno é uma consequência. Outras vezes é uma aprendizagem. E, algumas vezes, é simplesmente perdermos algo que não soubemos valorizar.
E depois há aquelas situações em que a vida demonstra ter um sentido de humor absolutamente extraordinário. 😂
Por isso, não acredito em vingança.
Quando alguém me magoa, não preciso de desejar que lhe aconteça o mesmo. Prefiro afastar-me, aprender o que tiver para aprender e continuar o meu caminho.
Porque acredito que aquilo que colocamos no mundo tem importância.
A bondade tem retorno.
O respeito tem retorno.
A honestidade tem retorno.
E, infelizmente, as atitudes menos bonitas também costumam encontrar o caminho de volta.
Talvez o Karma não seja propriamente castigo.
Talvez seja apenas consequência.
E depois de algumas coisas que já vi acontecer na minha própria vida, continuo a acreditar que aquilo que damos acaba, de uma forma ou de outra, por voltar até nós.
Por isso, sim… acredito no Karma. ❤️
Mas não fico à espera que ele faça justiça por mim.
Vivo a minha vida, sigo em frente e deixo o resto nas mãos da vida.
Até porque, convenhamos… há assuntos que não precisam da nossa intervenção. O universo que trate da papelada. 😅❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crónicas de uma Miúda Gira 🥰❤️-Capítulo 129 – A Segunda Hipnose, os Corações e a Paciência da Consuela ❤️😂

Consuela ficou quietinha.
Ou quase.
Porque a certa altura já estava a mexer o pé debaixo da cadeira.
— Consuela — disse o médico.
— Estou quieta!
— Eu não disse nada.
— Pois… mas eu sei que estava a pensar. 😅
Depois de algum tempo, a sessão terminou.
Consuela olhou para a Miúda Gira.
— Então?
A Miúda Gira abriu os olhos.
— Vamos para casa?
Consuela suspirou.
— Vamos.

Capítulo 129 – A Segunda Hipnose, os Corações e a Paciência da Consuela ❤️😂

No dia seguinte, Consuela levou novamente a Miúda Gira ao médico que tinha feito a hipnose.
Foi pelo caminho inteiro a tentar manter a calma.
— Vai correr tudo bem — dizia para si própria.
Depois olhava para a Miúda Gira.
— Espero eu.
O médico voltou a examiná-la com atenção e, depois de conversar com ela, decidiu repetir o tratamento.
Consuela sentou-se e respirou fundo.
— Pronto… vamos lá outra vez.
A Miúda Gira fechou os olhos.
O médico iniciou novamente a hipnose.
Consuela ficou quietinha.
Ou quase.
Porque a certa altura já estava a mexer o pé debaixo da cadeira.
— Consuela — disse o médico.
— Estou quieta!
— Eu não disse nada.
— Pois… mas eu sei que estava a pensar. 😅
Depois de algum tempo, a sessão terminou.
Consuela olhou para a Miúda Gira.
— Então?
A Miúda Gira abriu os olhos.
— Vamos para casa?
Consuela suspirou.
— Vamos.
E lá foram as duas.
Quando chegaram, Fenando, Jacks e Alberto estavam à espera como se fossem uma comissão de receção.
Fenando correu para a Miúda Gira.
Jacks abanou a cauda.
Alberto apareceu junto aos cortinados.
— Então? — perguntou Consuela.
— O médico disse que este processo pode demorar bastante — explicou.
Os três ficaram em silêncio.
Fenando olhou para Jacks.
Jacks olhou para Alberto.
Alberto olhou para Consuela.
— E agora? — perguntou ele.
Consuela encolheu os ombros.
— Agora temos de ter paciência.
Nesse momento, a Miúda Gira aproximou-se deles.
Olhou para Fenando.
Depois para Jacks.
Depois para Alberto.
E disse, com toda a naturalidade:
— Gosto muito, muito de vocês.
E fez um coração com as mãos. ❤️
Fenando ficou imóvel.
Jacks sentou-se.
Alberto deixou cair qualquer coisa invisível que tinha na mão.
Consuela ficou a olhar.
— Bem…
A Miúda Gira repetiu:
— Gosto mesmo muito de vocês.
E voltou a fazer o coração.
Fenando começou a miar.
Jacks começou a abanar a cauda como um helicóptero.
Alberto levou a mão ao peito.
— Pelo menos alguma coisa está a voltar.
Consuela sorriu.
— Talvez.
A Miúda Gira virou-se então para a cozinha.
— Às cinco é hora do chá.
Consuela fechou os olhos.
— E lá se foi a esperança. 🤣🤣🤣
Fenando aproximou-se de Jacks.
— Achas que ela se vai lembrar de nós?
Jacks pensou.
— Não sei.
— E o que fazemos entretanto?
Jacks olhou para a Miúda Gira.
Ela estava novamente a preparar o chá das cinco.🤪
— Acho que esperamos.
Alberto apareceu ao lado deles.
— E cantamos?
Fenando e Jacks responderam ao mesmo tempo:
— NÃO!
🤣🤣🤣🤣
Consuela voltou a pegar no pano do pó.
— O médico disse que pode demorar.
Passou o pano pela mesa.
— Portanto, temos tempo.
Mais uma passagem.
— Muito tempo.
Outra.
— Tempo suficiente para limpar a casa inteira.
Fenando arregalou os olhos.
Jacks escondeu-se atrás do sofá.
Alberto desapareceu imediatamente para dentro dos cortinados.
Consuela olhou à volta.
— O quê? Também não era preciso fugir!
A Miúda Gira apareceu à porta da sala.
— Consuela?
— Sim?
— Gosto muito de ti.
E fez novamente o coração com as mãos.
Consuela ficou com os olhos húmidos.
Sorriu.🥰
— Eu também gosto muito de ti, sua maluca.
E continuou a limpar o pó.
Porque, naquela casa, enquanto a memória fazia o seu caminho de volta…
o amor já sabia perfeitamente onde morava. ❤️🧡
📢Relatório da Consuela
Assunto: Segunda sessão de hipnose.
Resultado: Processo continua.
Memória: Ainda a fazer turismo. 😅😅
Novidade: Miúda Gira começou a dizer que gosta muito de todos e a fazer corações. ❤️
Fenando: Emocionado e confuso.
Jacks: Emocionado e à procura de bolachas.
Alberto: Emocionado e proibido de cantar.
Consuela: A tentar ter paciência enquanto limpa o pó.
Conclusão médica: Pode demorar.
Conclusão da Consuela: Então esperamos. Mas ninguém me tira o pano do pó. 😝❤️🧡

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crónicas do Fenando, do Jacks …e do Alberto😺🐶👻-Capítulo 152 — Uma Memória do Além⭐⭐⭐⭐⭐😇

— A minha memória de quando estava vivo vai voltar. Aos poucos… e, provavelmente, através de alguma coisa que desperte essas lembranças.
Fenando olhou para a fotografia.
— Talvez seja esta mulher.
Alberto aproximou-se.
Ficou alguns segundos a olhar para a imagem.
De repente…
ZÁS!

Alberto estava estranhamente calado.
— Alberto, estás bem?
O fantasma suspirou.
— Na minha viagem ao Além disseram-me uma coisa importante.
Fenando aproximou-se.
— O quê?
— A minha memória de quando estava vivo vai voltar. Aos poucos… e, provavelmente, através de alguma coisa que desperte essas lembranças.
Fenando olhou para a fotografia.
— Talvez seja esta mulher.
Alberto aproximou-se.
Ficou alguns segundos a olhar para a imagem.
De repente…
ZÁS!
Alberto deu um enorme salto fantasma.
— AHH!
Fenando ficou boquiaberto.
— Alberto?!
O fantasma levou a mão à cabeça e murmurou qualquer coisa, quase num sussurro.
— …não podia ter sido…
Fenando aproximou-se rapidamente.😸😸😸
— O que disseste?
Alberto piscou os olhos.
— Não sei…
— Mas lembraste-te de alguma coisa?
Alberto voltou a olhar para a fotografia.
— Talvez…
Fenando ficou completamente atento.
Entretanto, Jacks estava junto à janela, muito mais interessado noutra investigação.
— Pombinhos… venham cá! O Jacks tem pipocas para vocês! 🤣🤣🐶
Fenando olhou para ele.
— Jacks, estamos a tentar descobrir um mistério!
— Eu também!
— A fazer o quê?
Jacks mostrou a taça.
— A ganhar a confiança das testemunhas.
Fenando fechou os olhos.
— Testemunhas?
— Os pombinhos. Nunca se sabe o que podem ter visto.
Alberto começou a rir.
— Acho que os pombos não vão ajudar muito.
Jacks olhou para ele, muito sério.
— Isso é o que tu pensas.
Um pombo pousou no parapeito.
Jacks abriu um enorme sorriso.
— Estás a ver?! Temos o primeiro informador! 🤣
Fenando abanou a cabeça.
— Isto está a ficar cada vez mais estranho.
Alberto voltou a olhar para a fotografia.
Aquele pequeno lampejo de memória não lhe saía da cabeça.
Talvez, finalmente, alguma coisa estivesse a começar a voltar.
E talvez a mulher misteriosa fosse a chave para descobrir toda a verdade.
Mas, por enquanto, Sherlock Fenando tinha uma investigação para continuar…
…e Jacks tinha um pombo para subornar com pipocas. 😅😅
😺 Pensamento do Fenando:
“Alberto lembrou-se de qualquer coisa. Ainda não sei o quê, mas estamos cada vez mais perto da verdade.”
🐶Pensamento do Jacks:
“Os pombinhos têm informações. E eu tenho pipocas. Portanto, a investigação está muito bem encaminhada.” 🤣🤣🤣
👻 Pensamento do Alberto:
“A minha memória vai voltar… eu senti isso. Só preciso de descobrir o que aquela imagem despertou em mim.” 😆
Continua… 😉❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

O Poder dos Pequenos Pormenores nas Nossas Vidas⭐⭐⭐⭐⭐#Reflexão🍀

Não precisamos de declarações à janela, serenatas debaixo de chuva ou de um helicóptero a sobrevoar a nossa casa com uma faixa a dizer “Gosto de ti!”. Convenhamos que, além de ser caro, ainda dá trabalho explicar aos vizinhos. 🤣🤣

Já repararam como, muitas vezes, são as coisas mais pequenas que nos fazem gostar — ou deixar de gostar — de alguém?
Não precisamos de declarações à janela, serenatas debaixo de chuva ou de um helicóptero a sobrevoar a nossa casa com uma faixa a dizer “Gosto de ti!”. Convenhamos que, além de ser caro, ainda dá trabalho explicar aos vizinhos. 🤣🤣
A verdade é que a admiração e o desencanto vivem muito nos pormenores.
Está na forma como alguém nos ouve, mesmo quando estamos a contar uma história que, para o resto do planeta, provavelmente merecia apenas um “ah, sim?”. Está naquela mensagem inesperada a perguntar se correu tudo bem. Num “chegaste bem?”. Num café feito sem pedirmos. Num sorriso sincero num daqueles dias em que até o espelho parece estar contra nós.
São pequenos gestos, aparentemente insignificantes, mas que dizem muito.
Porque carinho não precisa de fazer barulho.
Às vezes, é apenas alguém lembrar-se de uma coisa que dissemos há semanas. É reparar que não estamos bem sem precisarmos de anunciar ao mundo inteiro. É estar presente sem transformar a presença num favor que teremos de pagar em prestações emocionais.
E depois existem os outros pormenores…
A indiferença repetida. A falta de consideração. O silêncio quando era preciso uma palavra. Aquelas pequenas ausências que, de tão frequentes, deixam de parecer pequenas.
E é aí que percebemos uma coisa curiosa: as relações raramente acabam por causa de um único grande acontecimento. Muitas vezes, vão perdendo cor através de pequenas coisas que se repetem.
No fundo, as grandes atitudes podem impressionar durante cinco minutos.
Os pormenores, esses, ficam.
Por isso, talvez devêssemos prestar mais atenção ao que fazemos e ao que recebemos. Não para andarmos pela vida com uma lupa atrás das pessoas — isso já seria excesso de zelo e, provavelmente, coisa para chamar a Consuela. 😂😁
Mas para percebermos que aquilo que parece pequeno pode ter um significado enorme.
Um gesto pode dizer “estou aqui”.
Uma ausência pode dizer “não me importo”.
Um cuidado pode aproximar.
Uma indiferença pode afastar.
E talvez uma das coisas mais bonitas que podemos fazer seja tornarmo-nos, também nós, um bom pormenor na vida de alguém.
Aquela mensagem que chega na hora certa.
Aquela gargalhada que melhora um dia mau.
Aquele abraço que não precisa de explicação.
Ou simplesmente aquele “como estás?” que vem acompanhado da verdadeira intenção de ouvir a resposta.
Porque, no fim, a vida é feita de grandes momentos, sim…
Mas são os pequenos pormenores que lhe dão significado.
E se podemos escolher que marca deixamos nos outros, que seja uma boa.
Nem que seja pequenina.
Afinal, também são os pormenores que fazem uma miúda gira sorrir. 😉🤜🤛💯❤️🧡🙌

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crónicas de uma Miúda Gira🥰❤️- Capítulo 128 – O Dueto, a Consulta Telefónica e o Plano Secreto dos Patudos 🤣🎤🐶😸👻

Alberto estava no quintal a cantar baixinho.👻🤣🤣🤣
E, de repente…
A Miúda Gira juntou-se a ele.
— Alberto, essa música é linda!
Alberto parou de cantar.
— Tu estás a ouvir-me?
— Claro!
Consuela, que estava na cozinha, ficou imediatamente em alerta.
A Miúda Gira aproximou-se de Alberto e começou a cantar com ele.
Primeiro baixinho.
Depois mais alto.

Capítulo 128 – O Dueto, a Consulta Telefónica e o Plano Secreto dos Patudos 🤣🎤🐶😸👻

A situação tinha chegado a um novo nível.
A Miúda Gira continuava a comportar-se de maneira estranha, mas naquele dia aconteceu uma coisa que ninguém estava preparado para testemunhar.
Alberto estava no quintal a cantar baixinho.👻🤣🤣🤣
E, de repente…
A Miúda Gira juntou-se a ele.
— Alberto, essa música é linda!
Alberto parou de cantar.
— Tu estás a ouvir-me?
— Claro!
Consuela, que estava na cozinha, ficou imediatamente em alerta.
A Miúda Gira aproximou-se de Alberto e começou a cantar com ele.
Primeiro baixinho.
Depois mais alto.
Depois já estavam os dois completamente entregues à música.
Fenando apareceu à janela.
Jacks veio atrás.
Consuela largou o pano do pó.
— Isto está a piorar…
A Miúda Gira terminou a música, olhou para Alberto e disse:
— Já sei!
Alberto ficou apreensivo.
— O quê?
— Vamos formar um dueto!
Silêncio.
Alberto ficou tão surpreendido que quase se esqueceu de que era invisível.
— Um… dueto?
— Sim! Tu cantas e eu canto. Podemos chamar-nos…
Pensou durante alguns segundos.
— Os Dois do Além!
Alberto ficou calado.
Consuela tapou a cara com as mãos.
— Não.
A Miúda Gira continuou:
— Ou Alberto & Miúda Gira — A Voz e o Mistério!
Fenando começou a miar.
Jacks começou a ladrar.
Alberto parecia dividido entre a felicidade e o pânico.
— Eu gosto da ideia…
Consuela apontou-lhe o dedo.
— Não incentives!
😅😅😅😅
Enquanto isso, Consuela pegou no telemóvel.
— Vou ligar ao médico.
— Boa ideia — disse Alberto.
— E tu não cantas enquanto eu falo!
— Prometo.
Consuela ligou.
— Boa tarde, doutor. Sou a Consuela. Lembra-se da Miúda Gira que fez a hipnose?
Do outro lado, o médico respondeu.
Consuela começou a explicar:
— Pois… até meio da viagem estava normal. Depois chegou a casa e não reconhecia ninguém. Agora fala de chá às cinco da tarde, quer comer lasanha duas vezes por semana, dança no quintal como se estivesse num baile e acaba de formar um dueto com um fantasma.
Pausa.
— Sim, doutor. Um fantasma.
Alberto levantou a mão.
— Invisível.
Consuela tapou o microfone.
— Eu sei que és invisível!
Fenando quase caiu do sofá de tanto rir.
O médico pediu para levarem a Miúda Gira novamente para ser observada.
— Sim, claro — respondeu Consuela. — Vamos levá-la.
Desligou.
— Amanhã voltamos ao médico.
A Miúda Gira, que estava a ensaiar uma nova música com Alberto, respondeu:
— Só depois do ensaio.
Consuela fechou os olhos.
— Claro.
Entretanto, Fenando e Jacks afastaram-se para uma reunião privada.
Fenando olhou para Jacks.
— Temos de fazer alguma coisa.
Jacks abanou a cauda.
— Concordo.
— Temos de descobrir como ajudá-la.
Jacks pensou.
— Bolachas?
Fenando ficou sério.
— Não.
— Uma bolacha grande?
— Não.
— Duas?
Fenando suspirou.
— Jacks, isto é sério.
Jacks baixou a cabeça.
— Está bem.
Fenando aproximou-se.
— Talvez devêssemos fazê-la lembrar-se de coisas da casa.
— Como?
— Mostrar-lhe fotografias.
Jacks pensou.
— Fotografias nossas?
— Sim.
— Com bolachas?
Fenando olhou para ele.
— Estás obcecado.
— Estou focado no tratamento.
🤣🤣🤣🤣
Fenando continuou:
— Podemos mostrar-lhe o sofá, o quintal, a cozinha…
Jacks teve uma ideia.
— E o armário das bolachas!
Fenando ficou em silêncio.
— Sabes que mais?
— O quê?
— Talvez tenhas razão.
Os dois apertaram as patas.
— Operação Trazer a Miúda Gira de Volta começa amanhã!
No quintal, entretanto, ouviu-se:
— Um, dois, três… e entra o refrão!
Era a Miúda Gira.
E Alberto.
A ensaiar o dueto.
Consuela olhou para o teto.
— Amanhã vamos ao médico.
Fez uma pausa.
— E, se ele não conseguir resolver isto…
Olhou para Fenando e Jacks.
— …vamos ter de arranjar um produtor musical.
🤪🤣😆❤️
📢Relatório da Consuela
Assunto: Estado atual da Miúda Gira.
Memória: Continua desaparecida.
Novidade: Formação oficial de um dueto com Alberto.
Nome provisório: “Os Dois do Além”.
Fenando e Jacks: Criaram a Operação Trazer a Miúda Gira de Volta.
Tratamento sugerido pelos patudos: Fotografias e, aparentemente, bolachas.
Consulta: Médico contactado e nova avaliação marcada.
Consuela: A tentar manter a sanidade.
Conclusão: Se a memória não voltar, pelo menos já temos banda. 🤣🤣🤪❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crónicas do Fenando, do Jacks …e do Alberto😺🐶👻-Capítulo 151 — Sherlock Fenando e a Esposa Misteriosa😁😉🤣🤣

Fenando arregalou os olhos.
— Temos resposta!
Jacks apareceu a correr.
— Descobriram quem ela é?
Fenando começou a ler:
“Reconheço esta senhora. Era a esposa de Alberto Crespo. Era uma mulher muito elegante e adorava dançar.”
Fenando ficou em silêncio.

Capítulo 151 — Sherlock Fenando e a Esposa Misteriosa😁😉🤣🤣

Sherlock Fenando estava sentado em frente ao computador, a olhar para o perfil que tinha criado com a fotografia da mulher misteriosa.
Já tinha verificado a página umas vinte vezes.
— Nada… nada… nada…
Até que apareceu uma nova mensagem.
Fenando arregalou os olhos.
— Temos resposta!
Jacks apareceu a correr.
— Descobriram quem ela é?
Fenando começou a ler:
“Reconheço esta senhora. Era a esposa de Alberto Crespo. Era uma mulher muito elegante e adorava dançar.”
Fenando ficou em silêncio.
Olhou para a fotografia.
Depois para o computador.
E voltou a olhar para a fotografia.
— A esposa de Alberto…
Jacks deu um salto.
Depois outro.
E mais outro.
— DESCOBRIMOS! DESCOBRIMOS!
Fenando tentou manter a postura de detective profissional.
— Jacks, calma.
— CALMA?! SABEMOS QUEM ELA ERA!
Jacks deu mais um salto que quase parecia ter sido treinado para os Jogos Olímpicos.
— Vou fazer pipocas!
— Pipocas?
— Uma descoberta destas merece uma festa!
E desapareceu imediatamente para a cozinha.
Fenando continuava pensativo.
— A esposa de Alberto… elegante… gostava de dançar…
De repente, a porta abriu-se.
Alberto tinha regressado do Além.
— Irmandade! Voltei!
Jacks apareceu com um saco de milho para pipocas.
— Alberto! Temos novidades!
— Eu também tenho!
Fenando levantou uma sobrancelha.
— O que descobriste no Além?
Alberto fez uma pausa dramática.
— Descobri que…
Todos ficaram atentos.
— …eu era mesmo muito conhecido!
Fenando ficou sério.
— Isso já sabíamos.
— Sim, mas agora descobri outra coisa!
Jacks aproximou-se.
— O quê?
Alberto abriu os braços.
— No Além também conhecem a minha carreira musical!
Fenando fechou os olhos.
— Lá vamos nós…
Alberto continuou:
— E disseram-me que tenho uma voz extraordinária!
Jacks ficou entusiasmado.
— A sério?
— Sim!
Fenando olhou para ele.
— Quem te disse isso?
Alberto respondeu com toda a convicção:
— Eu.
Silêncio.
Jacks começou a rir.
Fenando abanou a cabeça.
— Portanto, foste ao Além, descobriste que eras famoso e ainda recebeste uma crítica musical feita por ti próprio.
— Exactamente!
Nesse momento, Jacks começou a preparar as pipocas.
— Hoje temos festa!
Alberto sorriu.
— E eu posso cantar!
Fenando apontou imediatamente para ele.
— Só depois das pipocas.
Alberto ficou pensativo.
— Está bem.
Fez uma pausa.
— Posso cantar enquanto elas rebentam?
Fenando e Jacks responderam ao mesmo tempo:
— NÃO! 😂😂😂
E assim, entre uma nova pista sobre a esposa de Alberto, pipocas a caminho e um fantasma convencido de que era uma estrela internacional, a investigação de Sherlock Fenando dava mais um passo.
Mas uma pergunta permanecia:
Quem era aquela elegante mulher que adorava dançar… e o que sabia ela sobre a história de Alberto Crespo?
A irmandade ainda tinha muito para descobrir. ❤️🤣🤣
😺Pensamento do Fenando:
“Finalmente temos uma pista concreta. Agora preciso de descobrir tudo sobre esta mulher. E, sobretudo, perceber o que aconteceu naquela noite.”
🐶Pensamento do Jacks:
“Ela era elegante, gostava de dançar e foi esposa do Alberto. Isto merece pipocas. Muitas pipocas.” 😅
👻 Pensamento do Alberto:
“Eu tinha uma esposa que gostava de dançar… e eu não me lembrava de nada disso. Preciso recuperar a memória. Mas primeiro quero saber se no Além já ouviram a minha nova versão do O Sole Mio.” 🤣🤣
Continua… 🤣❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Em construção… e sem manual de instruções😁😉🧚

Estou em processo.
E, pensando bem, acho que todos estamos. Uns assumem, outros fazem de conta que já vêm completos de fábrica. 😂😂
Há coisas em mim que ainda estou a aprender. Outras que preciso de reprogramar, porque claramente algumas configurações vieram com defeito de origem e ninguém se lembrou de deixar o manual de instruções.😅🤦
Há coisas que sou e já não quero ser.

Estou em processo.
E, pensando bem, acho que todos estamos. Uns assumem, outros fazem de conta que já vêm completos de fábrica. 😂😂
Há coisas em mim que ainda estou a aprender. Outras que preciso de reprogramar, porque claramente algumas configurações vieram com defeito de origem e ninguém se lembrou de deixar o manual de instruções.😅🤦
Há coisas que sou e já não quero ser.
Há coisas que ainda não sou, mas gostava de vir a ser.
E há outras que sou… mas ainda nem eu própria descobri. Ando a fazer investigação interna. Sem Sherlock Holmes, porque também não quero exagerar. 🤣🤣
A verdade é que mudar não significa deixar de ser quem somos. Às vezes significa apenas retirar algumas camadas que fomos acumulando pelo caminho: medos, inseguranças, culpas, expectativas dos outros e aquela mania de querer agradar a toda a gente… coisa que, diga-se de passagem, dá uma trabalheira desgraçada.
Estou em construção.
Mas já estive em demolição.
E há uma diferença enorme entre as duas.
Na demolição, parece que tudo desaba.
Na construção, percebemos que algumas coisas tinham mesmo de ir abaixo para podermos levantar algo mais nosso.
Nem sempre sabemos exactamente o que estamos a construir. Às vezes temos apenas uma ideia vaga, umas quantas ferramentas espalhadas pelo chão e uma vontade enorme de não voltar a colocar a mesma parede no mesmo sítio.
E está tudo bem.
Não precisamos de ter a vida toda resolvida para continuarmos a caminhar.
Podemos aprender.
Podemos mudar de ideias.
Podemos reconhecer erros.
Podemos descobrir novas versões de nós próprios.
E, sobretudo, podemos olhar para quem fomos sem vergonha e dizer:
“Fizeste o melhor que sabias com aquilo que tinhas naquele momento.”
Hoje talvez saibamos mais.
Amanhã talvez saibamos ainda melhor.
E depois de amanhã… logo se vê. Não convém marcar tudo com muita antecedência, porque a vida gosta de trocar-nos as voltas. 🤣🤣
Eu continuo em construção.
Com algumas obras atrasadas, outras sem orçamento, algumas paredes tortas e provavelmente um fiscal qualquer a dizer que isto não está conforme as normas. 😁🫡🤣
Mas estou aqui.
A aprender.
A desaprender.
A descobrir.
A recomeçar.
E, acima de tudo, a tentar construir uma versão de mim que não precise de ser perfeita para ser verdadeira.
Porque afinal…
não preciso de estar pronta.
Preciso apenas de continuar a construir.
E, se entretanto cair alguma coisa…
Que seja uma parede velha.
Eu já caí demasiadas vezes para me assustar com mais uma obra. 😂😂😂😉🧚💯🤜🤛❣️🧡⭐⭐⭐⭐⭐

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crónicas de uma Miúda Gira🥰❤️- Capítulo 127 – A Reunião de Emergência, o Baile no Quintal e o Chá das Cinco 😂💃

A Miúda Gira continuava estranha.
Muito estranha.
Continuava a falar de chá às cinco, de horários rigorosos e de lasanha duas vezes por semana.
E agora tinha descoberto uma nova paixão:
dançar no quintal como se estivesse num baile real.
Consuela, perante aquilo, decidiu convocar uma reunião de emergência.
— Fenando! Jacks! Alberto! Venham cá todos. Precisamos de falar.
Os três aproximaram-se.

Capítulo 127 – A Reunião de Emergência, o Baile no Quintal e o Chá das Cinco 😂💃

A situação estava oficialmente a fugir ao controlo.
A Miúda Gira continuava estranha.
Muito estranha.
Continuava a falar de chá às cinco, de horários rigorosos e de lasanha duas vezes por semana.
E agora tinha descoberto uma nova paixão:
dançar no quintal como se estivesse num baile real.
Consuela, perante aquilo, decidiu convocar uma reunião de emergência.
— Fenando! Jacks! Alberto! Venham cá todos. Precisamos de falar.
Os três aproximaram-se.
Consuela, naturalmente, apareceu com o pano do pó na mão.
Porque podia estar a acontecer uma crise de identidade, mas o pó não esperava.
— Eu não sei o que fazer com ela — disse Consuela, enquanto limpava uma prateleira. — Até à hipnose estava tudo bem. Depois começou a falar de chá, de horários, de lasanha…
Passou o pano pela mesa.
— E agora dança!
Fenando sentou-se muito direito.
Jacks abanava a cauda.
Alberto apareceu discretamente atrás da cadeira.
— Talvez devêssemos levá-la novamente ao médico que fez a hipnose.
Consuela parou de limpar.
— Foi exatamente nisso que estava a pensar.
Continuou a limpar.
— Mas temos de ter cuidado.
Limpou outra vez.
— Muito cuidado.
Mais uma passagem do pano.
— Porque se ele perguntar o que mudou…
Consuela apontou para o quintal.
Todos olharam.
A Miúda Gira estava lá fora.
Completamente entregue à música que só existia na cabeça dela.
Dava voltas, rodopiava, fazia uma pequena vénia e continuava a dançar.
Jacks ficou maravilhado.
Fenando começou a tirar fotografias.
Alberto observava em silêncio.
Consuela suspirou.
— Pronto. Pelo menos está feliz.
De repente, a Miúda Gira levantou uma mão no ar e anunciou:
— Cavalheiros, a próxima dança é uma valsa!
Jacks sentou-se imediatamente.
Fenando olhou para ele.
Alberto olhou para os dois.
Consuela pousou o pano.
— Nem pensem.
Jacks levantou-se.
Fenando começou a aproximar-se.
Alberto já estava a fazer uma vénia.
— Eu disse: nem pensem!
🤣🤣🤣
A Miúda Gira continuava a dançar.
— Um, dois, três… um, dois, três…
Consuela voltou a pegar no pano.
— Isto é inacreditável.
Alberto aproximou-se dela.
— Achas que devemos interromper?
— Não.
— Porquê?
— Porque, pela primeira vez desde que isto começou, ela está entretida e não está a organizar a casa por horários.
Alberto ficou pensativo.
— Tens razão.
Consuela passou o pano pela mesa.
— Amanhã vamos ao médico.
Fenando levantou uma pata.
— E hoje?
Consuela olhou para o quintal.
A Miúda Gira acabava de fazer uma pirueta.
— Hoje deixamos a artista atuar.
Jacks começou a abanar a cauda ao ritmo imaginário.
Fenando continuou a fotografar.
Alberto, muito baixinho, começou a cantar uma música de salão.
E Consuela?
Continuou a limpar o pó.
Porque, naquela casa, até uma emergência médica tinha direito a limpeza geral e espetáculo de dança. 😂🤦🤣❤️
📢 Relatório da Consuela
Assunto: Reunião de emergência.
Problema: Miúda Gira continua estranha.
Sintomas: Chá às cinco, horários, lasanha e agora dança de salão.
Fenando: Fotógrafo oficial do baile.
Jacks: Candidato a par de dança.
Alberto: Tentou acompanhar musicalmente.
Consuela: Limpou o pó durante toda a reunião.
Decisão: Regressar ao médico da hipnose.
Atividade atual: Baile no quintal.
Conclusão: Se isto continuar, vamos precisar de contratar um DJ. 🤣🤣🤣❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️