Peter Pan e o Plano de Salvamento — Parte III e Final

Sininho aproximou-se da gruta e fez sinal para Gancho ficar calado.
— Quando eu disser, entramos.
Gancho assentiu.
Tic-Tac também.
Silêncio absoluto.
Até que, lá de dentro, se ouviu:
— SININHOOOOOO!
Gancho fechou os olhos.

Na Terra do Nunca, Sininho, Capitão Gancho e Tic-Tac chegaram finalmente à ilha.
O plano era simples:
Entrar, encontrar Peter, tirar Peter de lá e voltar para casa.
Era um plano excelente.
Tão excelente que, naturalmente, Peter ia tratar de complicá-lo. 😅
Sininho aproximou-se da gruta e fez sinal para Gancho ficar calado.
— Quando eu disser, entramos.
Gancho assentiu.
Tic-Tac também.
Silêncio absoluto.
Até que, lá de dentro, se ouviu:
— SININHOOOOOO!
Gancho fechou os olhos.
— Pronto.
Sininho respirou fundo.
— Ele já nos descobriu.
— Como?
— Porque ele não sabe estar calado.
Entraram na gruta e encontraram Peter sentado no chão, com ar ofendido.
— Finalmente!
Sininho pôs as mãos na cintura.
— Peter…
— Eu fui enganado!
— Sim.
— Por piratas!
— Sim.
— Eles disseram que eu era especial!
— E tu acreditaste?
Peter fez uma pausa.
— Disseram com muita convicção.
Gancho virou-se para a parede para esconder o riso.
— Não te rias! — protestou Peter.
— Não estou a rir.
— Estás!
— É uma tosse.
— Gancho, estás a tossir há três minutos.
— Tenho uma tosse muito comprometida emocionalmente. 🤣🤣
Sininho apontou para a saída.
— Vamos embora.
Peter levantou-se.
— Mas temos de levar o tesouro!
Sininho olhou para ele.
— Não.
— Porquê?
— Porque o tesouro era a isca.
Peter ficou pensativo.
— Então… não ganhei nada?
— Ganhaste experiência.
Peter fez uma careta.
— Prefiro moedas.
— Eu sei.
Quando chegaram à saída, os piratas apareceram novamente.
— Não vão a lado nenhum!
Peter escondeu-se atrás de Gancho.
Gancho olhou para ele.
— Ah, agora já sabes esconder-te atrás de um adulto?
— É estratégia.
— Há cinco minutos eras tu o herói.
— A estratégia evoluiu. 😎
Sininho levantou a varinha.
— Chega.
Um pequeno clarão atravessou a gruta e, num instante, os piratas ficaram cobertos de pó mágico.
Começaram a espirrar.
— Atchim!
— Atchim!
— Atchiiiiim!
Gancho arregalou os olhos.
— Que magia é essa?
Sininho sorriu.
— Pó de responsabilidade.
Peter deu um passo atrás.
— Isso existe?!
— A partir de hoje, existe.
Peter ficou branco.
— Sininho…
— Sim?
— Posso voltar para a gruta?
— Não.
🤣🤣🤣🤣
Os piratas acabaram por fugir, completamente derrotados pelo ataque mais inesperado da Terra do Nunca:
uma fada sem paciência.
De regresso a casa, Peter caminhava cabisbaixo.
— Sininho…
— Hum?
— Acho que aprendi uma coisa.
Ela olhou para ele, desconfiada.
— O quê?
— Que não devemos confiar em desconhecidos.
— Muito bem.
— Nem acreditar em tudo o que nos dizem.
— Excelente.
— E pensar antes de agir.
Sininho sorriu.
— Finalmente!
Peter ficou alguns segundos em silêncio.
— Mas posso fazer uma pergunta?
— Claro.
— Se alguém voltar a dizer que sou especial…
Sininho levantou uma sobrancelha.
— Sim?
— Posso pelo menos perguntar primeiro onde está o bolo?
Gancho desatou a rir.
Tic-Tac fez:
TIC-TAC.
Sininho levou as mãos à cabeça.
— Eu desisto.
Peter sorriu.
— Desistes de quê?
— De tentar transformar-te num adulto.
Peter abraçou-a.
— Não faz mal. Podes continuar a tentar.
— Porquê?
— Porque eu também estou a tentar.
Sininho ficou enternecida.
Até Peter acrescentar:
— Mas devagarinho. Não quero ficar adulto de repente.
Gancho caiu sentado no chão de tanto rir. 🤣🤣🤣
E assim terminou mais uma aventura na Terra do Nunca.
Peter aprendeu uma lição importante:
nem tudo o que parece uma oportunidade é uma boa ideia… e quem promete mundos e fundos a desconhecidos normalmente acaba por descobrir que o fundo era mesmo o chão da gruta.
Quanto ao Peter?
Continuou a voar.
Mas, durante pelo menos vinte e quatro horas, passou a olhar duas vezes antes de seguir um pirata estranho.
Vinte e quatro horas.
Porque, na Terra do Nunca, até a maturidade tem direito a intervalo para café. ☕😅🙃🙂‍↔️🤣🤣❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

☁️ Terapia com vista para o céu#Reflexão🍀

Há dias em que a cabeça parece ter decidido abrir 47 separadores ao mesmo tempo. Pensamentos, preocupações, dúvidas, coisas por resolver… tudo a fazer barulho dentro de nós.
E talvez seja por isso que, de vez em quando, precisamos simplesmente de parar.

Há dias em que a cabeça parece ter decidido abrir 47 separadores ao mesmo tempo. Pensamentos, preocupações, dúvidas, coisas por resolver… tudo a fazer barulho dentro de nós.
E talvez seja por isso que, de vez em quando, precisamos simplesmente de parar.
Olhar para o céu.
Observar as nuvens.
Respirar fundo.
E não fazer absolutamente nada durante uns minutos.
Não é fugir dos problemas. É dar descanso à cabeça para conseguirmos voltar a eles com um bocadinho mais de clareza.
As nuvens, curiosamente, também são boas professoras: estão ali, mudam de forma, passam umas pelas outras e seguem viagem. Não ficam eternamente estacionadas no mesmo sítio a pensar no assunto. 🤦😂😂
Talvez nós também devêssemos aprender isso.
Há preocupações que precisam de soluções, outras precisam de tempo e algumas precisam simplesmente de uma boa noite de sono… porque há problemas que depois das oito horas de descanso já parecem ter perdido uns bons 30% do drama. 🙂‍↔️😅
Por isso, quando a vida estiver demasiado barulhenta, experimenta olhar para cima.
Não prometo que as nuvens resolvam tudo.
Mas podem lembrar-nos de uma coisa importante:
até os dias mais carregados acabam por passar. ☁️❤️
E, entretanto, podemos respirar, descansar e continuar.
Sem pressa. Sem perfeição. E, se possível, sem transformar cada pensamento numa reunião extraordinária. 😅🙃🫠😅😅

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crónicas de uma Miúda Gira 🥰❤️- Capítulo 98 – Já Chega de Fantasmas, Chefes Supremos e Xamãs! 🤣❤️

Encontrei a Consuela na cozinha, com o telemóvel na mão e uma expressão de quem estava prestes a internacionalizar oficialmente o problema.
— Consuela…
— Sim?
— Precisamos de falar sobre o xamã.
Ela pousou o telemóvel.
— Finalmente!
— Finalmente o quê?
— Finalmente percebeste que precisamos de ajuda!

Capítulo 98 – Já Chega de Fantasmas, Chefes Supremos e Xamãs! 🤣❤️

Depois da ideia da Consuela de recorrer a um xamã para tentar resolver o mistério do Chefe Supremo, achei que estava na altura de termos uma conversa séria.
Ou pelo menos tão séria quanto é possível nesta casa.
Encontrei a Consuela na cozinha, com o telemóvel na mão e uma expressão de quem estava prestes a internacionalizar oficialmente o problema.
— Consuela…
— Sim?
— Precisamos de falar sobre o xamã.
Ela pousou o telemóvel.
— Finalmente!
— Finalmente o quê?
— Finalmente percebeste que precisamos de ajuda!
— Eu percebi que precisamos é de menos gente misteriosa nesta casa.
A Consuela franziu a testa.
— Como assim?
— Já temos um fantasma de estimação!
Do outro lado da sala ouviu-se:
— Eu ouvi!
Era o Alberto.
Claro.
Até porque, quando se fala de fantasmas, convém não esquecer que temos um.
Olhei para o espaço vazio onde ele estava.
— Desculpa, Alberto.
— Não há problema.
— Há, sim.
— Porquê?
— Porque eu ainda acho estranho dizer “temos um fantasma”.
— Eu também acho estranho ouvir “fantasma de estimação”.
A Consuela levantou um dedo.
— Tecnicamente, ele não é de estimação.
— Obrigada, Consuela.
— É mais um elemento residente.
— Isso não melhorou nada!
Comecei a rir.
— E agora queres trazer um xamã para dentro desta história?
A Consuela respondeu com toda a calma:
— Não necessariamente para dentro de casa.
— Ah!
— Pode ser por videochamada.
Fiquei em silêncio.
— Consuela…
— O quê?
— Nós já temos um fantasma invisível, uma laranjeira que parece central de comunicações do além e um Chefe Supremo com um segredo.
— Sim.
— E tu queres acrescentar uma videochamada com um xamã?
Ela encolheu os ombros.
— Quando dizes assim, parece estranho.
— Parece?!
O Alberto começou a rir.
— Eu acho uma excelente ideia.
Olhei para o espaço vazio.
— Tu cala-te!
— Eu quero finalmente saber o que o Chefe Supremo anda a esconder!
A Consuela apontou para mim.
— Estás a ver? Até o Alberto concorda.
— O Alberto concorda porque está envolvido no mistério!
— Exatamente.
— Isso não é argumento!
A Consuela voltou a pegar no telemóvel.
— Então qual é a tua proposta?
Pensei.
Olhei para a laranjeira pela janela.
Depois para o tecto.
Depois para o Alberto, que eu não conseguia ver.
— A minha proposta é simples.
A Consuela aproximou-se.
— Estou a ouvir.
— Deixamos o Chefe Supremo revelar o segredo quando entender que é altura.
Silêncio.
A Consuela piscou os olhos.
— Só isso?
— Só.
— Sem xamã?
— Sem xamã.
— Sem prima?
— A prima pode ficar em paz.
— Sem consultas?
— Sem consultas.
O Alberto levantou a voz:
— E eu?
— Tu continuas cá.
— Ah, bom.
— És o nosso fantasma de estimação.
— Eu preferia “residente paranormal”.
A Consuela sorriu.
— Está decidido.
Guardou o telemóvel.
— Mas se o Chefe Supremo não falar…
— O quê?
Ela olhou para a laranjeira.
— Eu telefono à minha prima.
Apontei-lhe imediatamente o dedo.
— Consuela!
— Estou só a manter uma porta aberta.
— Tu não manténs uma porta aberta. Tu deixas sempre uma janela, uma porta, uma claraboia e, se for preciso, um buraco na parede!
O Alberto começou a rir.
E eu também.
Porque, no fundo, talvez fosse mesmo melhor deixar o mistério respirar.
Afinal, já temos um fantasma de estimação, um Chefe Supremo cheio de segredos e uma Consuela pronta para internacionalizar a investigação.
Se continuarmos assim, qualquer dia aparece a polícia.
Não para investigar o mistério.
Mas para perguntar quem autorizou tanta gente estranha a entrar nesta casa. 😂😂❤️
📢Relatório da Consuela
Assunto: Reunião extraordinária sobre o xamã
Decisão: Adiar intervenção internacional
Fantasma residente: Mantém-se no cargo
Chefe Supremo: Continua misterioso
Laranjeira: Sob vigilância
Prima da Ásia: Em estado de espera
Miúda Gira: Finalmente sensata… por aproximadamente 7 minutos
Conclusão: O mistério continua por resolver.
Nota:
Se o Chefe Supremo não falar em breve, a Consuela reserva-se o direito de voltar a pegar no telemóvel. 📱👻😂

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Crónicas do Fenando, do Jacks …e do Alberto🐱🐶👻- Capítulo 122 — O Último Ato… e a Tragédia dos Aplausos 🤣🎤

Fenando olhou lentamente para ele.
— Alberto… o público eras tu, eu e o Jacks.
— Exatamente! Um público muito selecionado.
Jacks abanou a cauda.
— Eu gostei! Só acho que a próxima atuação podia ser depois da minha sesta.
— Jacks, um artista não pode pensar em sestas!
— Um artista talvez não. Um lavrador precisa de descanso.
Fenando suspirou.

Capítulo 122 — O Último Ato… e a Tragédia dos Aplausos 🤣🎤

Depois do grande concerto do Alberto no quintal, a Irmandade encontrava-se reunida para fazer o balanço daquela noite histórica.
Alberto estava sentado no meio do palco improvisado, com uma toalha aos ombros, como se tivesse acabado de sair de um estádio completamente lotado.
— Foi extraordinário! — declarou ele. — Senti uma energia incrível vinda do público!
Fenando olhou lentamente para ele.
— Alberto… o público eras tu, eu e o Jacks.
— Exatamente! Um público muito selecionado.
Jacks abanou a cauda.
— Eu gostei! Só acho que a próxima atuação podia ser depois da minha sesta.
— Jacks, um artista não pode pensar em sestas!
— Um artista talvez não. Um lavrador precisa de descanso.
Fenando suspirou.
— E eu continuo a tentar perceber como é que conseguimos transformar um quintal numa sala de espetáculos.
Alberto levantou-se imediatamente.
— Porque temos visão!
— Não. — respondeu Fenando. — Temos demasiado tempo livre.
🤣🤣🤣🤣
Foi então que Alberto teve uma ideia.
— Precisamos de uma segunda atuação!
Jacks arregalou os olhos.
— Hoje?!
— Claro!
— Alberto, ainda estou a recuperar da primeira!
Fenando tentou intervir.
— Talvez devêssemos deixar o público descansar.
Alberto ficou indignado.
— Mas o público pediu mais!
Fenando olhou para Jacks.
Jacks olhou para Fenando.
Os dois ficaram em silêncio.
— Quem pediu? — perguntou Jacks.
Alberto apontou para uma janela ao longe.
— Aquela pessoa que abriu a janela durante o concerto!
Fenando fechou os olhos.
— Alberto, ela abriu a janela durante cinco segundos.
— Cinco segundos de pura admiração!
— Ou para ver de onde vinha o barulho.
🤦😂😂
Alberto, porém, não estava disposto a desistir.
Pegou no microfone e anunciou:
— Senhoras e senhores, está na hora do encore!
Jacks levantou-se imediatamente.
— Eu vou buscar água.
— Jacks!
— Um segurança também precisa de hidratação!
Fenando aproveitou para começar a desmontar discretamente uma das colunas.
Alberto viu.
— O que estás a fazer?!
— Melhorias técnicas.
— Estás a desligar o som!
— Precisamente. Uma melhoria extraordinária.
🤣🤣🤣
Alberto ficou parado, olhando para os dois.
Durante alguns segundos ninguém disse nada.
Depois começou a rir.
— Está bem… talvez eu tenha exagerado um bocadinho.
Fenando aproximou-se dele.
— Um bocadinho?
Jacks abanou a cauda.
— Alberto, tu cantaste três vezes a mesma música.
— Era uma trilogia!
— Era a mesma música.
— Uma trilogia muito coesa!
Os três começaram a rir.
E foi assim que o grande concerto terminou.
Sem multidão.
Sem fotógrafos.
Sem produtores.
Sem contratos discográficos.
Mas com três amigos completamente felizes no meio do quintal.
Alberto olhou para o palco.
— Sabem uma coisa?
— O quê? — perguntou Jacks.
— Talvez eu não precise de uma multidão para cantar.
Fenando sorriu.
— Finalmente disseste uma coisa sensata.
— Basta ter amigos que me aturem.
Jacks aproximou-se e encostou-se a ele.
— Isso temos.
Fenando olhou para os dois.
— Infelizmente.
🤣❤️
E os três ficaram ali mais um pouco, a olhar para o palco improvisado.
Até Alberto dizer:
— Amanhã começo os ensaios para a digressão.
Fenando levantou-se imediatamente.
— Eu vou dormir.
Jacks fez o mesmo.
— Eu também.
— Mas ainda nem escolhi as cidades!
Fenando virou-se para trás.
— Começa por uma: o quintal.
E Alberto ficou sozinho no palco, segurando o microfone.
— Um dia eles vão perceber o meu talento…
Dois segundos depois ouviu-se Jacks a gritar lá de dentro:
— ALBERTO, DESLIGA O MICROFONE!
— ARTISTAS NÃO DESLIGAM MICROFONES!
— ENTÃO DORME NO QUINTAL COM ELE!
🤣🤣🤣
E assim terminou mais uma aventura da Irmandade.
Uma aventura sem público, mas com aquilo que realmente importava: amizade, gargalhadas e um fantasma que ainda acreditava firmemente que estava a caminho do estrelato. ❤️
🐱Pensamento do Fenando:
“Há momentos em que a vida nos ensina humildade. Hoje aprendi que também é possível aprender humildade através de um fantasma que canta demasiado alto.” 🤣
🐶Pensamento do Jacks:
“Gostei muito do concerto. Gostei ainda mais quando acabou. Agora vou dormir. Se alguém precisar de mim, que espere até amanhã.” 🤦🤣
👻 Pensamento do Alberto:
“Talvez ainda não tenha conquistado o mundo… mas conquistei dois fãs. E isso já é um começo. Amanhã começa a digressão mundial do quintal!” 👻🎤🕺🤣🤣❤️

Com carinho,

Carla Milho

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Crónicas do Fenando, do Jacks …e do Alberto- Capítulo 121 — O Concerto Mais Concorrido do Além 👻🎤🤣🕺

Chegou finalmente o grande dia.
Alberto estava preparado para o seu primeiro concerto.
Tinha microfone, palco, cartaz, página na internet e até uma lista de músicas que ninguém tinha pedido.
O único problema continuava a ser o público.
— Fenando, quantos bilhetes foram vendidos?

Capítulo 121 — O Concerto Mais Concorrido do Além 👻🎤🤣🕺

Chegou finalmente o grande dia.
Alberto estava preparado para o seu primeiro concerto.
Tinha microfone, palco, cartaz, página na internet e até uma lista de músicas que ninguém tinha pedido.
O único problema continuava a ser o público.
— Fenando, quantos bilhetes foram vendidos?
Fenando consultou os registos.
— Zero.
Alberto ficou em silêncio.
Jacks aproximou-se.
— Mas não fiques triste. Nós estamos aqui!
Alberto sorriu.
— Então vocês serão a minha primeira plateia!
🐱Pensamento do Fenando:
“Eu devia ter dito que estava ocupado a conversar com a Lua.” 🤣🤣
🐶Pensamento do Jacks:
“Espero que haja intervalo. Preciso de ir buscar água.” 🤣
Alberto subiu ao palco.
— SENHORAS E SENHORES!
Silêncio.
— E FANTASMAS!
Silêncio.
— E… cães e gatos!
Fenando levantou uma pata.
— Presente.
Jacks abanou a cauda.
— Presente!
Alberto respirou fundo.
— COMEÇA O ESPETÁCULO!
🎤🕺 — “AAAAAAAHHHHHHHHH!” 🕺🎤👻
Fenando fechou os olhos.
Jacks baixou as orelhas.
A primeira música terminou.
Alberto fez uma vénia.
— Obrigado!
Fenando bateu duas vezes com a pata.
Jacks abanou a cauda.
Alberto ficou emocionado.
— UMA OVAÇÃO!
— Foram duas palmas e uma cauda — explicou Fenando.
— Para mim chega!
😆🤣🤣🤣
Mas, quando Alberto começou a segunda música, aconteceu algo inesperado.
Um vizinho abriu a janela.
Alberto parou de cantar.
— PÚBLICO NOVO!
Fenando arregalou os olhos.
Jacks escondeu-se atrás do Fenando.
O vizinho fechou imediatamente a janela.
Alberto ficou pensativo.
— Acho que ficou emocionado.
Fenando respondeu:
— Ou foi procurar tampões para os ouvidos.
😎🤣🤣🤣
👻 Pensamento do Alberto:
“O sucesso começou! Amanhã faço uma digressão pelo bairro!”
🐱Pensamento do Fenando:
“A digressão começa quando eu conseguir convencer alguém a pagar o silêncio.”
🐶Pensamento do Jacks:
“Se ele fizer uma digressão, eu vou precisar de um carro… e de férias.” 🤣
E assim terminou o primeiro concerto de Alberto.
Público oficial: dois.
Público ocasional: um vizinho.
Fã confirmado: o próprio Alberto.
E, para ele, isso já era suficiente para declarar:
— ESTOU OFICIALMENTE NO CAMINHO DO ESTRELATO! 🎤🕺🤣🤣🤦
Fenando e Jacks olharam um para o outro.
E perceberam que a verdadeira aventura…
estava apenas a começar. 🐱🐶👻❤️🤣🤣

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Seeking Help for a Friend

The author requests support for Carla Milho, whose husband, João, is battling Acute Myeloid Leukemia. She is urgently seeking a compatible bone marrow donor to facilitate his needed transplant. The appeal encourages others to share information and assist if possible, referencing Carla’s post “A Share Can Save a Life!” for more details. Seeking Help for […]

Seeking Help for a Friend

🩸 Appello urgente: cerchiamo un donatore di midollo osseo

Ciao a tutti. Condivido questo messaggio per una cara amica in un momento drammatico. Suo marito sta lottando contro una grave malattia e ha un disperato bisogno di un trapianto. Vi preghiamo di aiutarci a diffondere questo appello per trovare un donatore di midollo osseo compatibile. Ogni condivisione può salvare una vita. 💔 Ecco la […]

🩸 Appello urgente: cerchiamo un donatore di midollo osseo

Não Procuro Pena. Procuro uma Oportunidade de Viver.- I’m Not Asking for Pity. I’m Asking for a Chance to Live❤️ Video from João

https://redwarrior76.wordpress.com/2026/07/15/nao-procuro-pena-procuro-uma-oportunidade-de-viver-im-not-asking-for-pity-im-asking-for-a-chance-to-live%e2%9d%a4%ef%b8%8f/

Ajudar não custa e partilhar também não 💯🤜🤛

Há coisas na vida que não escolhemos.
E depois há aquelas que, se nos perguntassem se queríamos experimentar, responderíamos imediatamente:
“Não, obrigada. Já temos planos.” 😁
A doença oncológica entrou na nossa vida sem pedir licença, pela segunda vez, claro que de forma diferente.
E, desde então, já faz algum tempo que aprendi que viver com uma doença grave na família não significa obrigatoriamente passar os dias de cabeça baixa, a vestir o papel de vítima e a olhar para a vida como se alguém tivesse carregado no botão de pausa.
Eu sempre me recusei a viver assim.
Não porque seja fácil.
Não porque não tenha medo.
Não porque existam dias em que a preocupação aparece sem ser convidada e se instala no sofá como se tivesse pago renda.
Aparece.
Claro que aparece.
Mas eu aprendi alguns truques para lidar com a minha própria cabeça.
Às vezes distraio-a.
Às vezes obrigo-a a pensar noutra coisa.
Às vezes faço planos para o futuro só para lhe mostrar que ainda mandamos alguma coisa nesta casa. 🤣🤣
E outras vezes simplesmente digo:
“Hoje não vamos resolver a vida toda. Hoje vamos resolver só hoje.”
É um dos meus truques preferidos.
Porque quando pensamos em tudo ao mesmo tempo, a cabeça transforma um problema numa produção cinematográfica de três horas, com direito a banda sonora dramática, intervalo e pipocas.
Então prefiro dividir a vida em pequenos bocados.
Hoje.
Amanhã logo se vê.
E entre um dia e outro, continuo a rir.
Continuo a fazer disparates.
Continuo a ser eu.
Porque o diagnóstico do meu marido não apagou quem somos.
Não apagou o nosso sentido de humor.
Não apagou os nossos sonhos.
E muito menos me transformou numa mulher que precisa que tenham pena dela.
Eu não quero pena. Quero possibilidades.
E é precisamente por isso que hoje faço este pedido.
Não escrevo estas palavras para provocar tristeza.
Escrevo-as porque precisamos de ajuda na procura de um dador de medula óssea compatível.
E pedir ajuda não é fraqueza.
Aliás, há uma certa humildade em reconhecer que, por muito fortes que sejamos, há batalhas que não conseguimos travar sozinhos.
Um dador compatível pode representar uma possibilidade que uma família inteira deseja encontrar.
O sistema HLA é fundamental para determinar a compatibilidade e, por isso, quanto maior for a diversidade de pessoas inscritas nos registos, maiores podem ser as possibilidades de encontrar correspondências para doentes que precisam de um transplante.
IPST
Em Portugal, o CEDACE integra uma rede internacional de registos, permitindo procurar potenciais dadores também fora do nosso país.
IPST
Por isso, se tiveres entre 18 e 35 anos, fores saudável e reunires as condições exigidas, talvez possas ponderar inscrever-te como potencial dador. A inscrição no CEDACE é feita uma vez e, segundo a informação disponibilizada pelo IPST, pode permitir que, se surgir uma compatibilidade, sejas contactado para uma avaliação posterior.
IPST
Informação oficial do IPST sobre a dádiva de medula óssea.
E não, não estou a pedir que alguém seja um super-herói.
Nem precisa de capa.
Até porque, sejamos honestos, há pessoas a quem uma capa simplesmente não favorece. 🤭
Estou apenas a pedir que pensem na possibilidade de fazer algo que pode ter um significado enorme para outra pessoa.
Talvez nunca sejam chamados.
Talvez nunca exista compatibilidade.
Talvez a vossa inscrição fique simplesmente ali, à espera.
Mas talvez um dia o vosso perfil seja compatível com alguém.
E, nesse dia, aquilo que para vocês começou como uma simples decisão pode significar uma oportunidade extraordinária para outra família.
Eu não sei como vai terminar a nossa história.
E aprendi a não exigir respostas à vida antes de ela estar preparada para as dar.
Mas sei uma coisa:
enquanto houver possibilidades, nós vamos procurá-las.
Sem dramas.
Sem vitimização.
Sem transformar a doença no centro absoluto da nossa existência.
Com medo quando for preciso.
Com coragem quando conseguirmos.
Com esperança sempre que houver espaço para ela.
E, sobretudo, com humor.
Porque se a vida decidiu trazer-nos um argumento difícil, ao menos temos o direito de tentar melhorar o guião. 😅❤️
Por isso, hoje não venho pedir pena.
Venho pedir uma oportunidade.
Se puderem ser potenciais dadores, informem-se.
Se não puderem, partilhem esta mensagem.
Talvez a pessoa que precisamos de encontrar esteja algures aí fora.
Talvez esteja a ler isto agora.
E talvez nem imagine que, sem sequer nos conhecer, pode um dia tornar-se uma peça fundamental na história de alguém.
Nós continuaremos por aqui.
A viver um dia de cada vez.
A rir quando der.
A chorar quando for preciso.
A cair e a levantar.
E, entretanto, eu vou continuar a ser a mesma miúda gira de sempre…
só que agora com uma missão extra: encontrar um match perfeito.
E não, não estou a falar de Tinder. 😂❤️🤣
Plataforma oficial do IPST — inscrição/informação para dadores de medula óssea.

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️