AS HUMILDES OPINIÕES DE UMA MULHER DE CORAGEM QUE DIZ SIM À VIDA!
Autor: Carla Milho
O meu nome é Carla Milho, e sou apaixonada , numa linha temporal totalmente diferente da que me identifico sobre mim, a nível pessoal certamente irão conhecer me através da minha escrita, através de cada história que possa partilhar com todos vocês. Tenho 50 anos e espero poder transmitir as mensagens corretas da melhor forma possível e de alguma maneira colocar um sorriso no rosto de alguém ! 😊 My name is Carla Milho, and I am someone who—in a timeline quite different from the one I identify with—is driven by a deep passion. On a personal level, you will surely come to know me through my writing, and through every story I share with all of you. I am 50 years old, and I hope to convey the right messages in the best way possible—and, in some small way, bring a smile to someone’s face.😊
The author requests support for Carla Milho, whose husband, João, is battling Acute Myeloid Leukemia. She is urgently seeking a compatible bone marrow donor to facilitate his needed transplant. The appeal encourages others to share information and assist if possible, referencing Carla’s post “A Share Can Save a Life!” for more details.
Mas já era tarde.
Cinco minutos depois…
Os Meninos Perdidos estavam a cantar o hino da Terra do Nunca… cada um numa melodia diferente.
Um tentava ensinar o crocodilo a dançar.
Outro jurava que conseguia falar com as árvores.
E um terceiro insistia que era o novo Capitão Gancho.
O verdadeiro Capitão Gancho olhou para a cena e murmurou:
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Na Terra do Nunca aconteceu o impensável. A Fada Sininho e os Meninos Perdidos decidiram provar o famoso rum dos piratas. O Capitão Gancho ainda tentou avisar: — Tenham calma… isso não é sumo de fruta! Mas já era tarde. Cinco minutos depois… Os Meninos Perdidos estavam a cantar o hino da Terra do Nunca… cada um numa melodia diferente. Um tentava ensinar o crocodilo a dançar. Outro jurava que conseguia falar com as árvores. E um terceiro insistia que era o novo Capitão Gancho. O verdadeiro Capitão Gancho olhou para a cena e murmurou: — Pronto… perdi o cargo para um rapaz que ainda troca a direita pela esquerda. Entretanto, a Fada Sininho subiu para cima de um tronco. Bateu palmas e anunciou: — A partir de hoje… fica proibido dizer “já faço”! Peter Pan sorriu. — Boa ideia! — E também fica proibido dizer “já vou”! Peter ficou preocupado. — Então… o que é que eu digo? A Fada pensou durante alguns segundos e respondeu muito séria: — Dizes… “já está feito!” Fez-se um silêncio. Até o vento parou. O Capitão Gancho começou a rir tão alto que quase deixou cair o gancho. — Sininho… se o Peter disser essa frase, eu prometo reformar-me da pirataria! Nisto, a Fada Sininho olhou para Peter, sorriu e declarou: — Peter… és promovido a adulto! Peter deu um salto para trás. — Calma! Também não exageremos! Os Meninos Perdidos caíram na gargalhada. O Capitão Gancho abanou a cabeça. — Nunca pensei assistir a isto… O Peter a fugir da promoção… e a Sininho a distribuí-la depois de beber o meu rum! No dia seguinte, a Fada Sininho acordou, olhou para o Capitão Gancho e perguntou: — Gancho… eu disse alguma parvoíce ontem? O Capitão sorriu. — Só uma… — Qual? — Promoveste o Peter Pan a adulto! A Fada levou imediatamente as mãos à cabeça. — Digam-me, por favor… que isso não ficou em ata! E dizem as más línguas que, desde esse dia, o Capitão Gancho guarda o rum a sete chaves. Não por medo do Peter… Mas porque descobriu que uma Fada Sininho bem-disposta consegue provocar muito mais confusão do que uma tripulação inteira de piratas! 🤣
Olhei discretamente para o Fenando, que estava sentado na cadeira do costume, com aquele ar de quem já nasceu patrão.
Baixei a voz.
— É ele…
A Consuela engoliu em seco.
— Também já desconfiava…
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Capítulo 43 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… Acho que Quem Manda Cá em Casa é o Fenando!
Hoje aconteceu-me uma daquelas coisas… Olhei muito séria para a Consuela e disse: — Acho que finalmente descobri quem manda cá em casa. A Consuela pousou o pano do pó. — Fala. Olhei discretamente para o Fenando, que estava sentado na cadeira do costume, com aquele ar de quem já nasceu patrão. Baixei a voz. — É ele… A Consuela engoliu em seco. — Também já desconfiava… Nesse instante ouviu-se uma voz muito baixinha atrás do cortinado. Era o Alberto. — Eu… eu tenho um bocadinho de medo dele… Olhei para o Fenando. Ele nem se dignou a responder. Limitou-se a piscar um olho e a bocejar. Foi então que o Jacks abanou a cauda e suspirou: — Eu descobri isso no primeiro dia… — E nunca disseste nada? — perguntei. O Jacks encolheu os ombros. — Achei que vocês também iam acabar por perceber… mais cedo ou mais tarde. Nisto, o Fenando levantou-se. Deu duas voltas pela sala. Olhou para todos nós… …e sentou-se exatamente no meio. Ninguém se mexeu. Nem a Consuela. Nem eu. Nem o Alberto, que voltou imediatamente para trás do cortinado. O Jacks limitou-se a deitar-se. Como quem diz: “Pronto… o chefe acabou de chegar.” E foi nesse momento que tive a certeza. Nesta casa… Eu moro. A Consuela limpa. O Alberto esconde-se. O Jacks diverte-se. Mas quem manda… …é o Fenando. E ele nem precisa de miar para o provar! 📢Relatório Oficial da Consuela Assunto: Descoberta da Verdadeira Hierarquia da Casa. Conclusões da investigação: A Miúda Gira demorou, mas finalmente percebeu. O Alberto confirmou que evita contacto visual com o Fenando. O Jacks declarou que já sabia de tudo desde o primeiro dia. O Fenando recusou prestar declarações… por se considerar acima dessas formalidades. Conclusão Final: Após cuidadosa análise, confirma-se que todos os habitantes da casa vivem convencidos de que tomam decisões. O Fenando permite. Assinado: Agente Consuela 007 Especialista em Operações Antipó, Investigadora da Ordem Doméstica e Funcionária Oficial do Senhor Doutor Fenando, Diretor-Geral, Presidente Honorário e Comandante Supremo da Casa. 🫡😅😅❤️
Olhava para um lado.
Para o outro.
Cheirava o chão.
Cheirava o ar.
E não via… absolutamente nada!
— Fenando! O que estás a perseguir?
O Fenando nem respondeu.
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Há dias em que o Fenando acorda… em modo caçador. Sem aviso. Sem explicação. Numa dessas manhãs, desatou a correr pelo quintal como se estivesse a perseguir o maior inimigo da história dos gatos. Saltava. Travava. Mudava de direção. Dava pinotes que fariam inveja a um atleta olímpico. O Jacks assistia à cena completamente baralhado. Olhava para um lado. Para o outro. Cheirava o chão. Cheirava o ar. E não via… absolutamente nada! — Fenando! O que estás a perseguir? O Fenando nem respondeu. Continuou a correr atrás… de qualquer coisa. Ou de coisa nenhuma. O Jacks decidiu ajudar. Começou também a correr pelo quintal. Mas como não fazia ideia para onde ia, acabou por correr atrás… do Fenando! Durante cinco minutos, quem visse de fora pensava que havia um monstro no quintal. Na realidade… Havia apenas um gato a perseguir um alvo invisível… …e um labrador a perseguir o gato! De repente, o Fenando parou. Olhou fixamente para um canto do quintal. Deu uma patinha no ar. E ficou muito satisfeito. O Jacks aproximou-se, ofegante. — Então? Apanhaste-o? O Fenando piscou os olhos. — Claro. — E onde está? O Fenando olhou para ele com toda a serenidade. — Isso… é um assunto entre mim e a minha imaginação. O Jacks ficou a pensar durante alguns segundos. Depois abanou a cauda. — Não percebi nada… mas foi a corrida mais divertida da semana! E lá foram os dois para casa. Um convencido de que tinha salvo o quintal de um perigoso inimigo invisível… …e o outro feliz por ter participado… sem fazer a mínima ideia do que aconteceu! 😅😅
😸Pensamento do Fenando: “Há batalhas que só um gato consegue ver… e ainda bem. Assim ninguém me rouba a glória.” 🐶Pensamento do Jacks: “Eu continuo sem saber quem era o inimigo… mas, se o Fenando corre, eu corro também!” 藍 Moral da história: Nem sempre é preciso perceber tudo para acompanhar um amigo. O Fenando pode ver inimigos invisíveis e o Jacks pode nunca descobrir o que estava a acontecer. Mas uma coisa é certa: onde um vai… o outro vai atrás. E é isso que torna esta dupla absolutamente irresistível! 🐾😸🐶❤️
O Jacks decidiu ajudar.
Começou também a correr pelo quintal.
Mas como não fazia ideia para onde ia, acabou por correr atrás… do Fenando!
Durante cinco minutos, quem visse de fora pensava que havia um monstro no quintal.
Na realidade…
Havia apenas um gato a perseguir um alvo invisível…
…e um labrador a perseguir o gato!
De repente, o Fenando parou.
Há dias em que o Fenando acorda… em modo caçador. Sem aviso. Sem explicação. Numa dessas manhãs, desatou a correr pelo quintal como se estivesse a perseguir o maior inimigo da história dos gatos. Saltava. Travava. Mudava de direção. Dava pinotes que fariam inveja a um atleta olímpico. O Jacks assistia à cena completamente baralhado. Olhava para um lado. Para o outro. Cheirava o chão. Cheirava o ar. E não via… absolutamente nada! — Fenando! O que estás a perseguir? O Fenando nem respondeu. Continuou a correr atrás… de qualquer coisa. Ou de coisa nenhuma. O Jacks decidiu ajudar. Começou também a correr pelo quintal. Mas como não fazia ideia para onde ia, acabou por correr atrás… do Fenando! Durante cinco minutos, quem visse de fora pensava que havia um monstro no quintal. Na realidade… Havia apenas um gato a perseguir um alvo invisível… …e um labrador a perseguir o gato! De repente, o Fenando parou. Olhou fixamente para um canto do quintal. Deu uma patinha no ar. E ficou muito satisfeito. O Jacks aproximou-se, ofegante. — Então? Apanhaste-o? O Fenando piscou os olhos. — Claro. — E onde está? O Fenando olhou para ele com toda a serenidade. — Isso… é um assunto entre mim e a minha imaginação. O Jacks ficou a pensar durante alguns segundos. Depois abanou a cauda. — Não percebi nada… mas foi a corrida mais divertida da semana! E lá foram os dois para casa. Um convencido de que tinha salvo o quintal de um perigoso inimigo invisível… …e o outro feliz por ter participado… sem fazer a mínima ideia do que aconteceu! 😸 Pensamento do Fenando: “Há batalhas que só um gato consegue ver… e ainda bem. Assim ninguém me rouba a glória.” 🐶Pensamento do Jacks: “Eu continuo sem saber quem era o inimigo… mas, se o Fenando corre, eu corro também!” 藍 Moral da história: Nem sempre é preciso perceber tudo para acompanhar um amigo. O Fenando pode ver inimigos invisíveis e o Jacks pode nunca descobrir o que estava a acontecer. Mas uma coisa é certa: onde um vai… o outro vai atrás. E é isso que torna esta dupla absolutamente irresistível! 💯😸🐶🐾❤️
Acho que estou oficialmente à beira de um ataque de nervos.
Respirei fundo.
Contei até dez.
Voltei a respirar.
Contei outra vez.
Resultado?
Cheguei ao dez… duas vezes… e continuei exatamente igual!
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Capítulo 42 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… Só Quero um Café!
Hoje aconteceu-me uma daquelas coisas… Acho que estou oficialmente à beira de um ataque de nervos. Respirei fundo. Contei até dez. Voltei a respirar. Contei outra vez. Resultado? Cheguei ao dez… duas vezes… e continuei exatamente igual! Olhei para a Consuela e disse, com um ar muito sério: — Não quero falar. Não quero pensar. Não quero decidir. Só quero… um café! A Consuela olhou para mim durante uns segundos. Percebeu logo que a situação era grave. Tão grave… que pousou o pano do pó. Sim… leram bem. Pousou o pano do pó! Depois aproximou-se de mim, agarrou-me pelos ombros e declarou: — Acabou! Hoje não limpas. Hoje não arrumas. Hoje nem sequer vais implicar com a almofada torta! Eu ainda tentei protestar. — Mas… Ela nem me deixou terminar. Sentou-me no sofá, colocou uma manta nas pernas e entregou-me uma caneca de café. — Ordem da Consuela! Nesse preciso momento ouviu-se um barulho muito estranho. “Roí… roí… roí…” Olhei para todo o lado. — O que é isto? A Consuela respondeu muito baixinho: — É o Alberto… — O que está ele a fazer? — Está escondido atrás do cortinado… a roer as unhas. Sempre que te vê assim, fica mais nervoso do que tu. Desatei a rir. Coitado do Alberto. Nem apareceu. Apenas ficou ali, invisível, a sofrer em silêncio. Bebi um gole de café. Depois outro. E senti que o mundo já não parecia tão complicado. Às vezes, a solução não é resolver tudo. É simplesmente aceitar uma pausa… e um bom café. Embora, conhecendo a Consuela… Daqui a cinco minutos ela já esteja a perguntar: — Então… agora já podemos mudar o sofá de sítio? 📢Relatório Oficial da Consuela Assunto: Operação “Salvem a Miúda Gira”. Ocorrências: A Miúda Gira entrou em modo “Só Quero Café”. O Alberto recusou aparecer e limitou-se a roer as unhas em silêncio. O sofá foi temporariamente poupado. O pano do pó entrou de serviço mínimo. Conclusão: A crise foi resolvida com uma pausa, uma boa gargalhada… e uma caneca de café. O Alberto já deixou de roer as unhas. A Consuela… essa já anda a olhar para a estante com demasiada atenção. Assinado: Agente Consuela 007 Especialista em Operações Antipó, Intervenções de Emergência, Gestão de Crises Domésticas e Distribuição Oficial de Café Quando a Miúda Gira Atinge o Limite. 🤣🤣❤️
E há outra coisa curiosa. O universo tem uma paciência invejável. Antes de nos obrigar a mudar de direção, costuma enviar-nos sinais. Pequenos ao princípio, quase discretos. Depois um pouco maiores. E, se continuarmos a fingir que não vimos nada, lá aparece um enorme sinal de STOP, daqueles impossíveis de ignorar.
O problema é que, por vezes, fazemos exatamente o que alguns condutores fazem: aceleramos na mesma, convencidos de que o sinal era para o carro de trás.
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Há dias em que o coração parece um excelente advogado. Arranja argumentos para tudo. Convence-nos de que “talvez desta vez seja diferente”, “é só mais uma oportunidade” ou “isto ainda se resolve”. Entretanto, a paz está ali, muito educada, a tossir baixinho para ver se reparamos nela. Às vezes, insistimos tanto em ficar onde já não nos sentimos bem que acabamos por nos esquecer de cuidar da única pessoa que estará connosco todos os dias da nossa vida: nós. E não, isto não é egoísmo. É manutenção. Tal como um carro precisa de revisão, nós também precisamos de parar de vez em quando e perguntar: “Estou realmente bem aqui?” Se a resposta demora demasiado tempo a aparecer… talvez já seja uma resposta. E há outra coisa curiosa. O universo tem uma paciência invejável. Antes de nos obrigar a mudar de direção, costuma enviar-nos sinais. Pequenos ao princípio, quase discretos. Depois um pouco maiores. E, se continuarmos a fingir que não vimos nada, lá aparece um enorme sinal de STOP, daqueles impossíveis de ignorar. O problema é que, por vezes, fazemos exatamente o que alguns condutores fazem: aceleramos na mesma, convencidos de que o sinal era para o carro de trás. A verdade é que também precisamos de saber quando parar. Não porque desistimos, mas porque percebemos que continuar no mesmo caminho já não nos leva a lado nenhum. Há momentos em que a maior demonstração de coragem não é insistir. É travar, respirar fundo e escolher uma estrada diferente. Curiosamente, passamos anos a preocupar-nos com o que os outros vão pensar. Depois descobrimos um pequeno segredo: a vida continua. As pessoas seguem o seu caminho, resolvem os seus próprios problemas, esquecem discussões antigas e, provavelmente, nem repararam naquela vergonha monumental que julgávamos inesquecível. Somos nós que ficamos a remoer. Por isso, talvez valha a pena trocar um bocadinho dessa energia por algo mais útil: cuidar de nós, aprender, rir mais vezes e fazer as pazes com a nossa consciência. A “Consuela”, claro, ainda protesta. — Tens a certeza de que vais escolher a tua paz? E a miúda gira responde: — Tenho. Mas levo um lanchinho na mesma, porque decisões importantes dão cá uma fome… E, já agora, vou respeitar os sinais de trânsito da vida. As multas do universo costumam sair bem mais caras! 🤣 No fim de contas, a paz raramente faz barulho. Não bate com a porta nem levanta a voz. Limita-se a esperar que percebamos que a nossa companhia também merece um lugar de honra na nossa própria vida. E talvez essa seja uma das decisões mais bonitas que podemos tomar: tratar-nos com o mesmo carinho que tantas vezes oferecemos aos outros. Afinal, a única pessoa com quem temos um contrato para toda a vida… somos nós. E quando a vida levanta um sinal de STOP, talvez não seja para nos impedir de seguir em frente. Talvez seja apenas para nos lembrar de que, antes de continuar a viagem, vale a pena confirmar se ainda estamos na estrada certa.🫂❤️
— O que aconteceu?
A Consuela suspirou.
— O Alberto teve uma ideia… brilhante.
Olhei para o Alberto.
Ele falou tão baixinho que quase não ouvi:
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Capítulo 41 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… O Alberto Queria Deixar de Ser Tímido!
Hoje aconteceu-me uma daquelas coisas… Entrei na cozinha e encontrei a Consuela de braços cruzados. Muito séria. Ao lado dela estava o Alberto. Ainda mais envergonhado do que o costume. Perguntei: — O que aconteceu? A Consuela suspirou. — O Alberto teve uma ideia… brilhante. Olhei para o Alberto. Ele falou tão baixinho que quase não ouvi: — Pensei que… se bebesse um bocadinho… deixava de ser tímido… Fiquei a olhar para ele. — Alberto… mas tu és um fantasma! Ele encolheu os ombros. — Achei que podia resultar… A Consuela levou a mão à testa. — Resultado? Continua tímido… mas agora canta muito baixinho e pede desculpa às cadeiras quando lhes passa através delas! Desatei a rir. O Alberto, muito atrapalhado, explicou: — Eu só queria conseguir dizer “bom dia” sem desaparecer logo a seguir… A Consuela aproximou-se dele e sorriu. — Alberto, não precisas de beber nada para seres aceite nesta casa. Basta continuares a ser o fantasma mais simpático e tímido que conhecemos. O Alberto sorriu. Ou pelo menos acho que sorriu… Porque desapareceu imediatamente. E, sinceramente… Há pessoas que ficam mais faladoras. O Alberto… Continua a fugir da conversa antes de ela começar! 📢 Relatório Oficial da Consuela Assunto: Tentativa Falhada de Curar a Timidez do Alberto. Ocorrências: O Alberto concluiu que a coragem não vem numa garrafa. A Miúda Gira riu durante cinco minutos seguidos. O Fenando limitou-se a observar… claramente desapontado com a falta de elegância da experiência. O Jacks decidiu que o melhor remédio continua a ser abanar a cauda. Conclusão: O Alberto continua oficialmente o fantasma mais tímido de Portugal. E, na opinião desta agência… …é exatamente isso que faz dele uma personagem inesquecível. Assinado: Agente Consuela 007 Especialista em Operações Antipó, Conselheira de Fantasmas Tímidos e Defensora Oficial da Teoria de que uma boa gargalhada faz muito mais pela coragem do que qualquer outra invenção. 😸😅😅❤️
Já o Fenando…
O Fenando muda de opinião à velocidade da luz.
Num dia, as saquetas de frango são a melhor invenção da humanidade.
No dia seguinte, cheira, olha para mim com ar ofendido e parece dizer:
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Capítulo 54 – Gostos Muito… Peculiares!
Cá em casa, as preferências gastronómicas são um verdadeiro mistério. O Jacks, por exemplo, tem uma paixão muito estranha. Mal sente o cheirinho a café, aparece imediatamente ao meu lado. Senta-se direitinho, abana a cauda e olha para a chávena como quem diz: — Vá lá… só um golinho! E, se eu tirar um rebuçado de mentol do bolso… É o fim. Fica a olhar para mim com aqueles olhos irresistíveis, convencido de que aquele rebuçado foi comprado exclusivamente para ele. Já o Fenando… O Fenando muda de opinião à velocidade da luz. Num dia, as saquetas de frango são a melhor invenção da humanidade. No dia seguinte, cheira, olha para mim com ar ofendido e parece dizer: — Frango? A sério? Ontem já era tão… ontem! No outro dia só quer peixe. Depois já prefere peru. No seguinte decide que afinal quer ração. Cinco minutos depois… já não quer nada disso. O Jacks observa tudo muito confuso. — Fenando… mas afinal de que é que gostas? O Fenando encolhe os ombros. — Nem eu sei… gosto de manter o meu paladar… entretido. O Jacks abana a cauda. — Eu cá sou mais simples… café, um rebuçadinho de mentol… e sou feliz! O Fenando olha para ele e suspira. — Tu és o único cão que conheço que tem gostos de avô. E eu não consigo evitar rir. Porque, no fundo, um sonha com café e mentol… …e o outro muda de menu mais vezes do que eu mudo de meias! 😸Pensamento do Fenando: “Um gato elegante nunca come sempre a mesma coisa… é uma questão de sofisticação!” 😹 🐶Pensamento do Jacks: “Não percebo porque é que dizem que café não é para cães… cheira tão bem!” 😹 Moral da história: Cada um tem os seus caprichos. O Jacks acredita que um café e um rebuçado de mentol são o pequeno-almoço dos campeões. O Fenando vive numa aventura gastronómica permanente, onde a comida favorita muda sem aviso prévio. E a miúda gira já percebeu que, naquela casa, fazer as vontades aos dois… é uma missão quase impossível! 😹🤗❤️
Gancho olhou para a Fada Sininho e murmurou:
— Tenho saudades do Peter que só dizia “já faço”…
A Fada respondeu:
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Na Terra do Nunca acordou-se com uma notícia preocupante. Peter Pan tinha entrado numa enorme crise de rebeldia. A Fada Sininho percebeu logo que alguma coisa não estava bem quando abriu o armário… …e o frasco do pó das fadas tinha desaparecido. Ao mesmo tempo, ouviu-se um grito do outro lado da ilha. — O meu gancho! Onde está o meu gancho? — berrava o Capitão Gancho. Os Meninos Perdidos juntaram-se rapidamente. Cinco minutos depois encontraram Peter Pan. Numa mão segurava o pó das fadas. Na outra… o gancho do Capitão. Voava às voltas, completamente convencido de que tinha descoberto uma nova personalidade. — Agora sou um rebelde! Ninguém manda em mim! A Fada Sininho cruzou os braços. — Peter… devolve já o meu pó. — Não! — E o meu gancho! — gritou o Capitão. — Também não! Gancho olhou para a Fada Sininho e murmurou: — Tenho saudades do Peter que só dizia “já faço”… A Fada respondeu: — Eu também… este modelo novo veio sem livro de instruções. Peter continuava aos gritos: — Faço o que eu quiser! Nisso, tentou voar mais alto. Mas, com uma mão ocupada com o pó das fadas e a outra com o gancho, perdeu o equilíbrio e começou a andar às voltas no ar como um pião. Os Meninos Perdidos já não conseguiam parar de rir. O Capitão Gancho comentou: — Nunca pensei ver alguém assaltar um pirata… e ainda por cima sem saber o que fazer com o roubo! Peter aterrou desajeitadamente, olhou para o gancho e perguntou: — Afinal… isto serve para quê? Gancho estendeu a mão. — Para me devolveres… de preferência hoje e não “já amanhã”! Até a Fada Sininho desatou a rir. Peter coçou a cabeça, entregou o pó, devolveu o gancho e suspirou: — Ser rebelde dá muito trabalho… Gancho sorriu. — Estás a ver? Até para ser rebelde é preciso alguma responsabilidade! E dizem as más línguas que, desde esse dia, sempre que Peter Pan anuncia que vai entrar em modo rebelde, a Fada Sininho limita-se a esconder o pó das fadas… e o Capitão Gancho dorme debaixo da almofada com o gancho. Nunca se sabe quando o adolescente da Terra do Nunca resolve ter outra ideia… “brilhante”! 🤣