A Paz Também Sabe Bater à Porta! #Reflexão🍀

E há outra coisa curiosa. O universo tem uma paciência invejável. Antes de nos obrigar a mudar de direção, costuma enviar-nos sinais. Pequenos ao princípio, quase discretos. Depois um pouco maiores. E, se continuarmos a fingir que não vimos nada, lá aparece um enorme sinal de STOP, daqueles impossíveis de ignorar.
O problema é que, por vezes, fazemos exatamente o que alguns condutores fazem: aceleramos na mesma, convencidos de que o sinal era para o carro de trás.

Há dias em que o coração parece um excelente advogado. Arranja argumentos para tudo. Convence-nos de que “talvez desta vez seja diferente”, “é só mais uma oportunidade” ou “isto ainda se resolve”.
Entretanto, a paz está ali, muito educada, a tossir baixinho para ver se reparamos nela.
Às vezes, insistimos tanto em ficar onde já não nos sentimos bem que acabamos por nos esquecer de cuidar da única pessoa que estará connosco todos os dias da nossa vida: nós.
E não, isto não é egoísmo. É manutenção.
Tal como um carro precisa de revisão, nós também precisamos de parar de vez em quando e perguntar: “Estou realmente bem aqui?”
Se a resposta demora demasiado tempo a aparecer… talvez já seja uma resposta.
E há outra coisa curiosa. O universo tem uma paciência invejável. Antes de nos obrigar a mudar de direção, costuma enviar-nos sinais. Pequenos ao princípio, quase discretos. Depois um pouco maiores. E, se continuarmos a fingir que não vimos nada, lá aparece um enorme sinal de STOP, daqueles impossíveis de ignorar.
O problema é que, por vezes, fazemos exatamente o que alguns condutores fazem: aceleramos na mesma, convencidos de que o sinal era para o carro de trás.
A verdade é que também precisamos de saber quando parar. Não porque desistimos, mas porque percebemos que continuar no mesmo caminho já não nos leva a lado nenhum. Há momentos em que a maior demonstração de coragem não é insistir. É travar, respirar fundo e escolher uma estrada diferente.
Curiosamente, passamos anos a preocupar-nos com o que os outros vão pensar. Depois descobrimos um pequeno segredo: a vida continua. As pessoas seguem o seu caminho, resolvem os seus próprios problemas, esquecem discussões antigas e, provavelmente, nem repararam naquela vergonha monumental que julgávamos inesquecível.
Somos nós que ficamos a remoer.
Por isso, talvez valha a pena trocar um bocadinho dessa energia por algo mais útil: cuidar de nós, aprender, rir mais vezes e fazer as pazes com a nossa consciência.
A “Consuela”, claro, ainda protesta.
— Tens a certeza de que vais escolher a tua paz?
E a miúda gira responde:
— Tenho. Mas levo um lanchinho na mesma, porque decisões importantes dão cá uma fome… E, já agora, vou respeitar os sinais de trânsito da vida. As multas do universo costumam sair bem mais caras! 🤣
No fim de contas, a paz raramente faz barulho. Não bate com a porta nem levanta a voz. Limita-se a esperar que percebamos que a nossa companhia também merece um lugar de honra na nossa própria vida.
E talvez essa seja uma das decisões mais bonitas que podemos tomar: tratar-nos com o mesmo carinho que tantas vezes oferecemos aos outros. Afinal, a única pessoa com quem temos um contrato para toda a vida… somos nós.
E quando a vida levanta um sinal de STOP, talvez não seja para nos impedir de seguir em frente. Talvez seja apenas para nos lembrar de que, antes de continuar a viagem, vale a pena confirmar se ainda estamos na estrada certa.🫂❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

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