
Durante muito tempo, convenci-me de que precisava de esconder a intensidade com que sinto. Julgava que, se falasse menos do que me ia na alma, se abafasse as minhas emoções e diminuísse partes de quem sou, seria mais fácil de agradar aos outros e evitar ser mal compreendida.
Com o passar dos anos, percebi que nunca devemos reduzir quem somos para cabermos nas expectativas de alguém. Quem olha para nós com o coração sabe reconhecer a autenticidade, a coragem e a beleza de quem continua a sentir profundamente, num mundo que tantas vezes nos convida à indiferença.
Hoje já não escondo a minha essência. Aprendi que não há nada de errado em viver com intensidade. O que aconteceu foi que, por vezes, entreguei a profundidade dos meus sentimentos a pessoas que nunca estiveram preparadas para a compreender.
A maior serenidade que encontrei foi perceber que nunca senti “demais”. Simplesmente senti com verdade. E quem vive apenas à superfície dificilmente compreenderá quem escolhe mergulhar na profundidade das emoções.
Não quero aprender a sentir menos. Quero continuar a viver de coração aberto, fiel aos meus valores e à pessoa que sou. Porque a intensidade não é um defeito. É a prova de que ainda sou capaz de amar, de cuidar, de acreditar e de viver cada sentimento com autenticidade.
Carla Milho as confissões de uma miúda gira 🥰❤️








