🌻 Qual é o teu maior desejo?  

E eu agradeço o carinho, mas, cá entre nós, ainda bem que ninguém consegue ouvir a conversa que vai dentro da minha cabeça. Se os meus pensamentos e as minhas emoções tivessem legendas… acho que até eles, de vez em quando, pediam um intervalo para café!

                      

Se me fizerem essa pergunta hoje, nem preciso de pensar muito na resposta.
O meu maior desejo é encontrar um dador de medula óssea compatível para o meu marido, o João.
É um daqueles desejos que não cabem numa prateleira de um centro comercial, nem se resolvem com um clique na internet. Depende da generosidade de alguém que, sem sequer nos conhecer, pode mudar uma vida para sempre.
Logo a seguir, gostava de fazer um pedido um bocadinho mais “terreno”: recuperar um pouco de normalidade. Daquelas coisas simples que tantas vezes damos por garantidas. Fazer planos sem pensar em hospitais, acordar sem que a primeira preocupação do dia seja uma consulta ou um resultado de exames.
Muitas pessoas dizem-me: — “Tu és muito forte!”
E eu agradeço o carinho, mas, cá entre nós, ainda bem que ninguém consegue ouvir a conversa que vai dentro da minha cabeça. Se os meus pensamentos e as minhas emoções tivessem legendas… acho que até eles, de vez em quando, pediam um intervalo para café! Afinal, ser forte não significa nunca vacilar; significa apenas continuar a caminhar, mesmo quando as pernas preferiam negociar uma pausa.
A resiliência é uma qualidade bonita… mas também precisa de férias. E, se possível, num sítio onde não haja alarmes, relógios ou salas de espera. Acho que ela já me deixou um recado a dizer: “Volto quando houver café, paz e boas notícias.”
Apesar de tudo, continuo a acreditar que os desejos têm uma força especial. Não porque façam milagres sozinhos, mas porque nos lembram daquilo que realmente importa.
E, neste momento, o que mais importa é muito simples: que o João encontre a pessoa certa, que a esperança continue a fazer o seu caminho e que a vida, aos poucos, volte a oferecer-nos dias com mais sorrisos do que preocupações.
Porque, às vezes, a felicidade não precisa de ser extraordinária. Basta voltar a parecer… normal. ❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️