
Há pessoas que dizem gostar muito de nós… e nós acreditamos. Porque gostamos, porque confiamos e porque, às vezes, o coração tem uma tendência irritante para dar crédito antes de pedir referências. 😅
Mas depois existem as atitudes.
E quando as palavras dizem “gosto de ti”, mas as atitudes repetem constantemente aquilo que nos magoa, chega uma altura em que precisamos de parar e olhar para a realidade com humildade.
Não para apontar dedos.
Não para criar dramas.
Muito menos para fazer uma lista de culpas — embora a miúda gira reconheça que, em certos momentos, dava jeito ter um bloco de notas. 🤣
É simplesmente perceber que gostar de alguém também implica cuidar da forma como o tratamos.
Todos erramos. Eu erro, tu erras, nós erramos… somos humanos, não máquinas de lavar roupa com programa automático para “relacionamentos perfeitos”, sejam eles de que género forem. 😂😂
A diferença está em reconhecer o erro, tentar compreender o outro e fazer alguma coisa para mudar.
Porque pedir desculpa sem mudar comportamentos pode transformar-se apenas numa palavra bonita repetida em círculo.
E há uma coisa que aprendi: não precisamos de deixar de gostar de alguém para começar a colocar limites.
Às vezes, afastarmo-nos um bocadinho não é falta de amor.
É amor-próprio.
E talvez a verdadeira maturidade esteja precisamente aí: perceber que nem todas as relações precisam de acabar em guerra. Algumas simplesmente precisam de encontrar uma nova distância, mais saudável para todos.
Sem vinganças.
Sem grandes discursos.
Sem dramas.
Apenas aquela velha sabedoria da miúda gira:
“Eu gosto de ti, mas também gosto de mim. E já não tenho idade para andar a fazer de conta que está tudo bem quando não está.” 🥰😇❤️
No fim, a vida dá muitas voltas…
E nós já temos demasiadas voltas para dar sem ainda precisarmos de andar às voltas com quem não sabe cuidar de nós. 😂😜😁❤️
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️