🍀 Eu não estava a desmoronar… estava a mudar # Reflexão 🍀

E percebemos também que crescer não significa tornarmo-nos pessoas perfeitas.
Significa conhecermo-nos melhor.
Aprendermos a escolher onde colocamos a nossa energia.
Aprendermos a dizer “isto já não é para mim” sem precisar de escrever uma tese de 300 páginas a justificar a decisão. 😅

Durante muito tempo, talvez por hábito, achei que quando a vida nos abana demasiado é porque alguma coisa está a correr mal.
Afinal, há dias em que parece que estamos a perder o chão, a paciência, o rumo e, se tivermos azar, até as chaves de casa. 🙀
Mas hoje vejo as coisas de outra maneira.
Há momentos em que não estamos a desmoronar.
Estamos a transformar-nos.
Estamos a deixar para trás versões de nós que já cumpriram a sua missão. Pessoas que fomos, pensamentos que tivemos, medos que carregámos e até algumas certezas que defendíamos como se tivéssemos recebido um diploma oficial em “ter razão”.
E depois a vida chega e diz:
— Querida, temos de actualizar esse sistema.
E nós:
— Mas eu não pedi actualização nenhuma!
😅
Só que, às vezes, a mudança não pede autorização.
Acontece.
Devagarinho, quase sem darmos por isso, começamos a perceber que aquilo que antes nos preocupava já não tem o mesmo peso. Que certas opiniões deixaram de nos tirar o sono. Que algumas pessoas podem seguir o seu caminho sem que precisemos de correr atrás delas.
E percebemos também que crescer não significa tornarmo-nos pessoas perfeitas.
Significa conhecermo-nos melhor.
Aprendermos a escolher onde colocamos a nossa energia.
Aprendermos a dizer “isto já não é para mim” sem precisar de escrever uma tese de 300 páginas a justificar a decisão. 😅
A imagem das borboletas lembra-me precisamente isso.
Antes de voarem, elas passam por uma transformação que nós, humanos, normalmente gostaríamos de evitar: aquela fase em que nada parece fazer sentido.
Talvez connosco seja parecido.
Às vezes precisamos de uma fase de silêncio, de pausa, de reorganização.
Não para desaparecer.
Mas para renascer de uma forma diferente.
E não, eu não tenho a pretensão de dizer que já descobri tudo.
Continuo a aprender.
Continuo a errar.
Continuo a ter dias em que olho para a minha vida e penso:
— Muito bem… e agora quem é que deixou isto tudo assim? 😂
Mas já não tenho tanta pressa de ter todas as respostas.
Aprendi que algumas mudanças precisam de tempo.
Que nem tudo o que parece uma perda é realmente uma perda.
E que, por vezes, aquilo que julgávamos ser o fim de uma história era apenas o início de um capítulo que ainda não sabíamos escrever.
Por isso, se algum dia eu parecer estar a desmoronar, talvez esteja apenas a preparar-me para voar.
E se me virem meio despenteada pelo caminho…
não é falta de elegância. É o processo de transformação. 🍀🥰
Afinal, sou apenas uma miúda gira em permanente actualização.
Versão nova a instalar… tenham paciência. ❤️💕

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

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