
A curiosidade faz parte da natureza humana. Queremos saber, perceber, compreender… até aqui, tudo muito normal.
O problema começa quando a curiosidade deixa de ser curiosidade e passa a ser fiscalização da vida alheia. 😂😑
Há quem tenha um verdadeiro talento para querer saber tudo: quem fez, quem disse, com quem esteve, porque publicou aquilo, porque não publicou isto, onde foi, com quem foi e, se possível, ainda descobrir o que estava a pensar enquanto fazia tudo isso.
Convenhamos… há pessoas que, se recebessem uma comissão por cada minuto dedicado à vida dos outros, já tinham reforma antecipada. 🤣
A verdade é que a curiosidade excessiva sobre a vida alheia é uma das características menos bonitas do ser humano. Não porque seja errado interessarmo-nos pelos outros, mas porque existe uma enorme diferença entre preocuparmo-nos e querer controlar, investigar ou comentar aquilo que não nos diz respeito.
Cada pessoa tem uma história que não é obrigada a explicar.
Tem batalhas que ninguém viu, escolhas que talvez ninguém compreenda e capítulos que simplesmente decidiu guardar para si.
E está tudo bem.
Nem tudo precisa de ser contado, publicado, justificado ou transformado em conversa de café.
Às vezes, a maior demonstração de respeito é simplesmente aceitar que não temos direito a conhecer tudo sobre toda a gente.
E há uma coisa curiosa: enquanto se perde tempo a tentar descobrir a vida dos outros, a nossa própria vida vai acontecendo… sem esperar pela autorização da plateia. 🤣
Por isso, talvez seja saudável trocar um bocadinho do “Deixa cá ver o que se passa na vida daquela pessoa” por “E se eu tratasse da minha?”
É menos emocionante para a curiosidade, eu sei.
Mas pode ser bastante mais tranquilo para a alma. ❤️
Afinal, cada um deve ser protagonista da sua própria história — não figurante na história dos outros. 🤔🫡😶🌫️😝😅
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️