
Capítulo 155 — Francisca, a Ameaça e o Livro Voador! 📕🤣
A sala estava mergulhada numa atmosfera sinistra. A flor azul-escura continuava a brilhar e Francisca encarava Alberto com um sorriso capaz de congelar até o café da Consuela.
— Nem a Carla conseguiu proteger-te em vida, Alberto! Quanto mais agora que és um fantasma!
Soltou uma gargalhada arrepiante, daquelas que fazem as cortinas estremecerem e os vizinhos pensarem que alguém está a ensaiar para um filme de terror.😂😂😂🤪
Alberto manteve-se firme.
— Não tenho medo de ti, Francisca!
— DEVIA TERES! — berrou ela. — Já consegui elaborar metade! Mas preciso do resto da informação! OU VOU TER DE TE OBRIGAR A FALAR?!
Alberto cruzou os braços, tentando manter a dignidade fantasmagórica.👻
— Podes gritar quanto quiseres. Não te vou dar informação nenhuma!
Francisca preparava-se para responder quando, de repente, uma voz sonolenta se ouviu do sofá:
— QUEM É QUE ESTÁ A GRITAR A ESTA HORA?!
Era Consuela!🫡😏
Com o cabelo desgrenhado, o robe vestido ao contrário e a paciência completamente esgotada, levantou-se, agarrou no primeiro livro que encontrou e lançou-o na direcção da mulher misteriosa.🤣🤣📕
PUM!
O livro acertou de raspão na cabeça de Francisca.
— SUA… SUA…! — começou ela, levando a mão à cabeça.
— SUA NADA! — respondeu Consuela. — Nesta casa, depois da meia-noite, só se grita em caso de incêndio, assalto ou falta de café! E tu não me pareces trazer nenhuma dessas justificações!🤣🤣
Francisca olhou para Consuela com uma fúria assustadora.
Mas, aparentemente, não estava preparada para enfrentar uma mulher de robe, cabelo em pé e um segundo livro já na mão.
— Isto não fica assim, Alberto! — ameaçou, recuando.
— Pois não! — respondeu Consuela. — O livro também não ficou assim e olha que era uma edição cara!😂😂😂
Francisca soltou mais uma gargalhada sinistra e desapareceu pela porta, deixando para trás um perfume estranho e uma família prestes a acordar.
Nesse preciso momento, Fenando saiu do cesto da roupa suja, cambaleando.
— Sherlock Fenando informa… que houve um ataque literário!
Jacks apareceu a ladrar, tropeçou na própria manta e foi esconder-se atrás de Alberto.🐶👻🤣🤣
A Miúda Gira abriu finalmente os olhos.
— O que aconteceu? Estamos em Itália outra vez? Sonhei que alguém estava a atirar enciclopédias!🤣🤣🤣
Consuela respirou fundo e pousou o livro.
— Não, minha menina. Estamos em casa. E, pelos vistos, a biblioteca acabou de salvar a nossa vida!🤣🤣
Alberto continuava sério.
— Francisca já conseguiu elaborar metade de alguma coisa. E precisa do resto da informação.
A Miúda Gira sentou-se lentamente.
— Metade de quê?
Ninguém respondeu.
Fenando ajeitou os bigodes.
Jacks soltou um pequeno ganido.
Consuela olhou para a flor, que agora parecia ter escurecido ainda mais.
— Muito bem. Amanhã vamos descobrir o que se passa. Mas, se aquela mulher voltar, desta vez atiro-lhe com o dicionário completo!📕🤪
A Miúda Gira bocejou.
— Está bem, Consuela… mas tenta acertar-lhe com o volume das palavras difíceis. Talvez ela desista de nos assustar e vá procurar um emprego honesto!
Alberto não conseguiu evitar um pequeno sorriso.
Mas, quando todos começaram finalmente a acalmar, a flor emitiu um breve clarão.
E uma voz, quase imperceptível, pareceu sussurrar no silêncio:
— Falta tão pouco…
Consuela agarrou imediatamente no livro.
— EU SABIA! AINDA BEM QUE NÃO O GUARDEI!🤣🤣🤣
📢Relatório da Consuela
Francisca: ameaçou Alberto e levou com literatura na cabeça.
Alberto: corajoso, mas continua a esconder informações.
Miúda Gira: acordou convencida de que estava em Itália.
Fenando: saiu do cesto e declarou-se especialista em ataques literários.
Jacks: assustado, mas presente para receber biscoitos.
Flor: cada vez mais escura e cada vez menos convidativa.
Consuela: descobriu que um bom livro serve para muito mais do que ler.
Conclusão: amanhã quero respostas, café e uma porta com fechadura nova. E se a Francisca voltar, que traga a informação toda! Não aceito entregas por fascículos! 😂😂😂🤪
Continua…🥰❤️
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️