A Coragem dos Comuns🌻

Não tenho superpoderes. Não sou feita de aço. Tenho medo, tenho dias em que o coração pesa mais do que o corpo, tenho momentos em que a coragem parece esconder-se em algum lugar onde não consigo chegar.

Vivemos num tempo em que parece existir a obrigação de sermos fortes o tempo todo. Como se fosse proibido fraquejar, cansar ou admitir que já não sabemos de onde vem a força para continuar.
Mas a verdade é esta: eu não me sinto uma super-mulher.
Não tenho superpoderes. Não sou feita de aço. Tenho medo, tenho dias em que o coração pesa mais do que o corpo, tenho momentos em que a coragem parece esconder-se em algum lugar onde não consigo chegar.
Faço apenas o que posso.
E, muitas vezes, esse “posso” parece-me tão pouco… Tão insuficiente perante tudo o que a vida exige. Há dias em que sinto que, por mais que me entregue, fica sempre alguma coisa por fazer, alguma palavra por dizer, algum abraço que gostaria de tornar mais forte.
No entanto, talvez a verdadeira força nunca tenha sido fazer tudo.
Talvez resida precisamente em continuar quando sentimos que já demos tudo o que tínhamos. Em levantar-nos mais uma vez, mesmo sem certezas. Em amar, cuidar, sorrir e acreditar, mesmo quando o coração está cansado.
Não sou uma heroína.
Sou apenas uma pessoa comum, que tropeça, que chora em silêncio, que às vezes duvida de si própria… mas que, apesar disso, escolhe continuar, mesmo quando parece impossível faze -lo.
E talvez seja isso que nos torna extraordinários: não os poderes que não temos, mas a coragem de seguir em frente com as mãos vazias, fazendo apenas o melhor que conseguimos.
Porque, no fim, o amor nunca se mede pela perfeição. Mede-se pela presença. E, enquanto eu puder estar presente, continuarei a fazer o que posso… mesmo quando sentir que nunca é suficiente.

Carla Milho as confissões de uma miúda gira 🥰❤️