As Crónicas de uma Miúda Gira🥰❤️- Capítulo 118 – A Grande Pintura da Casa… com Tinta Voadora 😂😂😂

Consuela ficou responsável por pintar as paredes.
Fenando ficou encarregado de supervisionar.
Jacks recebeu a missão de transportar os panos.
E o Alberto ficou responsável por… ajudar onde fosse preciso.

Capítulo 118 – A Grande Pintura da Casa… com Tinta Voadora 😂😂😂

Depois da guerra das pizzas, acordei com mais uma daquelas ideias que parecem excelentes antes de começarem:
— Vou pintar a casa!
A Consuela olhou para mim.
— Tu?
— Eu.
— Sozinha?
— Claro que não. Somos uma família!
Foi então que distribuí as tarefas.
Consuela ficou responsável por pintar as paredes.
Fenando ficou encarregado de supervisionar.
Jacks recebeu a missão de transportar os panos.
E o Alberto ficou responsável por… ajudar onde fosse preciso.
Embora ninguém soubesse muito bem como se ajuda numa pintura sendo invisível. 😂😂
Vestimos todos roupa adequada, protegemos o chão e começámos.
Durante os primeiros minutos, tudo correu maravilhosamente.
Até que uma das latas de tinta começou a subir.
Devagarinho.
Depois outra.
E outra.
Consuela parou de pintar.
— Miúda Gira…
— Sim?
— A tinta está a voar.
Olhei para cima.
Três latas de tinta estavam a levitar no meio da sala.
Fenando levantou uma sobrancelha.
Jacks levantou a outra.
E Alberto, muito baixinho:
— Ups.
🤣🤣🤣
— Alberto! — gritou Consuela. — Estás a fazer isso?!
— Talvez…
— Põe as latas no chão!
— Estou a tentar!
Uma lata começou a andar pelo ar.
Outra deu uma pequena volta.
A terceira aproximou-se da parede e começou a inclinar-se perigosamente.
Consuela afastou-se.
— Eu sabia que esta casa não era normal!
Eu, porém, mantive a calma.
— Ninguém entra em pânico. Temos uma missão.
— Qual missão?! — perguntou Consuela.
Peguei no rolo.
— Acabar de pintar a casa.
E continuei.
🙈😹😹😹
Enquanto eu pintava, as latas continuavam a levitar atrás de mim.
Jacks transportava os panos.
Fenando fiscalizava tudo com um ar de chefe de obra.
Consuela pintava uma parede enquanto tentava não olhar para o tecto.
E Alberto fazia de grua fantasma.
— Alberto, passa-me a lata.
A lata aproximou-se lentamente.
— Obrigada.
— De nada.
Consuela abanou a cabeça.
— Isto já nem é uma obra. É uma obra paranormal.
Finalmente, depois de horas de trabalho, demos o último retoque.
Afastei-me da parede, olhei para a casa e sorri.
— Pronto!
Tudo estava pintado.
Tudo estava limpo.
E, milagrosamente, ninguém tinha ficado coberto de tinta.
Bem…
Quase ninguém.
Jacks tinha uma pequena mancha na testa.
Fenando tinha tinta numa pata.
Consuela tinha uma pinta azul na ponta do nariz.
E Alberto?
Ninguém sabia.
Mas ouviu-se:
— Acho que tenho tinta no cotovelo.
Consuela respondeu:
— Tu nem tens corpo visível!
— Mas tenho orgulho profissional.
😅😅😅❤️
E foi assim que a Miúda Gira descobriu que até uma casa pode ser pintada em família.
Mesmo quando as latas decidem ganhar asas.
Porque depois de tudo o que já aconteceu nesta casa…
tinta voadora era apenas mais uma terça-feira. 😁❤️
📢Relatório da Consuela
Assunto: Pintura geral da casa.
Organização: Excelente.
Tinta: Levantou voo sem autorização. 👌
Miúda Gira: Não desistiu.
Fenando: Supervisor oficial.
Jacks: Transportador de panos e receptor de tinta acidental.
Alberto: Grua fantasma certificada. 
Consuela: Pintura concluída, dignidade ligeiramente salpicada.
Resultado: Casa renovada.
Conclusão: Da próxima vez, pintamos só uma parede. E alguém prende as latas ao chão. 👀😏😅😅❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

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