As Crónicas de uma Miúda Gira🥰❤️-Capítulo 155 — O Fantasma Desapareceu e a Consuela Declarou Guerra ao Pó !👻📦

— Estratégico?! — resmungou Consuela. — Estratégico era ele ter desaparecido antes de me obrigar a limpar a casa inteira!

Capítulo 155 — O Fantasma Desapareceu e a Consuela Declarou Guerra ao Pó! 👻📦

Quando Francisca mostrou aquele objecto embrulhado no lenço negro, Alberto ficou tão assustado que, de repente, desapareceu sem dizer uma única palavra.

Nem um adeus. Nem um «O Sole Mio». Nada!

A Miúda Gira acordou finalmente, olhou em redor e perguntou:

— Onde está o Alberto?

Consuela, que já tinha desviado o sofá, arrastado duas cadeiras e limpo as paredes de alto a baixo, respondeu de dentes cerrados:

— Se eu soubesse onde está, mandava-o aparecer para me ajudar! Desviei os móveis todos, limpei as paredes e ainda não encontrei uma explicação para esta pouca-vergonha!

Fenando espreitou de dentro do cesto da roupa suja.

— Sherlock Fenando considera que o desaparecimento foi estratégico. O Alberto viu o objecto e fugiu!

— Estratégico?! — resmungou Consuela. — Estratégico era ele ter desaparecido antes de me obrigar a limpar a casa inteira!

Jacks abanou o rabo e foi cheirar o lenço negro que Francisca deixara cair. Espirrou, deu três passos para trás e escondeu-se atrás de Fenando.

— Muito bem — declarou o detective. — O cão encontrou uma pista.

— Não encontrou pista nenhuma! — respondeu Consuela. — Está é com alergia aos vossos disparates!

Entretanto, a Miúda Gira teve uma ideia.

— A minha avó guardava coisas antigas no sótão. Talvez haja lá alguma coisa que nos ajude a perceber o que se passa.

Subiu as escadas, afastando teias de aranha e caixas cheias de objectos que ninguém via há décadas.

— Se encontrar uma conta da electricidade de 1987, desço imediatamente!

Finalmente, encontrou uma caixa de madeira com as iniciais da avó gravadas na tampa.

Estava fechada com uma pequena fechadura de metal.

A Miúda Gira limpou-lhe o pó com a manga.

— Minha nossa… isto parece saído de um filme de mistério. Só falta uma música assustadora e o Fenando a tropeçar nas escadas!

Nesse instante, ouviu-se um estrondo vindo do andar de baixo.

— NÃO FUI EU! — gritou Fenando.

— Ninguém perguntou! — respondeu Consuela.

A Miúda Gira abriu a caixa devagar.

Lá dentro havia uma fotografia antiga, uma chave enferrujada e um pequeno papel dobrado.

Ao desdobrá-lo, leu uma frase escrita pela avó:

«Se a flor voltar a mudar de cor, não confies em Francisca. Procura aquilo que Alberto jurou proteger.»

A Miúda Gira ficou imóvel.

A flor tinha mudado de cor naquela mesma noite.

E Alberto desaparecera precisamente quando Francisca lhe mostrara o misterioso objecto.

Lá em baixo, Consuela gritou:

— MIÚDA GIRA! ENCONTRASTE ALGUMA COISA OU VOU TER DE LIMPAR TAMBÉM O SÓTÃO?!

A Miúda Gira apertou o papel contra o peito.

— Encontrei, Consuela… mas acho que vamos precisar de mais do que um pano do pó!

E, algures na casa, uma voz muito baixinha sussurrou:

— Não abras a caixa toda…

A Miúda Gira virou-se de repente.

Não estava sozinha.

📋 Relatório da Consuela

  • Alberto: desaparecido sem apresentar justificação.
  • Francisca: continua sinistra e com objectos que ninguém pediu.
  • Fenando: detective oficial, escondido no cesto da roupa.
  • Jacks: suspeito de alergia paranormal.
  • Miúda Gira: encontrou uma caixa antiga da avó.
  • Consuela: móveis desviados, paredes limpas e paciência esgotada.

Conclusão: amanhã vou limpar o sótão. Mas, se encontrar mais uma caixa com segredos, deixo-a no passeio para recolha de monos! 🤣🤣🤣

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

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