
Capítulo 154 — A Flor Adormeceu a Casa, Mas Esqueceu-se do Fantasma! 🤣🤣👻
A flor de Francisca mudou repentinamente para um azul-escuro, quase negro, com pequenas nuances pretas. Logo depois, começou a libertar aquele perfume doce que já tinha deixado Fenando a tropeçar na própria dignidade.😅😅
Em poucos minutos, a casa ficou em silêncio.😴😴😴
A Miúda Gira dormia profundamente no sofá, com uma almofada na cabeça. Consuela ressonava agarrada ao pano do pó. 😱🤣🤣Fenando estava deitado dentro do cesto da roupa suja, convencido de que tinha descoberto uma nova técnica de vigilância. Jacks dormia de barriga para cima, com as patas a mexer, provavelmente a sonhar com um fornecimento vitalício de biscoitos.🤣🤣
Só Alberto permanecia acordado.
— Eu sabia que aquela flor não era normal! — resmungou, flutuando junto ao tecto. — E agora sou o único responsável por vigiar esta casa inteira? Eu sou um fantasma, não sou segurança de condomínio!🤣🤣🤣👻
Nesse preciso instante, a campainha tocou.
Alberto estremeceu.
À porta estava Francisca, impecavelmente vestida, com aquele sorriso sinistro que parecia ter sido treinado em frente a um espelho durante séculos.
Entrou sem esperar grande convite e olhou para a flor.
— Então… o meu plano não resultou na totalidade.
Alberto apareceu diante dela, furioso.
— O teu plano?! Adormeceste a casa inteira!😈👻
Francisca ergueu uma sobrancelha.
— Era suposto todos dormirem.
— Pois, parabéns! Conseguiste pôr a Consuela a dormir sem ela largar o pano do pó. Isso é um feito histórico! Mas eu continuo aqui!
Francisca aproximou-se dele, baixando a voz.
— Precisamos de conversar, Alberto Crespo. Há coisas do passado que não podem continuar escondidas.
— Conversar? Tu ofereces uma flor suspeita à Miúda Gira, envenenas o ambiente com perfume de rebuçado e depois apareces à noite para uma conversa? Isto não é uma visita, é uma invasão com decoração floral!🤣🤣🤣
Francisca soltou uma gargalhada baixa e arrepiante.
— Continuas com o mesmo sentido de humor.
— E tu continuas com os mesmos métodos duvidosos!
Do sofá veio um ronco monumental.
Consuela virou-se na cadeira e murmurou, ainda a dormir:
— Se alguém estiver a falar de jardinagem… amanhã não há rega!🤣🤣🤣
Francisca lançou-lhe um olhar frio.
Alberto colocou-se imediatamente entre ela e a Miúda Gira.
— Não te aproximes dela.
O sorriso de Francisca desapareceu por um instante.
— Então ainda te lembras do que está em jogo…
E, antes que Alberto pudesse responder, ela tirou da mala um pequeno objecto embrulhado num lenço negro.
A flor brilhou intensamente.
Alberto recuou.
— Francisca… não me digas que trouxeste isso para aqui!
Ela sorriu novamente.
— Desta vez, meu querido, vais ouvir-me até ao fim.
E a Miúda Gira, profundamente adormecida, suspirou no sofá:
— Mãe… não quero mais esparguete…
Alberto fechou os olhos.
Até no meio de uma conspiração centenária, a Miúda Gira conseguia ter sonhos culinários!🤣🤣
📢Relatório da Consuela
Flor: azul-escura, quase negra e com péssimas intenções.
Miúda Gira: a dormir e a sonhar com esparguete.
Fenando: ainda dentro do cesto, investigação suspensa.
Jacks: em sonhos, provavelmente já chegou à fábrica dos biscoitos.
Alberto: único acordado e oficialmente sem paciência.
Francisca: entrou sem convite e trouxe mais um objecto suspeito.
Conclusão: amanhã quero explicações, café forte e uma flor que saiba comportar-se. Se a Francisca voltar a aparecer à noite, desta vez quem lhe abre a porta é o Fenando… dentro do cesto da roupa suja! 😅😅🤣🤣
Continua…😱😅😅
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️