As Crónicas de uma Miúda Gira🥰❤️Capítulo 156 — Um Piquenique com a Francisca? Só Se Levarmos um Exorcista! 🤪🧺🤣

A flor continuava viva.
Sem água, sem algumas pétalas e com Consuela a lançar-lhe olhares capazes de fazer murchar uma floresta inteira, a criatura permanecia no vaso, brilhante e convencida.
Consuela, pelo contrário, estava de rastos.
Tinha os cabelos em pé, o pano do pó pendurado num ombro e a expressão de quem estava a considerar seriamente mudar-se para um convento sem plantas.

Capítulo 156 — Um Piquenique com a Francisca? Só Se Levarmos um Exorcista! 🤪🧺🤣


A flor continuava viva.
Sem água, sem algumas pétalas e com Consuela a lançar-lhe olhares capazes de fazer murchar uma floresta inteira, a criatura permanecia no vaso, brilhante e convencida.
Consuela, pelo contrário, estava de rastos.
Tinha os cabelos em pé, o pano do pó pendurado num ombro e a expressão de quem estava a considerar seriamente mudar-se para um convento sem plantas.
— Eu desisto! Esta flor tem mais saúde do que eu e mais teimosia do que o Jacks quando lhe escondem os biscoitos!
Foi precisamente nessa altura que o telemóvel da Miúda Gira tocou.
Era Francisca.
— Minha querida! Estava a pensar que podíamos fazer um piquenique todos juntos. Gostava de me redimir e mostrar-vos que podem confiar em mim.
A Miúda Gira ficou pensativa.
— Um piquenique? Com sandes, sumos e uma toalha aos quadradinhos?
— Exactamente! — respondeu Francisca, com uma voz tão doce que até parecia estar a vender seguros de vida.
Consuela arrancou-lhe quase o telemóvel da mão.
— Redimir?! Minha senhora, ofereceu-lhe uma flor que sobrevive a tudo e agora quer oferecer-nos uma sandes? Se a senhora nos der uma salada, tenho de suspeitar dos tomates!
Do outro lado, Francisca soltou uma gargalhada baixinha.
— Consuela, continua tão desconfiada como sempre!
— E a senhora continua tão suspeita como uma galinha à porta de uma churrasqueira!
Entretanto, Fenando ajeitou os bigodes e assumiu a sua postura de Sherlock.
— Um piquenique é o cenário perfeito para uma investigação. Espaço aberto, testemunhas distraídas e comida que pode esconder pistas!
Jacks começou imediatamente a correr pela casa, trazendo a trela, uma bola e um biscoito que ninguém sabia de onde tinha roubado.
Alberto, por sua vez, anunciou:
— Eu não vou!
— Ninguém te perguntou, Alberto! — respondeu Consuela. — Da última vez que abriste a boca, partiste três objectos sem lhes tocar!
A Miúda Gira começou a rir-se.
— Muito bem, vamos ao piquenique. Mas, Francisca, desta vez não aceito presentes botânicos!
Do canto da sala, a flor brilhou intensamente.
Consuela olhou para ela e depois para o tecto.
— Ó minha Nossa Senhora das Plantas, dai-me paciência! Porque, se me derem força, esta flor vai parar ao compostor!
A Miúda Gira preparou o cesto, Fenando levou um bloco de notas, Jacks levou a esperança de comer por cinco e Alberto foi atrás, a resmungar que fantasmas também precisavam de descanso.
Francisca tinha conseguido reunir toda a família.
Mas ninguém reparou no pequeno sorriso que surgiu no seu rosto quando desligou o telefone.
Nem no facto de ter acrescentado uma última coisa à lista do piquenique:
Uma pequena garrafa com um líquido dourado.
📢Relatório da Consuela
Flor: continua viva e a gozar com a minha cara.
Francisca: quer redimir-se à base de sandes. Muito suspeito.
Miúda Gira: aceitou o convite. Deus nos proteja!
Fenando: leva o bloco de detective, mas espero que leve também o cérebro.
Jacks: planeia comer o piquenique inteiro.
Alberto: não quer ir, mas vai atrás de todos.
Consuela: cabelos em pé e paciência oficialmente esgotada.
Conclusão: eu vou ao piquenique, mas não como nada que a Francisca prepare sem antes o Fenando analisar, o Alberto cheirar e o Jacks provar. Se o cão começar a falar italiano, fugimos todos! 🤣🧺🤪

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Este é o seu novo site? Faça login para ativar os recursos de administrador e descartar esta mensagem
Fazer login