Crónicas de uma Miúda Gira🥰❤️-Capítulo 92 — A Operação “Apanhar o Chefe Supremo” 🤣👻

A miúda gira pensou.
— Da última vez apareceu na laranjeira.
— Então começamos pela laranjeira.
E assim nasceu a Operação “Apanhar o Chefe Supremo”. 😂😂
O plano era simples:
Esperar junto à laranjeira.
Levar café.
Levar bolachas.

-Capítulo 92 — A Operação “Apanhar o Chefe Supremo” 🤣👻

Depois de tantas pistas, sussurros e conversas misteriosas, a miúda gira chegou finalmente a uma conclusão:
— Consuela, temos de falar com o Chefe Supremo! Eu quero saber o segredo!
Consuela ficou séria.
— Concordo. Mas como é que vamos encontrá-lo?
A miúda gira pensou.
— Da última vez apareceu na laranjeira.
— Então começamos pela laranjeira.
E assim nasceu a Operação “Apanhar o Chefe Supremo”. 😂😂
O plano era simples:
Esperar junto à laranjeira.
Levar café.
Levar bolachas.
E, sobretudo, não fazer perguntas demasiado depressa.
— Assim que ele aparecer, eu pergunto!
— Não — avisou Consuela. — Primeiro temos de criar confiança.
— Como?
— Oferecemos-lhe uma laranja.
— Consuela… ele vive numa laranjeira!
— Pois. É verdade. Estou a perder qualidade.
🤣🤣🤣🤣
Enquanto as duas preparavam a operação, havia alguém a ouvir tudo.
Alberto.
Invisível, como sempre.
E cada vez mais nervoso.
— Ai, ai, ai…
Porque Alberto sabia que aquela conversa podia acabar numa situação complicada.
Deveria contar ao Chefe Supremo?
Ou não?
Se contasse, podia levar um sermão.
Se não contasse, podia levar dois.
E havia ainda uma terceira hipótese:
fingir que não tinha ouvido nada.
Alberto considerou-a durante cinco segundos.
— Não consigo. Sou um péssimo mentiroso.
Pausa.
— E um fantasma ainda pior.
👀😅
Na laranjeira, a miúda gira colocou um post-it:
CHEFE SUPREMO, PRECISAMOS DE FALAR.
É URGENTE.
E NÃO, NÃO É SOBRE A MOBÍLIA.
Consuela olhou para o papel.
— Achas que ele vem?
— Se não vier, vou escrever outro.
— E se também não vier?
A miúda gira sorriu.
— Faço uma coleção.
Alberto, escondido atrás de um cortinado, suspirou.
— Isto está a ficar sério…
E ficou ainda mais dividido.
Contava?
Não contava?
Contava só metade?
Ou dizia simplesmente:
“Chefe, elas já sabem que tu sabes que elas sabem…”?
— Não. Isso vai complicar tudo.
📢 RELATÓRIO DA CONSUELA
Assunto: Operação para localizar o Chefe Supremo.
Objetivo: Descobrir o segredo.
Plano: Laranjeira + café + post-it + muita curiosidade.
Estado da Miúda Gira: determinada.
Estado da Consuela: intrigada.
Estado do Alberto: em crise existencial.
Problema principal: Alberto sabe qualquer coisa, mas não sabe se deve contar.
Conclusão:
A situação encontra-se controlada.
Mentira.
Não está nada controlada. 🤣🤣
E enquanto a miúda gira e Consuela aguardavam pacientemente junto à laranjeira, Alberto tomou finalmente uma decisão:
— Vou falar com o Chefe Supremo.
Fez uma pausa.
— Mas primeiro vou pensar muito bem no que vou dizer.
E desapareceu silenciosamente.
Bom…
Desapareceu é maneira de dizer.
Ele já era invisível. 🥴😂
A única certeza era esta:
o segredo estava cada vez mais perto de ser descoberto.
E, naquela casa, quando a miúda gira decide descobrir alguma coisa…
nem o Chefe Supremo, nem a laranjeira, nem um fantasma tímido estão verdadeiramente seguros. 🍊❤️🤣🤣

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

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