
Hoje faz dez anos que o meu tio partiu.
Dez anos… É curioso como o tempo passa e, ao mesmo tempo, há pessoas que continuam tão presentes na nossa vida. Não porque as vemos, mas porque vivem nas nossas recordações.
Entre nós havia apenas onze anos de diferença. Talvez por isso, para além de tio, tenha sido também um amigo, alguém com quem partilhei momentos simples, risos sinceros e memórias que o tempo não conseguiu apagar.
Hoje podia escolher ficar presa à saudade. Mas prefiro fazer outra escolha: recordar os anos bons, os momentos felizes e tudo aquilo que tivemos a sorte de viver.
A vida ensina-nos que nem sempre podemos decidir quanto tempo alguém fica ao nosso lado. Mas podemos decidir de que forma essa pessoa permanece no nosso coração.
Eu escolho a gratidão.
Escolho lembrar-me do seu sorriso antes de pensar na ausência. Escolho recordar as gargalhadas antes do silêncio. Escolho celebrar a pessoa que foi, em vez de me perder naquilo que já não pode ser.
Porque a saudade dói, é verdade. Mas também é uma prova de que houve amor. E quando o amor é verdadeiro, não conhece datas, nem distâncias, nem despedidas definitivas.
Hoje, dez anos depois, continuo a acreditar naquilo que o coração me sussurra: as pessoas que amamos nunca desaparecem por completo. Permanecem em cada lembrança, em cada gesto de carinho que aprendemos com elas e em cada pedaço de nós que ajudaram a construir.
O tempo passa. O amor fica.
E esse… nunca morre …
Enquanto houver alguém que te recorde com um sorriso, nunca serás apenas uma memória. Serás sempre amor a continuar. ❤️
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️