
Há relações que parecem saídas de um filme de terror.
No início, tudo é bonito, misterioso, intenso… há química, olhares, promessas e aquela sensação de que finalmente encontrámos alguém que nos compreende.
Depois, com o passar do tempo, percebemos que afinal não encontrámos a nossa alma gémea.
Encontrámos o pacote completo da desgraça emocional. 😅
E atenção: não estou a falar apenas de relações amorosas.
Às vezes, o nosso verdadeiro “demónio” aparece disfarçado de amigo, colega, familiar ou até daquela pessoa que chega cheia de boas intenções e diz:
— “Podes confiar em mim.”
E nós, ingénuos e de coração aberto:
— “Claro!”
Erro de principiante. 😂
Porque a vida ensina-nos, algumas vezes da maneira mais simpática possível — ou seja, com uma valente cabeçada na parede — que nem toda a gente que sorri para nós vem em paz.
Mas também aprendi que não vale a pena viver desconfiando de toda a gente.
Se passarmos a vida à procura de chifres escondidos, acabamos a desconfiar até do empregado da pizzaria quando pergunta:
— “Quer mais alguma coisa?”
E nós:
— “PORQUÊ? O QUE É QUE SABES?” 🤣
A verdade é que precisamos de equilíbrio.
Confiar, mas observar.
Gostar, mas não desaparecer dentro de ninguém.
Dar oportunidades, mas não entregar a nossa dignidade juntamente com o cartão de cidadão.
E, sobretudo, aprender a reconhecer quando uma relação deixou de ser saudável.
Nem sempre precisamos de fazer uma guerra.
Às vezes basta simplesmente sair.
Sem discursos.
Sem vinganças.
Sem publicar 47 indiretas nas redes sociais — porque, convenhamos, depois temos de explicar à tia porque é que ela está metida naquilo. 🤣🤣🤣
Hoje prefiro a paz.
A minha paz não é negociável.
Quem quiser caminhar comigo, será muito bem-vindo.
Quem quiser trazer confusão, pode seguir viagem.
E se trouxer um demónio às costas, agradeço que o leve também.
Não tenho espaço em casa. 🙀😅
Porque amadurecer também é perceber que não precisamos de vencer todas as batalhas.
Algumas vencem-se simplesmente quando decidimos não participar.
E talvez esta seja uma das maiores liberdades que conquistamos com o tempo:
já não precisamos que toda a gente goste de nós.
Precisamos apenas de conseguir olhar para o espelho e pensar:
“Pronto… esta miúda continua meio doida, mas pelo menos já aprendeu a escolher melhor a companhia.” 😅❤️
E isso, meus queridos, já é uma evolução considerável.
Sem dramas. Sem rancores. Com humildade, algum bom senso… e uma pitada de sal para afastar os demónios. 🤣🤣
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️