
Nunca senti necessidade de apagar ninguém da minha vida.
As pessoas afastam-se pelas escolhas que fazem, pelas palavras que dizem, pelos silêncios que mantêm e, sobretudo, pelas atitudes que revelam quem realmente são.
A deslealdade não conhece rótulos. Pode surgir numa amizade, numa relação amorosa, entre familiares ou até entre pessoas em quem depositámos a nossa confiança. E, independentemente da relação, a dor que deixa é sempre profunda.
Quando a confiança é traída, algo muda para sempre. Não porque deixemos de recordar quem fez parte da nossa história, mas porque percebemos que nem todos valorizam a lealdade da mesma forma.
Há quem entre na nossa vida para ficar. Há quem apenas passe por ela. E há quem, pelas suas próprias escolhas, decida ocupar apenas um lugar nas nossas memórias.
Não guardo ressentimentos nem procuro apagar o passado. Simplesmente aprendi que a paz vale mais do que insistir em manter por perto quem deixou de respeitar aquilo que nos unia.
Porque as pessoas não desaparecem da nossa vida por acaso.
Por vezes, é a deslealdade que encerra capítulos que a confiança um dia escreveu.
E quando isso acontece, não é o amor, a amizade ou os laços de sangue que desaparecem primeiro.
É a confiança.
E sem confiança, qualquer relação perde o alicerce que a mantinha de pé.
Pergunta para reflexão:
E tu… acreditas que uma relação consegue sobreviver quando a confiança deixa de existir? Ou, para ti, a deslealdade é um ponto sem regresso?
Carla Milho as confissões de uma miúda gira 🥰❤️