
Nem tudo o que não resulta é uma tragédia. Às vezes é apenas a vida a dizer, com uma delicadeza discutível: “Por aqui não.”
Há quem passe demasiado tempo a insistir onde já não há espaço para crescer. Empurra, bate à porta, toca à campainha… e, se pudesse, ainda levava um kit de ferramentas para ver se aquilo abria à força.
O problema é que algumas portas não estão fechadas por maldade. Estão fechadas porque atrás delas já não existe nada que valha a pena.
Há relações, amizades, trabalhos e situações que parecem irresistíveis, até ao dia em que se percebe que o maior esforço não era entrar… era continuar lá dentro sem deixar a personalidade à entrada.
É curioso como, muitas vezes, só depois de seguir outro caminho se descobre que aquele “não” evitou uma bela dor de cabeça. Ou duas. Ou uma coleção inteira.
E há uma regra que raramente falha: quando uma porta insiste em não abrir, talvez seja mais sensato procurar outra do que gastar energia a discutir com a fechadura. Afinal, fechaduras nunca ganharam prémios pela capacidade de diálogo.
No fim de contas, a vida torna-se bem mais leve quando se deixa de confundir persistência com teimosia. Porque há batalhas que merecem coragem… e há portas que merecem apenas um encolher de ombros, um sorriso e um elegante: “Fiquem bem, que eu também vou ficar.”
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️