
Há alturas na vida em que passamos tanto tempo a tentar perceber quem somos, o que sentimos e para onde vamos, que acabamos a precisar de um mapa… e, de preferência, com GPS incluído. 🤣
A verdade é que passamos uma vida inteira a conhecer-nos. Mudamos, aprendemos, erramos, recomeçamos e, pelo caminho, descobrimos lados nossos que nem sabíamos que existiam.
E depois aparece a ansiedade, essa criatura extremamente prestável que ninguém convidou, mas que faz questão de aparecer. 😅😆
É inimiga do discernimento: pega numa preocupação pequenina, dá-lhe um megafone e transforma-a num problema de proporções cinematográficas.
Por isso, aprendi que o importante não é não ter medo. O medo faz parte. O importante é ter coragem para olhar para ele de frente e dizer:
— Está bem, podes ficar… mas não és tu que mandas aqui! 😁
Coragem não significa ausência de medo. Significa avançar apesar dele, com humildade, sem dramas desnecessários e sem exigir de nós próprios respostas para tudo.
Afinal, talvez não seja suposto termos todas as respostas. Talvez algumas delas apareçam precisamente enquanto caminhamos.
E se, pelo caminho, tropeçarmos? Levantamo-nos. Sacudimos o pó. Respiramos fundo… e seguimos.
Com humildade, com coragem e, se possível, com algum sentido de humor — porque uma miúda gira também não é obrigada a levar a vida toda a sério. 🤣
No fundo, continuo a ser eu…
um mistério em constante investigação, mas com muito boa disposição pelo caminho. ❤️
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️
