Murdering feelings

As ilusões que criamos , nas quais raramente reside a verdade…E assim se matam emoções ou sentimentos.

Vivemos numa era de “plástico ” , onde se quisermos sobreviver temos que ser feitos de aço , de Títano, pois nada é o que parece e as pessoas são cada vez mais ocas , mais superficiais .

Eu descrevo sempre a minha visão , descrevo sempre o que testemunhei , e nem sempre entro em pormenores . Escrevo sempre acreditando em cada palavra transcrita , pois ainda escrevo com o coração , embora tenha deixado de ser impulsiva. E deixei de se lo , porque estou num processo de auto disciplina, de auto controlo.

Muitos daqueles que por vezes leem o que eu escrevo , não conseguem captar as verdadeiras mensagens que estão por de trás de cada post de cada palavra escrita , no entanto continuo neste mundo que para mim é maravilhoso , o mundo da escrita.

Desde sempre , desde que me lembro de existir sempre senti que a maioria , não me compreendia e alguns até não aceitavam a minha personalidade , que na maioria das vezes é complexa . Mas nunca pretendi ser aceite , nunca fiz questão de estar no centro das atenções sobre as luzes da ribalta, porém sempre soube o meu lugar e a minha identidade. Talvez por isso nunca tenha desejado ser outra pessoa , mesmo quando determinadas vozes ousaram dizer o quanto eu era insignificante. Pois insignificante , mas corajosa , muito mais que muitos que têm a mania que o são!

Abandonei muitas situações que me sujeitava viver apenas porque era politicamente correta , mas para que chega se a essa conclusão tive que ver o pior , a pior característica de pessoas que para mim foram importantes ,algures num tempo longínquo do meu percurso pela vida!

Já não questiono tantas vezes os porquês que outrora colocava a mim mesma ,porque conclui que não eram erros por mim cometidos , e que praticados mais que uma vez não eram erros , mas sim escolhas . E tal como eu , que assumo cada erro , cada imperfeição minha (mais que muitas) , caberia a cada um fazer a sua parte e viver com ou sem consciências pesadas .

Aquele peso enorme desapareceu e a primeira coisa que senti foi alivio, muito alivio mesmo!

Hoje em dia , procuro organizar tudo o que foi “partido ” em mil e um pedaços , para que a minha mente não disperse novamente para lugares escuros, e tenho a certeza que é um processo longo e demorado. Não sou mais quem era , e de certa forma agradeço ter passado pelo cabo das tormentas , pois ensinou me que tenho em mim as ferramentas necessárias para ultrapassa lo. O pior ensina nos sempre algo , mesmo que isso seja , não ser igual a .

Sou a homicida por escolha ao ter congelado o meu lado emocional , porque assim o tive que fazer . Como nunca soube encontrar um meio termo, como sempre fui de extremos , ao sentir me insatisfeita , eu não poderia continuar a dar 80 quando por vezes nem um 8 me era retribuído. E mais uma vez o defeito de não encontrar um meio termo , sobressaiu …na verdade , não sei ser de outra forma.

Sempre fui da opinião que temos que dar , mas também temos que receber , então porquê viver de migalhas ou remendos ?!

Pois, não me fez o menor sentido !

Evolui como ser individual , e por isso agradeço tanto todas as experiencias que tenho vivido , sentindo que afinal estava errada por querer ser a guerreira que queria salvar os outros , quando a única preocupação deveria ser salvar me a si mesma!

Posso parecer egoísta ou egocêntrica, mas na verdade apenas posso escrever e descrever sobre o meu ponto de vista e perspetiva, sobre mim pois se a minha história for contada por terceiros , de certeza que não será a minha , porque apenas eu sei de onde vim e como cheguei até aqui!

Carla Milho

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