
Redes sociais: onde toda a gente parece feliz e toda a gente sabe da vida de toda a gente 😝
As redes sociais entraram na nossa vida quase sem pedir licença. Hoje sabemos quem tomou café, quem foi de férias, quem comprou uma casa, quem encontrou o amor da vida pela terceira vez este ano e até quem acordou às seis da manhã cheio de energia para fazer exercício.
Eu, às seis da manhã, ainda estou a tentar perceber quem sou e onde está o café. 🤣
As redes sociais têm coisas maravilhosas: aproximam pessoas, permitem partilhar momentos, reencontrar amigos e descobrir coisas interessantes.
Mas também têm um lado menos bonito.
Por detrás de muitos ecrãs existe uma realidade que não aparece nas fotografias. Há sorrisos cuidadosamente escolhidos, vidas aparentemente perfeitas, relações que parecem saídas de um filme e pessoas que, na realidade, podem estar muito longe daquilo que mostram.
Porque uma fotografia bonita não conta a história toda.
E depois existe a famosa bisbilhotice digital.
Há pessoas que parecem ter transformado as redes sociais numa profissão a tempo inteiro. Não publicam, não comentam, não dizem nada… mas sabem tudo! 😅🤦
Sabem quem foi jantar, quem deixou de seguir quem, quem apareceu naquela fotografia, quem mudou o estado civil e, se lhes dermos mais cinco minutos, provavelmente descobrem até o que comemos ao pequeno-almoço.
Não sei se é falta de ocupação, curiosidade em excesso ou simplesmente um doutoramento em vida alheia. 😂
O problema é quando essa curiosidade deixa de ser apenas curiosidade e passa a ser uma forma de viver através da vida dos outros.
Enquanto uns publicam, outros analisam.
Enquanto uns vivem, outros observam.
E, entretanto, a própria vida vai passando ao lado.
Também existe a comparação.
Olhamos para fotografias perfeitas e começamos a pensar que toda a gente é mais feliz, mais bonita, mais bem-sucedida e mais organizada do que nós.
Claro que é fácil parecer perfeito quando ninguém publica a fotografia da discussão, da conta para pagar, da ansiedade, do cabelo em pé ou daquela segunda-feira em que nem o café consegue resolver o assunto. 🤣🤣
Por isso, convém lembrar: nem tudo o que aparece nas redes sociais corresponde à realidade e nem toda a pessoa que acompanha a nossa vida precisa de ter acesso a ela.
Podemos partilhar o que quisermos, mas também temos o direito de guardar coisas só para nós.
E talvez, de vez em quando, seja saudável pousar o telemóvel e perguntar:
“Em vez de saber tanto da vida dos outros, será que estou a viver bem a minha?”
Porque a nossa vida não precisa de espectadores permanentes.
E, sinceramente, já dá bastante trabalho tratar da nossa… imaginem ainda ter tempo para gerir a dos outros. 🤣❤️
No fim, talvez a melhor publicação seja mesmo aquela que não precisa de ser publicada:
viver a nossa vida, cuidar da nossa paz e deixar os outros viverem a deles. 💯🤜🤛🧡
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️