
E na delicadeza encontro o refúgio necessário,
um lugar onde o tempo abranda
e a pele se torna transparência.
não é ausência, nem ferida,
é apenas o rasto subtil de quem passou
e deixou no ar um murmúrio de ternura,de humildade.
caminho por dentro desse vestígio
como quem percorre um jardim à noite,
sabendo que cada pétala caída
é ainda promessa de beleza.
e assim permaneço,
entre a memória e o sopro,
com a certeza que onde permaneço , é uma escolha de uma decisão!
