
Gostamos de ajudar. Faz parte daquilo que nos torna humanos. Mas, por vezes, estamos tão ocupados a apagar os incêndios dos outros que nos esquecemos de ver se a nossa própria casa já começou a deitar fumo.
A verdade é simples: para ajudar bem, também é preciso cuidar de nós. Não é egoísmo, é bom senso. Até nos aviões nos dizem para colocar primeiro a máscara de oxigénio em nós e só depois ajudar quem está ao lado. E, convenhamos, eles devem saber qualquer coisa sobre aterragens complicadas.
Quando nos respeitamos, aceitamos os nossos limites e damos atenção ao que precisamos, ganhamos mais força para estender a mão a quem precisa. A ajuda continua a existir, mas deixa de ser um peso e passa a ser um gesto feito com serenidade.
No fim de contas, ajudar os outros é importante. Mas não vale a pena tentar salvar o mundo se nos esquecermos de salvar um bocadinho de nós pelo caminho.