Quando o outono nos envolve 🍂

O outono chega devagarinho, quase sem pedir licença.
Traz consigo manhãs mais frescas, tardes douradas e árvores que começam a mudar de cor, como se a natureza tivesse decidido renovar o guarda-roupa.
E que guarda-roupa bonito…
Vermelhos, amarelos, laranjas, castanhos.
Uma verdadeira obra de arte, sem necessidade de pincéis. 😂

O outono chega devagarinho, quase sem pedir licença.
Traz consigo manhãs mais frescas, tardes douradas e árvores que começam a mudar de cor, como se a natureza tivesse decidido renovar o guarda-roupa.
E que guarda-roupa bonito…
Vermelhos, amarelos, laranjas, castanhos.
Uma verdadeira obra de arte, sem necessidade de pincéis. 😂
Gosto desta estação porque ela não tem medo da mudança.
As árvores deixam cair as folhas e não fazem disso um drama.
Não ficam a agarrá-las desesperadamente, nem passam horas a perguntar:
“Mas porquê eu? Porquê agora? E será que amanhã isto vai voltar a ser como antes?” 😂😂
Simplesmente deixam ir.
Talvez seja essa a parte que mais precisamos de aprender.
Há coisas que chegam à nossa vida para ficar.
Outras chegam apenas para nos ensinar alguma coisa.
E existem aquelas que, por muito que nos custe, precisam de cair.
Tal como as folhas.
Não porque tenham deixado de ser bonitas, mas porque chegou o momento de abrir espaço para uma nova estação.
Também nós temos as nossas estações.
Há dias em que somos primavera, cheios de esperança.
Outros em que somos verão, cheios de energia.
Há momentos em que somos outono, aprendendo a deixar ir.
E há outros em que somos inverno, recolhidos, cansados, simplesmente a tentar recuperar forças.
E está tudo bem.
Não precisamos de estar sempre bem.
Não precisamos de sorrir todos os dias.
Mas podemos tentar não esquecer que nenhuma estação dura para sempre.
Talvez por isso eu goste tanto das cores do outono.
Elas lembram-me que existe beleza até nas mudanças que inicialmente não compreendemos.
E que, às vezes, aquilo que pensamos ser um fim é apenas a natureza a preparar espaço para um novo começo.
Por isso, quando uma folha cair perto de mim, vou tentar não pensar demasiado.
Vou simplesmente olhar, sorrir e agradecer.
E, se possível, não vou tentar apanhá-la para a pôr num livro.
Porque conhecendo-me… daqui a dois dias tenho a casa cheia de folhas e a Consuela apresenta-me a conta da limpeza. 😅😅😅
A vida é feita disto.
De mudanças.
De partidas.
De chegadas.
De folhas que caem e de outras que, um dia, voltarão a nascer.
E talvez crescer seja precisamente isto:
aprender a deixar cair o que já cumpriu o seu propósito, sem deixar cair a esperança.
Que o outono nos envolva, então.
Nas suas cores, nos seus silêncios e naquela magia tranquila que nos lembra que mudar não significa perder.
Às vezes, significa apenas preparar-nos para florescer de outra maneira. ❤️😉

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

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