As CrĂłnicas de uma MiĂşda Gira 🥰❤️— CapĂ­tulo 159-đź‘»Quem Ă© que temos de acordar?!

At that exact moment, Alberto’s voice rang out:
“WE HAVE TO WAKE HIM UP!”
Consuela closed her eyes.
“I asked for silence, not a condo association meeting with the Great Beyond!”
“Alberto, who do we have to wake up?” I asked.


—Capítulo 159-👻Quem é que temos de acordar?!


Nessa manhã, acordei com uma certeza: precisava de férias, de silêncio e, se possível, de uma família nova. Esta já vinha com demasiados defeitos de fabrico! 🤣🤣
A Consuela apareceu na cozinha com uma chávena de café e um ar de quem tinha envelhecido dez anos durante a noite.
— Hoje ninguém fala de fantasmas, portas misteriosas ou homens desconhecidos!
Nesse preciso instante, ouviu-se a voz do Alberto:
— TEMOS DE O ACORDAR!
A Consuela fechou os olhos.
— Eu pedi silêncio, não uma reunião de condomínio com o Além!
— Alberto, quem temos de acordar? — perguntei.
— Não me lembro!
A Consuela pousou a chávena.
— Fantástico! Temos um fantasma com amnésia. Só nos faltava um detective com bigodes e um cão que pensa que é segurança privada!
O Fenando ergueu a cabeça, ofendido. O Jacks, para provar a sua competência, ladrou à torradeira.
— Estamos muito bem servidos — murmurei. — A torradeira deve ser a próxima suspeita.
De repente, o meu telemĂłvel vibrou. Outra mensagem de nĂşmero desconhecido:
«Quando o relógio tocar três vezes, não deixes Francisca entrar.»
Olhei para o relĂłgio da parede.
— Consuela, que horas são?
— Duas e cinquenta e nove.
Ficámos todos imóveis.
O relĂłgio tocou.
Uma vez.
Duas vezes.
Ă€ terceira, ouviu-se uma pancada na porta.
O Jacks escondeu-se atrás de mim. O Fenando fingiu estar a estudar o rodapé. A Consuela agarrou-se ao pano do pó como se fosse uma arma de combate.
E eu, que sou uma mulher corajosa, escondi-me atrás da Consuela.
— Se for a Francisca, dizes-lhe que morremos todos!
Do outro lado da porta, uma voz masculina murmurou:
— Carla… eu voltei.
Ouviu-se um estrondo e a voz aflita do Alberto:
— É ELE!
A Consuela olhou para mim, completamente desesperada.
— Minha querida, vou precisar de aumentar a dose de paciência. Porque, pelos vistos, os comprimidos já não chegam!
E a maçaneta começou lentamente a rodar…
📢 Relatório da Consuela
Alberto: continua a gritar em vez de explicar.
Fenando: especialista em fingir que nĂŁo tem medo.
Jacks: segurança privada em fuga.
Miúda Gira: escondida atrás de mim. Grande coragem!
Consuela: oficialmente indisponĂ­vel para mais maluquices.
Conclusão: se aquele homem entrar, alguém lhe pede para tirar os sapatos. Ao menos que o mistério não me suje o chão! 🤣🤣

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

VersĂŁo em inglĂŞs

The Chronicles of a Cool Girl 🥰❤️— Chapter 159
đź‘» Who is it that we have to wake up?!

That morning, I woke up with one certainty: I needed a vacation, some silence, and, if possible, a new family. This one came with far too many manufacturing defects! 🤣
Consuela appeared in the kitchen with a cup of coffee, looking as if she’d aged ten years overnight.
“Today, no one talks about ghosts, mysterious doors, or unknown men!”
At that exact moment, Alberto’s voice rang out:
“WE HAVE TO WAKE HIM UP!”
Consuela closed her eyes.
“I asked for silence, not a condo association meeting with the Great Beyond!”
“Alberto, who do we have to wake up?” I asked.
“I don’t remember!”
Consuela set down her cup.
“Fantastic! We’ve got a ghost with amnesia. All we’re missing now is a detective with a mustache and a dog who thinks he’s a private security guard!”
Fenando lifted his head, looking offended. Jacks, eager to prove his competence, barked at the toaster.
“We’re in great hands,” I muttered. “I suppose the toaster is the next suspect.”
Suddenly, my phone vibrated. Another message from an unknown number:
“When the clock strikes three times, don’t let Francisca in.”
I glanced at the wall clock.
“Consuela, what time is it?”
“Two fifty-nine.”
We all froze.
The clock struck.
Once.
Twice.
On the third strike, there was a knock at the door.
Jacks hid behind me. Fenando pretended to be deeply interested in the baseboard. Consuela clutched the dust cloth as if it were a combat weapon.
And I—a truly courageous woman—hid behind Consuela.
“If it’s Francisca, tell her we’re all dead!”
From the other side of the door, a man’s voice murmured:
“Carla… I’ve returned.”
There was a loud crash, followed by Alberto’s distressed voice:
“IT’S HIM!”
Consuela looked at me, looking utterly desperate.
“My dear, I’m going to need a higher dose of patience. Because, clearly, the pills just aren’t cutting it anymore!”
And the doorknob began to turn, ever so slowly…

📢Consuela’s Report 📝
Alberto: still shouting instead of explaining.
Fernando: an expert at pretending he isn’t afraid.
Jacks: a private security guard on the run.
Pretty Girl: hiding behind me. Such great courage!
Consuela: officially unavailable for any more nonsense.
Conclusion: if that man comes in, someone needs to ask him to take off his shoes. The least he could do is not dirty my floor with his mystery! 🤣
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